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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

"Governo vai criar Agência Espacial Portuguesa e apoiar construção de satélites de nova geração"

Fevereiro 15, 2018

Vera Gomes

Imagem publicada no Público

 

 

Foi assim que li na minda ronda habitual ao pequeno almoço as notícias  que chegavam de Portugal. No Expresso aparece em letras gordas:

 

Resolução do Conselho de Ministros desta quinta-feira determina que a proposta para a criação, instalação, financiamento e operação da Agência Espacial Portuguesa seja apresentada até ao final do ano por um grupo de trabalho interministerial a criar para o efeito

 

 

 

Confesso, senti um misto de orgulho e alegria por ver o meu país finalmente a avançar com uma estratégia e algo que trará retorno em termos de investimento, empregos qualificados criados, dinamismo e oportunidades a quem quer estudar e investir na área do espaço. Depois continuei a ler a notícia, e o meu optimismo começou a esvanecer-se. 

 

O artigo refere que: "Portugal vai criar uma agência espacial que deverá integrar todos os programas nacionais ligados ao espaço. Esta é uma das principais medidas da Estratégia Portugal Espaço 2030, que é aprovada esta quinta-feira num Conselho de Ministros temático dedicado ao conhecimento e à inovação." para mais abaixo referir que a resolução proposta deixa de fora o programa de observação de Terra, que esse irá continuar sob alçada de outra instituição que nao a nova agência. Algo que me parece ser um auspício que no futuro o tão bom plano e que tanta esperança tem trazido à indústria espacial portuguesa, aos estudantes de aeroespacial e aos amantes de espaço em Portugal se calhar não será assim tão promissor quanto parece à primeira vista.... 

 

 

Podme ler as notícias de hoje sobre a Agência Espacial Portuguesa e sobre o estudo de viabilidade de criar uma base de lançamentos nos Açores (ou seja, neste momento ainda não é garantido que irá acontecer) aqui e aqui

 

Caso queiram ler sobre a estratégica Portugal Espaço 2030, podem ver o documento neste site. Pessoalmente, tenho a opinião que é um documento frágil porque uma estratégia para Portugal deveria ser o resultado dos esforços conjuntos de todos os intervenientes governamentais e privados que actuam ou que têm interesses na área do Espaço. Além disso, não é claro na sua leitura onde estamos e onde queremos chegar. No entanto, o esforço que a FCT e que o Ministro estão a colocar no dossier Espaço é notável. Há já bastantes anos que não tinhamos alguém tão empenhado em tentar fazer alguma coisa e em pôr Portugal num papel estratégico a nivel mundial na àrea de Espaço.

 

Aguardo por isso, o desenrolar dos acontecimentos, na esperança que na minha ronda matinal pelos jornais me cruze com mais notícias positivas sobre Portugal no Espaço!

 

Açores: o futuro porto espacial português?

Janeiro 16, 2018

Vera Gomes

Desde 2007 que a Ilha de Santa Maria, nos Açores, colocou Portugal no mapa dos grandes países europeus no contexto espacial. Hoje existe já uma importantíssima infraestrutura operada pela Edisoft que actua não só na monitorização de toda a área marítima do Atlântico Norte, bem como no crucial rastreio dos lançamentos dos foguetões da Agência Espacial Europeia (ESA). A convite da Casa dos Açores em Lisboa, o Engenheiro Ricardo Conde da Edisoft apresentou o panorama actual dos Açores no sector espacial, bem como as grandes perspectivas futuras que poderão catapultar os Açores como o futuro porto europeu de acesso económico ao espaço.

 

 

AS ESTAÇÕES DE SANTA MARIA

Na complexo de instalações que é operado pela Edisoft em Santa Maria, existem actualmente diversos equipamentos com missões estratégicas no âmbito europeu.

 

Estação de Rastreamento de foguetões, em Santa Maria, Açores

Aqui encontra-se a Estação de Rastreamento que faz o seguimento dos lançadores da Arianespace para a ESA. Tem como missão a recepção da telemetria durante a fase inicial do voo e funcionar como o espelho do Centro de Control da Guiana francesa. Esta estação está preparada para acompanhar os foguetões Vega e Ariane-5 e no futuro estará também preparada para o Ariane-6 logo que comece a voar.

Existe também uma equipa que é responsável pela Monitorização do Atlântico Norte utilizando sistemas dotados de informação recolhida por satélite, para detectar derrames de hidrocarbonetos. Esta acção de monitorização serve para agir rapidamente em caso de emergência, reduzindo o impacto de um acidente ambiental e também serve como dissuasor para evitar que as entidades que operem embarcações de transporte de hidrocarbonetos façam poluição do atlântico norte.

Em Santa Maria está instalada uma Galileo Sensor Station, estação que recebe os sinais dos satélites da constelação Galileo, para verificar a integridade do sinal e eventuais desvios de órbita, de forma a se poder efectuar correcções e manter a constelação perfeitamente operacional.

Existe ainda uma estação do sistema VLBI da rede mundial de interferometria geodésica, para estudo dos movimentos das placas tectónicas. Esta estação em sincronismo com outras estações, fazem medições de alta precisão, para registar com precisão de 1 mm as deslocações das placas. Para complementar a estação VLBI em Santa Maria existirá no futuro também uma estação na Ilha das Flores.

 

EXPANSÃO DA ESTAÇÃO EDISOFT NOS AÇORES

Estão já a decorrer diversos projectos de expansão das infraestruturas da Edisoft nos Açores. Estas novas instalações visam aumentar a capacidade de serviços e sistemas operados pela Edisoft no âmbito dos projectos para a Agência Espacial Europeia e outros programas Europeus na área do Espaço bem como recolha de informação metereológica

Um desses projectos é a instalação de uma antena de 15 metros de diâmetro da ESA que se encontrava anteriormente na estação de Perth na Austrália e foi já transferida para Santa Maria. Esta antena tem performances impressionantes que vão permitir com que Portugal em 2019 passe a estar associado a missões de Medium Deep Space, nas quais se encontra a missão para estudar a calote solar. Em que a estação será responsável por parte das comunicações (recolha e transmissão de dados) e orientação dos veículos espaciais durante aproximadamente 12 horas por dia. A construção dos edifícios e base da antena vão iniciar em Fevereiro de 2018 sendo que a estação estará operacional em 2019.

Outro projecto que ser iniciado será a instalação de uma nova antena de meteorologia por satélite, para fornecer melhores informações climatéricas para a rede europeia EUMETSAT em 2019, que irá ser colocada nos Açores devido à sua centralidade única.

 

O NOVO PARADIGMA DE ACESSO AO ESPAÇO

Actualmente existe uma corrida ao acesso ao espaço para colocar satélites de menor dimensão em larga escala e formar constelações de satélites em órbita baixa, para fornecer serviços de comunicações à aviação e cobertura global de Internet. Exemplos dessas constelações são a Oneweb que pretende operar 900 satélites, a Viasat com 400 satélites e mesmo a SpaceX pretende operar a sua própria constelação Starlink que terá 4,425 satélites.

Os Açores aparecem nessa corrida como um dos potenciais candidatos com uma das localizações geográficas privilegiadas para a instalação de lançadores verticais de baixo custo de acesso ao espaço, capaz de colocar em órbita essas constelações de satélites. Esta estruturas seriam revolucionárias não só em termos de impacto económico para os Açores e para Portugal, mas também em termos de impacto tecnológico e científico criando diversas sinergias de empresas e instituições de ensino nacionais, com todo o mercado internacional do sector espacial.

Várias empresas de renome internacional tem interesse de dotar a Europa de um porto espacial em território europeu, em Portugal através dos Açores. Será tomada uma decisão sobre a localização deste porto espacial em 2019 para o lançamento em 2020 das constelações.

 

OUTRAS INFRAESTRUTURAS COM POTENCIAL INTERESSE

Durante o programa espacial americano Space Shuttle, o Aeroporto de Santa Maria terá servido como pista suplente no evento de uma emergência do vaivém espacial. Este aeroporto que tem uma das maiores pistas de aterragem, poderá a curto prazo ser dinamizado com novos projectos de missões espaciais.

Lançador Pegasus, Orbital ATK

Estão em curso estudos por parte da Aerobus para utilizar o método de lançamento horizontal, já utilizado pela Orbital ATK com o lançador Pegasus em que um avião transporta no seu exterior um foguete e após o avião atingir a altitude e trajectória pretendida, o foguete liberta-se do avião e inicia o seu motor que o irá propulsionar até à órbita pretendida no espaço.

 

(retirado daqui)

A maior conferência de política espacial europeia acontece na próxima semana!

Janeiro 15, 2018

Vera Gomes

eu space policy conference.JPG

A décima edição da European Space Policy tem lugar em Bruxelas 23 e 24 de Janeiro. Sob o tema "More Space for Europe", a conferência irá debater, entre outros, Espaço e Defesa. 

 

Do painel de oradores constam Comissários europeus e CEO's de várias companhias espaciais europeias. 

 

Podem ver o programa em detalhe, aqui

Mais dois para a Nigéria

Janeiro 05, 2018

Vera Gomes

ncc7.jpg

 

O governo nigeriano concluiu um acordo para compar mais dois satélites de comunicação à China.

 

O Ministério das Comunicações da Nigéria disse na quarta-feira que o governo concordou num acordo para os dois satélites, avaliado em US$550 milhões (cerca de 457 milhões de euros), com o fabricante China Great Wall Industry Corporation e o China Exim Bank. A China obterá, em contrapartida, uma participação acionária na Nigcomsat, a empresa de propriedade do governo nigeriano responsável pelas comunicações por satélite. Uma versão anterior do acordo exigia que a Nigéria pagasse 15% do custo dos satélites, mas, sob a nova versão, o ministro disse: "não colocamos nada em termos de recursos financeiros".

 

Não é a primeira vez que a Nigéria adquire satélites de comunicações à China. NigComSat-1, o satélite nigeriano ordenado e construído na China em 2004, foi o segundo satélite da Nigéria e o primeiro de comunicação por satélite da África. Foi lançado em 13 de Maio de 2007, a bordo do chinês Long March 3B, do Xichang Satellite Launch Center na China. A polémica compra de um satélite de comunicação agravou-se quando em final de 2008 o satélite deixou de funcionar. A China subsititui este satélite por um novo a custo zero para a Nigéria. A contrapartida da parceria Nigéria -China implicaria o acesso priveligiado da China às reservas de petróleo nigeriano. 

 

Podem ler mais sobre este assunto aquiaqui e aqui

Portugal coordena projeto de aceleração de 150 'startups' no setor do espaço

Janeiro 04, 2018

Vera Gomes

espaço

 

Instituto Pedro Nunes vai coordenar um projeto europeu de aceleração para 150 startups que encontrem no Espaço novas oportunidades de negócio. O Astropreneurs arranca no próximo dia 9 de janeiro com a primeira reunião dos vários parceiros envolvidos.

 

Astropreneurs gere um orçamento de dois milhões de euros para alavancar novas ideias de negócio direcionadas ao mercado espacial ou que incorporem tecnologia espacial em aplicações terrestres. Financiado pela Comissão Europeia, através do Programa H2020, este projeto vai criar novos negócios, gerar emprego e estimular o crescimento económico em cooperação com a indústria, investidores e instituições nacionais e europeias. O Astropreneurs é coordenado por Portugal, através do Instituto Pedro Nunes (IPN), e reúne diversos parceiros da Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, França, Reino Unido e República Checa.

 

Cerca de 500 empreendedores vão ter acesso a uma formação intensiva, que inclui 50 horas de mentoria e consultoria conduzida por 100 peritos para apoiar os empreendedores na aceleração dos seus projetos e na captação de financiamento público e privado, visando uma mais rápida entrada e consolidação no mercado.

 

Para ajudar a transformar ideias promissoras em negócios viáveis, o Astropreneurs abre a porta a uma vasta rede de investidores, indústria e agências de apoio que integram a chamada “economia do Espaço” para que as empresas tirem o máximo partido dos mercados-alvo e das oportunidades globais. Os empreendedores têm ainda acesso a um conjunto de workshops técnicos e a reuniões com os principais ‘stakeholders’ da indústria espacial. As candidaturas abrem em setembro.

 

Durante muito tempo, o setor espacial foi mais vocacionado para objetivos estratégicos relacionados com a ciência e exploração do Espaço. Contudo, essa realidade tem vindo a mudar e este setor tem atraído cada vez mais a atenção de outros atores, como estados, empresas e investidores privados. A “economia do Espaço” tornou-se um setor com impacto real, trazendo inovações disruptivas e muitas novas oportunidades de negócio, sobretudo quando aplicadas a outros setores terrestres da economia.

 

O Galileo, por exemplo, o sistema europeu de localização por satélite, ao fornecer uma precisão inigualável, está a criar a sua própria área de negócios, com centenas de startups a começarem a explorar esta oportunidade.

 

O EGNOS, um precursor do Galileo, é um sistema complementar que aumenta a precisão dos sinais de navegação por satélite na Europa e que também pode servir de suporte a novas aplicações em diversos setores, como a aviação ou a agricultura de precisão.

 

O programa europeu Copérnicus, que fornece dados de observação da Terra em tempo real, é outra fonte de dados espaciais que está a ser incorporada em novos produtos e serviços do futuro em áreas como o ambiente, a proteção civil e a segurança civil.

 

(retirado daqui)

O que escrevi

Dezembro 30, 2017

Vera Gomes

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