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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

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"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

A China e o Beidou

 

 

 

Os programas militares chineses estão estritamente ligados à base tecnológica e científica do país.

 

A China teve como objectivos ultrapassar as deficiências em áreas criticas para a sua segurança nacioanl desde que começou o Programa nacional de Alta tecnologia (863) em Março 1986. O programa 863 continha o desenvolvimento de tecnologias de duplo uso, aplicáveis tanto no dominio civil, como militar. O Programa focou-se inicialmente no desenvolvimento das seguintes areas estratégicas prioritárias: tecnologia laser, espaço, biotecnologia, tecnologia da informação, energia, materiais avançados e automotação. em meados dos anos 90, a China expandiu estas áreas em tamanho, âmbito e importância, mudando a sua trajectória para processos e produtos de tecnologia de ponta. O programa 863 continua a ser executado, financiando projectos como o supercomputador Tianhe 1A.

 

O sistema de navegação por satélite Beidou, projecto que a China encetou após abandonar o projecto congénere europeu Galileo, é disso um exemplo. A China planeia inclusiva a segunda geração de satélites para este sistema.

 

No fim de 2012, a China tinha já 16 satélites operacionais do Beidou em órbita. Até 2020, o Beidou 2 prevê um sistema com 35 satélites, assegurando cobertura global em dois modos: serviços gratuitos disponiveis para clientes comerciais com um grau de eficácia de até 10mts e um sinal restricto, apenas para "clientes" autorizados serviços de posicionamento, velocidade e timing com um grau de eficácia estimado em 10cms para o governo e forças militares chinesas.

 

Os satélites Beidou 2, desenvolvidos pela Acadecima de tecnologia espacial Chinesa, estão também equipados com protecção contra interferência electromagnética e ataques.

 

Com o Beidou, a dependência chinesa no GPS americano ou no Glonass (ambos sistemas de navegação por satélite) poderá ser desactivada em areas seleccionadas em tempos de conflito.

 

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