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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Espaço e dissuassão nuclear

 

 

"Dissuasão espacial" é definida como forma de persuadir a ocorrência de actividades nocivas, por qualquer meio, contra bens nacionais no espaço ou a bens que suportam bens espaciais. Analogamente, a dissuasão nuclear é definida como dissuassão de qualquer actividades nociva através armas nucleares. A atenção prestada à dissussão espacial tem sido intermitente durante e após a Guerra Fria, sendo que a realização do teste ASAT pela China em 2007 atraiu novamente a atenção para este assunto. Estas preocupações desvaneceram-se com a queda da União Soviética, mas agora renasceram com o advento do ambicioso programa espacial chinês.


Dissuassão é feita com base em ameaças. Mas não é por si só tranquilizadora. A Guerra fria não se tornou em quente, porque a dissuassão foi complementada com acordos diplomáticos para redução dos perigos nucleares. A contenção restritiva pode ser inferencial ou pode ser reforçada por acordos diplomáticos. A dissuassão estável requer também a certeza de quando os opositores possuem opções militares devastadoras.


Os EUA e a China terão que demonstrar um compromisso diplomático bem sucedido para moderar a competição no Espaço. Nem um nem outro acordaram missões conjuntas no Espaço, como aquelas que diminuiram a pressão entre os EUA e os Soviéticos durante a Guerra Fria. Durante este período, os Tratados celebrados tiveram um papel fundamental para garantir que não ocorreria uma escalada dos meios empregues. Na actualidade, um dos meios para assegurar que a dissuassão se mantém estável, é por exemplo, o Código Internacional de Conduta para as nações que têm acesso ao Espaço.

 

Michael Krepon escreveu um artigo bastante interessante precisamente sobre esta problemática na Space Review, que podem ler aqui. E podem ler mais sobre o Código Internacional de Conduta aqui.