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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

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Negócio “chorudo” com a NASA

A empresa norte-americana Lockheed Martin arrecadou um contrato avaliado em vários milhares de milhões de dólares com a NASA. O projecto envolve a construção da próxima nave espacial destinada a transportar pessoas, que vai ter o nome de “Orion”. O novo aparelho vai substituir o vaivém actualmente utilizado pela NASA e deve levar os astronautas novamente até à Lua, ou até mais longe.

A notícia, avançada pelo jornal norte-americano New York Times, indica que o contrato vai render à Lockheed Martin cerca de quatro mil milhões de dólares (cerca de 3,1 mil milhões de euros) até 2013. A verba destina-se ao projecto, desenvolvimento, testes e avaliação do “Orion”, para além da construção de dois aparelhos para voos espaciais iniciais.

Uma segunda fase, de 2009 até 2019, vai valer à Lockheed 3.5 mil milhões de dólares (cerca de 2,7 mil milhões de euros) e prevê a construção de um número ainda não especificado de aparelhos para tripulantes, que devem efectuar voos até à Estação Espacial Internacional e até à Lua, para além de aparelhos não tripulados cuja função é fornecer a carga à Estação Espacial.

O contrato prevê ainda uma verba de 750 milhões de dólares (cerca de 587 milhões de euros) para eventuais modificações e trabalhos de aperfeiçoamento das naves. No entanto, há quem diga que estes números são conservadores, dado que os projectos da NASA excedem, frequentemente, as estimativas iniciais em mais de 50 por cento.

O anúncio constitui uma grande vitória para a Lockheed e uma derrota surpreendente para a sua rival, a parceria entre a Boeing e a Northrop Grumman. A Lockheed tem sido o grande “leader” na construção de aparelhos não tripulados, embora disponha de pouca experiência na aviação espacial com tripulação. Por seu lado, a Northrop, a Boeing e os seus parceiros construíram a frota de “shuttles” actualmente utilizados pela NASA, para além dos aparelhos “Apollo”, que levaram homens até à Lua nas décadas de 1960 e 1970.

O projecto “Orion”

O novo projecto prevê a construção de uma nave com uma torre de emergência, parecida com o “Apollo”, que fez o transporte de homens para a Lua e de regresso à Terra. No entanto, o “Orion” vai ter dimensões bastante superiores por comparação ao seu antecessor.

O “Orion” deverá levar até seis astronautas até à Estação Espacial Internacional. Uma versão posterior deverá poder transportar quarto astronautas até à Lua. Outras versões do vaivém poderão ainda servir de veículos de regresso para a tripulação de aparelhos que um dia vão poder levar humanos até Marte.

Os “shuttles” actualmente utilizados pela NASA devem terminar a sua actividade em 2010. O “Orion” deverá fazer o seu primeiro voo com tripulação em 2014. No entanto, os apelos do Congresso norte-americano podem levar a que a NASA viabilize a antecipação do lançamento por um ano. A agência está também a desenvolver “rockets” de lançamento, ainda com base na tecnologia dos “shuttles” actuais, para lançar o “Orion” e a respectiva carga para o espaço. O “rocket” que deverá lançar o “Orion” tem o seu primeiro voo previsto para o ano de 2009.

in: http://sic.sapo.pt/online/noticias/dinheiro/20060901negociochorudocomanasa.htm