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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Declarações polémicas

Setembro 29, 2005

Vera Gomes

O Director da Nasa veio a público proferir declarações polémicas acerca da Estação Espacial Internacional e do programa Shuttle descrevendo-os como sendo erros estratégicos.


Michael Griffin, quando inquirido acerca da decisão de contruir o shuttle em 1970 para substituir o programa Apolo, respondeu que "It is now commonly accepted that was not the right path. We are now trying to change the path while doing as little damage as we can. My opinion is that it was a mistake".


Estas afirmações colocam em causa o continuamento do programa suttle e podem levar ao questionamento da participação americana na Estação Espacial Internacional. Neste momento, o único veículo de transporte para a Estação Espacial pertence aos russos - o Soyuz. Estas palavras poderão ser mais um índicio de que os EUA estão interessados em avançar sozinhos para o Espaço.


De salientar que em Janeiro de 2004 George Bush apresentou as intenções americanas de investirem no espaço seriamente nos próximos anos e que este Presidente americano apostou fortemente na construção de um escudo anti-míssil. Devido a este projecto (que ascende à década de 1980 e a Ronald Reagen, e à era Clinton) os EUA retiraram-se do Tratado ABM que vigorava entre Estados Unidos e Rússia desde o ínicio da Guerra Fria.

Sugestões de leituras

Setembro 26, 2005

Vera Gomes

Aqui ficam algumas sugestões de leituras disponíveis on-line


"Space: emerging options for national power" - Rand http://www.rand.org/publications/MR/MR517/


"Strategic Appraisal: United States Air and Space Power in the 21st Century" - Rand http://www.rand.org/publications/MR/MR1314/


"The changing role of US Military in Space" - Rand http://www.rand.org/publications/MR/MR895/


"Annual Report on the Military Power of the People's Republic of China 2005" - US Department of Defense http://www.defenselink.mil/news/Jun2000/china06222000.htm


 

EUA pretendem manter a liderança no Espaço

Setembro 22, 2005

Vera Gomes

Os EUA apresentaram os seus novos planos para irem à Lua em 2018. Interessante foram as palavras do administrador da NASA, Michael Griffi: "It's our nation's privilege and obligation to lead yet another opportunity to explore places beyond our own, and to help shape the destiny of our world for centuries to come."


Afirmou ainda no passado mês de Agosto "What the US gains from a robust program of human space exploration is the opportunity to carry the principles and values of western philosophy and culture along on the absolutely inevitable outward migration of humanity into the solar system and, eventually, beyond. These benefits are tangible and consequential".


Estas palavras demonstram que a escola neo-realista está presente nas politicas espaciais. Haverá outra que assente que nem uma luva como esta à corrida espacial que vivemos?

Porque não no espaço?

Setembro 18, 2005

Vera Gomes

Nestes últimos meses têm-se colocado várias vezes a questão das energias renováveis uma vez que o preço do petróleo tem subido batendo todos os records. A minha sugestão é: porque não procurar fontes de energia no Espaço? Segundo sei, a NASA e a ESA criaram prémios para quem conseguisse extrair minerais da Lua. O que é certo é que mesm ao lado do nosso planeta existe uma fonte enorme de energia. Se os Estados investem para a militarização, porque não o fazerem como procura de recursos alternativos às energias convencionais?

NASA aguarda apovação para comprar tecnologia russa

Setembro 16, 2005

Vera Gomes

A Nasa aguarda permissão para comprar tecnologia russa uma vez que o programa de voos espaciais está parado por tempo indeterminado. Para que tal seja possível, a administração Bush está a tentar eliminar um artigo do Iran Nonproliferation Act de 2000, que proíbe os EUA de comprar grande parte da tecnologia espacial russa e equipamento – incluindo a nave Soyuz – enquanto a Rússia exportar tecnologia nuclear e mísseis ou know-how para o Irão.


O Congresso está preparado para alterar a lei, mas ainda não existe nenhum acordo sobre qual será essa alteração. Os congressistas da linha dura de críticos do Irão poderão influenciar o destino desta lei, não permitindo a alteração.


Uma outra solução seria o Presidente Bush certificar que a Rússia não viola os acordos de não-proliferação, mas essa possibilidade não parece ter grande viabilidade de política.


Desde o desastre do Columbia em 2003, e os problemas do último voo do Discover, o programa de voos espaciais americano ficou suspenso até se resolverem os problemas de segurança ou até se construir um programa alternativo. Estes problemas criaram uma dependência forçada dos russos e põe em causa os objectivos espaciais anunciados por George W. Bush no inicio do ano passado de voltarem à Lua em 2020 e eventualmente Marte.


(Para saber mais ver Washington Post de hoje)

Malásia aposta no espaço

Setembro 15, 2005

Vera Gomes

A Malásia anunciou que tem intenções de lançar 5 satélites de 3ª geração como fazendo parte do seu plano de se tornar uma potência até 2020. No comunidado estava salientado a importância que é possuir uma boa rede de comunicações assim como assegurar a sua defesa através do espaço, o que demonstra a percepção espacial que os Estados mais pequenos começam a ter.


De salientar também que os países asiáticos têm investido em força no espaço, caso da China, Japão e Índia e de agora países mais pequenos como a Malásia. Será que a Ásia se prepara para uma Guerra Fria espacial regional?

Lançadores Pesados

Setembro 13, 2005

Vera Gomes

A falta de dinheiro que a Rússia sente no seu programam espacial é especialmente gritante quando se vê o mais poderoso lançador pesado do mundo parado sem ter uso. O sistema Energia, capaz de colocar na órbita baixa da Terra entre 120 a 175 toneladas, está a ganhar pó. Inicialmente criado para carregar a Mir-2 para o espaço, acabou por ser utilizado aquando do lançamento dos Buran, os shuttles russos, que por falta de fundos acabaram por ver o programa cancelado.


De facto o Buran era uma excelente alternativa ao shuttle americano e, aparentemente, melhor, já que podia levar mais carga. Mas a questão aqui é outra. Com um sistema capaz de colocar em orbita 175 toneladas, leva-me a pensar que já existe como lançar uma missão bem ambiciosa à Lua e/ou Marte mas, aparentemente, ninguém está interessado em cooperação. Será que a ESA ou a NASA não querem pedir aos Russos para participar com o Energia ou ajuda-los a usar o ressuscitar o Buran (agora que o shuttle está condenado) ou será que a Rússia não deseja ver os seus segredos do Energia partilhados com a NASA ou ESA?


Pessoalmente penso que haveria muito a ganhar com uma cooperação a este nível. Por outro lado temos a questão estratégica do espaço. Quem tiver um sistema com o Energia, pode muito bem, com as condições e opções certas, tornar-se muito dominante no espaço e, talvez seja esse o segredo para esta questão, inclusivamente um dos primeiros voos do Energia foi para colocar o Polyus, um sistema da guerra das estrelas soviético, no espaço.


Se pensarmos que no mundo “ocidental” (EUA e EUROPA), principalmente, não existe nada mais poderoso que o Ariane V em termos de lançadores pesados, realmente quem detiver o controlo do Energia, pode muito bem, se quiser e/ou puder em termos financeiros, vir a dominar o espaço em termos estratégicos e mesmo comerciais… Pergunto-me se algum dia o sistema voltará a voar. Veremos.


(por Nuno Coimbra - (Obrigada Nuno))

Cooperação Europeia

Setembro 12, 2005

Vera Gomes

Para ter actividade no espaço é necessário dois factores: capacidade tecnológica e projecto político. A Europa necessita destes dois requisitos para que a sua posição no espaço possa ser assegurada.


Contudo, o conceito europeu de espaço tem alguns problemas em parte devido às divergências institucionais e à falta de diálogo entre as mesmas para estabelecer prioridades e definir objectivos. As sensibilidades governamentais também não ajudam a que a União Europeia chegue a uma posição comum no conceito de espaço. Na realidade existem na Europa prioridades nacionais que os Estados seguem, dificultando desta forma a que o espaço seja visto como um objectivo e prioridade comum. Existe margem de manobra para que haja cooperação, mas o que assistimos é à competição quer regional, quer mundial.


Alguns teóricos defendem e afirmam que estamos perante um Guerra Fria no espaço. No caso europeu, esta versão espacial da Guerra Fria existe nos Estados europeus e a nível mundial também. O Espaço possui um grande interesse estratégico e terá muito mais se os Estados partilharem e cooperarem. E para existir cooperação é necessário que esta comece logo no ínicio dos projectos.

Brasil está a planear a primeira missão espacial

Setembro 06, 2005

Vera Gomes

A agência espacial russa informou que está a preparar o primeiro voo espacial do cosmonauta brasileiro Marcus Pontes.


Pontes irá iniciar o treino este mês perto de Moscovo, na Cidade das Estrelas russa, para um voo num foguete Soyuz à Estação Espacial Internacional em Abril do próximo ano.


Um acordo sobre o voo deverá ser assinado a 1 de Novembro. Os pormenores do voo serão discutidos na quinta-feira em Brasília.

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