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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

5 mitos sobre o programa espacial chinês

Novembro 29, 2011

Vera Gomes

 

 

Mito1: A China está a fazer uma corrida espacial contra os EUA

 

Talvez o mito mais comum é de que a China está a desafiar directamente os EUA no Espaço. De facto, o Partido Popular da China tem mostrado interesse em desenvolver uma capacidade espacial quase desde a sua fundação em 1949. A China colocou em órbita o seu primeiro satélite em 1970, e o principal foco do programa espacial chinês tem sido a construção de sistemas que facilitem o desenvolvimento económico nacional, apesar da segurança nacional ser uma preocupação proeminente nos últimos anos.

 

 

Mito 2: A China está quase ao mesmo nível que os EUA no Espaço

 

A China é actualmente a única nação cujo programa espacial prevê colocar em órbita seres humanos. Com o fim do Shuttle, e com o falhanço da Rússia do lançamento do Progress 44, levantou-se a questão se a Rússia terá capacidade para assegurar o tranporte para a Estação Espacial Internacional. A indústria espacial chinesa tem mão-de-obra mais jovem que a americana e consideravelmente mais nova e saudável que a russa. Os líderes chineses parecem comprometidos em manter os seus esforços espaciais sustentáveis para as próximas décadas.

Ainda assim os EUA ainda tem a liderança sobre a China de diversas formas, quer seja no campo dos satélites, como na capacidade de certos tipos de transportadores e acima de tudo nas operações espaciais.

 

 

Mito 3: A China quer cooperar com os EUA no Espaço

 

Os chineses não estão a competir com os americanos mas também não procuram desesperadamentente a sua cooperação. A China está a tentar obter as suas próprias capacidades e não precisa da tecnologia americana ou a sua permissão. A China não permite que outros determinem o rumo do seu desenvolvimento espacial. Isto não significa que a China recusasse cooperar se lhe pedissem. Contudo, os chineses apenas irião cooperar quando elas vejam a oportunidade como forma de obter algum ganho e após analisarem de que forma isso serviria os interesses chineses.

 

 

Mito 4: O programa espacial chinês é sobretudo civil

 

A razão da preocupação com o programa espacial chinês, é que a China não separou o programa espacial civil do militar. O Excército Libertação Popular (ELP) está intimimamente envolvido nos esforços espaciais chineses. Cooperação espacial com a China irá inevitavelmente significar cooperação militar, já que o ELP está presente em todos os programas espaciais que a China está a desenvolver, em postos elevados da hierarquia.

Desta forma, qualquer tecnologia transferida para a China, de forma aberta ou em resultado de espionagem, irá provavelmente beneficiar o ELP. Isto é exarcebado pela falta de transparência do programa espacial chinês. Por exemplo, não é de conhecimento público quanto a China gasta no desenvolvimento do seu programa espacial.

 

 

Mito 5: A China está determinada em enviar um astronauta para a Lua (ou Marte)

 

Esta opacidade do programa espacial faz com que seja dificil prever quais os objectivos espaciais da China. Uma das questões mais colocadas é se a China pretende colocar um homem na Lua. Nesta altura, ainda não houve uma comunicação oficial sobre se a China tem interesse neste tipo de objectivo. Por este motivo, outros têm ponderado se a China não tem ambições mais elevadas, como uma missão tripulada até Marte.

Com isto em mente, o facto da China estar a aumentar as suas capacidades espaciais militares levanta questões sobre quais são realmente os objectivos chineses. A teoria de que a China estaria a concentrar-se no desenvolvimento espacial com fins económicos parece que aqui cai por terra com os programas espaciais mais orientados para nível militar. Como isto se conjuga com o programa lunar e de voos espaciais tripulados, até ao momento, só o futuro dirá.

 

 

(baseado no artigo Five Myth's About China's Space Program de Dean Cheng)

Europa abre caminho ao diálogo político na exploração espacial

Novembro 24, 2011

Vera Gomes

Representantes dos governos de todo o mundo reuniram-se em Itália, no passado dia 10 de Novembro, para sublinhar a importância do futuro da exploração espacial do Sistema Solar e dos seus benefícios directos para a Humanidade. A conferência foi organizada pela Comissão Europeia e pela Presidência Polaca da UE, a ESA e foi governo italiano. 

 

A conferência realçou a importância do espaço na nossa sociedade. Destacou o facto de que nenhum país por si só consegue suportar a exploração do Sistema Solar de uma forma sustentável. Com a actual situação económica, a colaboração e cooperação são fundamentais para a exploração. 

 


Podem ser mais sobre esta conferência e os assuntos nela tratados aqui.

Se pretenderem podem ver as gravações video da conferência aqui.

Brasil assina Carta Internacional de Grandes Desastres

Novembro 10, 2011

Vera Gomes

O Insituto Nacional para Investigação Espacial (INIE) do Brasil tornou-se formalmente o mais recente membro da Carta Internacional de Grandes Desastres.

 

Segundo o Director do INIE, Gilberto Câmara, "O Brasil já beneficiou do apoio dos membros da Carta em Janeiro 2011 quando uma grande cheia matou mais de 800 pessoas e deslocou centenas no estado do Rio de Janeiro. "Ao aderir à Carta, o INIE i´rá estar melhor preparado para ajudar os brasileiros e a sociedade internacional caso ocorra um grande desastre".

 

O INIE é agora o 13º membro da Carta. Outros membros recentes foram o Centro Aeropespacial da Alemenha e o Instituto de Pesquisa da Coereia. O EUMSAT e a ágência espacial russa já fizeram pedido de adesão.

China em testes

Novembro 01, 2011

Vera Gomes

Hoje vai ser lançado o Long March II-F, o foguetão chinês não comandado que vai transportar a nave Shenzhou 8. O lançamento vai acontecer às 21h58, hora de Lisboa, a partir do Centro de Lançamento de Satélites Jiuquan, na província de Gansu, no Noroeste da China.


Os especialistas chineses irão depois acoplar o satélite Shenzhou 8 ao laboratório espacial Tiangong 1, que foi lançado a 29 de Setembro, e já está a ser manobrado para se preparar para a operação. A acoplagem irá acontecer a 343 quilómetros da Terra, dois dias depois do lançamento de Shenzhou 8. A técnica será fundamental para os chineses construírem uma estação espacial até 2020.

"O domínio das tecnologias de aproximação e de acoplagem vai dar uma segurança técnica fulcral para a China construir uma estação espacial e para a exploração do espaço profundo", disse Zhou Jianping, responsável pelo planeamento do programa espacial comandado, em declarações à agência de notícias Xinhua. O laboratório espacial faz parte desta primeira fase de testes e não integrará a estação.

Em 2012, o programa espacial chinês espera enviar pelo menos uma missão comandada. "No próximo ano, vamos enviar as missões Shenzhou 9 e 10, que também vão realizar testes de aproximação e acoplagem com o Tiangong 1", disse à Reuters a porta-voz do programa espacial chinês, Wu Ping. "De acordo com o planeamento das missões, pelo menos um dos voos do próximo ano irá ser comandado", acrescentou. Neste momento, já existem taikonautas (astronautas chineses) a treinarem para a missão comanda. Alguns dos profissionais são mulheres.

 

(in Publico)

Boeing na NASA

Novembro 01, 2011

Vera Gomes

A boeing vai usar as instalações da NASA para produzir novas aeronaves espaciais comerciais de transporte de passageiros, segundo um acordo divulgado hoje pelas duas empresas.

O acordo vai permitir à Boeing a utilização dos hangares da agência espacial americana e o Centro Kennedy, na Florida, e criar 550 postos de trabalho durante os próximos quatro anos, adiantou a NASA em comunicado.

O objectivo do programa de transporte comercial da NASA é desenvolver novos veículos aeronáuticos para levar passageiros de e para a Estação Espacial Internacional (EEI) de uma forma "segura, fiável e rentável".

A partir de hoje, a Boeing vai desenvolver uma cápsula reutilizável para transportar para o espaço até ao máximo de sete pessoas ou uma combinação de pessoas e carga.

"Não devemos abrandar a busca de uma nova geração de exploração espacial", disse, em comunicado, Charles Boden, director da agência espacial americana.

Em Abril, a NASA anunciou acordos com quatro empresas que receberam entre 22 e 92 milhões de dólares (entre 15 e 65 milhões de euros) para desenvolver o transporte espacial, desenhar novos veículos de lançamento e novas naves espaciais.

As selecionadas foram a Boeing, que receberá 92,3 milhões de dólares, a Sierra Nevada Corporation, com 80 milhões, a SpaceX, com 75 milhões e a Blue Origin, com 22 milhões.

 

(in DN)

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