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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Uma data trágica

Janeiro 28, 2016

Vera Gomes

 

No dia 28 de Janeiro de 1986, o programa espacial norte-americano sofreu, provavelmente, o revés com  maior impacto na opinião pública mundial: o desastre do Challenger assistido em directo por milhares de pessoas. 

 

 

A morte de uma tripulação de sete, que pela primeira vez incluiu a astronauta civil Christa McAuliffe, numa explosão transmitida na rede nacional de televisão durante vários dias após o acidente deixou uma marca na mente do público.

 

STS-51L crewmembers photographed in flight suits with helmets during a break in astronaut training.

 

Nesta foto de 9 de Janeiro de 1986, pode-se ver a tripualação do Challenger no Kennedy Space Center, num intervalo dos treinos para a missão que se revelaria fatídica. Da esquerda para a direita:  Sharon Christa McAuliffe, Gregory Jarvis; Judith A. Resnik, Francis R. (Dick) Scobee, Ronald E. McNair, Mike J. Smith, e Ellison S. Onizuka.

 

Podem ler mais sobre o acidente do Challenger, as causas, relatórios e fotos aquiaqui e aqui. Recomendo ainda a que vejam o filme sobre a investigação ao acidente Challenger disponível na íntegra no Youtube.

De cortar a respiração

Janeiro 27, 2016

Vera Gomes

Créditos imagem: NASA

 

A Operational Land Imager (OLI) a bordo do Landsat 8 capturou esta imagem em cor natural da Virgínia, Maryland e Washington DC em 24 de Janeiro de 2016.

A maioria dos bairros na imagem tiveram, pelo menos, 46 a 61 centímetros de neve durante a tempestade que assolou a região a partir de 22 a 24 de Janeiro. 

Boas e más notícias

Janeiro 27, 2016

Vera Gomes

 Crédito: arquivo Roscosmos

 

Um novo estudo ofereceu boas e más notícias para o programa espacial da Rússia.
 
A má notícia: o estudo, preparado para a Roscosmos pelo Central Research Institute of Machine Building, descobriu que a Rússia está em terceiro lugar no número de satélites operacionais com 139, atrás da China com 163 e, segundo o estudo, dos Estados Unidos com 542.
 
Mas, há boas (ou nem por isso) notícias! A Rússia é a primeira no espaço noutra categoria: a quantidade de detritos orbitais. A Rússia responde por 6.169 objetos de detritos actualmente rastreados, à frente de 4878 dos EUA e 3.645 da China.
 
"Hoje não estamos na melhor condição", disse o ex-chefe Roscosmos Yuri Koptev. Pois... também acho que não.

A Força desperta?

Janeiro 26, 2016

Vera Gomes

China's military is set to create a new 'Space Force' to strengthen its presence in low-Earth orbit. While there has been no official announcement, Washington Times sources claim the Space Force will be created within the People's Liberation Army

 

 
 
O exército chinês está a passar por uma mudança gradual para guerra no espaço e cibernética, e o movimento é mais visível agora já que uma nova estrutura de comando foi criada.

Depois de testar uma arma anti-satélite no ano passado, a China deu um passo em frente na sua preparação para a guerra do futuro, com o surgimento de um espaço de força novo, conforme relatado pelo Washington Times.

No caso de um conflito armado, o Exército chinês espera que usem uma combinação de ataques cinéticos, eletrónicos e ciber-ataques contra satélites e estruturas de apoio em Terra.

A rápida mudança na linha de comando militar na China significa uma mudança estratégica de contar com meios de guerra actualizados às ameaças actuais do futuro.
 
Podem ler mais sobre este tópico aqui, aqui e aqui.

Das coisas que nos fazem acreditar que tudo é possível. : )

Janeiro 25, 2016

Vera Gomes

http://i2.cdn.turner.com/cnnnext/dam/assets/160118103230-space-flower-twitter-scott-kelly-exlarge-169.jpg

 

 

A zínia, uma planta com flores comestíveis, foi plantada a bordo da Veggie na Estação Espacial Internacional em Novembro passado para ajudar a "fornecer informações sobre outras plantas floridas que poderiam ser cultivadas no espaço", de acordo com o blog da NASA.

Um pouco mais de duas semanas para o período de crescimento, o astronauta da Nasa Kjell Lindgren observou que as plantas sofriam de alta humidade e baixo fluxo de ar. No entanto, os esforços para resolver o problema foram adiadas devido a uma caminhada espacial não planeada em meados de Dezembro.

Após a caminhada espacial, os astronautas colocaram ventoínhas a operar no máximo na câmara Veggie para secar as folhas. Mas já era tarde demais: o tecido das folhas de algumas Zínias começaram a morrer e começou a crescer bolor. O astronauta Scott Kelly conseguiu contudo cuidar das plantas e o resultado está a vista: a primeira flor espacial!

 

Podem ler mais sobre o atribulado percurso da primeira flor espacial e das estapas até florir aqui.

 

 

Pela primeira vez em muito tempo....

Janeiro 22, 2016

Vera Gomes

http://www.universetoday.com/wp-content/uploads/2014/02/Change-3-landing-site-pano5U_Ken-Kremer.jpg

 

A agência noticiosa Reuters relata que a China está a planear enviar a sua sonda Chang'e-4 para o lado lunar mais distante em 2018. Anteriormente, o país tinha apontado chegar lá em 2020. Embora nave espacial tenha visto o lado "escuro" da Lua antes, nunca aterrou lá.


Em 2013, a China com a sonda Chang'e-3 e o rover Yutu tornou-se a primeira nave espacial em 37 anos a pousar suavemente na superfície da lua. As duas naves espaciais ainda parecem estar a funcionar nos dias de hoje, mas as suas funções podem ser limitadas - o rover Yutu perdeu a mobilidade nos primeiros dias após desembarque -, e as temperaturas frígidas da Lua podem ter causado estragos nos sistemas das sondas ao longo dos últimos dois anos. No entanto, a missão trouxe resultados científicos e recentemente anunciou a descoberta de um novo tipo de rocha lunar.

 

Podem ler mais sobre este tópico aqui.

Espaço fica um bocadinho mais povoado

Janeiro 21, 2016

Vera Gomes

 

A concorrência no espaço comercial ficou um pouco mais intensa. Em conferência de imprensa no passado dia 14 de Janeiro, os oficiais da NASA anunciaram que a empresa privada Sierra Nevada irá juntar-se à SpaceX e à Orbital ATK e começar a lançar missões de reabastecimento de carga para a Estação Espacial Internacional. Cada companhia terá um contrato para o minimo de seis missões.


Sierra Nevada não é esperado para começar a voar o seu Space Shuttle - Dream Chaser - para a ISS até 2019, mas é esperado para ser agotador de águas para a ciência. As missões da Sierra Nevada irão incluir uma opção que vai ter uma aterragem relativamente suave e pode ser rápida e facilmente descarregados, como o Falcon 9 da SpaceX. A Sierra Nevada antecipa poder retornar carga da Estação Espacial Internacional e recuperá-la na Terra dentro de 3 a 6 horas. Isto seria uma enorme vantagem para os cientistas que actualmente podem ter que esperar dias para recuperar amostras.

UPTEC recebe primeiras startups apoiadas pela Agência Espacial Europeia

Janeiro 15, 2016

Vera Gomes

O Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto (UPTEC) acaba de receber as suas duas primeiras startups na qualidade de ESA BIC (Business Inovation Center) na região Norte de Portugal, uma iniciativa da Agência Espacial Europeia (ESA) que visa promover a criação de startups que apliquem tecnologia espacial noutros sectores, como saúde, energia, transporte e segurança. A InanoE e Eye2Map, ambas “geradas” na Faculdade de Ciências da U.Porto (FCUP), vão receber, cada uma, um incentivo de 50.000 euros durante dois anos de incubação.

 

A inanoE, projecto de investigadores da FCUP, desenvolveu uma inovadora tecnologia de microgeradores capaz de converter energia mecânica e térmica em energia eléctrica. Com vista à redução do preço e ao aumento da eficiência desta tecnologia, originalmente desenvolvida para aplicação no espaço, a InanoE está a explorar novos processos com recurso a novos materiais. A startup desenvolve micro- e nano-geradores feitos à medida, leves e flexíveis, permitindo aos utilizadores aproveitar o calor e movimento do seu próprio corpo para alimentar a bateria de telemóveis e pequenos aparelhos electrónicos, como tablet ou ipods.

 

Em 2014, o startup foi finalista do concurso de ideias da Universidade do Porto (iUP25k) e representou a U.Porto no concurso IDEUP do SPIN 2014, no México.

 

 

EYE2MAP - UPTEC

A equipa Eye2Map com o Prémio Regional de Portugal da European Satellite Navigation Competition. (Foto: DR)

 

Nascida também na FCUP, a Eye2Map utiliza drones para navegação e georreferenciação precisa de dados. A informação, adquirida com sensores próprios a bordo de veículos aéreos não tripulados equipados com receptores GNSS, podem ser utilizados para o apoio à agricultura e floresta permitindo reduzir custos e aumentar a produtividade; a monitorização costeira para acompanhamento da erosão, identificação de zonas de risco para protecção civil local e valorização económica. A tecnologia desenvolvida pela startup pode, também, ser utilizada para a digitalização e modelação 3D de património histórico e arquitectónico de qualquer dimensão.

 

A startup já havia sido reconhecida, em 2014, com o Prémio Regional de Portugal da European Satellite Navigation Competition (ESNC), uma das maiores competições internacionais de ideias de negócio na área da navegação por satélite.

 

A incubadora de empresas da ESA  é gerida por um consórcio liderado pelo Instituto Pedro Nunes (IPN), e do qual fazem parte o Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto (UPTEC) e a Agência DNA Cascais.

 

(retirado daqui)

Iniciativa das boas! A não perder!

Janeiro 15, 2016

Vera Gomes

 

A Ciência não chega a todos os locais com a mesma facilidade. Por isso, uma vez por mês, em cada evento Ignite Astro, entre oito e dez investigadores do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço apresentam a sua investigação em apenas cinco minutos cada. Seguindo o conceito dos eventos Ignite, cada investigador terá de falar a compasso de uma sequência de 20 slides que avança automaticamente a cada 15 segundos.

 

A Digressão Ignite Astro quer levar a investigação nacional em Astrofísica e Ciências do Espaço a vilas e cidades que estão mais longe dos grandes centros urbanos e que têm menos acesso à divulgação de ciência.

 

O formato compacto dos eventos Ignite Astro permite expor em menos de uma hora uma variedade de temas: a deteção e estudo de exoplanetas, as estruturas em larga escala do Universo e a sua relação com a matéria e a energia escuras, o estudo dos buracos negros supermassivos e a procura das galáxias mais longínquas, entre outros.

 

A diversidade e a rapidez das apresentações do formato Ignite propiciam momentos de espetáculo e de entretenimento. A expetativa de ver os investigadores serem ultrapassados pelos slides cria dinâmica e diversão, próprias desta forma descontraída de apresentar e aprender ciência.

 

Digressão Ignite Astro

 

Onde vai acontecer?

 

A Digressão Ignite Astro tem linha de partida em Moimenta da Beira, no Auditório Municipal Padre Bento da Guia, no próximo dia 16 de Janeiro, às 20h30 com o seguinte programa:

 

  • Dar Tempo ao Tempo | Rui Agostinho
  • Um ESPRESSO para outros mundos | Nuno Santos
  • Medindo Exoplanetas | Sérgio Sousa
  • Galaxódromo | José Afonso
  • O Lado Negro das Galáxias | Sónia Antón
  • Radiografia do Universo | Ismael Tereno
  • Aceleração tardia do Universo | Francisco Lobo
  • A insustentável leveza do Universo | Nelson Nunes
  • Um Universo com ALMA | Hugo Messias

 

A Digressão Ignite Astro seguirá depois para o Montijo em Fevereiro, Grândola em Março e Vila Real, Tavira, Beja e Bragança nos meses seguintes.

 

Pode seguir a digressão aqui nesta página e também no Facebook em www.facebook.com/iastro.pt/, no Google+ e no Twitter.

 
(retirado daqui)

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