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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

A falta de reconhecimento também faz parte dos Óscares

Fevereiro 27, 2017

Vera Gomes

 

Já tinha aquiaqui expressado o quanto gostei do filme Hidden Figures. Acho que é um filme que mostra bem diferenças que se viviam nos anos 50 e 60 e que ainda hoje existem apesar de toda a gente assobiar para o lado ou ignorar. Fiquei em estado de choque quando descobri que o Hidden Figures não ganhou nenhuma estatueta dos óscares! É pena. Precisamos de filmes que contem histórias reais e que dêem alento a quem vive na pele o que é ser diferente, excluído e como nunca mas nunca se deve baixar os braços e lutar pelo que se quer. Mesmo que não haja qualquer tipo de facilitismo.

 

Não quero com isto dizer que os vencedores sejam "menos" filme ou que tenham uma mensagem "menos" forte. Contudo Hidden Figures mostram a luta de mulheres, que também são negras e que também lutam num mundo de homens. Creio que nenhum dos outros filmes vencedores acumula estes três tipos de lutas diárias de muita boa gente por esse mundo fora.

1 música = 1 imagem #25

Fevereiro 27, 2017

Vera Gomes

Lake_Success_California_node_full_image_2.jpg

 

 

Come a long way, come a long way
Come a long way
Not to work it out
As cold comfort
wraps around you in the dark
Come a long way

 

Crédito Imagem: contém dados modificados do Copernicus Sentinel (2016), processado pela ESA

Música: Pilgrim, Flink

 

Já há site e posters à borla!

Fevereiro 23, 2017

Vera Gomes

Momentos depois do anúncio da descoberta do sistema planetário “Trappist-1”, a 39 anos-luz da Terra, já havia um site oficial com todas as explicações e até bónus como posters que ilustram graficamente a descoberta. Um deles, com um aspeto futurista, considera este sistema - com sete planetas parecidos com a terra - é o “melhor destino” numa zona habitável.

 

O site está no endereço www.trappist.one. Nesta página, a equipa anuncia que pretende usar o satélite K2 (Kepler) e o telescópio espacial Spitzer, da NASA, para fazer mais medições. O objetivo é confirmar se existe mesmo água e até se há mais planetas neste sistema planetário. A médio prazo, a equipa espera usar o telescópio espacial Hubble para detetar as atmosferas dos planetas e fazer depois mais investigações com o apoio do telescópio espacial James Webb para as caracterizar.

 

Ainda nas reações ao anúncio de ontem, Douglas Vakoch, presidente do METI International – organização científica que se dedica à busca de sinais de vida inteligente – disse ao i que este é "um momento de viragem na busca de planetas fora do sistema solar que possam albergar vida".  

 

Vakoch sublinha que os planetas no sistema TRAPPIST-1, uma anã vermelha nas nossas redondezas galácticas, podem ajudar a rescrever a história da formação planetária. “Durante décadas as estrelas de classe M (o tipo de estrelas mais abundantes no universo onde se incluem as anãs vermelhas) eram vistas como sendo incompatíveis com o suporte de sistemas planetários nos quais a vida poderia surgir. A vida nestes locais enfrentaria desafios consideráveis”, sublinha o investigador. “As anãs vermelhas são conhecidas pelas suas erupções ‘solares’ severas que tanto podem libertar níveis de radiação capazes de erradicar de vida como causar as mutações necessárias para criar uma diversidade de vida como a que conhecemos no planeta Terra”.

 

Mas estes não são os únicos desafios. “Como estes planetas têm uma órbita tão próxima da estrela TRAPPIST-1, pensa-se que estão sujeitos ao fenómeno da rotação sincronizada (quando o período da órbita do objeto em torno da sua estrela é igual ao seu período de rotação, o que faz com que esteja sempre o mesmo hemisfério virado para a estrela)”, acrescenta o investigador. No fundo, é o que acontece entre a Terra e a Lua – vemos sempre a mesma face deste nosso satélite natural. “Durante muitos anos, os investigadores assumiram que planetas nestas circunstâncias teriam condições inóspitas para a vida. Mas recentemente, modelos sobre a transferência de calor oceânica e a atmosférica deixam um cenário mais otimista. No passado, assumíamos que um planeta nestas circunstâncias teria o lado que está sempre virado para a sua estrela sempre chamuscado, enquanto o lado oposto teria grelado. Hoje temos motivos para acreditar que o calor pode ser transferido, até permitindo que exista água em estado líquido nestes planetas.”

 

Vakoch explica que existem fenómenos de transferência de calor diariamente no nosso planeta e dá um exemplo próximo de si. “Quando o sol se põe à noite na Ponte Golden Gate, não fico preocupado que a baía de São Francisco congele.”

 

Se, por agora, as condições reais dos planetas do sistema “TRAPPIST-1” são uma incógnita, certo é que o anúncio da descoberta já teve impacto. Os radiotelescópios que se dedicam aos projetos de SETI (acrónimo de busca de vida inteligente extraterrestre) passaram a ter estes sete planetas no topo das suas prioridades de investigação. Se algum sinal de atividade tecnológica for apanhado, será escrutinado pela comunidade científica, que terá de descartar todas as hipóteses de resultar de uma fenómeno natural ou interferência de satélites humanos antes de pensar em dar a notícia ao mundo e estabelecer contacto.

 

(retirado daqui)

Mais um touchdown!

Fevereiro 22, 2017

Vera Gomes

 

A companhia privada SpaceX, que pertence ao irreverente Elon Musk, realizou com sucesso a missão de colocar em órbita, uma espaçonave Dragon carregada de insumos para abastecer a Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês) por meio do lançamento de seu foguete Falcon 9, que partiu do Complexo 39A da NASA no Cabo Canaveral.

 

Na coletiva de imprensa realizada após o sucesso da missão, a alegria de todos os envolvidos na missão era visível. A plataforma 39A possuí grande representatividade, pois foi utilizada para a maioria dos lançamentos das missões Apollo. O êxito do Falcon 9, serviu para afastar o momento negativo que a empresa vivia após a explosão de um foguete da empresa que ocorreu ainda na plataforma de lançamento no dia 1 de setembro de 2016.

 

O carregamento entrou em órbita exatamente as 9:39 a.m EST (GMT), após o primeiro estágio do propulsor retornar e pousar com sucesso em solo terrestre. A SpaceX já havia realizado outros procedimentos parecidos, mas sempre com o retorno do propulsor para plataformas marítimas. Esse fato, torna a empresa a segunda a conseguir tal feito, tendo em vista que a Blue Origin, que pertence ao empresário Jeff Bezos, apesar de estar mais afastado dos holofotes, colocou-se à frente na questão de pousos e reutilização de propulsores, que ainda dependem, de forma bruta, da utilização de tecnologias não reutilizáveis, que queimam dezenas de milhões de dólares nos custos de cada lançamento.  Bezos, segue de maneira otimista em relação ao desempenho de seu foguete reutilizável New Shepard, que dispõe de uma tecnologia que acomete apenas uma pequena margem de erro operacional. De qualquer forma, o ambiente competitivo existente entre as duas empresas, promete reduzir drasticamente os custos dos voos espaciais. Cada teste ou operação, serve para ser estudado a fim de monitorar e aprimorar as tecnologias já existentes.

 

Ainda para esse ano, Jessica Jenson, gerente de missão da Dragon na SpaceX, antecipou a intenção da empresa de realizar um teste de voo não tripulado para o serviço de taxi astronáutico, que servirá para transportar astronautas da Terra para a ISS, seguido de um voo tripulado no início de 2018 para ratificar o serviço.

 

 

Texto de Andreas Markus Wolter,  entusiasta da exploração espacial e investigador em Astropolítica e Relações Internacionais. Trabalha como analista de comércio internacional na Federação das Indústrias de Santa Catarina no Brasil.

Um dos melhores filmes que vi até hoje

Fevereiro 21, 2017

Vera Gomes

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No fim de semana passado vi finalmente o Hidden Figures. Recomendo vivamente este filme! Retrata um período específico do programa espacial norte-americano e da corrida espacial e as pessoas que estavam nos bastidores a fazer possível as concretizações do programa espacial.

 

O que é igualmente interessante neste filme, é o facto de mostrar a realidade dos tempos que se vivam nos EUA, sobretudo a segregação racial. É espantoso como um país tão avançado, mesmo para a época, existissem comportamentos societais que não ajudavam de todo ao desenvolvimento científico e tecnológico. Valha-nos a coragem e ousadia das três mulheres em torno das quais a história do filme gira. Tenho a certeza que existem muitas mais que passaram (e passam) pelo mesmo.

 

Uma cena que demonstra bem estes desafios é quando Kevin Costner resolve acabar com as casas de banhos para brancos e pretos dizendo: "Na NASA o xixi é todo da mesma cor". A qualidade do video não é muito boa, mas dá para ter uma ideia.

 

 

Resumindo, adorei o filme e recomendo vivamente. Quando se estuda política internacional, política espacial, ciência política em geral, é importante conhecer o contexto em toda as suas vertentes em que as decisões são tomadas. Este filme mostra que por detrás dos grandes sucessos da exploração espacial, há igualmente um contexto nem sempre tão atraente quanto o Espaço.

 

 

 

104 satélites indianos batem recorde da Rússia

Fevereiro 17, 2017

Vera Gomes

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  Crédito foto: Arun Sankar/ AFP Photo

 

A Organização de Pesquisa Espacial da Índia (ISRO, sigla em inglês), confirmou nesta quarta-feira, dia 15 de fevereiro, o lançamento de um único foguete que colocou 104 satélites em órbita.  Dessa forma, o lançamento indiano bateu o recorde russo de 37 satélites que prevalecia até então. Na composição geral de artefatos colocados em órbita, estava um satélite principal de 714 quilos destinado a observação terrestre e outros 103 nano satélites de, no máximo, 10 quilos cada um.

 

Os nano satélites pertencem a empresas dos Emirados Árabes Unidos, Israel, Holanda, Cazaquistão, Suiça e Estados Unidos. De todos os artefatos enviados, 96 nano satélites pertencem apenas aos EUA. Tal feito realizado pela ISRO, demonstra a preocupação do governo indiano em financiar pesquisas e operações no sector espacial para consolidar a posição da Índia entre os membros da vanguarda da exploração e pesquisa espacial. Apenas em 2013, o país gastou cerca de 69 milhões de Euros no envio de um foguete não tripulado para Marte. 

 

De qualquer forma, o lançamento do PSLV-C37 realizado na plataforma de Sriharikota, que foi transmitido ao vivo desde a contagem decrescente até a confirmação do sucesso da operação (30 minutos após o lançamento), serviu para colocar a Índia na história e mostrar seu valor comercial para toda a Terra.

 

 

 

Texto de Andreas Markus Wolter,  entusiasta da exploração espacial e investigador em Astropolítica e Relações Internacionais. Trabalha como analista de comércio internacional na Federação das Indústrias de Santa Catarina no Brasil.

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