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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

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Falta de dinheiro coloca Galileu em risco

Um problema de financiamento e de falta de entendimento pode pôr em causa a concretização do sistema europeu de navegação por satélite Galileu, que será o futuro GPS no Velho Continente. Quem o diz é o responsável pela Agência Espacial Italiana Sergio Vetrella, num artigo publicado ontem pelo jornal alemão Die Welt.

Segundo Vetrella, a Alemanha está a demorar tempo demais a desbloquear 430 milhões de euros que se tinha disposto a dar para despesa extras que possibilitariam o arranque do projecto em 2006. Se não chegar dinheiro nenhum até ao final do mês, diz, o projecto, que deveria estar pronto em 2008, pode mesmo estarem perigo. "Se não encontrarmos uma solução até ao fim de Outubro, todo o projecto Galileu está em questão", diz Vetrella.


Mas a Alemanha já fez saber que está interessada em saber primeiro como é que vão ser distribuídas as quotas de participação do Galileu. E quer que o centro gravitacional da construção do projecto seja em Munique.


Já Itália defende um local perto de Roma, enquanto os franceses e espanhóis também mostraram vontade de receber o centro de operações. Se os países não se entenderem, o projecto, que prevê a construção de 30 satélites, pode vir a ter custos extra incomportáveis.


A Europa deseja garantir com o Galileu a sua independência em relação aos dois sistemas de orientação operados militarmente, que são o norte-americano Global Positioning System, ou GPS, e o russo Glonass. O Galileu vai operar na navegação rodoviária e naútica, mas também na monitorização de plantações agrícolas e de fenómenos naturais ou de controlo das populações de pescado.


(in Jornal Público de 07/10/2005, pag. 35)