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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Corrida

Hoje em dia parece que é moda entrar na corrida ao espaço. Até os países ditos pequenos se começam a integrar nestas andanças. Basta ver o caso da Malásia que possui já um programa de exploração espacial que, por muito modesto que seja, é indicador de uma vontade e querer crescentes na conquista do espaço por esse mundo fora. Se isto é um indicador que a conquista do espaço se vai alargar a mais países ou, se preferirem, se vai generalizar mais, aí eu discordo um pouco. Para já convém salientar que esta é a minha opinião, e não implica nenhum estudo da minha parte.


Pessoalmente adorava ver mais países (Portugal incluído) metidos na corrida ao espaço, pois era sinal de mais oferta e maior capacidade mundial de desenvolvimento nesta área. O que acontece na realidade é que embora o facto de muitos países terem iniciativas espaciais, só 3 países em todo o Mundo são capazes de colocar pessoas no espaço pelos seus próprios meios. É pouco. É também, talvez, sintomático da realidade económica e espacial do Mundo: nem todos têm dinheiro e quem tem aplico-o de outras formas. Basta ver que a ESA não tem como colocar astronautas no espaço pelos seus próprios meios, o que considero uma lacuna grave para uma agência que se pretende capaz de rivalizar com a NASA (por exemplo). Mais uma vez penso que a solução seria uma maior e mais estrita cooperação entre a ESA e a Rússia, quem sabe com a adesão da Rússia à ESA, trazendo capacidades e “know-how” para a ESA.


É muito simples: se queremos competir, temos de ter armas para competir, coisa que de momento, principal no voo tripulado, a Europa está atrás dos Estados Unidos, da Rússia e até da China…


Talvez seja uma questão de motivações ou de financiamentos, pessoalmente acho que as questões são mais politicas do que outras…


(Por Nuno Coimbra)