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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

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Investigador português ganha prémio com animação de plasma no espaço

Um investigador português abriu caminho para gerar a protecção de satélites ou naves espaciais ao criar uma animação sobre a expansão de um plasma no espaço, uma simulação que lhe valeu um prémio nos Estados Unidos.

Na 20ª Conferência Internacional de Simulação Numérica de Plasmas, realizada em Austin, Luís Gargaté conquistou o Prémio Oscar Buneman de melhor visualização científica, na categoria de animação, com um filme de uma bolha de gás que se expande no espaço ao ser atingida por radiação solar, criando determinadas características no campo magnético e eléctrico.

Os perigos do espaço, como os choques com partículas solares, podem danificar os instrumentos nos satélites ou causar doenças aos astronautas.

Uma maneira de proteger pessoas ou máquinas destas partículas é "criar uma espécie de atmosfera à sua volta, uma redoma, que tem um campo magnético, uma bolha de gás", explicou à Lusa o investigador Luís Gargaté.

Nesta simulação, gerada no computador mais potente para cálculo científico em Portugal, no Instituto Superior Técnico, torna-se possível analisar o que se está a passar em termos físicos ao longo da evolução do sistema.

"A ideia é estudar estes sistemas para ver como eles se comportam e perceber como podem proteger a nave ou satélite", disse o investigador do Instituto Superior Técnico de Lisboa.

Segundo Luís Gargaté, a experiência já foi feita na realidade há alguns anos e hoje em dia é possível fazer simulações em computadores para compreender melhor o que se passa.

O trabalho consiste na visualização científica dos resultados de simulações numéricas de larga escala do cometa artificial AMPTE, permitindo capturar a dinâmica observada nas experiências realizadas naquele cometa.

Através desta animação, esclarece um comunicado do Instituto Superior Técnico, criou-se uma nova perspectiva sobre os fenómenos da formação de cometas e da sua interacção com o vento solar, apontando novas direcções para a utilização de magnetosferas artificiais para a protecção de naves espaciais.

ARR

Lusa/Fim