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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Cinzas Vulcânicas

A 7 de Maio de 2010, o vulcão islandês Eyjafjallajökull produziu a sua segunda maior nuvem de cinzas, que se propagou por quase toda a Europa. Desde que entrou em erupção em 14 de Abril de 2010, a montanha mantêm-se em constante actividade, obrigando os especialistas a desenvolverem modelos de propagação de cinzas cada vez mais confiáveis, para reconduzir de forma fiável e segura o tráfego aéreo europeu, reduzindo o impacto económico da sua paralisia. Entre as informações mais importantes usadas para esse tipo de previsão estão o instante em que a erupção aconteceu, a quantidade de cinzas ejectada e a altura alcançada pela coluna de cinzas. Além das observações recolhidas na superfície, os satélites de observação remota desempenham papel fundamental na obtenção desses dados. Nomeadamente, o satélite de monitoramento Terra[i], da NASA, dotado de nove câmaras diferentes, cada uma observando a mesma cena de um ângulo diferente quase simultaneamente. Ao combinar todas as imagens usando uma avançada técnica multi-estereográfica, os cientistas podem calcular a altura da pluma de cinzas com surpreendente exactidão, projectando com precisão os seus movimentos. Identificando esta situação como um problema grave a ESA desenvolveu um novo projecto de Suporte à Aviação para o Escape às Cinzas Vulcânicas (SAVAA), que visa montar um sistema de demonstração capaz de integrar dados de satélite e de medições meteorológicas de forma a calcular a altura das emissões, usando a trajectória e modelação inversa. O sistema poderá então ser implementado no ambiente operacional dos Centros de Aconselhamento em Cinzas Vulcânicas (VAACs).

 

 

MC



[i] O satélite Terra, satélite da NASA em colaboração com a Agência espacial do Canada e do Japão, executa sua translação em órbita polar e cruza a linha do equador no lado diurno do planeta ao redor das 12h30 do horário local. Cada varredura do sensor MISR, um espectroradiômetro multi-angular, cobre aproximadamente 400 km de largura e cobre toda a superfície terrestre uma vez por semana. http://terra.nasa.gov/, acedido em 18/05/2010