Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Os Europeus roubam "casquinhas" aos brasileiros

É o primeiro lusófono Doutor em Direito do Espaço saiu da Universidade de São Paulo há uns meses, com uma tese arrojada com impactos económicos estratégicos relevantes. De facto, o maior Estado da América do Sul, com acesso directo à linha do Equador, a linha de órbita mais barata, acaba de entrar na corrida ao espaço, abrindo as candidaturas para os voos com partida de Alcântara. Por isso, qualquer claúsula jurídica que venha a reduzir o acesso a plataformas de lançamento da Guiana francesa ou a aumentar o seu custo de lançamento, são muito bem-vindas. A tese propõe a delimitação jurídica horizontal do espaço aéreo do espaço sideral. Na prática,  cada vez que a Ariane Space lança da Guiana Francesa passa bem longe do espaço aéreo do Brazil, mas a existir espaço sideral da responsabilidade dos Estados, estará a invadir território brasileiro durante uns segundos. "Só uma casquinha" que poderá custar milhões. A ser aceite pela COPUOS, levará a considerar se os voos milionários propostos pela Virgin, não passarão de voos um pouco mais acima do que o normal. Ou, por exemplo, se os misseis intercontinentais não estarão a invadir territórios nacionais antes de atingir os seus alvos.

 

Fica o dilema. Portugal, como parceiro estratégico e económico em múltiplas plataformas do Brasil, e membro da ESA, que lança maioritariamente pela Ariane Space, deverá tomar posição no próximo reunião do COPUOS, onde a proposta será feita.

 

Aqui fica as imagens de uma entrevista dada pelo primeiro Doutor em Direito do Espaço lusófono!