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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Então... e o Sol?

John MacCain quando se candidatou à Presidência dos EUA, num spot de campanha, afirmou que “a tecnologia americana protegeu o mundo. Nós fomos à Lua não porque era fácil, mas porque era difícil”. Como pano de fundo estava um conjunto de imagens do Saturn 5 a descolar e um astronauta na superfície da Lua. Porque é que um candidato à presidência associaria espaço com um anúncio de campanha?

 

Bom… não é bem assim. É que o objectivo de John MacCain era chamar a atenção para um assunto da sua agenda política: a segurança energética. E aí a imagem de fundo mudou para uma bomba de gasolina, um poço de petróleo e moinhos de vento e aí a voz off falava do plano de MacCain de reduzir o preço do gás, aumentar a produção petrolífera nacional e promover fontes energéticas alternativas.

 

Também em Portugal, a grande bandeira do Governo de José Sócrates foi a promoção do desenvolvimento de energias alternativas. Todos vimos o ex-Primeiro-ministro a conduzir um Nissan eléctrico e notamos o aumento de ventoinhas destinadas à produção de energia heólica. Uma das bandeiras foi também o apoio a que os portugueses fizessem uso do sol que abunda em Portugal e colocassem painéis solares de forma a aproveitar a energia solar para as suas necessidades energéticas. De facto, verificou-se um aumento na colocação de painéis solares por este Portugal fora embora o impacto tenha sido reduzido tendo em conta o potencial.

 

Verdade seja dita: numa altura em que tanto se fala de “troika” e redução de custos, a opção de aproveitamento da energia solar faz todo o sentido para reduzir os custos energéticos das famílias e empresas.

 

De facto, Portugal é um dos países da Europa com maior disponibilidade de radiação solar (o número médio anual de horas de Sol, varia entre 2200 e 3000, enquanto que, por exemplo, na Alemanha varia entre 1200 e 1700 horas). Portugal possui, por isso, boas condições para a conversão fotovoltaica. A conversão da radiação solar em energia útil pode ser realizada pela via fotovoltaica, ao produzir directamente electricidade através de células fotovoltaicas. Geralmente um sistema fotovoitaico inclui um conjunto de painéis, uma unidade de controlo de potência e, caso seja necessário, uma unidade de armazenamento de energia. Os sistemas podem ser isolados ou estarem ligados à rede de distribuição eléctrica. No primeiro caso, em geral, existe alguma forma de armazenamento de energia (mediante, por exemplo, o recurso a baterias de ácido-chumbo). Consequentemente, a utilização de um regulador de carga que tem como principal função evitar que haja danos na bateria devido a uma sobrecarga ou descarga profunda. Nos sistemas ligados à rede a totalidade da energia produzida é entregue directamente na rede, através de inversores, sem a necessidade do recurso à utilização de baterias.

 

Os sistemas fotovoltaicos produzem energia eléctrica com elevada fiabilidade e a sua manutenção é baixa, limitando-se, essencialmente, ao sistema de acumulação de energia no caso dos sistemas autónomos. São também conhecidas as vantagens ambientais deste tipo de sistemas, que não emitem gases de efeito de estufa e não produzem ruído. (in Educare)

 

Por isso mesmo, foi com agrado que li que a Martifer construiu em Portugal a primeira clarabóia fotovoltaica! No seu edifício em Oliveira de Frades, esta empresa que está presente em vários países, deu o exemplo e construiu uma clarabóia que lhes permite aproveitar a energia solar deste belo Portugal.

 

Porque estas coisas do Espaço nem sempre têm que se estar em órbita! O Espaço sem sombra de dúvida que influencia cada vez mais a nossa vida quotidiana. Contudo, sou da opinião que mesmo sem sair da Terra poderemos aproveitar as suas potencialidades. Tendo em conta que os combustíveis não param de aumentar e que a palavra de ordem é “reduzir custos” esta parece-me ser uma boa opção para reduzir a factura energética. Não acham?