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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

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Em órbita a primeira autoestrada espacial

Sistema de retransmissão de dados via laser (crédito imagem: ESA)

 

A Agência Espacial Europeia (ESA) definiu com sucesso a primeira pedra da autoestrada de dados no espaço, ao colocar a primeira estação retransmissora em órbita do European Data Relay System (EDRS).

 

O EDRS é o mais ambicioso programa de Telecomunicações da ESA, numa parceria público-privada entre a ESA e a Airbus Defence and Space, com a Airbus a operar o serviço e a DLR German Space Administration a financiar o desenvolvimento do terminal laser.

 

Conhecido como ‘Autoestrada de dados espaciais’, o EDRS irá revolucionar as comunicações por satélite, como a primeira rede de comunicações óticas da Europa, capaz de retransmitir dados quase em tempo real a uma velocidade sem precedentes de 1,8 Gbit/s.

 

Normalmente, os satélites de órbita baixa têm de estar à vista das estações em terra para poderem enviar a informação para Terra. 

 

Em vez disso, o EDRS recolhe as informações a partir da sua posição mais elevada e geoestacionária via laser e reenvia imediatamente para terra, melhorando enormemente o acesso a dados que podem salvar vidas. 

 

Dentro de alguns dias a ESA, a Airbus e a DLR (agência espacial alemã) irão começar a testar o estado geral e a performance do EDRS-A, trabalhando com as estações em terra do EDRS na Alemanha, Bélgica e Reino Unido.

 

As ligações aos primeiros clientes, os satélites Sentinel do programa Copernicus da Comissão Europeia, serão feitos ao longo de várias semanas, até que o serviço comece neste verão. A retransmissão de dados para a Estação Espacial Internacional começará em 2018. 

 

O EDRS fará com que as informações de satélites de observação fiquem disponíveis mais rapidamente. Os satélites são parte do programa de observação da Terra da Comissão Europeia, o Copernicus. Dois novos satélites de retransmissão serão lançados em 2017. O EDRS custa  cerca de 500 milhões. A agricultura e os sectores marítimos estão ansiosos para este novo sistema. Ele também irá tornar o monitoramento das fronteiras mais eficiente.

 

Podem ter acesso a mais informação sobre este sistema de retransmissão de dados na página da ESA, aqui.