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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

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"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Mais um touchdown!

 

A companhia privada SpaceX, que pertence ao irreverente Elon Musk, realizou com sucesso a missão de colocar em órbita, uma espaçonave Dragon carregada de insumos para abastecer a Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês) por meio do lançamento de seu foguete Falcon 9, que partiu do Complexo 39A da NASA no Cabo Canaveral.

 

Na coletiva de imprensa realizada após o sucesso da missão, a alegria de todos os envolvidos na missão era visível. A plataforma 39A possuí grande representatividade, pois foi utilizada para a maioria dos lançamentos das missões Apollo. O êxito do Falcon 9, serviu para afastar o momento negativo que a empresa vivia após a explosão de um foguete da empresa que ocorreu ainda na plataforma de lançamento no dia 1 de setembro de 2016.

 

O carregamento entrou em órbita exatamente as 9:39 a.m EST (GMT), após o primeiro estágio do propulsor retornar e pousar com sucesso em solo terrestre. A SpaceX já havia realizado outros procedimentos parecidos, mas sempre com o retorno do propulsor para plataformas marítimas. Esse fato, torna a empresa a segunda a conseguir tal feito, tendo em vista que a Blue Origin, que pertence ao empresário Jeff Bezos, apesar de estar mais afastado dos holofotes, colocou-se à frente na questão de pousos e reutilização de propulsores, que ainda dependem, de forma bruta, da utilização de tecnologias não reutilizáveis, que queimam dezenas de milhões de dólares nos custos de cada lançamento.  Bezos, segue de maneira otimista em relação ao desempenho de seu foguete reutilizável New Shepard, que dispõe de uma tecnologia que acomete apenas uma pequena margem de erro operacional. De qualquer forma, o ambiente competitivo existente entre as duas empresas, promete reduzir drasticamente os custos dos voos espaciais. Cada teste ou operação, serve para ser estudado a fim de monitorar e aprimorar as tecnologias já existentes.

 

Ainda para esse ano, Jessica Jenson, gerente de missão da Dragon na SpaceX, antecipou a intenção da empresa de realizar um teste de voo não tripulado para o serviço de taxi astronáutico, que servirá para transportar astronautas da Terra para a ISS, seguido de um voo tripulado no início de 2018 para ratificar o serviço.

 

 

Texto de Andreas Markus Wolter,  entusiasta da exploração espacial e investigador em Astropolítica e Relações Internacionais. Trabalha como analista de comércio internacional na Federação das Indústrias de Santa Catarina no Brasil.