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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

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"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

NASA autoriza construção do SLS

 

Desenho conceptual do SLS (crédito:NASA/MSFC)

 

 

 

A Agência Espacial Norte-Americana (NASA) apresentou ontem o relatório que autoriza a construção do Space Launch System (ou SLS, sigla em inglês para Sistema de Lançamento Espacial), o projeto que tem por objetivo final levar o Homem a Marte. Este relatório detalhado valida (e autoriza) a progressão do programa, que se prevê estar concluído em 2018 com um custo estimado de 7.024 mil milhões de dólares. O empenho neste projeto foi declarado pela voz de Charles Bolden, administrador da NASA.

 

O SLS é o sistema de propulsão (ou, em termo mais simples, o foguetão) que permitirá lançar uma nave espacial que um dia transportará os astronautas muito para lá da órbita terrestre. Essa nave chama-se Orion, está a ser construída pela NASA e pela ESA (Agência Espacial Europeia) e terá capacidade para transportar quatro astronautas. Ao contrário do Space Shuttle, que foi uma nave concebida para viagens na órbita terrestre baixa (até 2 mil quilómetros de altitude), a Orion vai permitir o transporte de seres humanos pelo espaço durante longos períodos de tempo. O voo inaugural está agendado já para o final deste ano.

 

Mas não se pense que chegar ao planeta vermelho é uma tarefa para ser executada de uma só vez. O SLS é configurável e numa primeira fase terá uma capacidade de elevação de “apenas” 77 toneladas. Essa força irá transportar a Orion num voo não tripulado além da órbita baixa da Terra. Na sua configuração máxima, conseguirá elevar 143 toneladas (algo sem precedentes), o que significa que será capaz de colocar a Orion para lá da órbita terrestre.

 

Este projeto é complexo e demorado. O relatório determina que o primeiro teste (com a “versão” 77 toneladas) seja realizado em novembro de 2018. O desenvolvimento e produção começaram no início deste ano e no total vai custar qualquer coisa como 7.024 mil milhões de dólares. Mas este valor não será o final, admite o relatório, tendo em conta que as questões de segurança ainda estão a ser equacionadas. Ainda assim, os responsáveis da NASA afirmam que, com o orçamento disponível, têm a ambição de colocar o Homem em Marte em 2030 – mas a empresa privada SpaceX pretende chegar lá primeiro.

 

Viajar no Espaço é só por si é um desafio tremendo, mas o grande problema para a tecnologia é a capacidade de sair da força da gravidade terrestre. Ou seja, a nave que vai levar os astronautas nas longas viagens espaciais é tão importante quanto o sistema capaz de a afastar da gravidade, e por isso este projeto é fundamental.

 

(retirado daqui)