Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

O futuro passa por aqui: satélites eléctricos!

Electra - Europe's first electric propulsion satellite
 Copyright ESA

 

 

A Boeing construiu um satélite propulsionado a energia elétrica e que dispensa combustíveis. O ABS-3A 720SP já começou a ser operado em órbita.

 

A ABS, uma operadora de telecomunicações, encomendou à Boeing a construção de um satélite para servir o mercado das Américas, Europa, Médio Oriente e África. A fabricante lançou o satélite a bordo de uma missão da SpaceX em março e entregou “as chaves” à ABS a 31 de agosto. Agora, o Slashgear noticia que o satélite já começou a operar.

 

A grande diferença deste satélite para os restantes é o método de propulsão. O 720SP usa propulsão através de energia elétrica e não precisa de combustível. A alimentação está a cargo de um Xenon Ion Propulsion System (XIPS). A Boeing estima que este sistema permita um ciclo de vida de 15 anos ao satélite, que se irá movimentar com quatro propulsores de 25 centímetros e que necessitam de apenas 5 kg de matéria prima por ano, sendo dez por cento mais eficientes do que as versões de combustível líquido.

 

A Boeing quer lançar um segundo satélite semelhante já no início de 2016, explicando que esta tecnologia permite o lançamento e manutenção a baixos custos.

 

Também a Agência Espacial Europeia (ESA) está a desenvolver este tipo de tecnologia. Em 2013, a (ESA) assinou um contrato com a SES para a continuação do porjecto Electra. Electra é uma parceria entre a ESA e a operadora de satélites SES para definir, desenvolver e validar no espaço uma única plataforma de propulsão elétrica de satélites de telecomunicações geoestacionários que servirá para lançar cerca de 3 toneladas de massa. O primeiro lançamento está previsto para o final de 2018.

 

Será esta a tecnologia do futuro para a exploração espacial? Provavelmente sim!