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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Sabia que o Pokémon Go....?

Julho 15, 2016

Vera Gomes

 

O entusiasmo internacional tem aumentado cada vez mais com o jogo dos "pequenos monstros" - o Pokémon Go - que invadem o mundo real e são vistos nos ecrãs dos smartphones.

 

O jogo Pokémon Go foi desenvolvido por The Pokemon Company - filial da Nintendo - e pelo estúdio Niantic, criado pela Google.

 

Mas sabia que o jogo utiliza o sistema de localização por satélite dos smartphones e as suas câmaras para encontrar os monstros em lugares do mundo real, desafiando os jogadores a capturar e treinar estas criaturas para combate?

Como o espaço pode ajudar ao desenvolvimento sustentável?

Julho 05, 2016

Vera Gomes

 

O European Space Policy Institute (ESPI) lançou o relatório n.º 59 do ESPI intitulado: "Espaço para o Desenvolvimento Sustentável". O relatório baseia-se nos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (DPSs), aprovados pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2015.

 

Na introdução relatório pode ler-se: "Os novos objectivos colocam ênfase no respeito a longo prazo pelos requisitos económicos, sociais e ambientais da comunidade global, e o espaço será uma componente fundamental na realização destes objectivos O relatóio ESPI n.º 59 "Espaço para o Desenvolvimento Sustentável" elabora sobre esses aspectos altamente relevantes, e foi produzido como um esforço colectivo por Stefano Ferretti, Jörg Feustel-Buechel, Roy Gibson, Peter Hulsroj, Andreas Papp e Elisabeth Veit."

 

Podem ler o relatório aqui

Spin-off na área do espaço dão lugar a 400 novas empresas: o caso português

Abril 22, 2016

Vera Gomes

A incubação de empresas da ESA ultrapassou as 400 novas empresas. A iniciativa, que tem como base o aproveitamento de tecnologia e experiência espacial para criar novos negócios e empregos na Europa, também impulsiona a economia local e a competitividade europeia.   

  

Graças a estas start-ups e aos seus empreendedores, as tecnologias de ponta e os conhecimentos gerados nos programas espaciais europeus são usados para criar sofisticadas aplicações terrestres.    

 

“Desde 2003, a nossa iniciativa de incubação deu origem a mais de 400 empresas, o que mostra o valor da iniciativa, ao trazer para Terra os benefícios da tecnologia espacial,” nota Franco Ongaro, Diretor de Gestão Técnica e da Qualidade da ESA e responsável pelo centro de desenvolvimento e investigação do ESTEC.

 
“Os estados membros perceberam o potencial de usar tecnologias e serviços do espaço para criar novos negócios e emprego – fazendo isso sob alçada do nosso bem validado esquema de incubação.  


“Os empreendedores e as pequenas companhias trazem as suas ideias e nós apoiamo-los com aconselhamento técnico da ESA e aconselhamento financeiro dos nossos parceiros, o que lhes permite desenvolver-se e formar empresas europeias viáveis.”

 

Neste momento, existem já 12 Centros de Incubação de Empresas da ESA, em nove países europeus (em Portugal, funciona no espaço do Instituto Pedro Nunes), estando prevista a abertura de outros quatro ainda este ano, prevendo-se que surjam 130 novas start-ups a cada ano. 

 

Trazer para a Terra um sensor usado em Marte, para melhorar os cuidados de saúde, ajudar o desenvolvimento em África com sistemas baseados em navegação por satélite, ou ainda o projeto desenvolvido por uma empresa portuguesa que prevê a utilização de dados de observação da Terra para assistir a pacientes com doença respiratória, são alguns dos exemplos do que se desenvolve nas incubadoras apoiadas pela ESA.

 

Conhecer a poluição para melhorar as condições de saúde 

Na incubadora de empresas da ESA, em Portugal, a SpaceLayer Technologies está a desenvolver a app SOUL, para minimizar o risco da poluição atmosférica. Ao usar dados de observação da Terra, irá fornecer alertas acerca da qualidade do ar a pacientes pacientes com doenças respiratórias, como a asma. 

 

Além de elevar o risco para pessoas com determinadas patologias, a poluição atmosférica também afeta a produtividade e o estado geral de saúde, e pode desencadear doenças como rinite, conjuntivite e perturbações dermatológicas. 

“Com base numa rede de sensores instalada em veículos em movimento, as imagens de satélite de observação da Terra bem como informação do perfil médico de uma pessoa, podemos prever situações atuais e futuras em termos de poluição,” explica Paulo Caridade, CEO na SpaceLayer Technologies. 

“Isto pode ajudar o utilizador a tomar decisões sobre a forma como deve evitar ou reduzir a exposição à poluição.” 

A empresa espera ter a sua app pronta no final deste ano. 

 
ukowapi team

Encontrar um endereço em África 

Outro exemplo é a start-up ukowapi, do centro de incubação de empresas da ESA em  Darmstadt, Alemanha. “ukowapi” é Swahili para “Onde estás?” 

A empresa está a desenvolver uma sistema baseado em navegação por satélite para apoiar o comércio eletrónic, em crescimento no Quénia. Atualmente não há qualquer plataforma organizada para ir ao encontro da oferta e da procura. O serviço irá permitir que as grandes cadeias façam entregas online, rapidamente e em todo o país, o que é particularmente relevante se pensarmos que os endereços físicos não funcionam.  

“Imagine poder chegar até qualquer ponto no Quénia, onde as ruas muitas vezes nem sequer têm nomes,” diz o CEO da ukowapi, Steve Odhiambo.

“A entrega será feita em scooters elétricas. O que além de reduzir a pegada ecológica, reduz ainda os custos operacionais.” 

Para reduzir os custos, a ukowapi também pretende instalar painéis solares para alimentar as motas. 

Na competição europeia de navegação por satélite, em 2014, a ukowapi ganhou o Prémio Galileo Masters Hesse e ficou em segundo lugar na classificação geral, de entre mais de 400 participantes em todo o mundo. 

 

 

A iniciativa começou sendo parte do Programa de Transferência de Tecnologia da ESA, há 13 anos, para ajudar os empreendedores e as start-ups a lançar negócios, baseados em investigação espacial. 

No final de 2016 a iniciativa terá centros na Holanda, Alemanha, Itália, Reino Unido, França, Espanha, Suécia, República Checa, Áustria, Irlanda e Suíça. Em Portugal, existe desde 2014. 

Tipicamente, os centros aceitam novas empresas e empreendedores três ou quatro vezes por ano, num processo de seleção europeu. 

Além de espaço de escritório, cada start-up recebe financiamento no valor de 50 mil euros, recebendo apoio a angariar fundos de capital de risco. 

Nos dois anos de permanência nos centros, têm acesso a redes internacionais, apoio de institutos de investigação nacionais e parceiros industriais, bem como orientação nos negócios. 

 

Mais sobre os centros de incubação da ESA aqui.

 

 

Porque é importante o Espaço?

Fevereiro 25, 2016

Vera Gomes

 

 

A NASA e o United Nations Office for Outer Space Affairs (UNOOSA) (instituição das das Nações Unidas que lida com o Espaço) anunciaram o vencedor de um concurso mundial de fotografia que destaca-se como o Espaço ajuda a compreender melhor o nosso planeta e a proporcionar benefícios para a Humanidade.

 

O público em geral foi convidado a enviar fotos que descrevam questões espaciais que estejam presentes na nossa vida diária, como forma de destacar a aplicação da ciência e tecnologias espaciais. Em resposta, centenas de participantes de todo o mundo postaram fotos no Instagram com a hashtag #whyspacematters.

 

Scott Kelly, astronauta a bordo da da Estação Espacial Internacional que irá regressar à Terra no próximo dia 1 de Março, anunciou as fotos vencedoras de cada mês, colocandas na sua conta de Instagram StationCDRKelly

 

As fotos vencedoras de cada mês, de Junho de 2015 a Janeiro 2016 de variaram de uma imagem impressionante da Terra, uma foto de longa exposição do céu nocturno em Dezembro para uma visão de painéis solares num telhado no México em Setembro, para uma foto de um bombeiro nigeriano do sexo feminino a usar um aparelho de respiração desenvolvido pela NASA.

Para ver todas as fotos vencedoras, e ler as histórias associadas à competição #whyspacematters, visite o site: http://www.unoosa.org/oosa/contests/whyspacematters/

Como os satélites ajudam na crise europeia dos refugiados

Setembro 28, 2015

Vera Gomes

 

A crise com os migrantes que a Europa atravessa e que passa em grande medida pelo Mediterrâneo mostra quão indispensável a tecnologia de satélite se tornou a todos no salvamento de vidas no mar.

Mas não é apenas sobre busca e salvamento; o equipamento espacial desempenha um papel crucial em todos os aspectos da segurança marítima, incluindo anti-terrorismo, anti-pirataria e operação anti-drogas, bem como na protecção do ambiente e das pescas e uma série de missões diversas.

Nesta edição do Espaço na Euronews, Jeremy Wilks vai aos bastidores com a guarda costeira italiana para ver como eles usam a tecnologia de satélite todos os dias. Também visita a Agência Europeia da Segurança Marítima em Lisboa, para descobrir como o trabalho de processar tantos dados de tantas fontes é feito.

Grátis!

Julho 23, 2015

Vera Gomes

A NASA disponibilizou online um livro que fala sobre os benefícios para a Humanidade das investigações e pesquisas que têm sido feitas ao longo dos anos a bordo da Estação Espacial Internacional.

 

O livro realça benefícios em várias áreas chave incluindo saúde humana, programas educacionais e resposta a situações de emergência.

 

Podem fazer o download do livro aqui. 

Errar vs Sucesso vs Preço

Maio 25, 2015

Vera Gomes

 

Estava a falar com um amigo sobre custos de missões espaciais e lembrei-me deste post. A verdade é que os números totais das missões são altos, com riscos elevadíssimos, e por vezes o resultado final é zero porque a missão nao foi completada. Mas mesmo assim, vale a pena.

 

No caso da Rosetta, custou 0,20€ cêntimos/ ano aos contribuintes europeus. Sim, o custo foi elevado e o resultado final da missão não foi exactamente o esperado. A história da exploração espacial é feita de acidentes e desaires. Nem sempre corre bem. Por vezes, até morrem pessoas. Mas será estanque ao Espaço? Não creio. Em todas as áreas o progresso faz-se com desaires, aprender com os erros e tentar novamente. O espaço não é diferente.

É oficial: Brasil é membro do ESO

Maio 20, 2015

Vera Gomes

 

O Brasil entra para a história da Organização Europeia para a Investigação Astronómica no Hemisfério Sul (ou ESO), após a aprovação pelo Senado brasileiro do texto do acordo de adesão do Brasil à Convenção que estabelece a Organização Europeia para a Investigação Astronómica no Hemisfério Sul, assinado em Brasília em 2010. Ao ratificar o acordo, o Brasil torna-se o décimo quinto país membro, sendo o primeiro não europeu, do Observatório Europeu do Sul (ESO, sigla em inglês para European Southern Observatory). Podem ver a lista de todos os membros do ESO aqui.

 

As primeiras conversas informais com o Brasil começaram no início de 2009 e incluíram uma conferência sobre o ESO, em São Paulo, proferida pelo Presidente do Conselho do ESO, no âmbito do desenvolvimento de um plano estratégico para a astronomia brasileira. Diversos debates ocorreram durante a Assembleia Geral da União Astronómica Internacional, numa altura em que o Director do ESO, Tim de Zeeuw, convidou o Ministro da Ciência e Tecnologia brasileiro, Sergio Machado Rezende, a visitar o ALMA e o Observatório do Paranal do ESO, em Fevereiro de 2010.

 

A convite do ministro de ciência e tecnologia, um comité especial de astronomia elaborou um Plano Nacional para a Astronomia Brasileira, incluindo uma avaliação sobre as opções de participação num dos vários projetos de telescópios extremamente grandes. A opção do European Extremely Large Telescope (E-ELT) foi a mais atraente, reforçada pela possibilidade de participação no ESO e acesso imediato às suas instalações, com grande variedade de instrumentos e possibilidades de participação no desenvolvimento de instrumentação. Astrónomos brasileiros concordaram que deveria ser pedida a adesão ao ESO, em Maio de 2010, e nesse sentido fizeram uma recomendação ao ministro Rezende. Uma expressão de interesse formal à adesão foi enviada ao ESO, via embaixada do Brasil em Berlim, tendo chegado antes da reunião do Conselho do ESO de Junho de 2010. Como resultado, foram abertas negociações informais com o governo brasileiro em Junho, Julho e Agosto de 2010.


Numa reunião extraordinária do Conselho do ESO a 5 de Outubro de 2010, foi decidido por unanimidade enviar ao Brasil um convite formal de adesão ao ESO. A esta decisão seguiram-se negociações formais em Brasília nos dias 2 e 3 de Dezembro de 2010 e o pedido de adesão oficial por parte do Brasil foi recebido em 14 de Dezembro de 2010. Em 21 de Dezembro de 2010, numa outra reunião extraordinária do Conselho, foi aprovada por unanimidade a assinatura do acordo entre o ESO e o Brasil.

A 29 de Dezembro de 2010, numa cerimónia oficial em Brasília, o Ministro da Ciência e Tecnologia brasileiro, Sergio Machado Rezende, e o Director Geral do ESO, Tim de Zeeuw, assinaram o acordo formal de adesão que fará do Brasil um Estado Membro do Observatório Europeu do Sul.

 

 

Quais as vantagens para o Brasil?

A adesão ao ESO traz uma grande vantagens, únicas para o Brasil. Muitas destas vantagens foram já implementadas durante o período interino do acordo (de pré-ratificação).

Como membro do ESO, o Brasil terá todos os benefícios e poderá tirar partido de todas as oportunidades dadas aos membros de pleno direito, em pé de igualdade com os actuais Estados Membros. Entre estes benefícios e oportunidades incluem-se:

  • Os astrónomos brasileiros terão acesso total e imediato a todas as infraestruturas do ESO (La Silla, Paranal) e às infraestruturas das quais o ESO é parceiro (ALMA, APEX), o que significa ter acesso às infraestruturas líderes mundiais de astronomia no solo, tanto em astronomia óptica como não óptica.
  • Cientistas brasileiros e representantes do governo terão total representação em todos os órgãos governativos e consultivos do ESO, compostos por representantes nacionais. Entre as competências destes órgãos incluem-se debates relativos a estratégia e planeamento de actividades e infraestruturas futuras, ou seja, a oportunidade de participar no futuro planeamento da pesquisa em astrofísica.
  • As empresas brasileiras ficam aptas a assinar contratos com o ESO, cobrindo todas as áreas de negócios, desde o fornecimento de serviços a estudos técnicos à entrega de equipamento sofisticado —desse modo, impulsionando o sector industrial brasileiro em áreas específicas, permitindo o spin-off industrial e a inovação, especialmente nas áreas de alta tecnologia.
  • Desde 1990, o ESO possui um bem-sucedido programa que permite a alunos de doutoramento passarem longos períodos nas suas instalações, ganhando experiência prática numa das instituições científicas mais avançadas do mundo. Até agora, mais de 200 alunos de doutoramento participaram no programa, que complementa o igualmente o programa de bolsas de pós-doutoramento.
  • No âmbito da missão do ESO de promover colaborações em astronomia, o Departamento Ciêntifico do ESO mantém vários canais para promover e financiar intercâmbios científicos entre cientistas dos seus Estados Membros, incluindo visitas e organizações conjuntas de conferências científicas. O acesso a estes programas promoverá a colaboração científica em todos os níveis entre os cientistas brasileiros e os seus colegas sediados na Europa.
  • A maioria dos instrumentos astronómicos de vanguarda em operação ou em construção para os telescópios ESO, são construídos por consórcios internacionais compostos por institutos sediados em vários países membros do ESO, um modelo que será seguido na construção da futura instrumentação do E-ELT. A adesão do Brasil ao ESO permitirá aos institutos brasileiros aceder a um conhecimento de ponta em áreas como a optomecânica, controle de software, tecnologia de detectores, etc.

 

Quanto custará ao Brasil ser membro no ESO?

A quota de adesão do Brasil é de 130 milhões de Euros, pagos ao longo de dez anos. A contribuição anual é proporcional ao rendimento nacional líquido, no entanto os primeiros pagamentos anuais serão menores, subindo gradualmente nos anos seguintes, de modo a levar-se em linha de conta o PIB per capita do Brasil. A contribuição cumulativa do Brasil ao longo da próxima década ajudará à expansão planeada do programa do ESO, incluindo a construção do E-ELT.

 

 

 

(Artigo publicado no AstroPT)

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