... o artigo que Taylor Dinerman publicou esta semana na Space Review intitulado "Proliferating military space power in 2013 and beyond"
sobre a utilização de tecnologia espacial com fins militares por vários intervenientes estatais.
... o artigo que Taylor Dinerman publicou esta semana na Space Review intitulado "Proliferating military space power in 2013 and beyond"
sobre a utilização de tecnologia espacial com fins militares por vários intervenientes estatais.
O governo venezuelano lançou na sexta-feira, com sucesso, um segundo satélite para o Espaço, no âmbito de um programa de cooperação com a China.
Trata-se do Venezuelan Remote Sensing Satélite - VRSS1 ou Satélite Miranda e foi lançado a partir da base de Jiuquan, no deserto de Gobi, no norte da China, quatro anos depois a Venezuela ter colocado no espaço o Venesat 1 ou Satélite Simón Bolívar.
O lançamento teve lugar pelas 23:12 horas locais (05:12 horas em Lisboa) e o novo satélite estabilizou-se 17 minutos depois na sua órbita final, segundo o ministro venezuelano de Ciência, Tecnologia e Inovação, Jorge Arreaza.
Segundo o mesmo responsável "o satélite Miranda terá cinco anos de vida" e será usado principalmente para a observação da terra, para responder às necessidades da população, em termos de planeamento urbano, agrícola, deteção de recursos naturais, segurança e defesa do território.
Tirará imagens geográficas do país, as quais vão ser "úteis" aos ministérios do Ambiente, Defesa, Ciência, Indústria e Transporte, além de permitir a monitorização de colheita, estimação de produtividade das plantações e marinha.
"Em breve, estaremos a mostrar ao país o impacto do Satélite Miranda", afirmou Hugo Chávez, que assistiu ao lançamento a partir do palácio presidencial de Miraflores, depois de efetuar uma curta visita surpresa a uma praça do centro de Caracas, onde centenas de pessoas se concentraram aguardando o lançamento do novo satélite.
O novo satélite pesa 880 quilogramas, estará a 639,5 quilómetros de altitude e tirará 350 imagens diárias em rotações à volta da Terra, com parte do continente americano, desde México até à Argentina.
Findo o tempo de vida útil, a Venezuela e a China preveem substituir o Miranda por um outro satélite que será fabricado localmente, em território venezuelano, no âmbito de um acordo de transferência de tecnologia.
(in DN)
China vai tentar no próximo ano aterrar uma sonda exploratória na lua pela primeira vez, naquele que é o último projeto do ambicioso programa espacial do país, informou hoje a imprensa estatal chinesa.
A terceira sonda lunar da China será lançada no segundo semestre de 2013 e vai aterrar na lua para recolher dados sobre a superfície da mesma, segundo avançou hoje a agência estatal Xinhua.
Se for bem sucedida esta será a primeira aterragem da China na superfície da lua e representará um novo marco no desenvolvimento espacial do país.
De acordo com a Xinhua, esta tentativa faz parte do projeto de órbita, aterragem e regresso da lua.
Ainda sobre o artigo que escrevi há uns dias sobre a China, a Space Review tem um artigo de elevado interesse nesta matéria intitulado:
"East-west space race or space cooperation?" de Ayodele Faiyetole.
Recomenda-se vivamente a leitura!!!
Achei curiosas as declarações de Wang Zhaoyao, director das missões tripuladas na passada sexta-feira, a propósito da bem sucessida missão de acoplagem manual que já foi referida no Astropolítica, ao afirmar que a China não está a competir com outros países.
De acordo com o plano espacial chinês, o segundo objectivo estratégico inclui dominar 3 tecnologias básicas de voos espaciais tripulados e construção de um laboratório espacial. A realização deste objectivo está prevista para 2020.
Wang afirmou nessa mesma conferência de imprensa, que a China domina neste momento as três tecnologias - a tecnologia de transportar seres humanos entre o Espaço e a Terra, actividade tecnológica extraveicular e tecnologia de acoplagem. "Nas próximas missões para construção de um laboratório espacial e de uma estação espacial, nós estamos abertos a cooperação técnica com outros países e regiões" afirmou Wang.
Considerando que a China nunca foi convidada a integrar a Estação Espacial Internacional, será que este repto por cooperação é sincero? Pessoalmente, creio que não. Isto porque a China tem utilizado a sua tecnologia espacial como moeda de troca para servir outros interesses, por exemplo, o lançamento de satélites em nome de outros países em troca de petróleo.
Com a nave chinesa que acoplou hoje na estação permanente em órbita da Terra, o "Tiangong-1" testou com sucesso uma tecnologia que apenas os EUA e a Rússia dominavam. A China tornou-se assim o terceiro Estado a dominar tecnologia na área da acoplagem.
A 'Shenzhou-9' acoplou com o 'Tiangong-1' (Palácio Celestial), um módulo espacial com 10,4 metros de comprimento e 3,35 metros de diâmetro, lançado em setembro passado e que se encontra numa órbita a cerca de 350 quilómetros da terra.
A China realizou o seu primeiro voo espacial apenas em outubro de 2003. Esta é a segunda missão espacial chinesa do regime do presidente Hu Jintao. Neste momento, o país está a investir muito no seu programa espacial, não só a nível financeiro como também em investigação e tecnologia própria. O objetivo anunciado é criar um habitat permanente no espaço até 2020. A bordo seguiu também a primeira mulher chinesa no espaço: Liu Yang, de 33 anos, casada e sem filhos, é piloto de combate da força aérea chinesa e está a treinar-se há dois anos para esta missão, na qual vai dirigir experiências médicas. "Desde o primeiro dia que digo que não há qualquer diferença entre mim e os astronautas masculinos", explicou na conferência de imprensa antes do voo. "Acredito na perseverança."
A primeira mulher cosmonauta da história foi a russa Valentina Terechkova, que descolou há exatamente 49 anos - o voo realizou-se entre 16 e 19 de junho de 1963.
(in Agência Lusa e DN)
A nave secreta da Força Aérea norte-americana, a X-37B, continua em órbita por tempo indefinido. Tem sido muita a discussão sobre os objectivos do Pentágono, mas cresce a certeza de que a nave misteriosa é a resposta dos EUA à colocação pela China de de sensores espaciais e satélites que fornecem dados vitais para o míssil balístico anti-navios DF-21D “Carrier Killer”, servem operações de guerra cibernética e armas anti-satélites. Desactivar esses sensores seria uma prioridade em qualquer conflito militar com Pequim.
Retirado daqui e onde poderão ler mais sobre este assunto.
Eu sei que vão dizer que é mentira. Mas eu digo que é verdade! Porque se trata da primeira mulher chinesa a ir ao Espaço. Reparem que a China tem estado a apostar bastante no seu programa espacial de acordo com o plano que apresentou e já escrevi sobre ele aqui.
A notícia publicada hoje no Diário de Notícias dá conta que "Três astronautas vão partir a bordo da Shenzhou IX ("navio divino") entre junho e agosto, para conduzir uma acoplagem manual com o módulo Tiangong-1, atualmente em órbita, indicou a Xinhua, citando fonte oficial do programa espacial tripulado do gigante asiático.
Uma equipa de astronautas, com um número não especificado de mulheres, encontra-se a treinar para a missão de acoplagem, sendo que três elementos da tripulação vão ser selecionados à última hora, disse o vice-comandante chefe da missão, Niu Hongguang.
Depois do "encontro espacial", os astronautas devem mover-se temporariamente para o Tiangong-1 ("palácio celestial"), onde vão realizar experiências científicas.
A missão constitui o último passo no programa que visa dar à China uma estação espacial permanente em 2020."
Recentes rumores dizem que a China irá adiar a missão Shenzhou-10 para 2013.
Parece-me por isso uma boa altura para sugerir a leitura do "China Space's Program - From Conception to Manned Spaceflight" do Brian Harvey. No editor da Space Review, Jeff Foust, este livro é provavelmente o melhor sobre o programa espaciais chinês. O programa chinês que está conotado como sempre misterioso e a existência de pouca informação pública sobre o mesmo. Harvey reúne nesta obra várias fontes de informação e contéudos dispersos numa obra que abarca a história do programa espacial chinês desde o seu inicio até ao primeiro voo tripulado.
Muito se tem falado nos últimas semanas do irão e das suas ameaças de fechar o Estreito de Ormuz que valeu a repudiação de (quase) toda a comunidade internacional, sobretudo dos Estados Unidos.
Hoje é noticia do Sol a posição chinesa quanto ao Irão e às suas políticas nucleares e internacionais. O primeiro ministro chinês assegurou que irão continuar a comprar petróleo ao Irão e minimizou o incidente de Ormuz. Ainda nas palavras do governante chinês "é preciso proteger o comércio internacional" e daí a China não cortar qualquer tipo de relações comerciais com o Irão e os seus vizinhos.
Cada vez que leio notícias sobre este tipo de posições da China, os lançamentos chineses para outros países (por exemplo o satélite nigeriano foi quase que "oferecido" e lançado pelos chineses) lembro-me da teoria do soft power de J. Nye que a China muito habilmente tme posto em prática. Estou certa que ainda ouviremos mais notícias deste tipo nos próximos tempos.