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Astropolítica

The space programmes allow us to stand on the shoulders of giants and gain perspective on global politics that is difficult to achieve from ground level or ground zero. Michael Sheehan

Astropolítica

The space programmes allow us to stand on the shoulders of giants and gain perspective on global politics that is difficult to achieve from ground level or ground zero. Michael Sheehan

China lidera corrida para exploração mineira da Lua?!

 

Confesso que sou leitora assídua do Observador. Contudo, como se costuma dizer já ando nisto há alguns anos, e tento sempre cruzar notícias: tiro 50% do que se sobrepõe e talvez, (talvez!), tenha factos e a realidade. Não tenho sequer por hábito comentar notícias que vejo na imprensa e que são autênticos tiros ao lado, como esta que foi publicada esta semana no Observador: “A exploração mineira da Lua está para breve. China lidera a corrida”. É que só pelo título, surgem-me uma catrefada de factos na massa cinzenta, que contradizem o que a jornalista quer dizer.

 

Comecemos pelo óbvio: exploração mineira da Lua está tudo menos para breve. Não há meios técnicos para tal. E mesmo que houvesse, o custo de extrair e transportar é tão alto que dificilmente uma empresa conseguiria ter lucro, a não ser que vendesse o seu produto a preços exorbitantes. O que leva a outra questão: quem compra? Além disso, os recursos na Lua não estão propriamente prontos a usar e há sempre que considerar o ambiente gravítico da Lua que é hostil para este tipo de actividades.

 

Depois existem questões legais. A China assinou e considera-se vinculada ao Tratado Do Espaço Exterior (informação disponível no site da ONU, aqui).

O Tratado do Espaço Exterior afirma que o Espaço, incluindo a Lua e outros corpos celestes, não é objecto de apropriação nacional por proclamação de soberania, por meio de uso ou ocupação, ou por qualquer outro meio. O Tratado estabelece ainda a exploração e uso do espaço exterior como a “província de toda a humanidade”. (Podem ver toda a explicação, aqui).

A certa altura no artigo, a jornalista escreve: “A China está na dianteira desta exploração. Em Dezembro de 2013, um voo chinês não tripulado aterrou na superfície lunar, tendo o país anunciado a sua intenção de aí criar uma base.” Dizer que a China lidera a corrida só porque mandou uma sonda em Dezembro e anunciou que se calhar vai fazer por lá uma base, parece-me exagerado e uma extrapoloção que nem sequer faz sentido. Há muitos anos que vários países enviaram e enviam sondas à Lua. É o satélite mais próximo da Terra e que exerce alguma influência na Terra, portanto faz todo sentido estudá-lo e perceber melhor como surgiu, de que é feito, etc. Cada vez que alguém manda uma sonda à Lua, está na corrida? Tal como a jornalista cita no artigo, de facto há empresas privadas a “sonhar” com a exploração mineira da Lua. Contudo, existem questões legais a ter em conta (mencionadas no parágrafo anterior), custos, capacidade técnica, etc.

 

(post publicado ontem no AstroPT)

 

 

 

 

Uma estação espacial dos BRICS?

 

 

No próximo encontro dos países BRICS a ter lugar em Julho na cidade Russa de Ufa, poderá ser proposto pela Rússia a criação de uma estação espacial que envolva as economias emergentes do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

 

Um documento elaborado por especialistas Russos da área militar e industrial recomenda que se leve a cabo os esforços necessários para estabelecer as possibilidades de um projecto de cooperação internacional com os países BRICS (Brazil, Russia, India, China, South Africa), como parte de uma estratégia comum de criação de alianças tecnológicas.

 

De forma particular, a Rússia deverá fazer tal proposta à Índia e à China, que têm programas espacial tripulados em desenvolvimento.

 

Outras áreas nos quais de podem estabelecer programas de cooperação abrangem o desenvolvimento de foguetões modulares utilizando metano como combustível e também a criação de um veículo aeroespacial que poderia ser utilizado para o desenvolvimento de um caça ou bombardeiro de sexta geração.

 

(retirado daqui)

China projecta missão a Marte "por volta de 2020"

 

 

 

A China está a planear enviar uma missão a Marte "por volta de 2020", pela primeira vez, revelou no fim de semana um responsável do programa espacial chinês.

"O estudo de viabilidade está concluído e o objetivo, agora, é enviar uma sonda e um veículo robotizado para Marte", disse agência noticiosa Xinhua citando o presidente da China Aerospace Science and Technology Corporation (CASC), Lei Fanpei.
 
Ainda não foi oficialmente anunciada a data da missão a marte, mas Lei Fanpei espera que ocorra "por volta do ano 2020", a partir de uma nova base de lançamentos, na ilha de Hainan, sul da China.
 
O lançamento será assegurado por um novo foguetão, o Longa Marcha-5, que está ainda a ser desenvolvido.
 
Depois da suave aterragem na lua, em dezembro passado, os cientistas espaciais chineses têm os olhos postos no planeta vermelho, disse Lei Fanpei.
 
A entrevista com Lei Fanpei foi feita no domingo depois de o satélite sino-brasileiro CBERS-4 ter sido colocado em orbita. Foi o 200.º lançamento espacial da China, numa proeza que apenas conseguida pela Rússia e os Estados Unidos.
 
A China já tinha tentado alcançar Marte em 2011, através de um foguetão chinês, mas a missão falhou.
 
Paralelamente, a China continua a desenvolver a sua primeira Estação Espacial permanente, que deverá estar concluída em 2022.
 
(retirado daqui)

China iguala EUA e Rússia na corrida ao espaço

 

O satélite sino-brasileiro CBERS-4, colocado em órbita no domingo, assinala um novo marco histórico no programa espacial chinês: foi o 200.º lançamento espacial da China, uma proeza apenas realizada até agora pela Rússia e Estados Unidos. Concebido para investigação de recursos terrestres, nomeadamente florestas e água, e com aplicações na área da proteção ambiental e da agricultura, o CBERS-4 foi lançado da base de Taiyuan, norte da China, por um foguetão Longa Marcha-4B.

É o único projeto de cooperação espacial inteiramente realizado por dois países em vias de desenvolvimento, iniciado em 1988, e no âmbito do qual já foram colocados em órbita quatro satélites. Em dezembro passado, o lançamento do CBERS-3 falhou devido a uma avaria no foguetão, mas o programa prosseguiu e segundo adiantou a agência noticiosa oficial chinesa, Xinhua, o lançamento do CBERS-5 deverá ocorrer em 2017.

A China lançou o seu primeiro satélite em abril de 1970. Chamava-se Dong Fang Hong-1 (Oriente é Vermelho). Até ao 100.º lançamento, em junho de 2007, houve sete falhanços, mas deste então ocorreram apenas dois, “num registo de segurança superior aos dos Estados Unidos e da Rússia”, escreveu a Xinhua. Mas enquanto aqueles países conseguem colocar em órbita cargas de mais de vinte toneladas a capacidade dos foguetões chineses não chega a metade daquele valor.

Nos próximos dois anos, a China espera testar um novo foguetão, Longa Marcha-5, com capacidade para colocar cargas de 14 toneladas em órbitas geoestacionárias, disse o presidente da China Aerospace Science and Technology Corporation (CASC), Lei Fanpei, citado na Xinhua Segundo a mesma fonte, o Longa Marcha-5 está associado à projetada Estação Espacial Permanente que a China tenciona ter no final da década.

Cientistas chineses estão também a trabalhar no desenvolvimento de um “potente foguetão” para uma missão tripulada à lua, referiu a Xinhua sem indicar datas.

 

(retirado daqui)

IAC 2014 começou em Toronto sem Rússia e China

 

 

 

 

 

 

 

 

Começou ontem um dos maiores congressos na área de astronáutica e espaço: o Internacional Astronautical Congress. Este ano realiza-se em Toronto (Canadá) e terminará no próximo dia 3 de Outubro.

 

Este congresso reune milhares de profissionais, estudantes, investigadores de todo o mundo relacionados com a área espacial. O tema de 2014 é: "Our world needs space" (O nosso mundo precisa do Espaço).

 

Podem ver a página do website do Congresso aqui  e aqui poderão seguir as novidades do Congresso.

 

Contudo, o inicio do Congresso ficou marcado pela ausência das agências espaciais da Rússia e China no painel "Heads of Agencies" que habitualmente reúne os directores das maiores agências espaciais.

 

O moderador do painel indicou que por problemas na obtenção de visto, não foi possível ao representante russo e chinês estarem presentes.