"The Earth is a cradle of the mind, but we cannot live forever in a cradle" Konstantin E. Tsiolkovsky
13.2.13

 

... o artigo que Taylor Dinerman publicou esta semana na Space Review intitulado "Proliferating military space power in 2013 and beyond"

 sobre a utilização de tecnologia espacial com fins militares por vários intervenientes estatais. 

 

 

link do postPor Vera Gomes, às 10:43  comentar

1.10.12

 O governo venezuelano lançou na sexta-feira, com sucesso, um segundo satélite para o Espaço, no âmbito de um programa de cooperação com a China.

 

Trata-se do Venezuelan Remote Sensing Satélite - VRSS1 ou Satélite Miranda e foi lançado a partir da base de Jiuquan, no deserto de Gobi, no norte da China, quatro anos depois a Venezuela ter colocado no espaço o Venesat 1 ou Satélite Simón Bolívar.

 

O lançamento teve lugar pelas 23:12 horas locais (05:12 horas em Lisboa) e o novo satélite estabilizou-se 17 minutos depois na sua órbita final, segundo o ministro venezuelano de Ciência, Tecnologia e Inovação, Jorge Arreaza.

Segundo o mesmo responsável "o satélite Miranda terá cinco anos de vida" e será usado principalmente para a observação da terra, para responder às necessidades da população, em termos de planeamento urbano, agrícola, deteção de recursos naturais, segurança e defesa do território.

 

Tirará imagens geográficas do país, as quais vão ser "úteis" aos ministérios do Ambiente, Defesa, Ciência, Indústria e Transporte, além de permitir a monitorização de colheita, estimação de produtividade das plantações e marinha.

 

"Em breve, estaremos a mostrar ao país o impacto do Satélite Miranda", afirmou Hugo Chávez, que assistiu ao lançamento a partir do palácio presidencial de Miraflores, depois de efetuar uma curta visita surpresa a uma praça do centro de Caracas, onde centenas de pessoas se concentraram aguardando o lançamento do novo satélite.

 

O novo satélite pesa 880 quilogramas, estará a 639,5 quilómetros de altitude e tirará 350 imagens diárias em rotações à volta da Terra, com parte do continente americano, desde México até à Argentina.

 

Findo o tempo de vida útil, a Venezuela e a China preveem substituir o Miranda por um outro satélite que será fabricado localmente, em território venezuelano, no âmbito de um acordo de transferência de tecnologia.

 

(in DN)

link do postPor Vera Gomes, às 14:35  comentar

3.8.12

 

China vai tentar no próximo ano aterrar uma sonda exploratória na lua pela primeira vez, naquele que é o último projeto do ambicioso programa espacial do país, informou hoje a imprensa estatal chinesa.

 

A terceira sonda lunar da China será lançada no segundo semestre de 2013 e vai aterrar na lua para recolher dados sobre a superfície da mesma, segundo avançou hoje a agência estatal Xinhua.

 

Se for bem sucedida esta será a primeira aterragem da China na superfície da lua e representará um novo marco no desenvolvimento espacial do país.

 

De acordo com a Xinhua, esta tentativa faz parte do projeto de órbita, aterragem e regresso da lua.

 

 

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link do postPor Vera Gomes, às 11:02  comentar

10.7.12

Ainda sobre o artigo que escrevi há uns dias sobre a China, a Space Review tem um artigo de elevado interesse nesta matéria intitulado:

"East-west space race or space cooperation?" de Ayodele Faiyetole.

Recomenda-se vivamente a leitura!!!


 

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link do postPor Vera Gomes, às 10:10  comentar

6.7.12

Achei curiosas as declarações de Wang Zhaoyao, director das missões tripuladas na passada sexta-feira, a propósito da bem sucessida missão de acoplagem manual que já foi referida no Astropolítica, ao afirmar que a China não está a competir com outros países.

 

De acordo com o plano espacial chinês, o segundo objectivo estratégico inclui dominar 3 tecnologias básicas de voos espaciais tripulados e construção de um laboratório espacial. A realização deste objectivo está prevista para 2020.

 

Wang afirmou nessa mesma conferência de imprensa, que a China domina neste momento as três tecnologias - a tecnologia de transportar seres humanos entre o Espaço e a Terra, actividade tecnológica extraveicular e tecnologia de acoplagem. "Nas próximas missões para construção de um laboratório espacial e de uma estação espacial, nós estamos abertos a cooperação técnica com outros países e regiões" afirmou Wang.

 

Considerando que a China nunca foi convidada a integrar a Estação Espacial Internacional, será que este repto por cooperação é sincero? Pessoalmente, creio que não. Isto porque a China tem utilizado a sua tecnologia espacial como moeda de troca para servir outros interesses, por exemplo, o lançamento de satélites em nome de outros países em troca de petróleo.

 

 

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link do postPor Vera Gomes, às 11:22  ver comentários (2) comentar

18.6.12

Com a nave chinesa que acoplou hoje na estação permanente em órbita da Terra, o "Tiangong-1" testou com sucesso uma tecnologia que apenas os EUA e a Rússia dominavam. A China tornou-se assim o terceiro Estado a dominar tecnologia na área da acoplagem.

 

A 'Shenzhou-9' acoplou com o 'Tiangong-1' (Palácio Celestial), um módulo espacial com 10,4 metros de comprimento e 3,35 metros de diâmetro, lançado em setembro passado e que se encontra numa órbita a cerca de 350 quilómetros da terra.

 

A China realizou o seu primeiro voo espacial apenas em outubro de 2003. Esta é a segunda missão espacial chinesa do regime do presidente Hu Jintao. Neste momento, o país está a investir muito no seu programa espacial, não só a nível financeiro como também em investigação e tecnologia própria. O objetivo anunciado é criar um habitat permanente no espaço até 2020. A bordo seguiu também a primeira mulher chinesa no espaço: Liu Yang, de 33 anos, casada e sem filhos, é piloto de combate da força aérea chinesa e está a treinar-se há dois anos para esta missão, na qual vai dirigir experiências médicas. "Desde o primeiro dia que digo que não há qualquer diferença entre mim e os astronautas masculinos", explicou na conferência de imprensa antes do voo. "Acredito na perseverança."

 

A primeira mulher cosmonauta da história foi a russa Valentina Terechkova, que descolou há exatamente 49 anos - o voo realizou-se entre 16 e 19 de junho de 1963.

 

 

 

(in Agência Lusa e DN)

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link do postPor Vera Gomes, às 15:18  comentar

22.4.12

A nave secreta da Força Aérea norte-americana, a X-37B, continua em órbita por tempo indefinido. Tem sido muita a discussão sobre os objectivos do Pentágono, mas cresce a certeza de que a nave misteriosa é a resposta dos EUA à colocação pela China de  de sensores espaciais e satélites que fornecem dados vitais para o míssil balístico anti-navios DF-21D “Carrier Killer”, servem operações de guerra cibernética e armas anti-satélites. Desactivar esses sensores seria uma prioridade em qualquer conflito militar com Pequim.

 

Retirado daqui e onde poderão ler mais sobre este assunto.

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link do postPor Vera Gomes, às 19:50  comentar

14.3.12

Eu sei que vão dizer que é mentira. Mas eu digo que é verdade! Porque se trata da primeira mulher chinesa a ir ao Espaço. Reparem que a China tem estado a apostar bastante no seu programa espacial de acordo com o plano que apresentou e já escrevi sobre ele aqui.

 

A notícia publicada hoje no Diário de Notícias dá conta que "Três astronautas vão partir a bordo da Shenzhou IX ("navio divino") entre junho e agosto, para conduzir uma acoplagem manual com o módulo Tiangong-1, atualmente em órbita, indicou a Xinhua, citando fonte oficial do programa espacial tripulado do gigante asiático.

 

Uma equipa de astronautas, com um número não especificado de mulheres, encontra-se a treinar para a missão de acoplagem, sendo que três elementos da tripulação vão ser selecionados à última hora, disse o vice-comandante chefe da missão, Niu Hongguang.

Depois do "encontro espacial", os astronautas devem mover-se temporariamente para o Tiangong-1 ("palácio celestial"), onde vão realizar experiências científicas.

 

A missão constitui o último passo no programa que visa dar à China uma estação espacial permanente em 2020."

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link do postPor Vera Gomes, às 10:01  comentar

28.1.12

Recentes rumores dizem que a China irá adiar a missão  Shenzhou-10 para 2013.

Parece-me por isso uma boa altura para sugerir a leitura do "China Space's Program - From Conception to Manned Spaceflight" do Brian Harvey. No editor da Space Review, Jeff Foust, este livro é provavelmente o melhor sobre o programa espaciais chinês. O programa chinês que está conotado como sempre misterioso e a existência de pouca informação pública sobre o mesmo. Harvey reúne nesta obra várias fontes de informação e contéudos dispersos numa obra que abarca a história do programa espacial chinês desde o seu inicio até ao primeiro voo tripulado. 

 


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link do postPor Vera Gomes, às 18:37  comentar

19.1.12

Muito se tem falado nos últimas semanas do irão e das suas ameaças de fechar o Estreito de Ormuz que valeu a repudiação de (quase) toda a comunidade internacional, sobretudo dos Estados Unidos.

 

Hoje é noticia do Sol a posição chinesa quanto ao Irão e às suas políticas nucleares e internacionais. O primeiro ministro chinês assegurou que irão continuar a comprar petróleo ao Irão e minimizou o incidente de Ormuz. Ainda nas palavras do governante chinês "é preciso proteger o comércio internacional" e daí a China não cortar qualquer tipo de relações comerciais com o Irão e os seus vizinhos.

 

Cada vez que leio notícias sobre este tipo de posições da China, os lançamentos chineses para outros países (por exemplo o satélite nigeriano foi quase que "oferecido" e lançado pelos chineses) lembro-me da teoria do soft power de J. Nye que a China muito habilmente tme posto em prática. Estou certa que ainda ouviremos mais notícias deste tipo nos próximos tempos.

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link do postPor Vera Gomes, às 17:57  comentar


 
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