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Astropolítica

The space programmes allow us to stand on the shoulders of giants and gain perspective on global politics that is difficult to achieve from ground level or ground zero. Michael Sheehan

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The space programmes allow us to stand on the shoulders of giants and gain perspective on global politics that is difficult to achieve from ground level or ground zero. Michael Sheehan

IAC 2014 começou em Toronto sem Rússia e China

 

 

 

 

 

 

 

 

Começou ontem um dos maiores congressos na área de astronáutica e espaço: o Internacional Astronautical Congress. Este ano realiza-se em Toronto (Canadá) e terminará no próximo dia 3 de Outubro.

 

Este congresso reune milhares de profissionais, estudantes, investigadores de todo o mundo relacionados com a área espacial. O tema de 2014 é: "Our world needs space" (O nosso mundo precisa do Espaço).

 

Podem ver a página do website do Congresso aqui  e aqui poderão seguir as novidades do Congresso.

 

Contudo, o inicio do Congresso ficou marcado pela ausência das agências espaciais da Rússia e China no painel "Heads of Agencies" que habitualmente reúne os directores das maiores agências espaciais.

 

O moderador do painel indicou que por problemas na obtenção de visto, não foi possível ao representante russo e chinês estarem presentes.

Estação Espacial chinesa até 2023

 

 

 

 

Um funcionário espacial chinês de topo disse que o país ainda tem planos para estabelecer sua primeira estação espacial no início da década de 2020, embora esse prazo tenha alterado um pouco em relaçao a anteriores anúncios.

 

Yang Liwei, vice-chefe do programa de voos espaciais tripulados da China, que, em 2003, se tornou a primeira pessoa da China no espaço, disse numa reunião da Associação de Exploradores Espaciais, em Pequim, no passado dia 10 de Setembro que a primeira estação espacial da China estaria pronta "em 2022". 

 

As autoridades chinesas disseram que há vários anos que planeiam estabelecer uma estação espacial permanente, originalmente programada para estar pronta em 2020. No ano passado, no Congresso Internacional de Astronáutica, em Beujing, porém, autoridades disseram que a estaçao espacial estaria pronta em 2023.

 

(retirado daqui)

Programa espacial chinês pelo "Inimigo do Povo"

 

 

 

Para quem conhecer ou saber algo mais sobre o programa espacial chinês, aconselho vivamente a verem a apresentação feita por Nick Eftimiades, que trabalhou durante 30 anos no Departamento de Defesa dos EUA na área de tecnologia espacial. Escreveu também um livro "Chinese Intelligence Operations" que lhe valeu a "distinção" pela China de "Inimigo do Povo".

 

Podem saber mais sobre o Nick e seguir o seu blog aqui.

 

EUA descarta propostas para a não militarização do Espaço

 

A avaliação dos EUA da proposta de actualizaçao do tratado para proibir a militarizaçao do espaço feitas pela Rússia e Chinaconsidera que esta proposta que sofre dos mesmos problemas que fizeram a versão original inaceitável, disse um diplomata americano.

O Embaixador Robert Wood, o representante dos EUA na Conferência de Desarmamento em Genebra, disse que no passado dia 9 de Setembro que os Estados Unidos tinham concluído uma revisão em profundidade do Tratado, formalmente conhecido como o "Tratado sobre a prevenção da colocação de armas no exterior espaço e da ameaça ou do uso da força contra objectos no espaço exterior" e geralmente referido como PPWT. A China e a Rússia apresentaram uma actualização à sua proposta original de 2008, em Junho.

"De acordo com a análise dos Estados Unidos, o projecto PPWT, tal como a versão anterior de 2008, continua a ter falhas fundamentais", disse Wood, no seu discurso preparado para a sessão plenária da Conferência de Desarmamento.

 

"Os Estados Unidos estão dispostos a considerar as propostas e conceitos que são equitativos, efetivamente verificáveis de controle de armas espaciais, e aumentar a segurança de todas as nações", disse Wood nas suas observações. "No entanto, nós ainda não vimos quaisquer propostas juridicamente vinculativas que atendem a esses critérios."

 

PPWT foi proposto pela China e Rússia, em Fevereiro de 2008 como sendo um tratado internacional, juridicamente vinculativo, que pretende proibir o armamento do espaço.

 

 

Podem ler mais sobre este assunto aqui.

EUA condemam China por teste ASAT

 

 

 

O Departamento de Estado americano, através de Frank Rose reforçou no dia 12 de Agosto que os chineses realizaram outro teste anti-satélite (ASAT) a 23 de Julho (ver artigo do Astropolitica sobre este tópico aqui).  Esta é a segunda vez que o governo dos Estados Unidos acusa a China de realizar um teste ASAT - outros analistas insistem houve outros - e Rose voltou a enfatizar um comunicado divulgado pelo Departamento de Estado a 25 de Julho, talvez, para aumentar a visibilidade da preocupação do governo dos EUA.

A 25 de Julho, o comunicado do Departamento de Estado afirmou que a China realizou um teste ASAT não destrutivo em 23 de Julho e exortou a China a "abster-se de acções desestabilizadoras." A China anunciou que era um teste de interceptação de mísseis.

Rose disse que "Apesar das alegações da China que este não era um teste ASAT, deixe-me assegurar-lhe  que os Estados Unidos têm grande confiança na sua avaliação de que o evento foi realmente um teste ASAT." A Rússia também tem armas ASAT, continuou, citando depoimento ao Congresso pelo director da CIA, James Clapper. Rose, que é vice-secretário assistente de Estado para Controle de Armas, Verificação e Aderência à Norma, disse que os sistemas ASAT são "desestabilizadores e ameaças à segurança a longo prazo e ainda à sustentabilidade do meio ambiente do espaço."

Não há discordância de que a China realizou um teste ASAT em ​​2007, destruindo um de seus próprios satélites e ganhando condenação internacional por causa da nuvem resultante de detritos orbitais que colocam em risco os satélites em órbita baixa da Terra indefinidamente. A China conduziu testes de "míssil de interceptação" em 2010 e 2013, que alguns analistas ocidentais afirmam também foram testes ASAT, mas o governo dos EUA não os colocou publicamente nessa categoria. Esta é apenas a segunda vez que o governo dos EUA acusou a China de um teste ASAT. Rose referiu que este foi um teste "não destrutivo", mesmo que no resto dos seus comentários sublinhou as graves consequências de sistemas ASAT sobretudo pela criação de detritos espaciais