"The Earth is a cradle of the mind, but we cannot live forever in a cradle" Konstantin E. Tsiolkovsky
26.3.14

 

 

 

 

 

 

Andrew M. Johnson da Universidade de Clemson faz um dos principais apelos à cooperação EUA e chinesa na exploração do espaço para promover o bem-estar financeiro e técnico dos dois países. A legislação actual EUA impede a cooperação bi-lateral.

A relação bilateral EUA-China é a mais importante do século XXI. A fim de manter a fidelidade dessa relação e trazer potenciais avanços na capacidade produtiva e tecnológica que esta relaçao poderia desbloquear, é necessária uma abordagem bilateral EUA-China para a exploração do espaço.

 

Apesar do facto da China ser um membro da Comissão para o Uso Pacífico do Espaço Exterior das Nações Unidas e ter assinado todos os tratados relacionados com o espaço, os membros do Congresso Americano proibiram qualquer forma de cooperação entre a NASA e a Administração Nacional de Espaço da China (CNSA) desde 2011. Para iniciar um relacionamento significativo entre os tecnólogos e empreendedores dessas destes dois países, actuais e futuros, os formuladores de políticas dos EUA devem reconsiderar a relação custo-benefício e os trade-offs associados a um compromisso de longo prazo para a exploração do espaço com cooperação com a China.

 

Para ler todo o artigo escrito por Andre Johson, basta clicar aqui.

link do postPor Vera Gomes, às 09:40  comentar

24.3.14

 

 

 

 

 

 

A 13 de Maio, 2013 a China lançou um foguete a partir do Centro Espacial de Xichang na província de Sichuan. A Academia Chinesa de Ciências afirmou que era uma missão depesquisa científica. Fontes do governo dos EUA não oficiais dizem que na verdade era um teste de um novo míssil balístico relacionado com o programa chinês anti-satélite (ASAT).

 

Brian Weeden da Secure World Foundation, escreveu um artigo qie utiliza a informação de código aberto, incluindo imagens de satélite comercial compradas à DigitalGlobe, para avaliar estas alegações. Também compara o que é conhecido sobre este teste ASAT chinês no espaço com o teste ASAT americano e russo realiazdos no espaço ao longo dos últimos cinco décadas.

 

Podem ler o artigo na íntegra aqui.

link do postPor Vera Gomes, às 09:39  comentar

26.12.13

 

 

 

 

 

 

As atitudes das elites chinesas e americanas estão a exercer uma grande influência nas relações biletarais de segurança. O progjecto "As percepções chinesas de segurança" do centro de estudos Carnegie Endowment for International Peace, analisa o conteúdo destas atitudes através de sondagens e de workshops realizados nos dois países, EUA e China. As evidências que este projecto encontrou têm implicações para os politicos que procuram reduzir a probabilidade de futuros conflitos bilaterais. 

 

 

Os resultados deste trabalho de pesquisa e análise podem ser lidos aqui

 

link do postPor Vera Gomes, às 10:07  comentar

24.12.13

 

 

 

 

 

A China está preparada para expandir sua agenda de exploração espacial a Marte, de acordo com um especialista chinês.

A declaração segue o bem-sucedido pouso da nave espacial chinesa Chang'e-3 na superfície lunar no início deste mês. "Seguimos a nossa própria abordagem no que respeita ao progresso estável, possíveis desaires e até  ​​gestos audazes", disse Wu Weirenhe, designer-chefe do programa da sonda lunar da China. Afirmou ainda: "Nós não queremos competir com qualquer país a este respeito."

 

Podem ler mais sobre estas afirmações, aqui.

link do postPor Vera Gomes, às 10:10  comentar

20.12.13

 

 

 

 

 

Após a alunagem na Lua bem sucedida da nave espacial chinesa, o novo chefe da Roskosmos, Oleg Ostapenko, falou sobre a necessidade de rever completamente o quadro político para Exploração Espacial da Rússia até 2030, que foi aprovado pelo Presidente Putin em Abril.

 

Ostapenko revelou que o documento foi recentemente devolvido a ele para revisão.

 

A China planeia construir uma base científica na Lua depois de 2040.

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link do postPor Vera Gomes, às 10:17  comentar

16.12.13

 

 

 

 

 

 

"Horas depois da alunagem, um veículo robotizado movido a energia solar, o "Yutu" (Coelho de Jade), saiu da sonda e às 23:42 de domingo (15:42 em Lisboa), quando se encontrava a nove metros da "Chang'e-3", começou a enviar para a terra as primeiras fotografias da superfície lunar.

 

As câmaras da "Chang'e-3" também fotografaram o "Yutu", que, tal como a sonda que o transportou até à lua, ostentava a bandeira da República Popular da China."

 

Agência Lusa

 

 

Foi a notícia do fim de semana! China alunou pela primeira vez e com sucesso!!! Aguarda-se com com alguma ansiedade, e o tempo dirá, se está aberta uma corrida à Lua. EUA, China, Índia serão certamente alguns dos protagonistas no que diz respeito à exploração lunar nos próximos anos.

 

Podem ler mais sobre este evento aqui e ler sobre o Soft Power que este projecto chinês representa e dá à China aqui.

link do postPor Vera Gomes, às 08:36  comentar

12.12.13

 

Ilustração de um satélite da série CBERS na órbita da Terra: lançamento tapa lacuna de quase 4 anos na capacidade do Brasil de produzir imagens da Terra desde o espaçoFoto: Divulgação/Inpe

 

 

Ilustração de um satélite da série CBERS na órbita da Terra

Divulgação/Inpe

 

O satélite Cbers-3 que ia a bordo de uma nave chinesa perdeu-se completamente na explosão verificada no lançador chinês.

 

Na minha opinião este incidente reflecte, infelizmente, a história do programa espacial brasileiro: muito boa vontade e motivação, mas incapacidade de concluir algo com sucesso. O Brasil apresenta um problema grave que sem o colmatar andará sempre a "reboque" de outros que é a falta de mão de obra especializada e um sector espacial consolidado.

 

Aquilo que temos assistido nas parcerias com a China é que a transferência de know how e tecnologia para o Brasil têm sido quase nulas. O Brasil celebrou algumas parcerias com centros de investigaçao e universidades europeias (já reportadas no Astropolitica). Contudo, o Brasil precisa de ir mais longe! Precisa de celebrar parcerias e cativar empresas na área espacial. Por exemplo, com empresas portuguesas porque têm a vantagem de ter a língua em comum além de parcerias governamentais já existentes que poderão facilitar a que sejam abertas filiais ou constituidos consórcios entre empresas brasileiras e portuguesas.  Aí sim, o tecido empresarial brasileiro poderá começar a formar-se de forma sólida e a ocorrer transmissão de know-how para o Brasil.

 

Poderão ler mais sobre o acidente com o satélite brasileiro e o lançador chinês aqui e aqui.

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link do postPor Vera Gomes, às 10:15  comentar

10.12.13

 

 

 

 


O lançamento da Chang'e-3, e a sua cobertura mediática pelos meios de comunicação mundiais, destacaram o facto de que a China tem um programa espacial atraente, científica e tecnicamente sofisticado que poderá servir propósitos na área das relações internacionais. Foi uma demonstração daquilo a que o americano Joseph Nye se referiu como " soft power ": a capacidade de obrigar ou atrair as nações a fazer o que se quiser. O programa espacial chinês dá essa capacidade de atrair parceiros. O problema é algumas das outras actividades chinesas diminuiu a actractividade de possíveis parceiros.


A pessoa que forneceu o comentário da missão foi Xu Yansong da Organização de Cooperação Espacial Ásia-Pacífico (APSCO). O seu inglês foi quase impecável, e os seus comentários foram esclarecedores e no ponto. Como se vê, APSCO, formado no início de 1990, é na verdade uma organização chinesa liderada sede em Pequim. os seus membros incluem Paquistão, Bangladesh, Irão, Mongólia, Peru e Tailândia: potências espaciais não exactamente de primeira linha. APSCO é dedicado à "educação e formação", mas a sua existência demonstra aspirações da China para liderar outros países, para usar as suas capacidades espaciais como um método de influenciar seus vizinhos.


Isto não é incomum. Tanto o Japão como a Índia também criaram outras organizações similares que incluem parceiros menores. Em 1995, a Índia ajudou a criar o Centro de Ciência Espacial e Educação Tecnológica na Ásia e no Pacífico, também com componente educativa e foco em formação. Em 1993, o Japão formaou a Agência Espacial Fórum Ásia-Pacífico com foco principal na prestação de aviso prévio e coordenação para desastres naturais. Tem 20 membros, incluindo seis que também fazem parte do APSCO. Como o professor da Universidade de Fordham Asif Siddiqi ressaltou, num artigo "Uma corrida espacial asiática, Hype ou Realidade?" Estas organizações, que se sobrepõem um pouco nos seus membros e as suas funções, mas apesar de terem missões similares, não são idênticos, resultam do facto de que os poderes maiores da Ásia estão a tentar estabelecer as suas próprias bases de influência na região.


Usar o espaço para fins de relações internacionais remonta ao início dos anos 1960 e da Guerra Fria. Tanto os Estados Unidos como a União Soviética puseram astronautas dos seus países aliados no espaço. A experiência americana é longa e distinta, que data logo após laçamento do seu primeiro satélite e, em seguida, ofereceu-se para ajudar seus aliados a fazerem o mesmo, inicialmente com foguetes norte-americanos e mais tarde com os seus próprios. Os Estados Unidos iniciaram a cooperação espacial com a Grã-Bretanha, Canadá, Japão, Índia e outros países. Na década de 1970, os Estados Unidos incluíram a Europa no seu programa Space Shuttle, com nações europeias a construir Spacelab para a realização de missões de pesquisa no interior do compartimento de carga de transporte. No início de 1980, Ronald Reagan começou um programa para a estação espacial, que incluiu muitos aliados da NATO, bem como Japão. Na década de 1990 , o presidente Clinton mudou o programa da estação espacial num rumo diferente, usando-o como uma ferramenta para trazer a Rússia e para esta estreitar os laços com o Ocidente, e ainda para ajudar a estabilizar algumas das suas indústrias. Muitas vezes o custo e outras preocupações não foram o mais importante para estreitar os laços políticos com parceiros. Surpreendentemente, a administração Obama não procurou usar o voo espacial civil, como uma ferramenta internacional. Na verdade, o cancelamento da administração da cooperação com a Europa na exploração robótica de Marte, sobretudo uma decisão orçamental, tem tido o efeito oposto, levando a Europa a uma cooperação mais estreita com a Rússia e, talvez, China.




(artigo de Dwayne Day na Space Review parcialmente traduzido disponibilizado na totalidade aqui.)

link do postPor Vera Gomes, às 09:39  comentar

5.12.13

 

 

 

 

 

A China lançou no passado Domingo o seu rover Chang'-e-3 para a Lu onde deverà alunar no próximo dia 14. 

 

Se tudo correr bem, será a primeira nave espacial a fazer um alunagem na Lua em quase quatro décadas. Embora o Rover tenha um conjunto de instrumentos científicos modesto. A China está a ir para uma região inexplorada da Lua e, portanto, irá obter dados novos e, sem dúvida interessantes.


Chang'e-3 não estará sozinho. NASA tem actualmente dois Lunar Reconnaissance Orbiter e LADEE - a orbitar a Lua. Mas, embora a NASA também tenha várias outras possíveis missões lunares que poderia começar a construir dentro da próxima década, é improvável que uma sonda da NASA se junte aos chineses na superfície lunar por muitos anos vindouros.


Sobre ste tópico, a Space Review desta semana tem um interessantíssimo artigo aqui onde podem ler mais sobre o assunto.

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link do postPor Vera Gomes, às 09:14  comentar

22.10.13

 

 

 

 

Acabei de ler o melhor livro que li até hoje sobre a história da politica espacial chinesa. Este livro descreve a politica espacial chinesa desde o fim da Segunda Guerra Mundial até à actualidade, explicando também como as ambições chinesas e a interacção entre politica, economia e tecnologia. Aborda ainda o impacto do programa espacial chinês com outras potências espaciais, como os EUA e a URSS/ Rússia. 

 

Roger Handberg, um dos autores, é professor de Ciência Política na Universidade da Florida. A sua epsquisa centra-se sobretudo em politica espacial, politida de defesa, direito americano e direito comparado, e ainda ciência política e opinião pública. O seu trabalho aparece em 6 livros, 145 artigos e mais de 130 artigos académicos. 

 

Podem ler o livro no Google Books aqui

 

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link do postPor Vera Gomes, às 09:49  comentar


 
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