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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

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"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Rússia, Nasa e Esa na Lua?

Junho 21, 2017

Vera Gomes

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O chefe da Roscosmos disse que espera que a Rússia coopere com a NASA e a ESA no desenvolvimento de uma estação de "gateway" cislunar.

 

Igor Komarov, no Paris Air Show na passada segunda-feira, disse que espera que a Roscosmos participe no Deep Space Gateway, o conceito da NASA para uma instalação tripulada para operar em órbita lunar ou noutro lugar no espaço cislunar, para servir como banco de provas para futuras missões para Marte. Komarov disse que papéis específicos para Roscosmos e outras agências no projceto ainda não foram determinados.

 

Para saber mais, clique aqui.

Portugal voa mais alto nos Açores

Abril 24, 2017

Vera Gomes

A Comissão Europeia aplaude o projecto para a criação do Centro Internacional de Investigação nos Açores, a Agência Espacial Europeia também e os representantes da China, da Índia, dos EUA, do Brasil e da África do Sul manifestaram o seu entusiasmo com o plano do Governo português de explorar o Atlântico, “atacando-o” com uma cooperação internacional nas áreas do espaço, clima, oceanos e energias renováveis. Após nove meses de conversações nasceu a nova fase de “diálogo aberto” para a criação do AIR Center (Atlantic International Research Center). No arranque da cimeira com delegações de 29 países e mais de 200 participantes, na ilha Terceira, falou-se também da base espacial para lançamento de pequenos satélites, que poderá ficar na ilha de Santa Maria. E, curiosamente, com algumas reservas.

“Chegámos à fase do diálogo aberto sobre o AIR Center, que será o vosso projecto”, referiu Manuel Heitor, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, perante uma plateia de possíveis parceiros e investidores na sessão de abertura da reunião de alto nível. Segundo adiantou, até ao final do ano deverá estar definida a agenda deste ambicioso plano, com a apresentação dos parceiros, organização e financiamento. Até lá, vai ser preciso “seduzir” todos os possíveis interessados a integrar e apoiar esta organização internacional. E, a julgar pelas intervenções feitas esta quinta-feira, a tarefa não parece impossível. Pelo menos, no que se refere à ampla rede colaborativa de investigação (ver texto ao lado) que se propõe criar nos Açores. Vários dos intervenientes na sessão de abertura desta cimeira não só aplaudiram o projecto como apresentaram várias propostas de colaboração.

 

 

PÚBLICO -
 

Porém, o projecto de criação de uma base espacial de lançamentos de pequenos satélites nos Açores não parece ter sido acolhida com o mesmo entusiasmo. Nomeadamente, pelo director-geral da Agência Espacial Europeia (ESA), Johann-Dietrich Wörner, que, apesar de manifestar um apoio claro no projecto de investigação internacional e colaborativo no tratamento e recolha de dados em terra e no espaço a partir dos Açores, hesitou quando foi questionado sobre a importância da criação de um porto espacial no arquipélago. “Isso já é outra história. Actualmente, existem muitas empresas privadas com diferentes actividades ligadas ao espaço e aos lançamentos de pequenos satélites. Há uma actividade global que respeitamos e Portugal tem de olhar para isso”, disse aos jornalistas, no final da sessão de abertura. O director-geral da ESA frisou ainda que a ESA já está nos Açores com a estação de rastreio de satélites (na ilha de Santa Maria) e que em breve deverá levar para o arquipélago a antena de 15 metros que estava em Perth, na Austrália, e que foram obrigados a desligar por “restrições de frequências”, e que pode ser usada em futuras missões para controlo e monitorização de outros satélites. E pareceu pouco interessado em apoiar planos que vão muito mais longe do que isso.

 

Hélene Huby, directora de Divisão da Inovação Aeroespacial da Airbus, revelou, porém, que foi realizado um estudo que aponta para os Açores como um dos locais no top dos melhores sítios para instalar uma base espacial para lançamento de pequenos satélites. Mas alertou que é preciso assegurar que esta infra-estrutura tenha um baixo custo, garantindo a sua utilização e rentabilidade. “Como podemos garantir que este porto espacial vai ser usado?”, perguntou. E deu algumas pistas: é preciso, por exemplo, garantir que tem infra-estruturas que podem ser partilhadas para vários fins e que oferece tecnologias inovadoras.

 

O arquipélago tem um posicionamento geográfico muitíssimo vantajoso para uma base espacial, sobretudo para satélites polares de baixa órbita (entre 400 e 600 quilómetros) e para lançar pequenas cargas (até 300 quilos) para o espaço. Os satélites de órbita polar circundam a Terra de norte a sul e são preferencialmente usados para a observação da Terra (os satélites equatoriais, que andam de leste para oeste, são mais usados para telecomunicações).

 

O que diz a indústria aeroespacial portuguesa?

A privilegiada posição dos Açores é um dos maiores trunfos do Air Center e, especificamente, do projecto de uma base espacial que poderá vir a ser criada na ilha de Santa Maria. Mas estar no lugar certo é suficiente? Os representantes da indústria aeroespacial ouvidos pelo PÚBLICO confirmam a vantagem geográfica do arquipélago, mas também concordam que isso não chega.

 

“É um local especial, estrategicamente posicionado entre o mercado europeu e norte-americano, o que fará deste porto espacial um lugar apetecível quando comparado com os que existem actualmente”, antevê Paulo Guedes, da Critical Software, empresa de Coimbra que tem colaborado com várias missões espaciais no desenvolvimento de programas informáticos de satélites. “A criação desta base poderá permitir suportar o previsto aumento de mercado dos satélites e dos lançadores”, defende. Ou seja, mais oportunidades de negócio.

 

Nuno Ávila Martins, da empresa portuguesa de engenharia aeroespacial Deimos, também fala no mesmo cenário de crescimento “do mercado de observação da Terra com pequenos satélites”. “Sabemos que vai crescer de forma acentuada nos próximos anos, as empresas estimam um crescimento de mais de 10% ao ano neste sector. Estamos a falar de 300 ou 400 satélites a serem lançados todos os anos, nos próximos anos”, diz.

 

E é aqui que, para Nuno Ávila Martins, está o cerne da questão. “Não chega termos uma posição geográfica privilegiada e criar infra-estruturas. Temos de escolher um nicho de mercado. Saber bem em que vamos apostar”, diz, considerando que o “melhor negócio” se fará se centrarmos o projecto “em lançadores [foguetões] pequenos, com satélites pequenos, com cargas pequenas”. Essa, aliás, parece ser a intenção do Governo português se tivermos em conta as declarações esta semana, em Lisboa, do ministro da Ciência.

 

Sobre a eventual escolha de Santa Maria para instalar uma base espacial (sobretudo quando o futuro da base das Lajes, na Terceira, está em aberto), o responsável da Deimos também parece estar de acordo. “Os estudos apontam para Santa Maria como local preferencial: tem menor densidade populacional, é mais austral e, por isso, melhores condições meteorológicas, maior estabilidade do ponto de vista sismológico, e tem algumas infra-estruturas já instaladas como as estações de telemetria e telecomando que servem para rastreamento de satélites”, enumera.

 

Tem “só” cerca de cinco mil habitantes, mas esse lado não deve ser desprezado, alerta. “Um projecto como este altera o tecido socioeconómico da ilha. Cria oportunidades de emprego e desenvolvimento, mas também tem um impacto no modo de vida e no ambiente. Temos de acautelar um equilíbrio”, defende, reforçando que “o dimensionamento do tipo de lançadores deverá ser compatível com o que existe na ilha”.

 

Nuno Ávila Martins, director da empresa que preside a Proespaço – Associação Portuguesa das Indústrias do Espaço, acredita no projecto do Air Center e da criação da base espacial. E, assumindo que o interesse manifestado é genuíno, agora só parece mesmo estar a faltar a essencial peça do costume: o dinheiro. Para isso, defende, é preciso “ter planos de negócio capazes de sustentar a viabilidade do projecto” e parceiros a bordo desta ambiciosa viagem. “Temos a oportunidade de vir a ser o porto espacial europeu, a partir da Europa, o único”, nota.

 

Ainda com o Air Center a ser discutido, a Deimos já tem vários planos de acção com destino aos Açores. “Estamos a desenhar um projecto para fazer lançadores a partir de Santa Maria. Isto já está no nosso radar”, avança. E este é só um exemplo. Há mais para fazer nas outras áreas do centro de investigação internacional, nomeadamente, no que se refere ao fornecimento e tratamento dos muitos dados que existem hoje da observação da Terra.

 

Ricardo Patrício, director da empresa Active Space Tecnologies, é mais cauteloso quando se fala num possível futuro de sucesso deste projecto. Diz que temos de saber onde nos vamos meter, se o queremos fazer e se estamos preparados. “A indústria dos satélites de pequeno porte é muito nova e a indústria nacional ainda não está muito vocacionada para isto. Temos de ter a garantia de que há uma política espacial, um alinhamento estratégico que permita que a indústria nacional o aproveite da melhor maneira.” É que, argumenta, “hoje dedicamos o nosso orçamento a muitos programas, uma coisinha aqui outra ali, e este projecto não pode ser mais uma coisinha onde Portugal participa”. “É um projecto muito complicado de montar. Tenho alguma expectativa em relação a estes dias de conversas nos Açores. Aqui estarão muitos agentes importantes que têm uma palavra a dizer sobre o futuro e sucesso do projecto.” 

 

Nestes projectos espaciais, mais do que estar no lugar certo, é preciso estar à hora certa. A bordo do foguetão que parece estar a ser lançado com destino ao AIR Center nos Açores têm de estar os parceiros certos.

 

(retirado daqui)

Açores vão salvar o planeta?

Abril 24, 2017

Vera Gomes

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Dez ministros de oito países apoiaram os princípios da criação de um futuro Centro Internacional de Investigação do Atlântico (AIR Center), nos Açores, proposto pelo Governo português numa cimeira que acaba esta sexta-feira na ilha Terceira. Além dos governantes, também os representantes da indústria aeroespacial mundial e cientistas de 29 países apoiam a ideia de trabalhar em conjunto para ajudar a salvar o planeta a partir dos Açores. Porém, falta aquela que será a fase mais difícil e decisiva do projecto: garantir o seu financiamento. Para já, foram criados dois grupos de trabalho com um calendário para definir o que vai ser e como funcionará o AIR Center.

“O consenso foi total. E não apenas na ideia, mas no plano, com um calendário, com uma equipa que irá concluir a agenda e os estatutos para a criação do AIR Center”, disse aos jornalistas o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, no final de dois dias de diálogo com governantes, empresários e cientistas. Segundo referiu “o envolvimento da Comissão Europeia é particularmente importante”, tendo ficado decidido que a nova Declaração de Belém (em Lisboa) vai ser assinada em Julho pela Comissão Europeia, a África do Sul, entre outros países, para promover a cooperação e investigação no Atlântico Sul e que ficará ligada ao estabelecimento do AIR Center, o que deverá garantir acesso a fundos comunitários.

 

“Sabemos agora que há um interesse neste projecto, o que ainda não sabíamos há um ano”, disse, sublinhando que as conclusões da cimeira foram aprovadas por “aclamação”. “Falta avançar para a instalação e assinar o acordo com os estatutos desta instituição intergovernamental, centrada nos Açores, que irá ser uma rede do Atlântico com pólos em vários países.” Manuel Heitor quer ver o AIR Center a “lançar os primeiros projectos efectivos e colocar financiamento nas instituições” no final de 2018. “Não estamos a falar de construir nada em cimento, vamos usar o que existe”, esclareceu, confirmando que os parceiros desta rede “vão contribuir com conhecimento e financiamento”.

 

No primeiro dia da cimeira, dedicado às discussões mais técnicas, o director-geral da Agência Espacial Europeia, Johann-Dietrich Wörner, já tinha deixado o que pode ser um bom argumento para conquistar os decisores políticos a investir no AIR Center: “Um euro investido no espaço significa um retorno de, pelo menos, seis euros”. Mas neste segundo dia, de diálogo político, também não se falou de dinheiro e os discursos estiveram de novo centrados nos elogios à ambição, oportunidade e à importância da proposta do Governo português, que está a ser traçada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). As declarações de apoio à criação do AIR Center vieram da China à Índia, passando pela Noruega, até à África do Sul, Brasil e EUA. Ou seja, decisores e potenciais investidores do Atlântico e além Atlântico.

 

O dinheiro será o desafio do próximo passo, estabelecer compromissos claros com parceiros investidores (público e privados) e avançar para um plano concreto de organização e criação das infra-estruturas necessárias para executar este projecto que quer explorar o Atlântico, através de uma cooperação internacional nas áreas do espaço, do clima, oceanos e energias renováveis.

 

“Diplomacia científica”

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, presente na cimeira, acredita que já em 2018 o AIR Center será mais do que um compromisso no papel. O projecto, considerou, demonstra a importância da cooperação internacional, garante uma necessária agenda comum para o Atlântico com produção e disseminação do conhecimento e possibilita “um melhor e mais intenso uso da diplomacia científica, como uma ferramenta para as relações internacionais”. “Esta iniciativa atrai muitos parceiros importantes no Atlântico e além do Atlântico”, referiu, acrescentando que “estes temas [clima, oceanos, energia e espaço] dizem respeito a toda a humanidade”. “Este é um projecto-chave para Portugal e para a nossa política externa”, concluiu.

 

“A diplomacia científica é uma oportunidade para juntar as melhores mentes e instituições em nome do bem comum”, resumiu Naledi Pandor, ministra da Ciência e Tecnologia da África do Sul. A governante pediu um “real e genuíno envolvimento a nível global”, destacando o papel da iniciativa privada “que tem de fazer parte do projecto”.

 

Sobre a base de lançamentos espacial que o Governo quer construir na ilha de Santa Maria, Juergen Ackermann, director da empresa de lançadores de satélites da Airbus, considera que este seria “um desafio”, apesar de frisar que os Açores estão numa posição geográfica “muito atractiva” para lançar pequenos satélites. Já Manuel Heitor considerou que a base espacial “é um projecto que pode ser paralelo ao AIR Center”, mas que, afinal, não é essencial. “Obviamente, não se faz uma base de um dia para o outro, isso vai ter de ser estudado. Mas é importante perceber que mais de 50% desta reunião foi dominada pelos temas do espaço. Haver uma base será certamente um elemento diferenciador, mas ficou claro que o projecto não é afectado por isso”, acrescentou.

 

No final da reunião, que juntou mais de 200 potenciais parceiros, foi redigido um documento sobre os princípios e calendário deste plano que será ratificado até ao início de 2018.

 

Para garantir que estes prazos são cumpridos, foi marcada uma reunião para Novembro deste ano, no Brasil. Decidiu-se ainda criar um comité – liderado pela FCT, com representantes de Espanha, Brasil, EUA e África do Sul – que vai elaborar um documento final até Setembro de 2017. E, ainda, criar um grupo de trabalho mais alargado com representantes de governos, indústria e cientistas que irá preparar um plano para criar e financiar o projecto para apresentar até ao final do ano.

 

Para já, ficou a vontade de trabalhar juntos para investigar a Terra (os oceanos, o clima, a energia) com a ajuda do espaço a partir dos Açores e que, nestes dois dias, ganhou mais força. Mas agora falta o resto e o mais difícil: tornar estas boas intenções numa realidade.

 

(retirado daqui)

O saber não ocupa lugar: 5 cursos para saber mais

Janeiro 04, 2017

Vera Gomes

 

No mundo das novas tecnologias, tudo está acessível através de um clique. O EdX e o FutureLearn oferecem cursos online gratuitos que podem ser seguidos ao ritmo de cada um. A oferta nestes sites é imensa e incluiu cursos de relacionados com astronomia e ciências espaciais. Infelizmente, nas minhas pesquisas não encontrei nenhum sobre Space Politics.... quem sabe num futuro próximo e com mais universidades a juntarem-se a esta plataforma, a oferta incluia cursos nesta área.

 

Deixo-vos abaixo as minhas 5 sugestões:

 

The Conquest of Space: Space Exploration and Rocket Science

In the Night Sky: Orion

The Discovery of the Higgs Boson

From Goddard to Apollo: The History of Rockets, Part 1

Greatest Unsolved Mysteries of the Universe

 

Árabes de olhos em bico

Março 25, 2016

Vera Gomes

Crédito imagem: Facebook da Agência Espacial dos Emirados Árabes Unidos

 

Os Emirados Árabes Unidos, assinaram um contrato para lançar a sua sonda até Marte num foguete japonês. A Mitsubishi Heavy Industries (MHI) anunciou terça-feira passada que ganhou o contrato para lançar a sonda Hope num foguete H-2A em 2020.

 

A MHI previamente ganhou um contrato para lançar o satélite KhalifaSat de observação terrestre para os Emirados Árabes Unidos.

 

O contrato coincide com a assinatura de um acordo de cooperação entre a JAXA e a Agência Espacial dos Emirados Árabes Unidos que inclui a possibilidade de voar experiências árabes no módulo japonês Kibo.

 

Podem ler mais sobre este tópico, aqui e aqui.

Rússia e Europa trabalham em conjunto para chegar à Lua

Outubro 23, 2015

Vera Gomes

A Rússia quer realmente ir à Lua. A Roscosmos, a agência espacial do país, deixou claro que a sua prioridade é explorar a Lua - e não Marte -  com o objectivo final de estabelecer uma base permanente lá. Agora, a Rússia está à procura de parceiros internacionais para ajudar, e a Europa está pronta para responder ao apelo.


A Roscosmos está actualmente a planear a missão Luna 27, uma missão não tripulada para o pólo sul da Lua que irá procurarpor recursos e avaliar se é possível construir uma colónia. De acordo com o correspondente da BBC News e os meios de comunicação estatais russos Russia Today, a Agência Espacial Europeia (ESA) irá fornecer dois componentes-chave para a Luna 27: um avançado sistema de guiamento a laser para desembarque, chamado Piloto, e um laboratório a bordo para analisar as amostras recolhidas pela sonda.

"Actualmente discussões a nível internacional estão em curso para uma ampla cooperação sobre a forma de voltar à Lua", Bérengère Houdou, o chefe do grupo de exploração Lunar da ESA, disse à BBC News. A ESA não respondeu a um email a pedir mais informações sobre o seu envolvimento no projecto. A agência deverá aprovar oficialmente a sua participação na missão no próximo ano, e a sonda poderia ser lançada tão cedo quanto 2020.
 
Podem ler mais sobre o assunto aqui.

EarthServer coloca os dados ao serviço da ciência

Agosto 06, 2015

Vera Gomes

tek earthserver

O projeto EarthServer tem como objetivo colocar os dados ao serviço da inteligência para as ciências da terra. E a versão 2 está a dar novos passos para a visualização 4D open source.

 

Gerir milhares de dados de sensores, imagens, simulações e informação estatística, numa dimensão temporal, é um desafio para as ciências da Terra, dando aos geólogos, oceanógrafos e astrónomos algumas dores de cabeça adicionais. Foi por isso que nasceu o projeto EarthServer, que está a disponibilizar aos investigadores novas ferramentas para manipular de forma fácil grandes volumes de informação. 

 

A iniciativa junta vários parceiros, entre os quais a NASA, e está focada na criação de data cubes, em 3D ou mapas 2D para facilitar a visualização de dados, usando a tecnologia para aprofundar as dimensões necessárias.

 

O projeto foi influenciado por outras iniciativas, como o Big Earth Data standards e o Open Geospatial Consortium, assim como o Inspire, e a segunda versão, que arrancou em maio deste ano, que quer chegar ainda mais longe e gerir um volume maior de dados. O plano é agora que o utilizador possa manipular os dados de forma interativa e começar a trabalhar na fronteira da visualização 4D open source.

 

 

 

(retirado daqui)

Silêncio dos críticos quando se prepara um Diálogo Espacial EUA-China

Agosto 04, 2015

Vera Gomes

 

 

Há cinco semanas atrás, o Departamento de Estado americano anunciou um acordo sobre o Diálogo Espaço Civil EUA-China  (U.S.-China Civil Space Dialogue) que começará em Outubro próximo. Com toda a hipérbole que geralmente envolve os debates de EUA-China na cooperação espacial, uma tempestade de indignação dos críticos e exuberância dos defensores poderia ter sido o esperado, mas a reação tem sido quase inexistente.

A resposta silenciosa dos críticos é tanto mais surpreendente desde o anúncio do Departamento de Estado veio na mesma altura das notícias de que a China invadiu o sistema informático Office of Personnel Management, e alegadamente roubou os dados de mais de 22 milhões de funcionários públicos actuais e antigos, assim como os dados dos seus familiares.

Na verdade, o Departamento de Estado emitiu um comunicado de imprensa listando um total de 127 "resultados" - de que o diálogo espacial civil é apenas um - a partir das conversações bilaterais entre os dois países que tiveram lugar de 22 a 24 de Junho. Ressaltando as complexidades da diplomacia, os Estados Unidos estão a punir a China no que diz respeito à segurança cibernética, enquanto concorda em se envolver em muitas outras frentes.

O Departamento de Estado está a preparar-se para a primeira reunião de diálogo espacial civil no final de Outubro na China. Kia Henry, um porta-voz do Departamento de Estado, disse que todas as discussões irão cumprir com as leis e regulamentos dos EUA. O Departamento de Estado presidirá as discussões com "o apoio da NASA, a FAA, a NOAA, o US Geological Survey e DoD.", disse Henry eles vão considerar a troca de dados via satélite ambiental e científica e questões de segurança voo espacial, como evitar colisão de satélites.

NASA é proibida por lei de se envolver em actividades bilaterais com a China, a menos que autorizada pelo Congresso ou caso entregue ao Congresso, com 30 dias de antecedência, uma certificação que tal envolvimento nao coloca "riscos de resultar na transferência de tecnologia, dados ou outras informações relacionadas com a segurança nacional ou económicas e que não terá quaisquer implicações de segurança "e não envolve os violadores dos direitos humanos conhecidos.

Kia disse que é responsabilidade da NASA apresentar a certificação exigida.

O ex-Rep. Frank Wolf (R-VA), um forte crítico da China, por muitas razões, incluindo os direitos humanos, foi em grande parte responsável por criar essa proibição há vários anos. Ele presidiu o subcomité da Câmara Dotações Comércio- Justiça - Ciência (CJS) que financia a NASA e agora está aposentado, mas o seu sucessor, Rep. John Culberson (R-TX) mantém pontos de vista semelhantes e continuou a proibição constante do projecto de lei FY2016 CJS que passou a Casa dos Representantes em Junho (e que contém o orçamento da NASA para 2016).

Fora do Congresso, os mais acerbos críticos da cooperação espacial EUA - China parecem não comentar publicamente ou Eric Sterner, investigador do Instituto Marshall, ofereceu o seu ponto de vista num editorial de 27 de Julho publicado pela Space News. Embora concordando que um diálogo possa ser valioso em áreas como a prevenção de colisões, mitigação detritos e ciência, ele vê "pouca razão convincente para essas discussões evoluírem para a cooperação espacial civil." Discordou ainda com aqueles que argumentam que colaborar no espaço leva a melhor relações geopolíticas na Terra, observando que a participação da Rússia na Estação Espacial Internacional não dissuadiu os seus líderes de invadir Ucrânia.

Um dos principais defensores da cooperação elogiou a decisão. Joan Johnson-Freese, professora na Escola de Guerra Naval que escreveu livros sobre o programa espacial chinês, disse ao SpacePolicyOnline.com que a proibição do Congresso "em grande parte serve objetivos políticos nacionais" e que o anúncio do Departamento de Estado parece ser um "reconhecimento de que em geopolítica, o diálogo é sempre melhor do que nenhum diálogo. "Ela acrescentou que trabalhar com a China num projecto de ciência espacial, por exemplo, permitiria que os Estados Unidos" saber mais sobre "procedimentos operacionais padrão e, " os seus processos de tomada de decisão"

Um ponto-chave virá em Setembro, aktura em que a Casa dos Representantes retorna ao traalho depois das férias de Agosto e a NASA envia certificação com 30 dias de antecedência. O Congresso será ocupado  com outras questões, como tentar passar uma resolução que permita ao Governo continuar em funcionamento, e talvez os temas planeados para este primeiro diálogo espacial civil sejam suficientemente não-controversos que a certificação será aceite. Ainda assim, para todo o burburinho que a questão gerou no passado, e o momento do anúncio no meio de uma troca de acusações de ciberataques chineses a bancos de dados do governo dos EUA, a reação moderada é notável.

Reino Unido e Africa do Sul aproximam-se no Espaço

Julho 29, 2015

Vera Gomes

South Africa pictured from space.

África do Sul vista do Espaço.Creditos: ESA.

 

A Agência Espacial do Reino Unido e a Agência Espacial Sul-Africana (SANSA) assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) para aumentar a colaboração e revisão de áreas de interesse comum nos seus programas espaciais.

O Memorando de Entendimento foi assinado a 16 de Julho por Sir Mark Walport, conselheiro científico do chefe do Governo do Reino Unido, em nome da Agência Espacial do Reino Unido, e o Dr. Sandile Malinga, CEO da Agência Espacial Sul-Africana.

 

O Memorando de Entendimento irá intensificar o intercâmbio de informações, tecnologia e pessoal entre as duas agências. O documento cobre uma variedade de áreas onde ambas as agências poderão beneficiar da colaboração, incluindo oportunidades de pesquisa sobre tempo espacial, e ainda usar o instrtumento como espaço de partilha de informação no uso do espaço para aplicações relacionadas com as altrações climáticas, e partilha de dados por satélite. Outras ações incluem a identificação de oportunidades para SANSA para colaborar com indústrias espacial comercial locais e baseadas no Reino Unido e da partilha de infra-estruturas e sistemas de conhecimento do Reino Unido.

O aumento da colaboração entre as duas agências também vai ajudar a promover mais projectos espaciais, como SBAS África, que têm o potencial para produzir enormes benefícios sociais. SBAS África, uma colaboração Reino Unido - África do Sul, financiado através do Programa Espacial Parcerias Internacionais da Agência Espacial do Reino Unido, vai ajudar a melhorar a segurança da aviação através da criação e demonstração de novos sistemas de voo baseados em satélite.

Brasil procura parceiros

Julho 03, 2015

Vera Gomes

 

 

As autoridades brasileiras afirmam que os EUA e a Rússia estão a competir para cooperar com o Brasil no lançamento de satélites a partir da base de Alcântara. O Brasil está à procura de um novo parceiro para substituir a Ucrânia para o local de lançamento de Alcântara, perto do Equador.
 
Uma fonte brasileira disse que o país estava a considerar trabalhar com os EUA ou Rússia para apoiar lançamentos a partir de lá, embora o relatório não tenha especificado o veículo de lançamento americano que poderia usar o espaço-porto brasileiro, ou se  foi considerada outra forma de colaboração. Propostas anteriores para parcerias semelhantes entre os EUA e o Brasil fracassaram devido a preocupações relacionadas com o controlo de exportação.
 
 

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