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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Os americanos vão voltar a lua?

Dezembro 12, 2017

Vera Gomes

Segundo Trump... sim. 

 

O presidente Trump assinou ontem a directiva de política espacial nacional do seu governo, que envolve um regresso humano à Lua. O presidente assinou a "Space Policy Directive 1" numa cerimonia na Casa Branca.

A Casa Branca não revelou detalhes sobre a diretiva antes da assinatura, mas muitos na comunidade espacial acreditavam que poderia direcionar formalmente a NASA para voltar a enviar humanos à Lua. O tweet abaixo, publicado na conta oficial da Nasa, citando Donal Trump, não deixa margens para duvidas.

 

A NASA, na primeira reunião do Conselho Espacial Nacional em Outubro passado, foi solicitadaa para fornecer um relatório sobre os planos de exploração que incluiu Lua e Marte, e o Administrador interino da NASA, Robert Lightfoot, disse na semana passada que um "relatório preliminar" foi entregue ao Conselho.

 

trump.PNG

 

A melhor defesa é o ataque?

Dezembro 27, 2016

Vera Gomes


defesa



A Space Review publicou na semana passada um artigo muito interessante sobre o que deve ser o futuro da política e estratégica espacial. 

Muitos estrategistas e analistas políticos concluiram que por causa dos sistemas baseados no espaço serem vistos como vulneráveis a ataques - com pouca margem para os defender - que o ataque é a forma mais forte de "guerra" no espaço. O autor do artigo discorda e considera que isto levou a uma estatégia espacial dos Estados Unidos sub-desenvolvida. 

O artigo pode ser lido na integra aqui e recomendo vivamente a sua leitura. 

Já se estava à espera disto: "Trump quer cortar financiamento da NASA para investigações climáticas"

Novembro 24, 2016

Vera Gomes

Numa altura em que Donald Trump mostra, cada vez mais, ter alguma “aversão” em admitir a existência de um fenómeno de aquecimento global, Bob Walker revela que está nos planos do presidente-eleito eliminar todas as investigações da NASA relacionadas com as ciências da Terra, ou seja, com tudo o que diga respeito ao estudo das condições atmosféricas e dos eventos climáticos.

 

De acordo com o The Guardian, o conselheiro de Trump afirma que a nova administração olha para a NASA como uma agência que deveria estar mais dedicada à exploração espacial, e que as investigações relacionadas com a Terra devem ser adjudicadas a outras entidades.

 

Explica o jornal britânico que a divisão das ciências terrestres tem um orçamento previsto para 2017 de dois mil milhões de dólares. Por outro lado, prevê-se que o orçamento de 2017 alocado à exploração espacial seja de 2,8 mil milhões dólares.

 

Bob Walker refere que a nova administração planeia dar continuidade às investigações das ciências terrestres que estão já em curso, mas que as próximas deverão ficar a cargo de outras entidades que não a NASA.

 

O conselheiro de Trump sublinha que as investigações sobre as alterações climáticas foram já demasiado politizadas e que as decisões do novo presidente devem ser baseadas em dados científicos e não em ciência deturpada por ideologias políticas.

 

As verbas que afetas às investigações climáticas serão redirecionadas para a exploração espacial. Consta que Donald Trump quer explorar todo o Sistema Solar até 2100.

 

Apesar de nos primeiros dias após ter sido eleito presidente dos Estados Unidos ter discursado efusivamente sobre a falsidade do fenómeno do aquecimento global, atribuindo aos chineses a sua invenção, Trump parece estar agora mais aberto à realidade dos factos e admite existir uma conexão entre a ação humana e o clima.

 

(retirado daqui)

Trump venceu as eleições. O que isso significa para o programa espacial americano?

Novembro 09, 2016

Vera Gomes

 

Trump durante a sua campanha nunca fez grandes referências a qual seria a sua posição sobre o programa espacial americano, com excepção das últimas semanas de campanha. Tanto Trump como os Senadores chave que controlam o orçamento da NASA e da NOAA são cépticos assumidos das alterações climáticas, o que leva a crer a mudanças relacionadas com serviços espaciais aliados a esta àrea. NAs outras àreas, tanto Trump como os seus apoiantes, apoiaram a ideia da liderança espacial dos EUA com uma exploração espacial ousada que inclui parceiros internacionais e comerciais. Dois conselheiros espaciais, Robert Walker e Peter Navarro, escreveram um editorial na Space News anunciando algumas das possíveis medidas a serem implementadas pela administração.

 

Robert Walker apresentou nas semanas anteriores à campanha um projecto de politica espacial que supostamente traria uma mudança real em assuntos de espaço. Além da reinstituição do National Space Council  na Casa Branca para assegurar uma apropriada coordenação de assuntos relacionados com espaço, as medidas apresentadas incluem um maior foco em voos tripulados, devesenvolvimento de tecnologias incluindo pequenos satélites, e maior comercialização da órbita baixa da Terra. Walker afirmou explicitamente que ciências terrestres (que a NASA utiliza por exemplo para controlo das alterações climáticas) teriam um enfâse bem mais reduzido do que até agora naquilo que deverá ser o focus da Nasa para os próximos anos. 

 

Quanto à segurança nacional em termos de espaço, no editorial publicado, Walker e Navarro reforçaram que as prioridades de Trump incluirão a redução de vulnerabilidades, assegurar que os comandos terão as ferramentas que necessitam, reduzir o custo de acesso ao espaço e criar uma nova geração de satélites para lidar com ameaças emergentes. 

 

As declarações de Trump e os editoriais assinados por próximos de si, fazem prever apenas o que poderá ser a sua presidência em matérias relacionadas com espaço. Até ao momento em que a administração Trump submeta o seu primeiro orçamento para votação do Congresso, as informações partilhadas até agora não passarão de meras suposições do que irá realmente acontecer. 

 

 

E se o GPS deixar de funcionar?

Julho 07, 2016

Vera Gomes

 

Bastou apenas um erro de 13 milionésimos de segundo para causar um monte de problemas.

 

No passado mês de Janeiro, a Força Aérea dos Estados Unidos colocou um satélite na constelação de satélites GPS off-line, uma hora incorrecta foi acidentalmente enviada para vários utilizidaores, tornando-os fora de sincronização.

 

O erro de tempo foi disseminado pelo equipamento de cronometragem dependente de GPS em todo o mundo por mais de 12 horas. Enquanto o problema passou despercebido a muitas pessoas, graças a sistemas de backup de curto prazo, os engenheiros entraram em pânico na Europa, chamando fabricantes de equipamentos para ajudar a resolver o problema antes de redes globais de telecomunicações começarem a falhar. Em algumas partes do Estados Unidos ou do Canadá, os equipamentos de rádio EMS utilizados pela polícia e pelos bombeiros deixaram de funcionar. A BBC rádio digital esteve fora por dois dias em muitas áreas, e a anomalia foi ainda detectada em redes de energia elétrica.

 

Podem ler mais sobre as conseuqências desta falha do GPS aqui

Quem chegará primeiro: China ou EUA?

Março 29, 2016

Vera Gomes

Bruce Dorminey assina um artigo na Forbes onde defende que os Taikonautas chineses provavelmente irão chegar primeiro do que os astronautas da NASA à superfície lunar, provavelmente em menos de cinco a dez anos, de acordo com declarações que obteve do antigo cientista lunar e geólogo Paul Spudis. Se assim for, isso vai acontecer principalmente porque a superfície lunar continua ficar fora dos planos de destino tripulados da NASA. Claro, isso não impede a Rússia, a Agência Espacial Europeia (ESA), ou numerosos empreendimentos espaciais comerciais -, que manifestaram o desejo de retornar astronautas à superfície lunar - de chegar lá mais cedo. Mas, por agora, Spudis acha que os chineses são mais propensos a fazer isso acontecer próximamente.

O que fazer para assegurar a liderança?

Março 11, 2016

Vera Gomes

Uma associação de 13 organizações da indústria espacial dos EUA lançou um documento no passado dia 4 de Março para ajudar os candidatos às presidenciais americanasa compreender a necessidade de assegurar a liderança dos EUA no espaço. O documento não advoga para qualquer programa específico, mas de forma mais ampla explica por que razão os Estados Unidos devem ser um líder, os desafios que enfrenta e quais acções que os políticos poderiam tomar.

Liderado pelo Instituto Americano de Aeronáutica e Astronáutica (AIAA), a Space Fo undation,  e a Federação para o Comércio Voos Espaciais (CSF), as organizações argumentam que os investimentos do governo e do sector privado no espaço representam US$330 bilhões da indústria global e permitirem uma ampla gama de capacidades fundamentaais para a segurança nacional, redes de comunicações, e da estudo da Terra. No entanto, uma lista de desafios ameaçam a liderança americana, incluindo o financiamento imprevisível; a concorrência estrangeira; um ambiente espacial congestionado, contestado e competitivo, e as tendências da força de trabalho. O documento lista 10 acções que são necessárias, que vão desde comprometendo-se a orçamentos previsíveis e que revoga o Budget Control Act de 2011 (que requer o sequestro se os orçamentos exceder os limites especificados) para restaurar a capacidade dos EUA de lançar astronautas para o espaço e para o reforço da base industrial dos EUA para conseguir o compromisso de um programa espacial de segurança nacional que mantenha o domínio norte-americano no espaço.

As restantes 10 organizações envolvidas no documento são: AAerospace Industries Association, Aerospace States Association, American Astronautical Society, Coalition for Deep Space Exploration, Colorado Space Coalition, Students for the Exploration and Development of Space, Satellite Industry Association, Silicon Valley Space Business Roundtable, Space Angels Network, e Space Florida.

O documento é publicado nos sites de muitas dessas organizações e podem lê-lo aqui.

 

 

Nós somos exploradores

Março 03, 2016

Vera Gomes

 

 

NASA está a convidar todos os entusiastas do espaço para enviar os seus trabalhos artísticos numa viagem a bordo da sonda Origins, Spectral Interpretation, Resource Identification, Security-Regolith Explorer (OSIRIS-REx) da NASA.

 

Esta será a primeira missão dos EUA para recolher uma amostra de um asteróide e devolvê-lo à Terra para estudo.

 

A OSIRIS-Rex está programada para lançamento em Setembro e viajar ate o asteróide Bennu. A campanha #WeTheExplorers convida o público a participar nesta missão para expressar, através da arte, como o espírito da missão de exploração se reflecte nas suas próprias vidas. Os trabalhos apresentados de arte serão salvos num chip na nave espacial. A sonda já carrega um chip com mais de 442.000 nomes apresentados através da campanha de 2014 "Mensagens de Bennu".

 

A apresentação pode assumir a forma de um esboço, fotografia, gráfico, poema, canção, vídeo curto ou outra expressão criativa ou artística que reflecte o que significa ser um explorador. As inscrições serão aceites via Twitter e Instagram, até 20 de Março Para mais detalhes sobre como incluir os comentários recebidos na missão de Bennu, clique aqui.  

É a grande notícia do fim de semana que passou

Fevereiro 22, 2016

Vera Gomes

 

 

Depois do desastre fatal com o VSS Enterprise em Outubro de 2014, a Virgin volta a apresentar uma nave que pretende transportar turistas até ao espaço, a VSS Unity. O acidente foi atribuído a um erro do piloto e descuidos da Scaled Composites, que destruiu a nave durante a fase de testes sobre o deserto de Mojave na Califórnia. No entanto, a The Spaceship Company, unidade própria da Virgin Galactic, já estava em construção adiantada da segunda SpaceShipTwo da frota quando o acidente ocorreu.

 

Na aparência, a nova é quase idêntica à versão anterior. A maior diferença entre os dois veículos é a adição de um pino para evitar que o piloto destrave a seção de cauda de giro da nave muito antes da descida, o que causou a desintegração da primeira nave, disse o presidente-executivo da Galatic, George Whitesides.

 

 

A nave para dois pilotos e seis passageiros é projetada para atingir altitudes de 100 km para além da atmosfera terrestre, fornecendo alguns minutos de ausência de gravidade e uma visão da Terra contra a escuridão do espaço. Já há cerca de 700 passageiros incritos para passeios, com o custo de 250 mil dólares cada, embora ainda não tenham sido divulgadas quaisquer datas dos futuros voos.

 

A evento contou com a presença de Richard Branson, e foi "narrado" pelo famoso astrofísico Stephen Hawking, que batizou o modelo apresentado e que já foi convidado para o voo inaugural.

 

 

(retirado daqui)

Obama no Espaço

Fevereiro 15, 2016

Vera Gomes

 

 

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deu uma entrevista à revista Popular Science onde falou também sobre a política espacial da sua administração. Fica aqui um pequeno excerto:

 

"Se você fosse acabar em Marte, quem quereria como seu companheiro: Mark Watney de The Martian, ou Ellen Ripley do Alien?

Obama: Considerando que é uma pergunta hipotética, posso escolher os dois? Se tenho Matt Damon a plantar batatas e Sigourney Weaver a tratar de todos os intrusos indesejáveis, eu gosto das minhas probabilidades. "

Caso queiram ler toda a entrevista (apenas disponível em inglês) poderão fazê-lo clicando aqui.

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