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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

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"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Aos 4 de cada vez é mais rápido

Novembro 17, 2016

Vera Gomes

 

 

No dia em que são lançados 4 satélites da constelação Galileo, fica um vídeo da ESA sobre o estado da constelação. 

 

É a primeira vez que será usado um Ariane 5 para lançar satélites do Galileo. Depois de alguns anos para adaptar e testar o lançador, chegou o momento da verdade. 

 

O lançamento será às 13h06 (hora de Lisboa) e normalmente pode ser visto via webstream a partir do site da Arianespace. 

 

A melhor timelapse do Galileo

Outubro 07, 2015

Vera Gomes

 

A ESA disponibilizou recentemente uma timelapse com as imagems da preparação dos satélites Galileo que foram lançados no dia 11 de Setembro. No vídeo é possível ver-se a preparação dos satélites e do lançador desde que chegaram a Kouro, a base de lançamento europeia, até ao lançamento.

 

Sistema de navegação Europeu Galileo já tem mais dois satélites

Março 30, 2015

Vera Gomes

 

O sistema de navegação europeu tem agora oito satélites em órbita, na sequência do lançamento do último par. 

 

Os satélites Galileo 7 & 8 descolaram às 21:46 GMT (22:46 CET, 18:46 hora local) a 27 de Março a partir do Porto Espacial Europeu na Guiana Francesa, abordo de um foguete Soyuz. 

 

Todos os andares do Soyuz funcionaram como se esperava, com o andar superior do Fregat a libertar os satélites na órbita desejada perto dos 23 500 km de altitude, por volta das 3 horas e 48 minutes após a descolagem. 

 

Depois das verificações iniciais, da responsabilidade da ESA e da agência espacial francesa, CNES, a partir do seu centro de controlo em Toulouse, os dois satélites serão entregues ao Centro de Controlo do Galileo em Oberpfaffenhofen, Alemanha, e às instalações de teste em-órbita em Redu, na Bélgica, para que sejam testados antes de serem comissionados para os serviços operacionais. O que se espera que venha a acontecer em meados deste ano. 

 

O novo par de satélites irá juntar-se aos seis já lançados, em Outubro de 2011, Outubro de 2012 e Agosto de 2014. 

 

 

 

Satélite Galileo recuperado e a transmitir sinais de navegação

Dezembro 05, 2014

Vera Gomes

 

 O quinto satélite Galileo, um dos dois que foi posto numa órbita errada pelo lançador Soyuz-Fregat VS09 lançado em agosto, transmitiu os seus primeiros sinais de navegação no sábado 29 de novembro de 2014. Atingiu a sua nova órbita e a sua carga foi ligada com sucesso. 

Neste momento está a ser levado a cabo uma campanha de teste agora que o satélite atingiu uma órbita adequada para a navegação.

 

Recuperação

O quinto e sexto satélites Galileo, lançados juntos a 22 de agosto, acabaram numa órbita alongada que chega aos 25 900 km acima da Terra e desce até aos 13 713 km.

Ao longo de 17 dias foram executadas 11 manobras, empurrando gradualmente o quinto satélite para cima.

Como resultado disso, subiu mais de 3500 km e a sua órbita elíptica tornou-se mais circular.

“As manobras decorreram com normalidade, com uma excelente performance quer em termos de propulsão quer de direção,” explicou Daniel Navarro-Reyes, analista de missão da ESA para o Galileo.

“A órbita final está como planeado e é um tributo ao grande profissionalismo de todas as equipas envolvidas.”

Os comandos foram enviados pelo Galileo Control Centre pela Space Opal, o operador do Galileo, em Oberpfaffenhofen, na Alemanha, guiados por cálculos de uma equipa combinada de dinâmica de voo, do Centro de Operações da ESA, o ESOC, em Darmstadt, na Alemanha, e da Agência Espacial Francesa, CNES.

Os comandos foram enviados para o satélite através de uma rede de estações em terra, constituídas por estações Galileo e por locais adicionais coordenados pela agência espacial francesa, CNES.

O fabricante de satélites OHB também colaborou no processo de recuperação, ajudando a adaptar os procedimentos de voo. 

Até terem-se iniciado as manobras, a equipa ESA-CNES manteve os satélites apontados ao Sol, usando o giroscópio e os sensores solares. Isto manteve os satélites estáveis no espaço, mas o seu equipamento de navegação não podia ser usado com confiança.

Na nova órbita, a exposição do satélite à radiação também tem sido muito reduzida, garantindo uma performance de confiança a longo prazo.

 

Uma órbita apropriada

A órbita revista, mais circular, significa que o sensor terrestre do quinto satélite pode ser usado continuamente, mantendo a sua principal antena orientada em direcção à Terra e permitindo que o seu equipamento de navegação seja ligado.

Esta órbita significa que agora vai passar pelo mesmo local em terra a cada vinte dias. Isto pode comparar-se ao padrão de repetição normal de um Galileo, de dez dias, sincronizando eficazmente a sua estação em terra com o resto da constelação Galileo.  

 

A campanha de teste à navegação 

A carga de navegação do satélite foi ativada a 29 de novembro, para dar início à campanha de teste é órbita. Isto está a ser feito a partir do centro da ESA, em Redu, Bélgica, onde uma antena de 20 metros de diâmetro pode estudar a força e a forma dos sinais de navegação em alta resolução. 

“Primeiro, os vários elementos da carga, em especial o relógio atómico Passive Hydrogen Maser, foram aquecidos e depois o primeiro ‘sinal no espaço’ foi transmitido,” disse David Sanchez-Cabezudo, responsável pela campanha de teste.

“O sinal de navegação em banda-L é monitorizado pela grande antenna em Redu, com peritos da OHB e da Surrey Satellite Technology Ltd – o fabricante do equipamento, com sede em Guildford, Reino Unido – que também participará na avaliação do desempenho ao longo do tempo.”

O primeiro sinal de navegação do Galileo, na fase FOC, foi transmitido nas três frequências do Galileo (E5/E6/L1) e foi captado em vários locais na Europa, nomeadamente em Redu (B), ESTEC (Holanda), Weilheim (D) e Roma (I). A qualidade do sinal é boa e de acordo com as expectativas.

O equipamento de busca e salvamento (SAR) será ligado dentro de dias de forma a complementar a campanha de testes em órbita. 

(retirado daqui)

Actualizaçao sobre o projeblema de injecção na órbita do Galileo

Agosto 29, 2014

Vera Gomes

 

 

Satélite da fase FOC do Galileo (Crédito: ESA–J. Huart, 2014)

 

 

As operações continuam a decorrer suavemente para os satélites Galileo 5-6. Os dois já têm os painéis solares a funcionar em pleno, gerando energia.

 

Os satélites estão em segurança e sob controlo, apesar de terem sido libertados a 22 de agosto numa órbita mais baixa e elíptica em lugar da esperada órbita circular.

 

As equipas europeias em terra instaladas no centro de controlo da ESA, ESOC, em Darmstadt, Alemanha, em cooperação com o fabricante OHB, confirmam que ambos os satélites estão em segurança, apontando corretamente para o Sol, devidamente abastecidos e completamente sob controlo da equipa ESA-CNES.

 

Os controladores estão prontos para passar à fase seguinte ao lançamento e início da fase de atividade.

 

Em paralelo, as equipas da ESA estão a investigar a possibilidade de tirar o máximo partido dos satélites, apesar de estes terem sido injetados fora da sua órbita nominal e tendo em conta as limitações em termos propulsivos. Serão avaliados diferentes cenários, antes de ser tomada uma decisão relativamente a uma missão de recuperação. 

 

O Galileo é o sistema global de navegação europeu. Irá ser composto por 30 satélites e pela sua infraestrutura em terra.

 

A fase de definição, desenvolvimento e Validação em Órbita (IOV) do programa Galileo foi da responsabilidade da ESA, co-financiada pela ESA e Comissão Europeia. Esta fase resultou numa míni-constelação de quatro satélites e a um segmento em terra reduzido, para validação do conceito. Os quatro satélites lançados durante a IOV são o núcleo da constelação que depois será estendida, atingindo-se a fase Operacional ou FOC.

 

A fase FOC é totalmente financiada pela Comissão Europeia. A Comissão e a ESA assinaram um acordo segundo o qual a ESA funciona como um agente de projeto e contratação em nome da Comissão.  

 

(retirado daqui)

 

Actualização sobre a falha na órbita dos satélites Galileo

Agosto 28, 2014

Vera Gomes

 

No centro de controlo da ESA, ESOC, continuam os trabalhos em torno dos dois satélites Galileo.

 

Apesarem de não estarem na sua órbita nominal, os satélites Galileo estão sob controlo, desde que foram libertados do último andar do lançador, tendo a sua posição orbital sido determinada pelas equipas europeias em terra, instaladas no ESOC em Darmstadt.   

 

Os controladores do ESOC, em cooperação com o construtor dos satélites, OHB, confirmam o bom estado e comportamento de ambos os satélites. Segunda-feira foram desenrolados os painéis solares do primeiro satélite. Em breve será feito o mesmo para o segundo satélite já que os painéis solares de ambos os satélites tinham ficado parcialmente dobrados.

 

Os dois satélites continuam a estar em modo de segurança, apontando corretamente para o Sol, devidamente abastecidos e totalmente sob controlo das equipas da ESA/CNES e do fabricante OHB, instaladas no centro de controlo da ESA.

 

Em paralelo, está a ser investigada a hipótese de tirar o máximo partido dos satélites, apesar de não estarem na sua órbita nominal e das limitadas capacidades de propulsão dos mesmos.

 

(retirado daqui)

Anomalia na injecção dos satélites Galileo

Agosto 25, 2014

Vera Gomes

 

 

 

 

 

Tendo sido detectada pela Arianespace uma anomalia na injeção na órbita dos satélites Galileo levou a uma análise pormenorizada da situação. Será agora avaliada a implicação desta falha no futuro da missão. 

 

Os satélites estão a ser bem controlados através do centro de controlo da ESA, em Darmstadt, ESOC.

 

Mais informação será dada brevemente. 

 

(in ESA)

O que é o Galileo?

Agosto 21, 2014

Vera Gomes

Video da ESA

 

 

 

O Galileo é o programa europeu de radionavegação e de posicionamento por satélite. Lançado pela Comissão Europeia e desenvolvido conjuntamente com a Agência Espacial Europeia, o programa GALILEO dota a União Europeia (UE) de uma tecnologia independente em relação ao GPS americano e ao GLONASS russo.

 

O sistema Galileo é de importância estratégica, não só para a competitividade na indústria europeia e a criação de emprego, mas também para assegurar a independência da Europa na tecnologia e política espacial.

 

O sistema Galileo, que estará operacional em 2015, irá melhorar o quotidiano, por exemplo, com o aperfeiçoamento do sistema de posicionamento e da segurança nas transacções bancárias.

 

No domínio da navegação por satélite, as questões em jogo são consideráveis e de diversa natureza. Actualmente, há dois sistemas concorrentes em funcionamento - o GPS americano, que domina o mercado e o GLONASS russo - e um terceiro prestes a entrar no mercado mundial - o Beidou desenvolvido pela China.

 

A dependência nomeadamente em relação ao GPS sempre levantou questões de ordem estratégica, dado que os sistemas utilizados não estão sob controlo europeu. Assim, a União Europeia embarcou no desafio de garantir resposta às necessidades estratégicas europeias, como, por exemplo, em matéria de política externa e de segurança comum, sem riscos nem custos excessivos.

 

A navegação por satélite oferece vantagens evidentes para a gestão dos transportes. Permite reforçar a segurança, melhorar a fluidez dos fluxos de tráfego, reduzir os congestionamentos e os danos ambientais e apoiar o desenvolvimento multimodal. Os sistemas actuais GPS e GLONASS aparentemente não garantem a fiabilidade e a disponibilidade necessárias nomeadamente para o transporte de pessoas. A implantação do sistema europeu Galileo permitirá eliminar estes inconvenientes.

 

Estão também em jogo questões de natureza económica e industrial. De facto, face a um mercado mundial potencial avaliado em 40 000 milhares de milhões de euros em 2005, o desafio consiste em captar uma parte adequada do mercado da navegação por satélite, bem como o emprego daí decorrente. As estimativas actuais são as seguintes: o desenvolvimento da infra-estrutura Galileo deve gerar 20 000 postos de trabalho e a sua exploração 2 000 postos permanentes, para além das oportunidades que surgirão no domínio das aplicações.

 

Por último, os aspectos regulamentares não são desprezáveis. Na verdade, o recurso a sistemas de informação baseados em sinais de determinação da posição e de sincronização poderá permitir controlar o respeito de determinadas regulamentações comunitárias em matéria de pesca, por exemplo, ou ainda de protecção do ambiente.

 

Tendo os Estados Unidos obtido um avanço significativo neste domínio, é indispensável, face a estes desafios, que a Europa tome rapidamente uma decisão relativa à sua participação na próxima geração de sistemas de determinação da posição, de navegação e de sincronização por satélite.

 

As escolhas estratégicas

O desenvolvimento de um GNSS (sistema global de navegação por satélite) deve ser concertado. Na sequência do Conselho Europeu de Março de 1998 que convidou a Comissão a explorar a possibilidade de desenvolvimento de um sistema comum com os Estados Unidos, foi possível clarificar as opções viáveis através de discussões. Dado que os EUA não encaram, por motivos militares, a possibilidade de um regime de propriedade comum nem um papel efectivo da Europa no controlo do sistema GPS, a cooperação deverá assentar:

  • Ou no sistema GPS existente controlado pelos Estados Unidos.
  • Ou no desenvolvimento de um GNSS baseado em dois sistemas de navegação por satélite complementares e interoperáveis: GPS e Galileo.

Esta última opção foi a escolhida pela Comissão Europeia, que rejeitou, assim, a opção zero que consistia em renunciar expressamente a qualquer participação europeia no segmento espacial principal do futuro GNSS.

 

Segundo a Comissão, é igualmente desejável que o Galileo esteja aberto a outros parceiros, com os quais foram já estabelecidos contactos, como:

  • A Federação da Rússia: o sistema GLONASS poderia integrar-se progressivamente no Galileo.
  • A China
  • Outros países ou regiões (PECO, EFTA, Turquia, ...) junto dos quais a Europa deve promover a sua abordagem em favor do GNSS.

Por último, o Galileo deverá explorar as possibilidades oferecidas pela aplicação de um sistema de navegação por satélite para fins civis, procurando eliminar as lacunas do GPS e reforçar a fiabilidade do GNSS. Deverá, desde o início, fornecer uma cobertura mundial.

 

Exigências e características técnicas

 

O sistema está a ser implementado de modo a garantir uma cobertura planetária e a permitir aplicações para o cidadão comum, com um bom nível de segurança no que se refere às actividades de transporte europeias e uma infra-estrutura espacial tão reduzida quanto possível.

 

No que respeita à segurança, o sistema garante a protecção física das infra-estruturas vitais e o fornecimento de sinais precisos em caso de crise ou de guerra. Há o máximo cuidado em tornar impossível qualquer utilização indevida de um sinal e ainda o acesso, pelo inimigo, ao sistema em tempo de guerra. Para responder a estas exigências de segurança, os peritos preconizam a instauração de um acesso controlado.

 

Aspectos financeiros

Para o período 2014-20, os programas de navegaçao por satélite europeus (Galileo e EGNOS) têm consagradA a verba de 7072 millhões de euros (em preços correntes).

 

A política americana actual consiste em fornecer gratuitamente o sinal GPS de base. A aplicação deste tipo de abordagem para o Galileo traduz-se numa necessidade de financiamento público significativo, dado que o sector privado não está em condições de suportar sozinho os custos da oferta de um serviço gratuito aos utilizadores.

 

 

Podem saber mais sobre o Galileo aqui e aqui.

 

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