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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Da série: O que é nacional é bom!

Julho 27, 2015

Vera Gomes

Bruno Ramos de Carvalho, presidente da Active Aerogels, crédito foto: Enric Vives-Rubio

 

Um dos projectos finalistas do concurso de ideias lançado pela companhia de aviação este ano despertou o interesse da fabricante europeia. A partir de Coimbra, a Active Aerogels já se prepara para novos voos.

 

Como qualquer boa ideia, o projecto do aerogel que chegou ao lote de finalistas do concurso lançado este ano pela TAP pretendia resolver um problema: acabar com o desgaste causado pelo material que reveste os aviões - uma fibra de vidro que vai absorvendo a água, danificando tectos, paredes, material electrónico, e que acaba por encarecer a manutenção. Depois do sucesso obtido nos testes com a transportadora aérea portuguesa, a equipa da Active Aerogels que desenvolveu a ideia a partir de Coimbra está neste momento em negociações com a Airbus para introduzir o aerogel nas linhas de produção da fabricante europeia.

 

Quando a empresa começou a desenvolver este material, ainda em 2006 e em parceria com a Universidade de Coimbra, o objectivo era aplicá-lo apenas à indústria espacial. Naquela altura, o projecto foi apadrinhado pela Agência Europeia para a Segurança da Aviação e, seis anos mais tarde, nascia o primeiro produto certificado, dando à Europa uma independência tecnológica que não tinha até aí, já que este isolante térmico só era produzido nos Estados Unidos. Desde então, a Active Aerogels ganhou terreno neste apetecível mercado, mas também foi alargando horizontes, quando a equipa percebeu que o aerogel tinha outros destinos, fossem eles aceleradores de partículas de centrais nucleares, equipamentos de ressonância magnética ou até oleodutos.

 

Falta-lhes capacidade produtiva, já que tudo o que hoje fabricam é imediatamente vendido: uma média de 500 metros quadrados em painel de aerogel (que também pode ser vendido noutras modalidades, como o pó ou a espuma), que lhes garantem encomendas na ordem dos 200 mil euros por ano, a partir de uma unidade fabril onde investiram 100 mil euros, embora o projecto tenha implicado um custo total de 1,6 milhões, em parte suportados por fundos comunitários. Apesar das limitações ao nível da produção, decidiram lançar-se noutros voos, quando a TAP lançou um concurso de ideias para celebrar o 70º aniversário da companhia, que comemora este ano.

 

"Já tínhamos equacionado esta hipótese antes, mas não sabíamos que tipo de aceitação teria por parte da indústria", explica o presidente da empresa Bruno Ramos de Carvalho. Foi a interacção com a transportadora aérea portuguesa que lhes deu a certeza que esta era uma rota de que não poderiam desviar-se. Os testes feitos ao longo de dois meses permitiram concluir que, embora seja mais pesado, o aerogel torna-se mais económico e eficiente ao longo do tempo, dispensando manutenções em série e até evitando problemas mais graves a bordo dos aviões.

 

"A fibra de vidro que hoje é usada absorve a água, que em vez de escorrer vai danificando o isolamento térmico à volta do avião e acaba por desgastar as paredes, os tectos, as casas-de-banho, o material electrónico", exemplifica o gestor. Já o aerogel "obriga a que a água escorra para os drenos, evitando os riscos de curtos circuitos, por exemplo", garante Bruno Ramos de Carvalho. "Aprendemos com a TAP em apenas dois meses que temos como resolver estes problemas", conta, estimando que a aplicação do aerogel signifique poupanças "entre 1,5 a 2 milhões de euros" ao longo da vida dos aviões. Uma parte significativa desta redução de custos será conseguida só pelo facto de os equipamentos deixarem de estar parados em terra em manutenção, sem gerarem receitas para as companhias.

 

O projecto da Active Aerogels acabou por ser reconhecido pela TAP, que o colocou no lote de dez finalistas. E embora a equipa de Coimbra não tenha levado o galardão para casa, já que este foi conquistado, no início de Junho pelo Waynabox (um site que vende experiências de viagens), já garantiu o interesse da indústria, nomeadamente da Airbus. A fabricante europeia pretende colocar a empresa nacional "em contacto com os [seus] especialistas na área de isolamento e materiais como um primeiro passo para avaliar a validade dos cenários e vantagens" para a aviação, referiu a Airbus, salvaguardando que "o valor de qualquer boa ideia depende sempre da capacidade de dar resposta às necessidades da indústria e da rapidez com que consegue atingir a escala industrial".

 

A fabricante europeia, que trabalha com algumas das maiores transportadoras aéreas do mundo, explica que "a introdução de qualquer material novo implica um longo processo que requer uma avaliação muito cuidadosa e profunda". Mas está empenhada em dar ao projecto do aerogel "a possibilidade de atrair o interesse dos seus especialistas e de eventualmente organizar um 'mergulho' mais profundo na ideia" da equipa de Coimbra. Para Bruno Ramos de Carvalho, a meta agora é conseguir "um acordo de exclusividade com a Airbus", de modo a que o material que fabricam "fosse integrado nas suas linhas de produção", até porque o salto para este mercado vai obrigar a um reforço importante do investimento.

 

O presidente da Active Aerogels calcula que, só em termos de certificação para a aeronáutica (processo que demorará cerca de dois anos), o custo ronde meio milhão de euros. Além disso, a fábrica terá obrigatoriamente de crescer para dar resposta às encomendas, estimando-se que esse passo os obrigue a investir mais três milhões. O objectivo seria alcançar, no mínimo, uma produção anual de meio milhão de metros quadrados de painel de aerogel. 

 

(retirado daqui)

 

Começa hoje!

Setembro 08, 2014

Vera Gomes

 

 

E dura a semana toda. A World Satellite Business Week reúne em Paris de 8 a 12 de Setembro a indústria de todo o mundo onde os líderes empresariais se reúnem para ter uma visão de mercado, parcerias chave e concluir grandes negócios.

 

Esta conferência é organizada pela Euroconsult, uma empresa de consultoria na área de espaço e que publica vários relatórios anuais de referência na área espacial.

 

Podem ver todo o programa da conferência aqui.

 

 

Empresa portuguesa cria software de anti-fraude

Junho 10, 2014

Vera Gomes

 

 

 

 

 

Com muita experiência na criação de software para simulação de voos espaciais, uma equipa portuguesa de cientistas criou uma forma de detetar a fraude bancária aqui na Terra. 

  

Hoje em dia, cada compra eletrónica feita em Portugal passa pelo software que desenvolveram. Em todo o mundo, os produtos Feedzai verificam pagamentos no valor de cerca de 200 mil milhões de euros, a cada ano. 

 

Mas afinal, qual é a relação entre missões espaciais e o software desenhado para detetar fraude? Mais do que pode imaginar – além do hardware sofisticado, as missões espaciais exigem também avançado software. 

 

«Quando se lança uma nave espacial, é preciso software para o guiar», explicou Paulo Marques, da Feedzai, que foi consultor da ESA antes de fundar a empresa em 2009. «Também necessita de software para as comunicações com o solo.» 

 

Muito antes de a nave ser lançada, o software precisa de ser testado com rigor, para que não aconteçam falhas. Há apenas um problema, explicou Paulo: «ainda não existe, nesta fase, uma nave real.» 

 

Então, os cientistas desenharam um software para simular a missão. «O que é preciso é ter alguma coisa a representar a nave, o centro de controlo e as estações em terra, bem como muitos outros componentes, de forma a poder-se verificar tudo.»

 

Na ESA, Paulo e o colega da Feedzai, Nuno Sebastião, usaram técnicas computacionais de grande qualidade para criar satélites virtuais: “Clusters de computadores simulam todas as componentes envolvidas. Um computador funciona como uma nave espacial.” 

 

O software tem de ser muito robusto de forma a poder simular cada elemento da missão e da nave na perfeição. E também tem de ser capaz de fazer isso de forma rápida – em muito menos tempo do que demoraria a missão real.  «O software tem de ser capaz de processar toda a informação de uma forma muito eficaz.»  Os operadores da nave também treinam a utilização deste software. «Não vamos por uma nave espacial nas mãos de alguém que não tenha treinado.»

 

Experiência espacial para travar a fraude

 

Os softwares de deteção de fraudes e das missões espaciais enfrentam desafios semelhantes. Primeiro, nos dois casos é preciso processar uma grande quantidade de informação, em tempo real. «Num banco, por exemplo, é preciso processar milhares de transações por segundo.»  

 

Na deteção da fraude bancária, assim como no espaço, o software deve reconhecer qualquer coisa que seja fora do normal. No espaço, uma mudança inesperada na temperatura poderá indicar uma falha na parede. Na banca, as anomalias normalmente apontam para uma fraude: se uma bomba de gasolina começa a gerar, subitamente, valores de vendas semelhantes ao de um stand de carros de luxo, é sinal de sarilhos. 

 

No entanto, há diferenças. Enquanto no espaço há regras gerais que indicam uma anomalia, na fraude as decisões são baseadas numa análise de caso. Uma súbita mudança de temperatura no espaço é sempre um problema, mas cada cliente bancário tem os seus próprios hábitos.

 

 

(retirado daqui)

 

NASA anuncia mais apoios financeiros

Agosto 15, 2013

Vera Gomes

 

 

 

A NASA anunciou hoje que irá acrescentar algumas metas adicionais nos acordos com as três maiores companhia norte-amarecianas que estão a desenvolver capacidade de voos espaciais e que poderão eventualmente fornecer serviços de transporte aos astronautas americanos para a Estação Espacial Internacional a parte do solo americano. 

 

A NASA apoia o desenvolvimento das capacidades através do Commercial Crew Integrated Capability (CCiCap). Como parte desta iniciativa, a NASA exerce e financia algumas metas especificias para estes futuros sistemas de transporte. A agência extendeu o Space Act Agremeents (SAAs) para a Boeing, SpaceX e Sierra Nevada Corporation (SNC) para que possa incluir as metas adicionais ao abrigo do CCiCap.

 

 

Para saber mais sobre esta iniciativa, clique aqui.

 

 

 

Thales Alenia Space faz contrato com o Brasil

Agosto 15, 2013

Vera Gomes

 

 

O grupo Thales Alenia Space anunciou na passada terça-feira que ganhou um contrato de cerca de 300 milhões de euros para construir um satélite para o programa espacial brasileiro.

 

A encomenda consiste num satélite geoestacionário tanto para uso civil como militar. Fontes oficiais do brasil afirmaram que "Internet a alta velocidade será disponibilizada a toda a nação e ainda assegurar a soberania nas comunicações civis e militares".

 

O satélite será colocado em órbita pela Arianespace.

 

Para saber mais sobre este contrato, clique aqui.

 

Emirados Arábes Unidos compra satélite espião!

Julho 25, 2013

Vera Gomes

 

As Forças Armadas dos Emirados Árabes Unidos assinaram no passado dia 22 de Julho um contrato com a Astrium Satellites e com a Thales Alenia Space of France para fornecimento de dois satélites Falcon-Eye com um sistema de reconhecimento de alta resolução óptica. 

 

O contrato, que esteve em negociações durante mais de uma década, vale cerca de 800 milhões de euros.

 

Toda a noticia aqui

Crowdfunding: uma nova era na exploração espacial

Julho 09, 2013

Vera Gomes

 

 

Após um mês de campanha, a Planetary Resources Inc, uma empresa que pretende explorar asteróides, atingiu o seu objectivo no dia 30 de Junho de angariar 1,5milhões de dólares através de crowdfunding. O dinheiro doado por 17.614 doadores através do site Kickstarter, será usado para lançar o primeiro telescópio de uso público - o Arkyd. Com data para colocação em órbita em 2015, o Arkyd estará disponível para fins educaticos, recreativos e científicos incluindo o seu objectivo principal de identificar asteróides que passem perto da Terra. 

 

Sem sombra de dúvida que o crowdfunding poderá ser uma forma da insústria espacial, sobretudo as start-ups que estão ainda no inicio, lançarem os seus projectos tecnológicos, envolvendo a sociedade civil numa área que nos últimos anos tem estado um pouco de costas voltadas.

 

Podem ler mais sobre o Arkyd aqui e aqui.

 

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