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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Porque que é que a Índia é importante para o mercado de sistemas espaciais militares?

Outubro 28, 2014

Vera Gomes

 

De acordo com o relatório de 2014 do Stockholm International Peace Research Institute, a Índia foi responsável por 14 por cento das importações de armas do mundo de 2009 até 2013, mais do que qualquer outra nação.

 

A tendência vai continuar nas próximas décadas, uma vez que a Índia continua o seu esforço de modernização num meio ambiente conturbado e violento, tanto a nível doméstico como com a sua vizinhança. Convém lembrar que nao se prevê melhorias significativas no cenário de segurança num futuro próximo, a indústria de armas da Índia ainda está a amadurecer,  e espera-se que a economia da Índia continue a crescer com taxas de crescimento do produto interno bruto acima da média global.

 

Em poucas palavras, o aumento das necessidades de segurança da Índia continuarão a ser apoiadas por uma economia em crescimento e o vórtice da economia do mercado de defesa continuará a ser a Índia. A probabilidade de Modi e Obama estenderem o acordo de cooperação de defesa dos EUA-Índia até 2025 é, portanto, bastante impressionante.

 

Além da área militar, o espaço também afecta outros aspectos de segurança, como as forças policiais, intelligence e controlo de narcóticos, os quais abundam na Índia. É por isso que todos aspiram a usar espaço para fins variadas. Por exemplo, satélites de observação permitem a identificação precisa das plantações de cocaína até mesmo quando estão localizadas em zonas florestais densas, tornando o trabalho de interdição muito mais fácil. Para colocar a sua demanda potencial em perspectiva, a Índia tem um exército permanente de mais de 1,5 milhões de euros, mais de 1,5 milhões em forças paramilitares, e um número ainda maior de polícia, os quais cobiçam as capacidades espaciais. Toda a modernizaçao da área de segurança gravita em torno do espaço. E convém lembrar que a aquisição e integração de capacidades espaciais é uma questão que envolve muito dinheiro.

 

A deficiência da Índia encontra-se no seu programa espacial, que tem origens civis e, ao contrário da maioria das outras grandes nações do clube espacial, está focado apenas em usos civis. Assim, as capacidades espaciais da Índia estão severamente limitadas para aplicações de segurança. O vácuo militar é evidenciado no facto de que embora a Índia tenha constelações de satélites de comunicação e de observação, tem apenas um satélite militar dedicado. Aparentemente, a utilização civil do espaço por milhões da Índia deixa poucos recursos para aplicações de segurança. A mudança de foco do desenvolvimento civil para fins militares não é prudente, nem acessível e, portanto, não é provável. Pelo menos nao é esperado num futuro próximo. Por outro lado, os EUA são o líder mundial em capacidades espaciais, tanto de natureza civil como militar. No domínio civil, um Grupo de Trabalho Conjunto EUA-Índia, formado em 2004, trabalha sobre a cooperação espacial civil e a aquisição de capacidades civis; no entanto, não existe um grupo de trabalho semelhante para produtos de defesa.

 

A Índia decidiu avançar com 19 projectos do setor de defesa em Setembro e que estavam pendentes há vários anos. Negócios na área da defesa ascendem a 6 bilhões de dólares foram também iniciados nos últimos três meses. Novas perspectivas se abriram. A oportunidade também não é passageira: é suposto durar décadas. O potencial existe, os chefes das nações concordam, o pacto de defesa apresenta uma oportunidade e não existe, qualquer razão para uma das partes não para explorar o sentido e sensibilidade da oportunidade.

 

Podem ler mais sobre este tópico, aqui.

Global Military Satellite Market 2014-2024

Abril 21, 2014

Vera Gomes

 

 

O Global Military Satellite Market 2014-2024 Report publicado pela Strategic Defence Intelligence oferece aos leitores uma análise detalhada da história e a previsão de valores globais da indústria, factores que influenciam a procura, os desafios enfrentados pelos participantes da indústria, a análise das principais empresas do sector e notícias chave.

 

As principais conclusões deste estudo são

- O mercado global de satélites militares deverá experimentar um crescimento de 3,74% durante 2014-2024.
- O mercado latino-americano deverá mostrar um ligeiro declínio.
- O segmento de satélites de comunicação deverá dominar o mercado de satélites militares com uma quota de 51,6%.
- Os militares estão cada vez mais dependentes de prestadores de serviços de satélite comerciais para as suas necessidades de largura de banda adicional

 

Este relatório tem, infelizmente, um preço astronómico. Podem comprá-lo ou ler mais sobre ele aqui.

Europa sem dimensão no Espaço

Setembro 19, 2011

Vera Gomes

Xavier Pasco e François Heisbourg publicaram o livro "Espace Militaire - L'Europe entre la souveraineté et coopération” que realça a ausência da Europa no Espaço Militar. Estes autores defendem que o Espaço tem uma importância vital e estratégica nos dias de hoje e que a cooperação europeia é muito limitada e os europeus praticam um sub-investimento no Espaço Militar.

Esta é a primeira obra a abordar de uma forma sistemática esta questão.

 

Poderão saber mais sobre este livro e as suas conclusões aqui.

 

 

MILITARIZAÇÃO DO ESPAÇO

Abril 23, 2010

espacoedireito

Foi lançada esta semana uma nave experimental, sucessora do shuttle, a X-37B equipada com mísseis de longo alcance.

http://www.huffingtonpost.com/2010/04/22/x37b-space-shuttle-to-be-_n_548451.html?ref=fb&src=sp

 

Independentemente de considerações legais, o secretismo em volta desta technologia já está a fazer correr alguma tinta.

 

Este link contem igualmente um pequeno vídeo do lançamento, talvez um momento histórico da conquista o espaço.

 

MC

Satélite Militar marca cooperação europeia

Abril 10, 2010

Vera Gomes

França e Itália irão cooperar para construir e lançar um satélie de telecomunicações militares e de segurança comum aos dois países. Este contrato, assinado entre a Thales Alenia Space e a Telespazio (subsidiárias da francesa Thales e da italiana Finmeccanica, respectivamente) e com o CNES  marca o sucesso de uma primeira cooperação deste género na Europa (depois de tentativas falhadas entre a Alemanha e a Grã-Bretanha).

O satélite, já baptizado como “Athena-Fidus”, será fabricado quer em França, quer em Itália e deverá ser posto em órbita em 2013.

 

 

Space-based missile defense and the psychology of warfare

Setembro 09, 2008

Vera Gomes

by Taylor Dinerman
Monday, September 8, 2008

Anyone who wants to understand the way our enemies really think, as well as how and why we fail to grasp their reality should read Kevin Woods recent book The Mother of All Battles: Saddam Hussein’s Strategic Plan for the Persian Gulf War published by the Naval Institute Press. It tell the story of the 1991 Gulf War from the Iraqi point of view based largely on captured documents and published Arabic sources. The most important point in this study is that, from Saddam’s point of view, as well as that of the Ba’athist leadership, they won. After all, in spite of being ignominiously kicked out of Kuwait and having their armies thoroughly defeated on the battlefield, they remained in power. Political power was the only thing that counted and they had been able to keep it.

 

One of the keys to their belief that they won was that they were able to launch dozens of long-range missiles at their enemies, especially at Israel. They believed that the boost that this gave them, at home and in the Arab world, somehow compensated for everything that happened on the battlefield in Kuwait and southern Iraq.

 

Looking back on the German V-2 campaign against London and Antwerp, the greatest military effect was not the physical and psychological damage done to England and Belgium, but the impact on Germany’s national morale.

In his autobiography It Doesn’t Take A Hero Norman Schwarzkopf wrote that “…in essence what they had was a weapon that could fly 300 miles and miss the target by a couple of miles with a warhead of only 160 pounds. Militarily, that was the equivalent of a single airplane flying over and dropping one small bomb and flying away—terrible for anyone it happened to land on but in the grand scheme of warfare, a mosquito.

 

However the Scud was effective as a terror weapons against civilian populations.” Ever since 1991 this has been the accepted US and Western view of the missile campaign. Kevin Wood now has given us a much different view these attacks, one that has profound implications for missile defense policy and for the way that political leaders have to rethink the instructions they give to the military.

 

Looking back on the German V-2 campaign against London and Antwerp that went on from September 1944 until April 1945, the greatest military effect was not the physical and psychological damage done to England and Belgium, but the impact on Germany’s national morale. One should never forget that these were called Vengeance weapons. For a population suffering under nearly non-stop Allied bombardment and facing defeat on every front, the fact that they were in some small way able to keep hitting back with a wonder weapon that their enemies could not match was a factor keeping them fighting. Nazi propaganda did not fail to manipulate these feelings.

 

Ba’athist Iraq’s war-weary population was likewise subject to massive and—let’s face it—masterful propaganda. Hitting the hated Israelis, even with ineffective weapons, and the fact that due to US political pressure the Israelis did not strike back, was seen by Iraqis and by other Arabs as a great victory. A claim made explicit in a memoir written by Saddam’s missile force commander Hazim Abd al-Razzaq al-Ayyubi Forty-Three Missiles on the Zionist Enemy published in Amman, Jordan in 1998.

 

Al-Ayyubi described how, in the years and months leading up to the war, his two missile brigades practiced their “shoot and scoot” operational techniques. He also wrote about the very serious efforts the Iraqis made building multiple secure communications links using both radio and phone lines. According to a report to Saddam, they started the war with 230 missiles and 75 “special” warheads. Interestingly, he also bragged about the success of his deception units, not only in fooling US and Coalition targeting efforts, but also in deceiving the UN inspectors who tried to account for the missiles. Wood makes it clear “that despite the cost to the Iraqi people, Iraq’s successful violation of UNSC [United Nations Security Council] resolution 687 was a source of great pride to its leaders.”

 

Most, but not all, of what the Iraqis believed they had accomplished with their attacks was nonsense. The claims that they hit Ben Gurion Airport and the Ministry of Defense in Tel Aviv, or the Haifa Technology Institute, are just not serious. As was their claim to have been “the first Arab country to conduct effective offensive operations against the enemy (Israel).” What is true is that these attacks “fulfilled the Iraqi President’s vow that he would retaliate against Israel as revenge for their attacks against the Iraqi reactor.”

 

It is exactly this need for revenge that should get the attention of those in the US government who are trying to design a realistic missile defense policy for the next fifty years. Tyrannical regimes and terrorist movements share the need to excite people with dramatic and violent events. The more spectacular the attack, the better. Firing long-range missiles at an enemy, even if you only hit an empty parking lot, can provide followers with a level of emotional satisfaction. This in turn can motivate them to continue to fight even in a seemingly hopeless battle.

 

In future wars, those who are fighting against the West—today Iran or North Korea, tomorrow, who knows?—will use ballistic missiles not only to terrorize enemy civilian populations but to build morale among their own forces and people. Missile defense is the key to winning this critical psychological battle. As long as their missiles are being shot out of the sky, claims that they are hurting the enemy and thus filling people’s need for revenge can be shown to be utterly empty.

 

Missile defense is the key to winning this critical psychological battle. As long as their missiles are being shot out of the sky, claims that they are hurting the enemy and thus filling people’s need for revenge can be shown to be utterly empty.

This, however, cannot be done with terminal phase defense weapons. To hit a missile or a warhead that is descending towards its target may be a feat of technological skill, but it does nothing to decrease the emotional satisfaction that comes from striking a hated enemy. Midcourse interceptors such as the US GBI or the Israeli Arrow are better, but the best way to publicly humiliate those who are launching Scud-type missiles is to shoot them down as soon after they leave the launch pad as possible. The only weapon now in development that will—in theory—be able to do this is the Airborne Laser (ABL), which the Missile Defense Agency plans to test next year.

This is indeed a promising system, but it has its limits. Its range is, according to unclassified reports, about 300 kilometers, and the US only plans to build, at most, seven aircraft. If the goal is to prevent the enemy from using its missile attacks to build its own side’s morale and thus lengthen the war, another solution must be found.

 

Space-based interceptors, such as a new version of the Brilliant Pebbles program that was canceled in 1993, could, in combination with space- and ground-based sensors, knock down missiles of this type in the boost phase. Significantly, they would do so over the launching country’s own territory and at least some of the citizens would witness the destruction of their leader’s vengeance weapons. This news would spread through word of mouth. This might be one of the keys to undermining their will to make war and help shorten the conflict.

 


Geórgia e o Espaço

Setembro 05, 2008

Vera Gomes

O Universe Today noticia que os astronautas americanos poderão abandonar a ISS em 2012 por causa da legislação americana existente que dificulta o pagamento aos russos, uma vez que a excepção existente apenas está vigente até 2011. É por isso necessário que o Congresso Americano aprove um prolongamento dessa excepção legislativa por forma a que a NASA possa pagar à Agência Espacial Russa os lugares do Soyuz.

 

O próprio Michael Griffin admite que depois do conflito na Geórgia, dificilmente o Congresso Norte-Americano irá prolongar essa autorização.

 

Para saber mais, clique aqui.

Released documents indicate satellite shoot-down was unnecessary, scientists say.

Agosto 28, 2008

Vera Gomes

U.S. News & World Report (8/26, Whitelaw) reported on new evidence that the official reason for shooting down a spy satellite, namely to prevent hazardous rocket fuel from being released on reentry, last February was false. "At the time, critics charged that the Bush administration was using the toxic fuel as an excuse to demonstrate missile-defense and antisatellite capabilities" but with "new evidence...the critics were very likely right." Yousaf Butt of the Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics "obtained U.S. government documents showing that NASA's own analysis concluded that the satellite's fuel tank was expected to burn up completely during re-entry -- even though NASA probably overestimated the tank's chances of survival." Butt, who said that the calculations had "optimistic oversimplifications," stated that "the newly released documents clearly contradict the official explanation for the shoot-down."

 

        The UPI (8/26) noted that Butts "described government modeling as oversimplified and biased against likelihoods that the tank would have burned when re-entering the atmosphere."

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