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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

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"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Procura-se: mulher israelita para ir ao Espaço

Julho 02, 2015

Vera Gomes

 

O Ministro da Ciência de Israel quer enviar uma mulher israelita ao Espaço. Danny Danon disse há duas semanas que pediu à Agência Espacial de Israel para iniciar a procura de uma astronauta, e discutir com a NASA a possibilidade de a incluir no voo de uma missão ainda não especificada. 

 

O único astronauta israelense, Ilan Ramon, morreu no vai e vém Columbia, em 2003.

 

Podem ler mais sobre a história de israel no Espaço, aqui.

Mulheres no Espaço - Karen Nyberg

Março 31, 2015

Vera Gomes

 

 

 

 

Karen LuJean Nyberg nasceu em Parkers Prairie a 7 de Outubro de 1969. É uma astronauta norte-americana, veterana de duas missões no espaço, feitas no vai e vém espacial e na nave russa Soyuz.

 

Formada em engenharia mecânica pela Universidade de Dakota do Norte em 1994, continuou os seus estudos na Universidade do Texas, em Austin, onde as suas pesquisas se focaram na termorregulação humana e testes e controlos experimentais do metabolismo. Este trabalho foi sua tese de doutoramento em 1998.

 

Karen trabalhou no Centro Espacial Johnson de 1991 a 1995. Após obter o doutoramento, assumiu uma posição na Divisão de Sistemas Termais trabalhando como engenheira de sistema no controlo do meio ambiente para modernizar os sistemas de controles térmicos das roupas espaciais e avaliar as tecnologias de arrefecimento das roupas. Criou desenhos conceituais de estudo dos sistemas de controlo termal para as futuras missões de pouso na Lua e em Marte e análises de um sistema de controlo de ambiente para uma câmara hiperbárica.

 

Foi selecionada para o programa de treino de astronautas da NASA em Julho de 2000, e após dois anos de treino e avaliação foi qualificada como especialista de missão, servindo na equipa de apoio a astronautas da Expedição 6, que passou seis meses a bordo da ISS, entre Novembro de 2002 e Maio de 2003. Em 2006 fez parte da equipa que participou da NEEMO 10, um exercício de simulação e treino em águas profundas, no laboratório submarino Aquarius, criado para ajudar a NASA a preparar tripulações para uma volta à Lua e eventuais missões tripuladas a Marte.

 

Nyberg foi pela primeira vez ao espaço como tripulante da nave Discovery namissão STS-124, lançada de Cabo Canaveral a 31 de Maio de 2008, para acoplar a segunda parte do módulo japonês Kibo. Participou numa segunda missão a 28 de Maio de 2013, quando foi lançada do Cosmódromo de Baikonur como tripulante da nave russa Soyuz TMA-09M para integrar as Expedições 36 e 37 na ISS. Regressou a 11 de Novembro de 2013, depois de 166 dias em órbita com a sua tripulação, pousando suavemente nas planícies do Cazaquistão.

Mulheres no Espaço - Stephanie Wilson

Março 31, 2015

Vera Gomes

 

 

 

 

Stephanie Diana Wilson nasceu em Boston a 27 de Setembro de 1966. É astronauta norte-americana, tripulante do vai e vém espacial Discovery, veterana de três missões do programa do vai e vém espacial.

 

Formada em engenharia aeroespacial pela Universidade de Harvard em 1988, Stephanie trabalhou na empresa Martin Marietta, - uma das grandes empresas de desenvolvimento de tecnologia aeronáutica e espacial dos Estados Unidos - como técnica em foguetes e cargas durante vôos espaciais. Após este período integrou-se ao JPL (Laboratório de Propulsão a Jacto), ligado à NASA, em Pasadena, Califórnia, onde participou da equipa de desenvolvimento e controlo da sonda espacial Galileo, que explorou Júpiter no fim dos anos 1990.

 

Após ser selecionada para a NASA em 1996, Stephanie integrou a missão de controlo e comunicação de astronautas no espaço (CAPCOM) no Centro Espacial Johnson, até ir ao espaço em 4 de Julho de 2006 como especialista de missão no Discovery. Este voo teve a duração de 12 dias, 18 horas e 36 minutos, completando 203 voltas à volta da Terra. Foi a missão que marcou o regresso do vai e vém ao activo após o desastre da nave Columbia, em 2003 (no ano anterior a Discovery havia realizado uma missão, comandada por Eileen Collins, mas a missão enfrentara problemas graves, pelo que a NASA decidira manter as naves sem voar por mais um ano).

 

Voltou ao espaço em Outubro de 2007 na missão STS-120 do Discovery, que acoplou o módulo científico Harmony na estrutura da Estação Espacial Internacional (ISS). Esta missão completou 15 dias no espaço e 238 voltas em torno da Terra.

 

Wilson foi pela terceira vez ao espaço a 5 de Abril de 2010, como especialista de missão da STS-131 do Discovery, uma missão de manutenção e instalação de equipamentos na ISS. Neste voo de 15 dias de duração e 238 voltas à volta da Terra, Wilson foi um dos tripulantes encarregados de manusear o braço mecânico do vai e vém para monitorar o seu sistema de protecção térmica com uma câmara de TV.

Mulheres no Espaço - Lisa Nowak

Março 30, 2015

Vera Gomes

 

 

 

 

 

Lisa Marie Caputo Nowak nasceu em Washington a 10 de Maio de 1963. É uma ex-astronauta e oficial naval norte-americana que foi ao espaço no vai e vém espacial Discovery em Julho de 2006, numa missão de teste, no segundo vôo do programa do vai e vém espacial após a tragédia com a nave Columbia, em 2003.

 

Lisa começou a interessar-se pelo programa espacial norte-americano desde os seis anos de idade, quando acompanhou a descida do homem na Lua e enquanto crescia seguiu com interesse a implantação do programa do vai e vém espacial, principalmente a introdução de mulheres astronautas no programa espacial, formando-se como engenheira aeroespacial em 1985. Depois graduou-se como piloto da marinha, acumulando mais de 1500 horas de vôo em trinta aeronaves diferentes antes de entrar para a NASA.

 

Em 1996 foi seleccionada para ser astronauta da NASA e qualificou-se como especialista de missão. Foi ao espaço em 4 de Julho de 2006, no regresso do vai e vém espacial às viagens orbitais, missão esta que incluiu uma estadia na Estação Espacial Internacional e diversas actividades extra-veiculares. Como primeira norte-americana de ascendência italiana a ir ao espaço, Nowak levou no peito uma pregadeira de ouro da Organização Nacional de Mulheres Ítalo-Americanas.

 

Em Fevereiro de 2007, Lisa Nowak - casada e mãe de três filhos - foi acusada de tentativa de sequestro, roubo de carro e destruição de provas em Orlando (Flórida). A astronauta perseguiu de Colleen Shipman, engenheira da agência, por ter uma relação com William Oefelein, astronauta e piloto da missão STS-116 da nave Discovery, que foi ao espaço em Dezembro de 2006 e vértice do triângulo amoroso.

 

Quando foi presa, Nowak trazia consigo uma faca, uma marreta de aço, luvas pretas, sacos plásticos, uma pistola e tubos plásticos. No seu carro a polícia também encontrou cartas de amor dela para Oefelein e emails entre ele e Shipman. 

 

Existe vária literatura sobre este caso. Deixo aqui duas sugestões:

- Fanning, Diane, (2007) "Out There: The In-Depth Story of the Astronaut Love Triangle Case that Shocked America", St. Martin's Paperbacks.

- Harbaugh, Pam (June 6, 2013). "Disgraced astronaut Nowak subject of new play". Florida Today. Retrieved June 6, 2013.

De Gaza para a NASA

Março 30, 2015

Vera Gomes

De Gaza para a NASA
 
NASA/RADISLAV SINYAK

 

Desde criança que a palestiniana Soha Alqeshawi queria ser astronauta. Hoje, é engenheira e uma das principais responsáveis pela nave Orion, projetada para transportar seres humanos ao espaço profundo.

 

A televisão mostrava o primeiro lançamento do vaivém Columbia, em 1981, e Soha Alqeshawi, uma criança na cidade de Gaza, onde nasceu, ficou fascinada. "Foi uma experiência inesquecível, aquela enorme quantidade de fogo e fumo. Desejei logo ser astronauta. Queria viajar numa nave e entrar no espaço sideral. A NASA concretizou o meu sonho ao abrirme as portas, primeiro do Space Shuttle e, depois, do Projeto Orion."

 

O sonho de Soha consumou-se, acima de tudo, porque foi encorajada a não desistir. "Somos uma família numerosa: pai, mãe e oito filhos", conta a engenheira palestiniana, numa entrevista à VISÃO, por e-mail. "O meu pai era contabilista e a minha mãe trabalhava em casa. Dedicou a vida a educar-nos e a orientar-nos para sermos o melhor que podíamos. Desde miúda que me ensinaram a importância da educação para realizar as minhas aspirações."

 

 

Muçulmana e mãe de família

"Os meus pais também deram o seu melhor para nos proteger dos efeitos do horrífico conflito que vivemos em Gaza", adianta Soha. "É uma vida sob medo constante e desespero. Tudo é incerto. A maior parte dos dias não temos acesso às necessidades básicas, como água e eletricidade. Frequentar a escola pode ser uma viagem perigosa. A morte espera-nos a qualquer passo. Tudo isto nos torna mais determinados."

 

Embora Soha fosse o único elemento da família que teve oportunidade de sair de Gaza para estudar e trabalhar nos Estados Unidos - não revela o ano nem como conseguiu sair do território (1,8 milhões de habitantes em 360 quilómetros quadrados) -, todos os seus irmãos e irmãs têm formação universitária, com licenciaturas em Ciência, Engenharia e Gestão de Empresas. O marido, também natural de Gaza, é doutorado em Engenharia Elétrica e trabalha igualmente para a NASA. Sobre ele, ela não deu mais pormenores.

 

Conquistada por Israel ao Egito na guerra de 1967, e quase arrasada numa ofensiva militar contra o movimento Hamas, em 2014, que causou mais de dois milhares de mortos, Gaza é, para muitos, sinónimo de "violência e pobreza", admite Soha. Mas ela questiona: "Saberão que o nosso povo está sujeito pelos ocupantes israelitas a um embargo e bloqueio desumanos [por terra, mar e ar, desde 2007]? A violência e a pobreza são-nos impostas. A riqueza de Gaza está na sua população, que é culta, trabalhadora e apaixonada pela vida. Sou apenas um exemplo simples do que pessoas motivadas e oprimidas podem fazer." E acrescenta: "A minha educação nos EUA foi a recompensa de um desafio. Ultrapassei as barreiras da língua e da cultura. Ser uma muçulmana que cobre o cabelo com um lenço [hijab] faz com que me olhem de forma diferente, mas nunca duvidei das minhas qualidades ou da religião nobre a que pertenço. Contei sempre com o apoio da minha família e do meu marido, em casa; dos meus professores, na faculdade; e dos meus chefes e colegas, no trabalho. A outras mulheres, eu digo que precisam de acreditar em si próprias antes de pedir aos outros que acreditem nelas."

 

 

Missão de alto risco

Soha reforçou a confiança pessoal quando, na Escola Bashir El-Rayes, em Gaza, obteve um Certificado de Educação Secundária Geral, equivalente ao currículo dos liceus nos EUA. "Segui depois para o Texas, para estudar na Universidade de Houston. Inscrevi-me, de início, em Ciências de Computação mas, depois, mudei para Engenharia de Sistemas de Comunicação. Terminei como a melhor aluna do curso. Após a licenciatura, a NASA ofereceu-me logo emprego, no projeto Space Shuttle. Não prossegui os estudos superiores para manter vivo este sonho de trabalhar num programa espacial."

 

Como engenheira sénior na Orion, Soha é responsável pela integração do software/ hardware e pelos testes que garantirão o bom funcionamento da próxima geração de naves espaciais. Coordena ainda o treino dos membros do seu grupo, a definição do tempo de testes e supervisão de todo o processo de integração para cada fase do voo. "Algumas das qualidades que me são requeridas são liderança, trabalho em equipa, dedicação total, disponibilidade para aprender sobre novos materiais, capacidade para resolver rapidamente problemas que surjam, sem erros, além de aptidão para enfrentar situações de stresse, engenho técnico e talento para comunicar." Em suma, múltiplas tarefas para que nada falhe: "Detetamos e reparamos todas as falhas, voltando a testar tudo para garantir a segurança e o êxito da missão. Durante estas simulações, testamos cada fase da missão desde o momento em que é lançada até à aterragem."

 

 

Rumo a Marte e mais além

"A Orion é a nave espacial de que a NASA precisa para poder levar seres humanos para o espaço profundo, durante longos períodos de tempo, e trazê-los de volta em segurança", especifica. "A 5 de dezembro de 2014 tivemos um bem sucedido Exploration Flight Test-1 (Teste-1 de Voo Exploratório) a mais de 4800 quilómetros de distância da Terra 15 vezes superior à da Estação Espacial Internacional. Esta missão terminou com a amaragem no Pacífico. A próxima etapa é a Exploration Mission-1, uma missão não tripulada que irá durar 22 dias e percorrer um total de 440 mil quilómetros no espaço profundo."

 

A palestiniana diz-se convencida de que "a exploração espacial está numa marcha avançada para a próxima era - a das longas missões a Marte, e mais além." Para que isto seja viável, ela trabalha "umas 10 a 11 horas por dia". Podem ser mais, durante testes formais ou testes de apoio à missão. "Com três filhos, é um desafio combinar as expectativas do emprego, mantendo, simultaneamente, uma vida familiar normal", confessa. "De início, foi difícil, mas sou afortunada por ter um marido que compreende a natureza do que faço, e está disponível para me ajudar em qualquer circunstância. Incentivada por ele, tenho sido capaz de combinar os compromissos e múltiplas tarefas da minha vida - e ainda ser capaz de fazer planos futuros."

 

Soha espera que a sua história seja uma inspiração. "Acredito que o envolvimento das mulheres na ciência e na tecnologia aumentou nas últimas décadas e, por isso, há mais oportunidades." O seu exemplo e ídolo é a diretora do Johnson Space Center (JSC) e antiga astronauta, Ellen Ochoa: "É uma das líderes que mais admiro. Uma mulher que se mantém no topo na área da ciência e engenharia e, ao mesmo tempo, está na liderança de uma grande organização como o JSC." E conclui: "Há sempre maneira de encontrar o sucesso. Aconselho todas as jovens e adultas a jamais deixarem que alguém lhes diga o que podem ou não podem fazer. A vida nunca é fácil mas, com determinação, os sonhos materializam-se, e chegamos aos lugares elevados que os nossos corações anseiam."

Mulheres no Espaço - Bonnie Dunbar

Março 30, 2015

Vera Gomes

 

Bonnie Jeanne Dunbar nasceu em Sunnyside a 3 de Março de 1949. Foi uma astronauta norte-americana veterana de cinco missões.

 

Dunbar participou em cinco missões do vai e vém espacial: em Outubro de 1985 no último voo bem sucedido do Challenger, a missao STS-61-A, que transportou o Spacelab; em Janeiro de 1990, integrou a missao STS-32, missão de resgate do Long Duration Exposure Facility (LDEF), que estava programado para ser resgatado na missão STS-61-I, mas que foi cancelado em virtude do fatídico acidente com o Challenger a 28 de Janeiro de 1986.

 

Na terceira missão, a STS-50, em 1992, foi comandante de carga de outra missão com o Spacelab. Participou também na terceira missão do programa russo-americano Mir-Shuttle, que realizou a primeira acoplagem entre uma destas naves e a estação orbital russa.

 

Finalmente fez parte da tripulação do Endeavour na missão STS-89, em Janeiro de 1998, que realizou mais uma acoplagem da naver norte-americana na estação espacial russa.

 

Deixou a NASA em Setembro de 2005.

 

 

Mulheres no Espaço - Nicole Scott

Março 29, 2015

Vera Gomes

 

 

 

 

Nicole Marie Passonno Stott é uma engenheira americano e uma astronauta da NASA. Ela participou como engenheira de voo na  Expedição 20 e Expedição 21 à Estaçao Espacial Internacional e foi especialista de missão na missão STS-128 e participou na caminhada espacial que ocorreu durante esta missão.  Em 2011, voou pela segunda vez como  especialista de missão na STS-133.


Stott juntou NASA no Centro Espacial Kennedy (KSC), Florida como Engenheiro de Operações na Facility Orbiter Processing (OPF) em 1988. 

Selecionada como um especialista de missão da NASA em Julho de 2000, Stott concorreu ao treino para astronauta em Agosto de 2000. Após a conclusão de dois anos de treino e avaliação, ela foi designada funções técnicas nno ramo de operações do Departamento dos Astronautas, onde realizaram avaliações da tripulação de estação de cargas. Ela também trabalhou como um astronauta de apoio e CAPCOM para a tripulação da ISS Expedição 10.

 

Em Abril de 2006, ela foi membro da tripulação da missão NEEMO 9 (operações de missão da NASA Extreme Enviroment), onde  viveu e trabalhou com uma equipa de seis pessoas durante 18 dias no habitat submarino de pesquisa Aquarius.


Em 21 de Outubro de 2009, Stott e seu companheiro de tripulação da Expedição 21, Jeff Williams, participaram no primeiro NASA Tweetup a partir da estação internacional com os membros do público que se reuniram na sede da NASA em Washington, DC. Isto implicou a primeira conexão ao vivo de astronautas para o Twitter. Anteriormente, os astronautas a bordo do vai e vém espacial ou da estação espacial internacional tinha enviado as mensagens que desejavam enviar como tweets para o Controle da Missão trerrestre que então os colocava no Twitter.

Mulheres no Espaço - Laurel Clark

Março 29, 2015

Vera Gomes

 

 

 

 

Laurel Blair Salton Clark nasceu em Amesa a 10 de Março de 1961 e faleceu a 1 de Fevereiro de 2003. Foi uma astronauta e médica norte-americana, tripulante do vai e vém espacial Columbia que se desintegrou na reentrada da atmosfera no final da missão STS-107, no dia 1 de Fevereiro de 2003.

 

Laurel Clark nasceu no estado de Iowa e desde a sua juventude sempre foi praticante de desportos de risco como mergulho, pára-quedismo, alpinismo e voo, além do gosto natural por aventuras, que a fazia sempre participar em acampamentos em regiões inóspitas e de viagens pelo país.

 

Laurel Clark frequentou o curso de medicina e formou-se em pediatria no Centro de Medicina Naval de Maryland, além de realizar treino de medicina em mergulho, tornando-se oficial médica de mergulho da Marinha e passando a integrar o esquadrão médico de submarinos, baseado na Escócia. Nesta posição, ela treinou com escafandristas e mergulhadores da Marinha e realizou várias evacuações médicas de submarinos dos Estados Unidos.

 

Com suas experiências e cursos subsequentes na Marinha e na aviação naval, tornou-se oficial médica de submarinos e cirurgiã naval de vôo, passando a integrar o esquadrão de ataque nocturno do Corpo de Fuzileiros como cirurgiã, praticando a medicina em condições extremas, atendimento médico através de paraquedismo, e graduou-se como piloto em diversos tipos de aeronaves.

 

Seleccionada para o grupo de astronautas da NASA em 1996, a Clark passou os dois anos seguintes em treino no Centro Espacial Lyndon Johnson, em Houston, Texas, até ser qualificada como astronauta especialista de missão em 1998, trabalhou em terra no escritório de cargas da NASA, avaliando, treinando a manipulação e estudando as cargas tecnológicas levadas ao espaço pelos vai e vém espaciais.

 

Em 16 de Janeiro de 2003 foi ao espaço pela primeira e única vez, como tripulante da nave Columbia, numa viagem de 16 dias, para uma missão científica de pesquisa que realizou mais de oitenta experiências em órbita terrestre. Ao fim da missão, em 1 de Fevereiro, a nave desintegrou-se na reentrada da atmosfera, matando todos os tripulantes.

 

Um vídeo registrado a bordo do Columbia, gravada poucos minutos antes da reentrada e recuperada nos destroços da nave após a tragédia, mostra aquela que talvez seja a mais comovente conversa da história dos vôos espaciais. Minutos antes da sua morte, o Centro de Controlo em Houston pede a Clark que faça uma pequena tarefa final, enquanto a nave reentrava na atmosfera terrestre. Ela responde que estava ocupada naquele exacto instante, mas que faria o que foi pedido dentro de um minuto, ao que o controlador em terra respondeu: “Não se preocupe, você tem todo o tempo do mundo”. É a última gravação da história do vai e vém espacial Columbia.

Mulheres no Espaço - Megan McArthur

Março 28, 2015

Vera Gomes

 

 

 

 

Katherine Megan McArthur nasceu em Honolulu a 30 de Agosto de 1971. É uma astronauta e oceanógrafa norte-americana.

 

Morou desde criança na Califórnia, graduou-se em engenharia aeroespacial em 1993 na UCLA e em 2002 tornou-se doutorada em oceanografia na Universidade da Califórnia em San Diego.

 

Selecionada para curso de astronautas da NASA em 2000, McArthur integrou, como especialista de missão, a tripulação da missão STS-125 do Atlantis, o último vôo do vai e vém espacial de manutenção do telescópio Hubble, lançado no dia 11 de Maio de 2009 para uma estadia em órbita de doze dias.

Mulheres no Espaço - Sandra Magnus

Março 28, 2015

Vera Gomes

 

 

 

 

 

Sandra Hall Magnus nasceu em Belleville a 30 de Outubro de 1964. É uma astronauta norte-americana.

 

Nascida no estado de Illinois, é formada em física e engenharia elétrica com doutoramento em ciência de materiais pelo Instituto de Tecnologia da Geórgia. Nos anos 1980 trabalhou como engenheira e projectista de aeronaves invisíveis ao radar na empresa aeroespacial McDonnell Douglas.

 

Sandra entrou para o corpo de astronautas da NASA em 1996 e foi ao espaço pela primeira vez como especialista de missão na missão STS-112, da nave Atlantis, em Outubro de 2002.

 

A sua segunda missão foi um estadia de longa duração na ISS, que começou em 15 de Novembro de 2008, quando foi lançada de Cabo Kennedy junto com a tripulação da missão STS-126 do Endeavour, para integrar, como engenheira de vôo, a equipa da Expedição 18 da Estação Espacial Internacional, junto com o compatriota Michael Fincke e o cosmonauta russo Yuri Lonchakov. Regressou à Terra em 28 de Março de 2009, após 135 dias em órbita, com a tripulação da missão STS-119 do Discovery.

 

Em 8 de Julho de 2011, na sua terceira viagem espacial, Magnus fez história ao ir ao espaço como especialista de missão da missão STS-135 do Atlantis, o último voo do programa do vai e vém espacial norte-americano, iniciado em 1981 e encerrado trinta anos depois.

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