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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Os americanos vão voltar a lua?

Dezembro 12, 2017

Vera Gomes

Segundo Trump... sim. 

 

O presidente Trump assinou ontem a directiva de política espacial nacional do seu governo, que envolve um regresso humano à Lua. O presidente assinou a "Space Policy Directive 1" numa cerimonia na Casa Branca.

A Casa Branca não revelou detalhes sobre a diretiva antes da assinatura, mas muitos na comunidade espacial acreditavam que poderia direcionar formalmente a NASA para voltar a enviar humanos à Lua. O tweet abaixo, publicado na conta oficial da Nasa, citando Donal Trump, não deixa margens para duvidas.

 

A NASA, na primeira reunião do Conselho Espacial Nacional em Outubro passado, foi solicitadaa para fornecer um relatório sobre os planos de exploração que incluiu Lua e Marte, e o Administrador interino da NASA, Robert Lightfoot, disse na semana passada que um "relatório preliminar" foi entregue ao Conselho.

 

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Aqui está o plano da NASA para uma estação espacial que orbita a Lua

Abril 13, 2017

Vera Gomes

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Nos bastidores, a NASA e os seus parceiros internacionais estão a dar os últimos retoques à nova casa da humanidade no espaço. Esta futura estação científica, que efectivamente substituirá a Estação Espacial Internacional quando atingir a idade da reforma na década de 2020, será uma fracção do tamanho da acual Estação Espacial Internacional, mas levará astronautas a centenas de milhares de quilómetros mais longe no espaço. Na verdade, a nova estação poderia viajar mais longe do nosso planeta do que qualquer outra nave humana pilotada, incluindo as missões Apollo.

 

Mas a ideia mais emocionante por trás dessa nova estação, destinada a fazer a sua órbita em torno da Lua (aka uma órbita cis-lunar), será uma nova base para futuras missões humanas aos vizinhos celestiais mais próximos da Terra, como asteróides, a a própria Lua, e a Marte. Porque a estação estará numa órbita em forma de ovo, esticando num qualquer lugar entre 1.500 quilómetros a 70.000 quilómetros (930 a 44.000 milhas) da Lua, necessitaria somente um empurrão pequeno para voar a um destino ainda a ser escolhido.

 

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Resta saber como a NASA se irá articular com outros parceiros internacionais, nomeadamente, se os membros deste projecto serão os mesmos que os da Estação Espacial Internacional (o que significa que a China continuará de fora), como os planos russos de ir à Lua se encaixam nesta proposta e como o projecto apoiado pelo Director Geral da ESA; Moon Village, irá articular-se com  a NASA. Não esquecer ainda, os planos de Elon Musk para construir um meio de transporte até Marte. Será que este plano da NASA significa um empurrãozinho aos planos de Musk?

Diferenças culturais e organizacionais: NASA vs ESA

Abril 03, 2017

Vera Gomes

 

O video mostra como as equipas nos centros de controlo reagem depois de terem confirmação de uma missão bem sucedida.

Definitivamente, na NASA conseguem celebrar de forma muito mais vibrante e contagiante! Perggunto-me até que ponto estas diferenças organizacionais e culturais têm impacto no dia a dia das equipas: motivação, resiliência, criatividade.

Cocó no espaço? A NASA está a procura de solução para o problema

Dezembro 05, 2016

Vera Gomes



Cocó

A NASA lançou um concurso que procura incentivar inventores a resolver esta questão incómoda e promete recompensar com 30 mil dólares (cerca de 28 mil euros) as melhores soluções para livrar os astronautas do "cocó espacial".

 

Necessidades: todos temos e fazemos. Agora imagine que está no espaço, com um fato de astronauta, sem casa-de-banho à vista e com uma tripulação à sua volta. Aí existe um problema por resolver.

 

Os inventores têm até 20 de dezembro para apresentar os seus projetos de um sistema pessoal de drenagem de dejetos capaz de dar conta de tudo, sem o uso das mãos, por um período até seis dias.

 

Neste momento os astronautas usam fraldas para assegurar as suas necessidades fisiológicas.

 

"No entanto a fralda é apenas uma solução temporária, e não é uma opção saudável e protetora com duração de mais de um dia", diz a Agência Especial Europeia.

 

Às vezes, os astronautas precisam de esperar mais tempo para fazer as suas necessidades fisiológicas. Os dois homens e uma mulher que embarcaram na nave Soyuz na passada semana demoraram dois dias inteiros entre o lançamento do foguete, no Cazaquistão, e a chegada à Estação EspacialInternacional (ISS), na órbita terrestre. E só aí conseguiram por em dia as suas necessidades.

 

Nas futuras missões espaciais, e em especial à missão que vai levar astronautas a Marte, a NASA avalia que serão necessários seis dias para que a tripulação possa ter acesso a uma casa de banho em condições.

 

Em situações de emergência, os astronautas podem precisar de vestir fatos pressurizados completos, para além de capacetes e luvas.

 

"Depois de vestidos os fatos espaciais, é impossível para os astronautas tocarem no seu próprio corpo, até mesmo para coçar o nariz", informou a NASA.

 

Os astronautas precisam de uma solução para se livrar de urina, fezes e sangue menstrual de forma eficiente ou vão ficar expostos a infeções. O problema é que, na ausência de gravidade, os fluidos podem aderir a superfícies, enquanto os sólidos flutuam no ar.

 

"Ninguém vai querer nenhum desses sólidos e fluidos presos ao seu corpo durante seis dias", acrescentou a NASA, comparando com os bebés e como é fácil que estes fiquem 'assados' pelo contacto com a fralda.

 

Uma vez dentro da estação orbital, os astronautas usam uma casa de banho que tem um sistema a vácuo e um tubo que ajuda a expelir a matéria fecal.

 

Para urinar é utilizado um funil preso a uma mangueira, que pode ser adaptado para as posições sentado ou em pé.

 

A NASA tem como objetivo testar dentro de um ano e implementar dentro de três anos os projetos vencedores do concurso.

 

Os detalhes estão disponíveis em www.herox.com/SpacePoop.

 

As primeiras missões tripuladas a Marte podem ser lançadas em 2030, segundo as previsões da Agência Espacial Norte-americana.




(retirado daqui)

Ilustração: João Falcato

O que podemos aprender com James Webb

Novembro 07, 2016

Vera Gomes

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Acabei de o ler há alguns dias e sinceramente, se alguém quer entrar nos meandros da política espacial, este é sem dúvida, um livro a ler. A biografia de James Webb, director da NASA durante a década de 1960 e que fundou os alicerces da agência espacial norte-americana, mostra bem como espaço e política estão de mãos dadas. Como uma influencia a outra e como as decisões de avançar com determinados projectos avançam ou não ou como esse mesmo processo de decisão é moldado.

 

Não só a biografia relata a história de um homem com visão e determinação, mostra igualmente o jogo de cintura e a constante necessidade de avaliar e antecipar jogadas para conseguir atingir os objectivos que se propõe. O livro relata igualmente, as alinaças e inimigos que James Webb fez durante o seu percurso e como uma série de eventos provocados por terceiros, não relacionados com a sua gestão na NASA e nas decisões que tomou, mas com forte impacto na impacto na opinião púlblica, levaram à sua demissão uns meses antes do Homem chegar à Lua. 

 

O mérito de James Webb é inegável, ao ponto que, um oponente do projecto Apollo, Jerome Wiesner, tenha escrito uma carta que apareceu no New York Times dizendo:

"Enquanto celebramos o sucesso da nossa aventura lunar e setimos orgulho do nosso feito tecnológico, nós devemos dar os devidos créditos a James Webb, cuja capacidades organizacionais, visão e determinação tiveramum papel fundamental neste sucesso... Requereu uma grande liderança para moticar as equipas da NASA e manter o apoio do COngresso e do público ao programa espacial... nós devemos honrar o homem que orientou este sucesso." (pag 217-218)

 

Podem comprar o livro aqui

Estação Espacial Internacional: novos planos para o seu futuro?

Setembro 01, 2016

Vera Gomes

 

Bill Hill,  Deputy Associate Administrator for Exploration Systems Development da NASA, durante uma conferência de imprensa sobre a missão "journey to Mars" revelou que a NASa espera dar o controlo da Estação Espacial Internacional a um operador comercial algures por vota de 2020. 

 

"A NASA está a tentar impulsionar o desenvolvimento económico da órbita baixa. Em última instância, o nosso desejo é dar o controlo da Estação Espacial Internacional a uma entidade comercial ou outra entidade com capacidade comercial de forma a que a a investigação possa continuar na órbita baixa." - disse Bill Hill. 

 

A cronologia coincide com o fim do actual financiamento do governo americano para o programa da Estação Espacial Internacional, que foi extendida pela administração do Presidente Obama da data original para "desorbitagem" 2016 para 2020.  

Vejam vocês mesmos: é absolutamente inacreditável!

Agosto 30, 2016

Vera Gomes

 

O Sistema de Lançamento Espacial (Space Launch System - SLS) da NASA irá incluir o foguete de reforço mais poderoso alguma vez criado, e os tanques de combustível de 55 metros irá transportar uma porção da energia para o primeiro estágio do lançamento. O tanque de combustível levou algum tempo a ser construido,  mas uma gravação timelapse mostra como foi montado em apenas um minuto (vídeo abaixo).

 

 

A Terra em forma de arte

Julho 14, 2016

Vera Gomes

 

 

 Isto é abslutamente fabuloso!

 

Podem ver abaixo o vídeo impressionante da Terra através dos olhos do satélite Landsat -7. Num nível sublime estas imagens são arte, mostrando a beleza da Terra a partir do espaço. Se nós não tivermos mais nada, mas apenas estas imagens do programa Landsat, uma colaboração de vários órgãos do governo americano, seria já mais que suficiente para pagar o seu custo! Mas o Landsat tem feito muito mais; concebido há mais de quarenta anos atrás pela NASA para monitorizar a utilização de recursos na Terra que permitiu-nos compreender o planeta e as suas mudanças, bem como para tomar decisões sobre a utilização da Terra.

 

Embora estas imagens possam parecer trabalho de artistas abstratos, elas são fotografias verdadeiras e as montanhas, desertos, nuvens, oceanos e recursos mesmo artificiais da superfície do planeta.  O vídeo foi criado com arquivos de animação da NASA por Catherine Laplace - Builhe. Apreciem e deixem-se deslumbrar!

 

A NASA lê o futuro?

Junho 29, 2016

Vera Gomes

 

A NASA decidiu não aprovar as viagens dos seus funcionários para uma grande conferência internacional espacial em Istambul no final deste Verão. A Agência decidiu na semana passada que não vai patrocinar ou appoiar o processo de viagem dos seus funcionários para a conferência COSPAR, prevista para 30 de Julho a 7 de Agosto. A NASA citou um alerta de viagem do Departamento de Estado para a Turquia que desaconselha viagens a sudeste da Turquia, no lado oposto do país a partir de Istambul. Len Fisk , um ex- oficial da NASA que é presidente da COSPAR, criticou a decisão, dizendo que premia o terrorismo.

 

Contudo, com o mundo a acordar hoje com os ataques ao Aeroporto de Istambul, a decisão da NASA parece fazer mais sentido. Resta saber se perante os eventos em Istambul, a Cospar-Sarsat irá cancelar ou relocalizar a conferência. 

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