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Astropolítica

The space programmes allow us to stand on the shoulders of giants and gain perspective on global politics that is difficult to achieve from ground level or ground zero. Michael Sheehan

Astropolítica

The space programmes allow us to stand on the shoulders of giants and gain perspective on global politics that is difficult to achieve from ground level or ground zero. Michael Sheehan

A governação do Espaço

 

O Instituto Europeu de Politica Espacial realiza durante dois dias (11 e 12 de Setembro) a conferência de Outono dedicada a sistemas de governação do Espaço.

 

A conferência tentará responder a várias questões, entre as quais: Que forças moldam as nossas tentativas de governar espaço? Que papéis específicos deverá desempenhar a comunidade internacional, os governos, o sector privado e a sociedade civil? 

 

A 8 ª Conferência de Outono do Instituto Europeu de Política Espacial (ESPI), que ocorrerá de 11-12 setembro 2014, em Viena, Áustria e podem consultar o programa aqui (que é muito, mesmo muito, interessante).

Os próximos desafios da conquista espacial

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(imagem retirada aqui)

 

 Com o mote:

 

A Rosetta, que colocou um robô num cometa, poderia compartilhar alguns segredos sobre a criação do sistema solar. Por sua parte, a Curiosity continua a sua exploração do planeta Marte, e as sondas Voyager sairamm do sistema solar, para explorar a vastidão do espaço.
No entretanto, os chineses estão a aperfeiçoar o seu programa lunar; os americanos, em que ponto estão nos seuss projectos para Marte?

 

a rádio France Inter fez um debate muito interessante, no passado dia 12 de Agosto, sobre o futuro e os desafios da conquista espacial. Com 3 especialistas franceses no estúdio, os ouvintes puderam telefonar e colocar perguntas aos convidados que responderam de forma acessível e clara. Jean-Jacques Dordain, Director Geral da ESA e Jean-Yves Le Gall, Presidente do CNES (a agência espacial francesa) estiveram em directo para explicar alguns pontos, o que tornou a discussão ainda mais rica.

 

O podcast está disponível aqui. Infelizmente.... em francês.

Sanções da Rússia contra EUA e a UE não colocam em causa cooperação espacial

 Crédito: Ilustração de Peter Ansell para La Jeune Politique

 

 

 

 

A decisão da Rússia de retaliar contra os Estados Unidos, a União Europeia (UE) e outros países que impuseram sanções por causa das actividades russas na Ucrânia não têm, neste momento e ao que parece, qualquer impacto sobre a cooperação espacial existente.

O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou no início desta semana que iria impôrr as suas próprias sanções em resposta às sanções importas pela UE e pelos EUA. No passado dia 7 de Agosto foram revelados os detalhes da contra-resposta russa e verifica-se que concentra-se sno sector agrícola. Durante um ano, a Rússia vai proibir a importação de carne bovina, suína, aves, carne, peixe, queijo, leite, legumes e frutas dos Estados Unidos, União Europeia, Canadá, Austrália e Noruega. As importações de álcool dos Estados Unidos e da União Europeia não são afectadas. A Rússia planeia aumentar as importações de outros países para compensar. Rússia estará ainda e supostamente a considerar sanções acessórias, como a proibição de voos americanos e europeus atravessarem o espaço aéreo russo, bem como sanções para as indústrias de produção de automóveis, construção naval e de aviões, mas não há nenhuma indicação neste momento que a cooperação espacial é prejudicada.

A deterioração das relações deste ano entre os Estados Unidos e a Rússia, depois da anexação russa da Crimeia (Ucrânia) tem gerado preocupação na comunidade política espacial por causa da dependência dos EUA em relação à Rússia para o transporte de tripulação à Estação Espacial Internacional (ISS) e ainda dos motores russos RD-180 para o veículo de lançamento US Atlas V. Os Estados Unidos emitiram sanções contra a Rússia várias vezes no passado, mas não parecem ter qualquer impacto negativo sobre a cooperação espacial.

Putin reclamou contra as sanções impostas pelos Estados Unidos e aliados, e advertiu que poderao ter um efeito "boomerang". Ao anunciar suas sanções retaliatórias, Putin afirmou: "Naturalmente, isso tem que ser feito com muita precisão, de modo a apoiar os produtores nacionais e a não prejudicar os consumidores." Se o seu desejo de apoiar os produtores nacionais se aplica de forma ampla e não apenas para o sector agrícola, significa que tentará evitar que empresas sejam lesadas, como a Energomash, que produz os motores RD-180, ou as empresas constroem e lançam o Soyuz à ISS, ainda não é claro. A NASA paga a Rússia cerca de 450.000 mil dólares por ano para que os EUA e os outros membros da tripulação não-russos possam voar de e para a ISS. Os dois países, EUA e Rússia, operam conjuntamente a ISS.

A NASA insiste que nada mudou em operações da ISS por causa das tensões geopolíticas, e o lançamento United Alliance (ULA), que constrói e lança o Atlas V, e o seu cliente Força Aérea vierem já a público dizer que é "business as usual" com os russos . Quanto ULA paga pelos RD-180s não é público e o senador John McCain solicitou que a informação ao Departamento de Defesa, em Junho passado. Presumivelmente, no entanto, é a receita que Rússia não gostaria de abrir mão.

 

(artigo parcialmente traduzido daqui.)

 

Para saber mais sobre a crise na Ucrânia e as consequências na exploraçao espacial, clique aqui.

Armas ou Manteiga: a economia do Espaço

 

 

 

 

 


A Economia sempre afectou a exploração espacial e sobretudo os voos espaciais. O custo enorme das missões espaciais faz com que mesmo as nações mais ricas do mundo tenham cuidados redobrados no planeamento das suas atividades. O número de missões tecnicamente viáveis e que no entanto, não se concretizaram por falta de financiamento são muitas. Até o momento, apenas três países têm a capacidade de lançar astronautas em órbita.

O simples custo do voo espacial é uma realidade inegável, apesar dos esforços contínuos para tornar o voo espacial mais barato. Mas a economia também é subjetiva e social. Quanto é algo realmente vale a pena? Embora o custo exacto de um veículo de lançamento possa ser calculado relativamente bem, o valor de voo espacial ao público é muito menos fácil de determinar e muito mais volátil. Não é nenhum segredo que os governos aestao a reduzir gastos para conter o crescente nível de endividamento e compensar a redução das receitas fiscais. O voo espacial é afectado por este facto, tanto quanto outras formas de aplicaçao do dinheiro público. Mas as consequências sociais desta onda global de incerteza económica afectará os voos espaciais de outras formas. A comunidade espacial deve considerar a opinião pública com cuidado assim como os planos para os anos vindouros.

 

Na década de sessenta, o voo espacial foi bem financiado por razões políticas e estratégicas, bem como a enorme busca de aventura. Todos esses factores desvaneceram-se rapidamente (o último voo tripulado à Lua aconteceu em 1972). Mas os tempos mudaram mais uma vez. A crise financeira global prejudica muitas pessoas. As pessoas e lutam apenas para obter as necessidades básicas da vida. A psicologia e o sentimento do público pode ser muito menos favorável à realização de voos espaciais do que a comunidade espacial quer reconhecer. 

 

O clássico dilema económico conta a história de uma divisão das despesas entre manteiga e armas. Gastar mais dinheiro num implica que há menos para ser gasto no outro. Este é um jogo de soma zero, com base na luta por uma parte de uma quantidade finita de capital. Voos espaciais patrocinados pelo Governo encontra-se ligado a este dilema. Este tem sido sempre o caso. No entanto, um número crescente de pessoas agora preferem ver as suas forças policiais com mais armas e mais manteiga para alimentar as suas famílias do que foguetes.

Não importa os benefícios reais do voo espacial, que incluem retornos económicos, spin-off de tecnologia e empregos: é tudo uma questão de percepção. "Destruam as rampas de lançamento e tudo irá melhorar" é uma opinião que se vai tornando cada vez mais generalizada e que se torna bastante apelativa quando as pessoas estao desesperadas para encontrar soluções para os problemas da sua vida e do seu país Como nada mais parece funcionar, então esta hipotese é mais uma que vale a pensa tentar.


Enquanto ninguém espera que os níveis grandiosos dos gastos na exploraçao espacial dos dias da Apollo voltem num futuro próximo, há um perigo real de que o pânico social e político posso atacar a existência dos voos espaciais. O público está com raiva. Políticos e activistas poderiam ressuscitar a mesma retórica que tão bem serviu no passado. Prontos ou não, devemos, pelo menos, estar cientes das ameaças que se escondem além dos torneios de braço de ferro habituais.

 

 

 

(artigo parcialmente traduzido daqui)

 

Como o caso da Ucrânica e do MH17 da Malasia Airlines afectam o Espaço...

 

 

 

Imagem de satélite mostra o local do acidente do vôo Malaysia Airlines MH17 na Ucrânia

Crédito Reuters.

 

 

Os Estados Unidos e seus principais aliados europeus anunciaram na passada segunda-feira que estão a terminar um acordo para mais sanções contra a Rússia, ainda na senda do avião de passageiros da Malásia Airlines que foi abatido sobre a Ucrânia no dia 17 de Julho. Os Estados Unidos também acusaram formalmente a Rússia de violar um tratado que proíbe o desenvolvimento de novos mísseis de cruzeiro de médio alcance. A medida em que estes desenvolvimentos podem afetar as relações espaciais russo-americanas não é clara.

As sanções impostas pela Administração Obama nos últimos meses após a anexação da Península da Crimeia pela Rússia têm, em grande parte contornado, a cooperação civil em matéria espacial. Os Estados Unidos depende da Rússia para transportar astronautas americanos de e para a Estação Espacial Internacional (ISS) e os motores dos foguetes russos são usados ​​para alimentar dois veículos de lançamento dos EUA - Atlas 5, com seus motores russos RD-180, e Antares com os motores russos AJ-26 (NK-33).

Embora a NASA, em conjunto com outras agências governamentais, foi limitando a cooperação com a Rússia, a ISS foi especificamente isenta e também outros programas da NASA. Três cosmonautas russos, dois astronautas americanos e um astronauta alemão estão actualmente a viver juntos a bordo da ISS, que é operada conjuntamente por Estados Unidos e Rússia.

O abate do avião comercial de passageiros da Malásia Airlines (MH17), quando transitava no espaço aéreo ucraniano a 33.000 pés em 17 de Julho de 2014, acrescido com a recusa da Rússia em aceitar a responsabilidade (apesar da insistência ocidental que os separatistas apoiados pelos russos na Ucrânia usaram um sistema russo de mísseis-ar) na tragédia, forçou a que os Estados Unidos, o Reino Unido, França, Alemanha e Itália anunciassem no passado dia 28 de Julho a imposição de novas sanções a serem especificadas em breve. 

A Casa Branca divulgou um comunicado sobre a reunião dos líderes dos cinco países que discutem vários pontos quentes globais, incluindo a Ucrânia, Gaza, Iraque e Líbia. Sobre este assunto, foi apenas dito que todos concordaram sobre a necessidade de "sanções e medidas coordenadas sobre a Rússia que continuou a sua transferência de armas, equipamentos e combatentes na Ucrânia oriental, incluindo as utilizadas no acidente, e para pressionar a Rússia para acabar com seus esforços para desestabilizar naUcrânia".


Ao mesmo tempo, também de acordo com o New York Times, o presidente Obama notificou formalmente o presidente russo, Vladimir Putin, sobre a conclusão dos Estados Unidos sobre a violação pela Rússia o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermédio (INF), ao testar um míssil de cruzeiro lançado do solo com uma gama de 500-5,500 quilómetros. Múltiplas fontes relataram a notícia, com a maioria a citar o New York Times. 

 

Aqui é possível saber mais sobre as sanções que os EUA aplicaram à Rússia no sector da energia, finanças e do armamento, por considerar que Moscovo está a instigar a violência separatista no leste da Ucrânia. "Barack Obama negou que o Ocidente esteja a ser arrastado para «uma nova Guerra Fria» com o seu ex-inimigo soviético, mas advertiu que os Estados Unidos e a Europa estão «a perder a paciência» com o Governo do Presidente russo, Vladimir Putin."

 

As declarações do Presidente Obama sobre este novo pacote de sanções à Rússia:

 

 

Podem ler aqui a noticia do New York Times.

 

Podem ler outros artigos relacionados com a crise da Ucrânia e o seu impacto na exploraçao espacial aqui, aqui e aqui.