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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Lixo Espacial: em órbita desde 1957

Janeiro 11, 2016

Vera Gomes

Já muito se escreveu sobre o lixo espacial e o perigo que representa. Aqui no Astropolítica já publiquei inúmeros posts sobre o assunto que podem ver clicando aqui.

 

Agora "tropecei" num vídeo muito interessante que mostra o aumento do lixo espacial desde o ínicio da era espacial. Um vídeo curto, mas bastante elucidativo.

 

 

Agências espaciais europeias intensificam a monitorização e rastreio do Espaço

Junho 17, 2015

Vera Gomes

 

Cinco países europeus concordaram esta semana (16 de Junho de 2015) em fazer mais para monitorizar objectos espaciais e detectar a sua reentrada na atmosfera da Terra.

O Acordo de Consórcio para Sistema de Vigilância e Rastreio (Space Surveillance and Tracking - SST), assinado pela França, Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido, verá os seus membros cooperar para fornecer uma serviço de vigilância e rastreio para ajudar a proteger infra-estruturas espaciais europeias, instalações e serviços que são essenciais para a segurança e segurança das economias e dos cidadãos da Europa.

O Consórcio vai explorar as infra-estruturas nacionais, existentes assim como os sensores, para fornecer um serviço para monitorar e rastrear objectos espaciais e detritos; apoiar e ajudar naves espaciais e usuários fornecendo um serviço para prevenção de colisões; criar pesquisas para detecção de fragmentação; e monitorar a reentrada descontrolada de objectos espaciais na atmosfera da Terra. Além da informação fornecida pelos EUA, um serviço como este irá dar mais autonomia para a Europa neste domínio crucial.

O acordo foi assinado pelo Sr. Jean-Yves Le Gall, presidente do CNES (Agência Espacial Francesa), o Dr. Gerd Gruppe, Membro do Conselho Executivo da DLR (Agência Espacial Alemã), Professor Roberto Battiston, presidente da ASI (Agência Espacial Italiana), o Sr. Francisco Marin, Director-Geral do CDTI (Centro Espanhol para o Desenvolvimento Industrial e Tecnologia) e Dr. David Parker, CEO da Agência Espacial do Reino Unido.

O acordo de consórcio surge em resposta à decisão 541/2014 / UE do Parlamento Europeu e do Conselho da União Europeia tomada em 16 de Abril de 2014.

Os cinco membros da União Europeia irão cooperar com o Centro de Satélites da União Europeia (SATCEN) para implementar a prestação dos serviços de SST. No interior dos Estados-Membros, as agências espaciais nacionais irão colaborar estreitamente com os seus ministérios da defesa, tendo ambos um interesse no acompanhamento do ambiente espacial.

A Comissão Europeia previu um orçamento no período de 2015-2020 para a vigilância do espaço e serviços de rastreamento, modernização da infra-estrutura e sensores europeia existente, bem como o desenvolvimento de novos activos.

 

Japão: vai lançar uma força militar espacial?

Agosto 14, 2014

Vera Gomes

 

 

 

 

 

O Japão prepara-se para rastrear o lixo espacial em órbita da Terra, segundo relata a imprensa. O Japão planeia criar uma força espacial que será usada para rastrear objectos perigosos que possam causar danos a satélites funcionais e outros bens no espaço.

As autoridades japonesas planeiam lançar o sistema, que inclui operações de radar e telescópio, em 2019. A missão também irá fornecer dados para o exército dos Estados Unidos, de acordo com a Agence France Presse. Uma fonte não identificada disse à agência de notícias com sede em Tóquio  que a nova força espaçial será usada para fortalecer os laços entre os EUA e o Japão no espaço, o "quarto campo de batalha."

O lixo espacial é um problema sério para qualquer nação e para o envio de objectos no espaço. Peças usadas de foguetes, restos de lançamentos, satélites mortos e outros itens, flutuam pelo espaço a milhares de quilómetros/hora. Alguns cientistas acreditam que existem cerca de 500 mil peças de lixo espacial perigoso em órbita. O novo sistema será utilizado para monitorar os pedaços de lixo potencialmente prejudiciais.

 

Podem ler mais sobre os planos japoneses aqui e sobre lixo espacial aqui.

 

 

Japão quer rede electromagnética para limpar lixo espacial

Fevereiro 03, 2014

Vera Gomes

 

 

 

 

 

 

 

A agência espacial JAXA, do Japão, está a considerar em implantar uma rede eletromagnética (em inglês, electromagnetic tether) no próximo mês para testar o seu potencial para remover detritos espaciais em órbita. A rede é concebida para mudar a sua órbita utilizando uma corrente eléctrica que passa através dos fios. A rede cria um campo eletromagnético que atrai os detritos e empurra o líquido longe do campo geomagnético da Terra. Uma vez que a rede atrai bastante lixo espacial será comandada a abrandar e a desorbitar, permitindo que o lixo espacial, naves espaciais e a rede para queimar na atmosfera no regresso à Terra.

O plano tem os seus contras e se a rede eletromagnética irá funcionar como anunciado ainda está para ser visto. Além das questões técnicas, no entanto, o plano de JAXA faz levantar algumas questões legais internacionais e alguns riscos geopolíticos também.

 

Lembram-se do aspirador espacial da Suiça?

Outubro 01, 2013

Vera Gomes

 

 

 

 

Pois parece que vai mesmo avançar! A Clean Space One é uma missão suiça para testar a captura de residuos espaciais e tecnologia para "desorbitagem". Desenvolvida pelo Swiss Space Center na Escola Politécnica de Lausanne (EPFL) e anunciada em Fevereiro 2012, o projecto Clean Space One é um raro exemplo de uma misssão concreta para activamente remover o lixo que existe em órbita. O sistema irá agarrar o satélite defunto e arrastando-o para a atmosfera, onde, espera-se, que arda. EPFL planeia evitar qualquer complicação legal, assegurando que a manobra de "desorbitagem" será realizada com a autorização do proprietário do satélite.

 

No video, poderão ver uma explicação e uma simulação de como o sistema irá funcionar. 

Serviço de remoção de satélites de órbita

Setembro 27, 2013

Vera Gomes

 

 

 

No passado dia 12 de Setembro, a Skycorp International anunciou um novo serviço para proceder à remoção de satélites geoestacionários em órbita. O serviço chamado "Spacecraft Enf of Life Service" (SELTS) ainda irá demorar algum tempos a entrar em prática: a construção da nave SELTS só começará a ser construída quando a Skycorp receber pelo menos dez encomendas do serviço....

 

Deixo aqui o preçário para potenciais exemplos de remoções de órbita:

 

Preço para remoção de um único satélite até 2.500kgs: $5.85m.

Preço para remoção de um único satélite até 3.500kgs: $7.85m.

 

Poderão ler mais sobre este assunto, aqui e poderão ver o site da empresa aqui.

Testes ASAT

Setembro 26, 2013

Vera Gomes

 

 

 

 

A Secure World Foundation emitiu uma ficha sobre a China e os testes anti satélite no espaço. Está em inglês, mas vale a pela a leitura. Até porque é importante perceber que o teste anti-satélite que a China realizou em 2007 não foi o primeiro teste ASAT a acontecer. Durante a Guerra Fria tanto os EUA como a então União Soviética realizaram este tipo de testes que deram origem a lixo espacial que ainda existe em órbita.

 

O lixo espacial colocam em risco os satélites e também os futuros lançamentos. A União Europeia criou um Código Espacial de Conduta para ajudar a controlar este problema. Recentemente a China aderiu a este código mas. irónicamente continua a realizar testes ASAT se bem que com muito menos produção de residuos espaciais (o teste de 2007 criou mais de 3000 pedaços).

 

Podem ler a ficha aqui e sobre o Código Espacial de Conduta aqui

Espaço perde vedação

Agosto 16, 2013

Vera Gomes

 

 

 

O US Air Force Command avisa que se prepara para fechar o Air Force Space Surveillance System, uma rede de insfraestruturas terrestres com radares e receptores, também conhecido como "space fence" (traduzido litralmente: vedação do espaço), que rastreia objectos na órbita terrestre. O fecho que poderá ocorrer nas próximas semanas é uma resposta às reduções orçamentais. Não haverá sistema equivalente que substitua este até 2017 - após a selecção para celebração de um contrato. Uma prorrogação é possível, mas neste momento está tudo em aberto.

 

Podem ler mais sobre este assunto aqui.

 

Reutilização de Satélites

Janeiro 27, 2013

Vera Gomes

Os EUA estão a planear efetuar, pela primeira vez na história, a reciclagem de satélites espaciais. O objetivo é aproveitar as partes dos equipamentos que ainda funcionam e reutilizá-las de forma a construir novos dispositivos a um preço mais baixo. O projeto que se chama Phoenix está a ser estudado pela Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA).

 

O obejctivo é re-utilizar compomentes que ainda funcionam de satélites que ainda estão em órbita. Podem ver neste video alguns aspectos técnicos do projecto.

 

A agência está, neste momento, em contacto com várias companhias com vista ao desenvolvimento de novas tecnologias e o primeiro teste deverá ser feito em 2016, com o lançamento de uma missão de demonstração que vai tentar dar à antena de um velho satélite (ainda por determinar) uma nova vida.

"Estamos a tentar, essencialmente, aumentar o retorno dos investimentos e encontrar uma forma de mudar os factores económicos para baixar o custo" das missões espaciais militares, afirma David Barnhart, gestor do programa da DARPA. E eu concordo: a ser bem sucedido este programa poderá muar a forma de explorar o espaço. Numa altura em que a Europa luta pelo Código de Conduta e o mundo se vê a braços com o problema do lixo espacial, este projecto poderá ajudar a minorizar os problemas já existentes.


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