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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

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"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Uma cidade na Lua?

 (Imagem meramente ilustrativa)

 

O Director do Gabinete de Espaço Comercial da Administração Federal de Aviação (FAA), George Nield, endossou o conceito de Aldeia Lunar (Lunarcity) defendida pelo Director Geral Johann-Dietrich Woerner da Agência Espacial Europeia (ESA), mas pediu a inclusão do sector comercial, e não apenas dos governos, na construção e operação.

Nield falou na reunião de 21 de Outubro Do Comité Consultivo Transporte Espacial Comercial (COMSTAC), que aconselha o seu gabinete. Observando que ele tinha acabado de voltar do Congresso Internacional de Astronáutica (IAC), em Jerusalém, Nield resumiu rapidamente um painel de discussão entre os chefes de uma série de agências espaciais representadas no IAC. Woerner era um deles.


Woerner tem vindo a defender a construção de uma aldeia - Lunarville - no lado mais distante da Lua, onde telescópios colocados lá estariam protegido da luz e do barulho da Terra. O conceito prevê o uso de módulos infláveis ​​e impressão 3D para construir infra-estrutura adicional, utilizando recursos lunares - chamado utilização de recursos in situ (ISRU). Culturas seriam cultivadas em estufas para apoiar pesquisadores rotativos em intervalos regulares.

A ideia não é nova, mas ter um alto dirigente da ESA à frente da ideia é. Woerner vê esta ideia como um sucessor para a Estação Espacial Internacional (ISS) e, tal como a ISS, construída como um esforço colaborativo internacional.

O Presidente Obama decidiu em 2010 que os Estados Unidos não iriam enviar novamente astronautas à superfície lunar. Em vez disso, dirigiu a NASA para enviá-los a um asteróide como um passo para eventuais missões humanas a Marte. A NASA desenvolveu uma abordagem passo a passo onde a sonda americana irá operar perto da Lua (em "espaço cis-lunares"), mas não descer para a superfície lunar. No entanto, os oficiais da NASA estão a incentivar fortemente outros países a prosseguir as operações de superfície lunar, especialmente ISRU, que poderiam ter vantagens para alcançar a meta seres humanos em Marte. Os Estados Unidos poderiam ser parceiros  destes outros países, fornecendo transporte para órbita lunar com o Sistema de Lançamento Espacial, por exemplo.

Nield disse que estava "particularmente impressionado" com a visão de Woerner, uma vez que permite que os países participem na proporção que quiserem e minimiza a necessidade de estrutura de gestão top-down. No entanto, deixa uma "modesta sugestão" - abri-lo a entidades comerciais.

Chamando oportunidades comerciais "sem limites", ele ofereceu exemplos que vão desde habitats e hotéis para centrais elétricas comerciais (usando painéis solares), a depósitos para propelente, à produção de alimentos, até a sistemas de transporte para se locomover na superfície lunar - brincando que é muito cedo para dizer se este será Yellow Cab ou Uber. "A indústria privada tem o potencial de desempenhar um papel importante e não precisa ser exclusivamente como um contratado do governo", disse Nield entusiasmado.


No final, os membros do COMSTAC debateram se eles devem emitir uma opinião, observação ou recomendação sobre o papel potencial do sector comercial numa aldeia lunar pedindo à FAA para discutir com a ESA uma troca ede ideias. O Comité decidiu pedir  ao grupo de trabalho de Política Espacial Internaciona do COMSTAC para elaborar um relatório para discussão futura.

 

(Fonte: Space Policy)