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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Agora... a Lua

Outubro 17, 2005

Vera Gomes

Após ter colocado dois astronautas em órbita, a China prepara-se agora para alcançar a Lua. Após os Estados Unidos e a União Soviética, a China quer reclamar para si o título de segunda Nação a colocar humanos na Lua e a terceira a ter meios para lá chegar. Trata-se de querer reclamar para si uma posição de poder não só a nível asiático mas também mundial, naquele que se prepara para ser o Século Asiático.


Talvez agora os EUA se apercebam que todos os Impérios têm um fim e que provavelmente o seu domínio do espaço tem os dias contados.

Dois astronautas chineses em órbita

Outubro 12, 2005

Vera Gomes

A China colocou com sucesso dois astronautas em órbita, no que é a sua segunda missão tripulada ao Espaço. Este acontecimento abriu um novo capítulo na corrida global ao poder espacial.


A ambição espacial chinesa é uma ameaça ao poder e à segurança dos Estados Unidos no Espaço. Isto porque a China poderá desenvolver meios para atacar os satélites colocados em órbita e ainda desenvolver as suas capacidades militares. Apesar dos principais objectivos chineses serem científicos, comerciais e de prestígio isso não impede que o campo militar não seja beneficiado com o avanço tecnológico do programa espacial.


"With China's entry into the exclusive human spaceflight club, the strategic gameboard was put in motion," disse Johnson-Freese, professor no Naval War College, num audição no congresso no início do ano.

Falta de dinheiro coloca Galileu em risco

Outubro 08, 2005

Vera Gomes

Um problema de financiamento e de falta de entendimento pode pôr em causa a concretização do sistema europeu de navegação por satélite Galileu, que será o futuro GPS no Velho Continente. Quem o diz é o responsável pela Agência Espacial Italiana Sergio Vetrella, num artigo publicado ontem pelo jornal alemão Die Welt.

Segundo Vetrella, a Alemanha está a demorar tempo demais a desbloquear 430 milhões de euros que se tinha disposto a dar para despesa extras que possibilitariam o arranque do projecto em 2006. Se não chegar dinheiro nenhum até ao final do mês, diz, o projecto, que deveria estar pronto em 2008, pode mesmo estarem perigo. "Se não encontrarmos uma solução até ao fim de Outubro, todo o projecto Galileu está em questão", diz Vetrella.


Mas a Alemanha já fez saber que está interessada em saber primeiro como é que vão ser distribuídas as quotas de participação do Galileu. E quer que o centro gravitacional da construção do projecto seja em Munique.


Já Itália defende um local perto de Roma, enquanto os franceses e espanhóis também mostraram vontade de receber o centro de operações. Se os países não se entenderem, o projecto, que prevê a construção de 30 satélites, pode vir a ter custos extra incomportáveis.


A Europa deseja garantir com o Galileu a sua independência em relação aos dois sistemas de orientação operados militarmente, que são o norte-americano Global Positioning System, ou GPS, e o russo Glonass. O Galileu vai operar na navegação rodoviária e naútica, mas também na monitorização de plantações agrícolas e de fenómenos naturais ou de controlo das populações de pescado.


(in Jornal Público de 07/10/2005, pag. 35)

Sugestão de Leituras

Outubro 06, 2005

Vera Gomes

Hoje sugiro a leitura de um livro de William E Burrows, intitulado "This New Ocean" em que o autor faz uma retrospectiva da história espacial. Baseado em entrevistas a cientistas soviéticos e americanos, em arquivos e documentos top-secret, este livro conta a fascinante história da era espacial do ponto de vista de uma testemunha que presenciou o início e conlusão da primeira era espacial e o começo da segunda.


Pode ser adquirido na Amazon no seguinte link: http://www.amazon.com/exec/obidos/tg/detail/-/0375754857/qid=1128620326/sr=2-1/ref=pd_bbs_b_2_1/104-7114121-2549569?v=glance&s=books

Corrida

Outubro 05, 2005

Vera Gomes

Hoje em dia parece que é moda entrar na corrida ao espaço. Até os países ditos pequenos se começam a integrar nestas andanças. Basta ver o caso da Malásia que possui já um programa de exploração espacial que, por muito modesto que seja, é indicador de uma vontade e querer crescentes na conquista do espaço por esse mundo fora. Se isto é um indicador que a conquista do espaço se vai alargar a mais países ou, se preferirem, se vai generalizar mais, aí eu discordo um pouco. Para já convém salientar que esta é a minha opinião, e não implica nenhum estudo da minha parte.


Pessoalmente adorava ver mais países (Portugal incluído) metidos na corrida ao espaço, pois era sinal de mais oferta e maior capacidade mundial de desenvolvimento nesta área. O que acontece na realidade é que embora o facto de muitos países terem iniciativas espaciais, só 3 países em todo o Mundo são capazes de colocar pessoas no espaço pelos seus próprios meios. É pouco. É também, talvez, sintomático da realidade económica e espacial do Mundo: nem todos têm dinheiro e quem tem aplico-o de outras formas. Basta ver que a ESA não tem como colocar astronautas no espaço pelos seus próprios meios, o que considero uma lacuna grave para uma agência que se pretende capaz de rivalizar com a NASA (por exemplo). Mais uma vez penso que a solução seria uma maior e mais estrita cooperação entre a ESA e a Rússia, quem sabe com a adesão da Rússia à ESA, trazendo capacidades e “know-how” para a ESA.


É muito simples: se queremos competir, temos de ter armas para competir, coisa que de momento, principal no voo tripulado, a Europa está atrás dos Estados Unidos, da Rússia e até da China…


Talvez seja uma questão de motivações ou de financiamentos, pessoalmente acho que as questões são mais politicas do que outras…


(Por Nuno Coimbra)

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