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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

O que dizem os candidatos

Janeiro 09, 2012

Vera Gomes

Com as eleições americanas em Novembro próximo, aqui ficam algumas ideias do que os candidatos defendem no que concerna à área espacial.

 

Newt Gingrich é sem sombra de dúvida o candidato que até ao momento mais tem falado sobre política espacial. O interesse dele pela área espacial vem desde há longas décadas e inclui a fundação do Congressional Space Caucus no ínicio da década de 1980 e membro da National Space Society. Em diversos debates e aparições nos últimos meses Gringrich trouxe à coacção a política espacial. Este candidato tornou claro que ele não é um apoiante da agência espacial da forma como a NASA opera e está estruturada no momento. Na sua percepção a Nasa é demasiado burocrática e pouco eficiente. Segundo Gringrich, se nas últimas quatro décadas o dinheiro destinado à NASA tivesse sido gasto de uma forma eficiente, os EUA teriam por esta altura uma base lunar e várias estações espaciais. As criticas à agência espacial americana não ficaram por aqui e fez diversas intervenções que demonstram que Gringrich não morre de amores pela NASA no seu modelo actual. 

 

O apoio do Gingrich à comercialização do espaço e à iniciativa privada em vez de amplos programas governamentais colocam-no numa situação estranha: está a apoiar a política do homem que ele quer derrotar em Novembro! Após a Administração Obama ter proposto a nova direcção para a Nasa em Fevereiro 2010, Gingrich e Robert Walker vieram a público elogiar a coragem daquilo a que eles chamaram de "brave reboot" da agência espacial e que esta iniciativa deveria ter a aprovação dos Republicanos.

 

Em Junho num debate em New Hampshire, Gingrich afirmou que não pretende acabar com o programa espacial. Pretende sim, reestruturá-lo de forma a torná-lo mais eficiente.

 

No mesmo debate em Junho onde o Gingrich abordou a questão do espaço, Romney deu uma resposta algo evasiva e inconclusiva não relacionando com a política espacial: "eu penso que fundamentalmente existem pessoas - e a maioria democratas, mas não todas - que realmente acreditam que o governo sabe como fazer as coisas de melhor forma do que o sector privado".

 

Enquanto que Romney não tem nenhuma ligação ao sector do espaço, ele concorreu à nomeação republicana para as presidênciais de 2008 e fez algumas declarações sobre política espacial durante esse período. Durante a campanha na Flórida em Janeiro 2008, Romney apoiou a Visão de Exploração Espacial da Administração Bush, mas negou qualquer envolvimento ou compromisso de sua parte para aumentar o orçamento da Nasa de forma a reduzir o gap pós-Shuttle.

 

Contudo, no mês passado, Romney trouxe à coação o assunto espaço em algumas entrevistas mais para criticar Gingrich mais do que apresentar as suas ideias sobre política espacial.

 

Os restantes 5 candidatos - Bacmann, Hunstaman, paul, Perry e Santorum - não disseram virtualmente nada sobre o espaço no decorrer da campanha até à data.

 

 

(para saber mais)

 

As diferenças entre China e EUA

Janeiro 05, 2012

Vera Gomes

Hoje no Público vem o texto "Quando a China Governa" de Ivan Krastev que abaixo transcrevo, que de uma forma simples descreve a forma como a China e EUA vêem o mundo.

 

Para um europeu, nos dias de hoje, pensar sobre o futuro é perturbador. A América está militarmente sobrecarregada, politicamente polarizada e financeiramente endividada. A União Europeia parece à beira do colapso e muitos não-europeus vêem o velho continente como uma potência aposentada, que ainda consegue impressionar o mundo com as suas boas maneiras mas não com coragem ou ambição.

Inquéritos de opinião a nível mundial, realizados nos últimos três anos, indicam consistentemente que muitos estão a virar as costas ao Ocidente e – com esperança, medo ou ambos – vêem a China a avançar para o palco central. Como diz a velha piada, os optimistas estão aprender a falar chinês; os pessimistas estão aprender a utilizar uma Kalashnikov.

Enquanto um pequeno exército de especialistas afirma que a ascensão da China ao poder não devia ser assumida e que os seus alicerces económicos, políticos e demográficos são frágeis, a sabedoria convencional afirma que o poder da China está a crescer. Muitos questionam-se como é que uma Pax Sinica [paz chinesa] mundial pode parecer: como é que a influência mundial da China se manifestaria? Como é que a hegemonia chinesa diferiria da variedade americana?

Duma maneira geral, as questões de ideologia, de economia, de história e de poder militar dominam os debates actuais na China. Mas, quando se compara o mundo americano de hoje com um possível mundo chinês de amanhã, o contraste mais marcante consiste na forma como os americanos e os chineses experimentam o mundo para além das respectivas fronteiras.

A América é uma nação de imigrantes, mas também é uma nação de pessoas que nunca emigram. Notavelmente, os americanos que vivem fora dos EUA não são chamados de emigrantes, mas sim de “expatriados”. A América deu ao mundo a ideia de ser um “caldeirão cultural” – um instrumento de cozinha alquímica onde diversos grupos étnicos e religiosos se misturam, voluntariamente, construindo uma nova identidade americana. E muito embora os críticos possam argumentar que o “caldeirão” é um mito nacional, tem tenazmente fundamentado o imaginário colectivo da América.

Desde que os primeiros europeus se estabeleceram ali, no século XVII, as pessoas de todo o mundo têm sido atraídas para o sonho americano de um futuro melhor; o encanto da América é, em parte, a sua capacidade de transformar os outros em americanos. Tal como um russo, agora professor universitário da Universidade de Oxford, disse: “Você pode tornar-se num americano, mas nunca se pode tornar num inglês”. Não surpreende, portanto, que a agenda mundial dos EUA seja transformadora; é a que dita as regras.

Os chineses, por outro lado, não tentaram mudar o mundo, mas sim adaptar-se a ele. As relações da China com os outros países são canalizadas através da sua diáspora e os chineses percepcionam o mundo através das suas experiências como imigrantes.

Hoje, vivem mais chineses fora da China do que franceses a viver em França e estes chineses que estão no exterior fazem parte do grande número de investidores na China. Na verdade, há apenas 20 anos, os chineses que viviam no estrangeiro produziam tanta riqueza como toda a população no interior da China. Primeiro, a diáspora chinesa teve sucesso, depois foi a própria China.

Chinatowns – comunidades, muitas vezes insulares, localizadas nas grandes cidades do mundo – são o cerne da diáspora chinesa. Como o cientista político Lucien Pye observou uma vez, "os chineses vêem tal diferença absoluta entre eles e os outros que, inconscientemente, acham natural referirem-se aos nativos dos países que os acolhem como “estrangeiros”.

Enquanto o “caldeirão cultural” americano transforma outras nacionalidades, as chinatowns ensinam os seus habitantes a adaptarem-se – a tirarem proveito das regras e dos negócios do país de acolhimento, ao mesmo tempo que permanecem separados. Enquanto os americanos levam a sua bandeira bem alto, os chineses trabalham arduamente para serem invisíveis. As comunidades chinesas, no mundo inteiro, conseguiram tornar-se influentes nos seus países de acolhimento, sem serem ameaçadas; conseguiram ser fechadas e não transparentes, sem provocarem a ira; conseguiram ser uma ponte de ligação com a China, sem parecerem ser uma “quinta coluna”.

Como a China é de adaptação, não de transformação, é improvável que mude o mundo de forma dramática, caso venha a assumir as suas rédeas. Mas isso não significa que a China não explorará esse mundo para fins próprios.A América, pelo menos em teoria, prefere que os outros países partilhem os seus valores e ajam como americanos. A China só pode recear um mundo onde toda a gente aja como os chineses. Deste modo, num futuro dominado pela China, os chineses não definirão as regras, mas procurarão tirar o maior proveito possível das regras que já existem.

(sublinhado meu. Dá que pensar, não é?

Leitura de inicio de ano

Janeiro 04, 2012

Vera Gomes

 

 

 

 

Com o ínicio do ano a ser marcado pela China e os seus planos espaciais, aqui fica uma sugestão de leitura: "Asia Space Race" de James Clay Moltz da Naval postgraduate School.

 

Esta obra retrata a competição emergente que tanto se fala nos últimos dias. Como o autor nota logo na introdução, o título da obra pode ser um pouco impróprio: ao contrário do que aconteceu na competição bipolar entre Estados Unidos e a ex- União Soviética à meio século atrás, o ambiente actual tem várias corridas espaciais entre China, India, Japão e outras potências espaciais emergentes na região. Cada país tem as suas próprias capacidades, interesses e objectivos no espaço resultando tanto numa cooperação como competição entre eles e com outras nações, incluindo os EUA.

 

Este livro examina história, tecnologia e politicas das maiores potências espaciais asiáticas com um capítulo dedicado à China, India, Japão e Coreia do Sul; o 5º capítulo debruça-se sobre as várias pequenas potências da região (desde o Paquistão à Indonésia). Estas secções terminam com um panorama geral, incluindo interacções com outros países.

 

 

 

 

 

 

China vs EUA

Janeiro 03, 2012

Vera Gomes

 

 

Há uns dias escrevi aqui que a China apresentou uma retrospectiva de 2011 do seu programa espacial chinês e que o mesmo inclui um plano a 5 anos do que a China pretende fazer.

 

Ontem, o editorial do Whashington Times aborda de uma forma interessante este plano chinês afirmando que a próxima corrida espacial será entre os EUA e a China, sendo que se prevê a China como vencedor. O empreendorismo espacial chinês contrasta com a falta de liderança por Barack Obama que ao contrário de Kennedy em 1961 não conseguiu criar um compromisso com a América para que a NASA de facto continuasse na vanguarda da exploração espacial.

 

Pelo contrário, para o Partido Comunista Chinês, o programa espacial é visto como sendo um factor critico no progresso económico e realização nacional. A China está a auto-comprometer-se para levar mais longe os voos tripulados e de fazer grandes avanços tecnológiocs, criando uma fundação para o futuro dos seres humanos no Espaço!

 

Caso para dizer que avizinha-se um 2012 cheio de novidades astro-espaciais!

 

 

 

O que é nacional TAMBÉM é bom

Janeiro 02, 2012

Vera Gomes

"Dez exemplos que mostram a qualidade da ciência nacional em 2011", Público

 

Da investigação sobre o Alzheimer, até à tecnologia que vai ajudar o próximo rover a sobreviver ao frio de Marte. O PÚBLICO contactou algumas universidades portuguesas para ouvir o que de mais interessante se fez no ano que terminou. A lista resultante é uma pequena amostra da realidade, mas revela que a ciência nacional está em evidência em muitas áreas.

 

E no que diz respeito ao Espaço, o jornal refere:

 

Aerogéis contra frio de Marte
A temperatura média de Marte é de 63 graus Celsius negativos. Qualquer máquina enviada para lá tem que suportar um clima gelado. No caso do próximo veículo (rover) que a Agência Espacial Europeia pensa em enviar em 2016, são os investigadores do Instituto Pedro Nunes, associado à Universidade de Coimbra, que estão a resolver esta questão A equipa liderada por Ricardo Patrício desenvolveu neste ano aerogéis que protegem os circuitos electrónicos da temperatura e pressão do ambiente agreste do planeta vermelho. A substância foi produzida através de “um processo específico de secagem dos produtos à base de sílica que garante uma menor densidade e maior flexibilidade”, explicou o cientista, num comunicado.

 

Estrelas de matéria escura
É uma antiga guerra teórica dos físicos: o que é que acontece quando as estrelas deixam de ter matéria para consumir? Uma das principais teorias defende que o seu peso obrigaria a estrela a colapsar, originando um ponto de densidade tão alto – os chamados buracos negros – que sugaria até a luz, e onde o espaço e o tempo se comportariam de uma outra forma. Mas houve sempre teóricos que criticaram este conceito excepcional de “singularidade” dos buracos negros, que existiriam em vários pontos do universo. Num artigo aceite para publicação na Physical Review Letters, Paolo Pani, Vitor Cardoso e Térence Delsate, do Instituto Superior Técnico, sugerem agora que este colapso das estrelas não resultará numa singularidade e explicam que o aumento súbito da densidade da matéria pode originar uma nova força gravitacional, a chamada matéria escura. O resultante será uma “estrela de matéria escura” invisível aos telescópios.


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