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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje

Novembro 28, 2012

Vera Gomes

 

A Campanha de crowdfunding do AstroPT termina a 9 de Dezembro (final na próxima semana). Caso o AstroPT não angarie os 2.500€ em contributos, não receberá qualquer valor o que coloca em causa inclusive a continuidade do projeto que até agora tem sido mantido exclusivamente por boa vontade dos seus responsáveis.

 

Por isso, cliquem aqui e dêem o vosso contributo. Seja qual for é importante!!!!

 

E podem sempre visitar o AstroPT aqui e perceber o que por lá se faz.

Quem dominar no espaço, domina na Terra…

Novembro 23, 2012

Vera Gomes

As teorias de estratégia desenvolvidas ao longo dos tempos foram aplicadas ao espaço por Everett C. Dolman no livro Astropolitics. É por isso curioso ler no site da Inteligência Económica que: "A Nasa prepara uma base lunar permanente… A notícia surgiu nos media americanos na altura da reeleição de Obama. Muitos sugeriram mesmo que a vitória de Obama pode ter sido o passo em frente para a agência espacial americana recuperar os planos de exploração da Lua. Entretanto, a China fez saber que prepara planos para enviar homens à Lua…

Quem dominar o mar, domina em terra. Verdade há muito, a afirmação ganha novos aspectos, até há pouco insuspeitos e pode agora enunciar-se de modo um pouco inovador: Quem dominar no espaço… domina na Terra. A corrida às armas é hoje a corrida ao espaço. Daí esta maratona: em que a China entra agora com os Estados Unidos já há muito na corrida. Quem dominar no espaço, domina na Terra…"

 

 

Europa investe 10 mil milhões na conquista do Espaço

Novembro 22, 2012

Vera Gomes

A ESA acaba de concluir com sucesso uma reunião de nível ministerial de dois dias, em Nápoles, Itália. Os ministros dos 20 Estados membros da ESA e do Canadá alocaram €10 mil milhões para atividades espaciais da ESA e programas para os próximos anos.
 
Além dos 20 países membros da ESA e do Canadá, vários observadores também estavam presentes no Conselho Ministerial: Sete dos nove Estados-Membros da UE que ainda não são Estados-membros da ESA (Estónia, Hungria, Chipre, Letónia, Lituânia, República Eslovaca e Malta), a Comissão Europeia, a Organização Europeia para a Exploração de Satélites Meteorológicos (EUMETSAT), a Fundação Europeia da Ciência, a Agência Europeia de Defesa (EDA), a Agência Europeia da Segurança Marítima (EMSA), a Agência do GNSS Europeu (GSA) e a Organização para a Cooperação Económica e Desenvolvimento (OCDE).  
 

European ministers and representatives
 
Ministros europeus e representantes

Os ministros centraram os investimentos em campos com elevado potencial de crescimento ou com um impacto direto e imediato sobre a economia, tais como as telecomunicações e a meteorologia. Foi aprovado nível de recursos da ESA para 2013-17, bem como as propostas para o domínio da observação da Terra e confirmado o compromisso da Europa para a exploração da Estação Espacial Internacional (ISS).

 

Foram garantidos os investimentos para os estudos de definição detalhada do novo lançador Ariane 6 e a continuação do desenvolvimento do Ariane 5 ME adaptado, com o objetivo de se desenvolverem tantos pontos em comum quanto possível entre os dois lançadores. Essas atividades são financiadas por dois anos com uma decisão sobre a continuação de ambos os lançadores a ser tomada em 2014.
 
 

Proposal for Ariane 6
Proposta para o Ariane 6
 

Os ministros deram luz verde à Europa para que esta forneça o módulo de serviço do novo veículo da NASA, o Orion Multipurpose Crew Vehicle (MPCV) como uma contribuição para as operações da ISS para 2017-20. Esta decisão é estrategicamente importante para a Europa, uma vez que vai permitir uma cooperação entre a ESA e a NASA no campo do sistema de transporte espacial humano futuro.

 

Os ministros dos países membros da ESA aprovaram uma Declaração Política no sentido de uma Agência Espacial Europeia que melhor sirva a Europa. Ao fazer isso, os ministros iniciaram um processo capaz de definir de que forma a ESA pode adaptar suas operações para tirar proveito de ambos: o seu quadro intergovernamental e a competência da UE no espaço. Também afirmaram a sua vontade de assegurar a coordenação e a coerência entre o processo iniciado no lado ESA e o iniciado do lado da UE. Esta Declaração Política também foi apoiada pelos Ministros dos 7 membros da UE que ainda não membros da ESA e que estavam presentes na reunião.

Os ministros decidiram realizar o próximo Conselho a nível ministerial na Primavera de 2014.

 

Resoluções adotadas
 
Os ministros adotaram as seguintes quatro Resoluções:

 

Primeiro, "Sobre o papel da ESA em manter a competitividade e crescimento" destaques políticos e programáticos do Conselho;

Em segundo lugar, "Nível de recursos para as atividades obrigatórias da Agência 2013-2017", que cobre o programa de ciência e atividades básicas;

 

Terceiro, a renovação da contribuição de países membros da ESA para as despesas de funcionamento do Centro Espacial da Guiana, porto espacial europeu na Guiana Francesa, e

 

Quarto, "Declaração Política para a Agência Espacial Europeia que melhor serve a Europa."

 

A última resolução inicia um processo para a evolução futura da ESA. O objetivo é capitalizar as competências e as conquistas da ESA, tirando benefício total das políticas da UE. O processo irá garantir a continuidade do sucesso da ESA como a agência espacial de pesquisa e desenvolvimento para a Europa, os Estados-Membros e da UE.

 

As Resoluções estarão disponíveis no website da ESA.

Porque o espaço é importante para a Europa

Novembro 17, 2012

Vera Gomes

 
 

 

 

 

Dois dias em que se decide o futuro da Europa: um briefing sobre a ESA, destinado ao cidadão

Novembro 16, 2012

Vera Gomes

Com a aproximação do Conselho Ministerial, a ESA tem esforçado para realçar a importância que o espaço e desta reunião que se irá realizar na próxima semana onde será definido o futuro do setor espacial europeu, durante a reunião em Itália dos 20 ministros de outros tantos Estados-Membros da Agência Espacial Europeia. Descubra de que forma as questões em cima da mesa são de vital importância para todos os europeus.

 

Os ministros responsáveis pelas atividades espaciais nos 20 países membros da ESA e do Canadá vão reunir-se em Nápoles, a 20-21 de Novembro, de forma a chegarem a acordo sobre os futuros programas espaciais da ESA, com o objetivo de aumentar a competitividade e o crescimento da Europa, a par dos avanços científicos.

 

O debate será amplo: a Agência - uma organização intergovernamental de países europeus - é uma das poucas entidades no mundo ativa em todas as áreas do espaço: explorar o espaço e salvaguardar o ambiente terrestre enquanto se impulsiona o know-how técnico do nosso continente e a competitividade económica.

 

Criada em 1975, a ESA tem levado a indústria europeia do espaço a tornar-se num líder mundial, com 6000 milhões de € de volume de negócios anual, empregando diretamente.


35 000 profissionais qualificados - na linha de frente do mercado mundial de telecomunicações e de lançadores, atingindo também um papel de relevo na ciência europeia, no campo astronómico e planetário bem como em missões científicas na Terra. O número de empregos relacionados com o espaço na Europa, quando incluindo o emprego em setores a jusante, é dez vezes maior. E tudo isso é feito com o equivalente ao custo médio de um bilhete de cinema por ano, por europeu. A liderança da ESA e o apoio contínuo às delegações dos seus Estados-Membros têm forjado uma indústria ganhadora de contratos no mercado global aberto.

 

Dos satélites meteorológicos às telecomunicações, navegação e monitorização ambiental, os sistemas espaciais que a ESA foi concebendo e pondo em prática ajudaram a reforçar a independência estratégica da Europa e a prosperidade comum.

 

Gastar no espaço acabou por ser um investimento sólido, impulsionado por um efeito multiplicador: por cada 1 € investido no espaço o retorno é de várias vezes o seu valor para o conjunto da economia. O investimento no espaço é um investimento no conhecimento, inovação e inspiração. O Espaço contribui para o emprego, crescimento e competitividade em muitos setores da economia, além de ser em grande parte imune a terceirização.

 

Numa altura em que a Europa enfrenta os desafios de um mundo em transformação contínua, atingir a inovação é mais importante do que nunca.

Ao encontrar novas maneiras de fazer coisas novas, a ESA dá origem a novos empregos, empresas e indústrias de alto valor acrescentado.

 

O único compromisso obrigatório para os países membros da ESA é o programa científico da Agência, juntamente com a sua pesquisa básica e a tecnologia bem como o financiamento das infraestruturas operacionais. O apoio aos restantes programas da ESA é opcional. Este demonstrou ser um método extremamente robusto e flexível de organização, que permite aos Estados-Membros favorecer as prioridades nacionais e ainda colher os benefícios da ação coletiva.

 

 

Para verem brochuras e videos explicativos sobre a ESA e porque motivo o espaço é tão importante para a Europa, cliquem aqui.

 

 

Reunião do Conselho Ministerial da ESA

Novembro 15, 2012

Vera Gomes

Os objetivos e prioridades da Europa para o espaço serão discutidos no Conselho Ministerial em Napóles, em Itália, entre 20-21 de Novembro. Os ministros responsáveis pelas atividades espaciais dos 20 países membros da ESA e do Canadá vão reunir-se para decidir sobre um plano para estimular o conhecimento, apoiando uma Europa inovadora e competitiva e promovendo serviços espaciais. Em linha com o cumprimento dos seus objetivos, a ESA está a atrair interesse político crescente. Com a adesão da Polónia por altura do Conselho de Ministros, a ESA terá 20 Estados-Membros, mais dois do que no último Conselho de Ministros, em Haia, na Holanda. A ESA tem também acordos de cooperação com nove dos 10 Estados-Membros da UE que ainda não são membros da ESA, os quais irão igualmente participar do Conselho Ministerial. O Canadá participa em alguns programas da ESA no âmbito de um acordo de cooperação. Vários observadores foram também convidados a estar presentes no Conselho: a Bulgária, o único membro da UE que ainda não concluiu um acordo de cooperação com a ESA, as organizações Eumetsat, a Fundação Europeia de Ciência, a Agência Europeia de Defesa, a Agência Europeia de Segurança Marítima e a UE. Resta-nos esperar pela próxima semana para saber qual será o futuro que a Europa pretende para o Espaço!

Problemas na fronteira final?

Novembro 09, 2012

Vera Gomes

 

 

Quando se fala em tecnologia espacial, é por vezes dificil fazer a distinção entre usos pacíficos e não pacíficos. Ryan Faith escreveu um artigo em que defende a revisão do Tratatado de 1967 das Nações Unidas sobre o Uso Pacífico do Espaço conluindo que é agora altura para o rever e aplicar os novos conceitos de dissuasão no espaço.

 

De facto, a argumentação apresentada por Ryan Faith faz todo o sentido, tendo em conta que a realidade política e da exploração espacial que levou à assinatura do Tratado em 1967 não é de todo a realidade que se vive hoje, nem politicamente, nem tencologicamente nem tão pouco no que concerne aos actores espaciais.

 

Podem ler o artigo aqui.

Brasil no Congresso Internacional de Astronáutica

Novembro 08, 2012

Vera Gomes

 

 

Este ano o Congresso Internacional de Astronáutica (IAC) teve lugar em Nápoles, Itália. O Dr. Álvaro dos Santos, brasileiro, apresentou um artigo interessantíssimo sobre a monitorização por satélite da área florestal da Amazónia brasileira.

 

Um artigo que vale a pena ler e que vem dar um exemplo da importância do uso de tecnologia espacial e de satélites na economia e gestão de recursos naturais.

 

Podem ler o artigo na íntegra, aqui.

Obama ganhou. E agora?

Novembro 07, 2012

Vera Gomes

 

 

Depois de Barack Obama ter ganho as eleições ficou garantida que durante os próximos 4 anos a política espacial americana não deverá sofrer grandes alterações.

 

A NASA irá continuar a enfrentar pressões orçamentais enquanto os EUA se debatem para reduzir o seu défice público. Contudo, prevê-se que a NASA continue a trabalhar nos objectivos já definidos: conseguir colocar um astronauta num asteroide até 2025, Marte em 2030. Para isso, a NASA deverá continuar a trabalhar no SLS (Space Lauch System) que terá uma capsula acoplada chamada Orion, que deverá começar transportar astronautas até 2021.

 

A Administração Obama encorajou a NASA a entregar as viagem em torno da órbita terrestre a empresas privadas americanas. Prova disso foi o transporte para a Estação Espacial Internacional realizado há umas semanas pela Space X. O Objectivo será ter duas empresas privadas a fazer este tipo de lançamentos até 2017. Até lá, os EUA dependerão também do Soyuz russo para transportar astronautas para e da Estação Espacial Internacional.

 

Antes da primeira eleição de Obama, a NASA estava a trabalhar para enviar novamente astronautas à Lua, num programa criado pela administração Bush - o Constellation. Obama cancelou este programa depois de um painel ter concluido que a derrapagem financeira era gigantesca e que  os trabalhos estariam bastante atrasados.  Contudo, Lori Garver, uma chefia da NASA afirmou em Setembro que: "Nós vamos voltar à Lua, na primeira tentativa de transportar humanos até um asteróide e iremos activamente desenvolver um plano para levar americanos até Marte".

 

As próximas semanas e com as decisões que o Congresso terá que tomar até ao final do ano em matéria de política espacial, dirá se os planos espaciais americanos se irão manter ou não. Resta-nos esperar e ver o que os próximos meses nos trarão nesta área!

 

 

 

 

 

 

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