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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Munique tem soluções para o Espaço!

Julho 22, 2013

Vera Gomes

 

 

 

De 5 a 7 de Novembro 2013, realiza-se em Munique a conferência "European Space Solutions". Este evento de três dias junta privados, indústria, sector público, utilizadores e quem desenvolve soluções baseadas em tecnologia espacial para discutir como fazer crescer o sector espacial europeu. Além disso, esta conferência ajuda a que os potenciais utilizadores de soluções baseadas em tecnologia espacial vejam como a tecnologia espacial pode fazer a diferença no seu negócio e a descobrir o leque de oportunidades que estão disponíveis com a exploração da tecnologia espacial. 

 

Para saber mais sobre este evento, poderão ir aqui ou aqui.

SABRE: a nova "arma" do Reino Unido

Julho 19, 2013

Vera Gomes

Através da Agência Espacial do Reino Unido, o Governo britânico irá investir 60 milhões de libras no desenvolvimento do SABRE, um engenho de foguetão britânico que poderá revolucionar a tecnologia de propulsão e de lançadores, e reduzir de forma significativa os custos no acesso ao espaço.

 

O Ministro do Ensino Superior e Ciência, David Willets, afirmou: ""Ao apoiar este avanço tecnológico, estamos a dar ao Reino Unido uma posição de liderança num mercado crescente de nova geração de lançadores e retirar uma das maiores barreiras ao crescimento da actividade comercial no espaço. SABRE tem o potencial de transformar completamente a forma como acedemos ao espaço neste momento, enquanto impulsiona o sector espacial britânico."

 

Podem ler mais sobre este investimento do governo do Reino Unido aqui.

Boas novas para a indústria!!!

Julho 17, 2013

Vera Gomes

 

 

O COREPER (um Comité de representantes dos estados membros da União Europeia) chegaram a acordo programa "Horizon 2020" que servirá para financiar projectos na área da inovação e pesquisa entre 2014-2020.

 

Este acordo facilita o caminho do processo legislativo para aprovação do "Horizon 2020" pelo Conselho Europeu e pelo Parlamento Europeu nas votações que irão ocorrer daqui a uns meses.

 

O "Horizon 2020"irá subsituir o actual 7º Programa Quadro (FP7) que vigora até ao final de 2013. O "Horizin 2020" tem um orçamento previsto de 70 biliões de euros que irá sustentar a estratégia para o crescimento e emprego Europa 2020. 

 

Poderão ler o press release completo sobre este tópico aqui.

 

China vs India

Julho 17, 2013

Vera Gomes

 

 

Há questões que se levantam relacionadas com o crescimento e afirmação chinesa na Ásia. A principal parece ser: como irão reagir os outros países asiáticos à afirmação da China como potencial regional e mundial na área espacial? Irão responder de uma forma agressiva ou ficarão calmos na sombra? Para nações mais pobres e com pouca ou nenhuma tecnologia desenvolvida, parece mais vantajoso cooperar com a China naquilo que serão os seus objetivos espaciais. Ou seja, as limitações financeiras terão um papel preponderante naquilo que será a cooperação espacial asiática.[1]

 

Contudo, apesar da promissora cooperação espacial asiática, a Índia surge cada vez mais no panorama e, tendo em conta os avanços mais recentes no seu programa espacial, como um rival de peso à liderança chinesa. Surpreendentemente, e apesar de a Índia ter armamento nuclear desde 1974, o seu programa espacial sempre teve orientações pacíficas. Ao contrário da China, dos EUA e até da Rússia, os veículos de lançamento indianos só tiveram origem em sistemas de propulsão civis e não em mísseis balísticos convertidos em lançadores. Até muito recentemente, a Índia não tinha qualquer tipo de programa espacial militar tendo durante décadas dedicado o seu programa espacial a satélites de observação remota, comunicações e meteorologia para servir a economia indiana, e a vasta e dispersa população.

 

Porém, o crescimento da China e a aproximação e cooperação com os EUA, e o esforço indiano de colocar alguma ênfase das suas capacidades militares, colocaram os holofotes sob o programa espacial indiano. Assim, já em pleno século XXI, a Índia lançou um avançado sistema de navegação, abriu um comando militar espacial, e falou abertamente sobre capacidades cinéticas antissatélite e possíveis armas a laser.

 

Os esforços espaciais da China, nomeadamente a tentativa de chegar ao objetivo primeiro que todos os outros, colocou pressão na Índia para que evolua rapidamente nas suas capacidades espaciais. De facto, a Índia tem colocado bastantes esforços na exploração lunar, onde tem recolhido prestígio e admiração pela sua pesquisa. Contudo, começa a existir alguma discussão interna sobre se a Índia deverá focar-se e de quais serão os parâmetros para a exploração humana do espaço. Isto revela que o tradicional foco da Índia no espaço poderá mudar nos próximos anos, principalmente se quer competir com os seus rivais regionais, promover a sua segurança nacional, e estabelecer uma reputação internacional assente nos seus progressos espaciais.[2]

 

Algumas organizações internacionais relacionadas com a área científica, tecnológica e espacial, como a UNESCAP e a CSSTEAP, estão localizadas na Índia, o que faz com que beneficie dos privilégios de acolher estas instituições internacionais. A Índia tem também sido procurada cada vez mais na área de lançamentos comerciais. Além disso, o sucesso do programa espacial indiano demonstra os avanços tecnológicos de todo o programa espacial indiano.[3]

 

Apesar de a Índia ter ratificado a maioria dos tratados internacionais na área do Espaço, há questões que começam a surgir que colocam em causa a continuidade de exploração espacial apenas com fins pacíficos. Na verdade, os analistas indianos identificam a China como sendo a maior ameaça nesta área. Quando a Índia considera que os avanços da China no campo militar assentes em tecnologia espacial e o seu impacto na Ásia e que tendo em conta numa situação volátil o desequilíbrio regional servirá apenas para aumentar as tensões regionais, poderá despoletar uma corrida à militarização do espaço.[4]



[1] CHAMBERS, Rob, “China’s Space Program: a new tool for PRC - Soft power in international relations, pp. 63-65, ibid

[2] MOLTZ, James Clay (2011), ibid pp. 109-111

[3] CHAMBERS, Rob, “China’s Space Program: a new tool for PRC - Soft power in international relations, pp. 63-64, ibid

[4] MOLTZ, James Clay (2011), ibid pp. 128

 

 

(extraído da Tese de Mestrado: "A influência da exploração espacial na política internacional", por Vera Gomes)

Lua com locais históricos protegidos?

Julho 16, 2013

Vera Gomes

 

 

 

 

 

Há uns dias escrevi um post sobre a protecção de material esquecido na Lua, que podem ler aqui

 

Agora, foi apresentado ao Congresso Norte-Americano uma proposta de legislação que estabele os locais de alunagem das naves Apollo como "Sites National Historical Park" (é como quem dizem, zonas históricas protegidas) e foi apoiada pelo Eddi Bernice Johnson, do Texas.

 

A proposta (resolução n.º 2617) foi apresentada no Comité de Ciência, Espaço e Tecnologia e ainda no Comité de Recursos Naturais.

 

 

 

Espaço ajuda a identificar Alzheimer

Julho 15, 2013

Vera Gomes

 

 

 

 

 

 

Software utilizado para o processamento de imagens de satélite tiradas do espaço está agora a ajudar pesquisadores médicos para estabelecer um método simples para triagem em larga escala para a doença de Alzheimer.

 

Usado na análise de imagens de ressonância magnética, a ferramenta AlzTools 3D Slicer foi produzido por cientistas de computação da espanhola Elecnor Deimos, que baseou-se em anos de experiência em desenvolvimento de software para o satélite Envisat da ESA, para criar um programa que adaptou as rotinas espaço à analise do cérebro humano.

 

Podem ler mais sobre este assunto aqui.

 

 

 

Luz verde para o Copernicus

Julho 12, 2013

Vera Gomes

 

 

 

 

Com a aprovação pelo Parlamento Europeu do quadro financeiro plurial (MFF) para 2014-2020, a ambição europeia de um sistema global de monitorização ambiental tem agora a possibilidade de se tornar numa realidade.

 

A aprovação do MFF é um importante marco político e inclui a provisão de 3786 milhões de euros (a preços de 2011) para o GMES (Global Motiroing for Environment and Security), actualmente a ser renomeado para Copernicus.

 

Esta aprovação surge depois das inúmeras dificuldades e posterior acordo a que se chegou na reunião do Conselho Europeu de final de Junho.

 

O Copernicus irá estabelecer uma mudança no modo como nos preocupamos com o planeta ao fornecer dados fidedignos, exactos e precisos para gestão ambiental, ajudar a entender e mitagar os efeitos das alterações climáticas e ainda ajudar na gestão de crises.

 

 

Podem ler mais sobre este projecto aqui e sobre a reunião do Conselho Europeu aqui

EUA e Japão de mãos dadas

Julho 11, 2013

Vera Gomes

O administrador da NASA e o Presidente da Agência Espacial Japonesa (JAXA) reuniram-se em Washington no passado dia 10 de Julho para discutir a importância da cooperação internacional no espaço, principalmente a continuação do apoio à Estação Espacial Internacional.
Bolden e Naoki Okumura também conversaram sobre os planos da NASA para uma nova iniciativa no âmbito dos asteróides, previamente anunciada na proposta para o orçamento de 2014 pelo Presidente Obama. Esta foi uma oportunidade para Okumura discutir a potencial colaboração da missão Hayabusa com os planos da NASA.
Esta é a primeira reunião bilateral de Okumura desde que foi nomeado presidente da JAXA em Abril passado.  
Esta reunião bilateral entre EUA e Japão e a cooperação de ambos os países na área espacial é, para mim, claramente uma tentativa de contrabalançar o poderio Chinês na área do espaço. A China tem avançado praticamente sozinha nesta área a passos largos e muito seguros de si (ver o que aqui escrevi sobre a China). O Japão, limitado em parte pela sua Constituição, tem ficado para trás na corrida espacial asiática. Os EUA não demonstraram até agora este tipo de abertura com a China, talvez por temerem o poder espacial chinês e por quererem manter-se na dianteira. Este tipo de aliança, que esta reunião para mim demonstra, irá certamente abrir outras portas para o Japão e (talvez) alterar aos poucos o prato da balança espacial na Ásia.
Pode ler mais sobre esta reunião aqui.

"Financiamentos Alternativos em Ciência"

Julho 11, 2013

Vera Gomes

 

 

Depois de ter escrito aqui sobre um projecto espacial financiado por Crowdfunding, deparei-me hoje com um artigo de Gonçalo Calado no Público intitulado "Financiamentos Alternativos em Ciência" que vale a pena ler. Deixo, por isso, aqui a transcrição do mesmo:

 

"Enquanto contribuinte, prefiro que uma parte considerável da ciência tenha financiamento público, seja avaliada por comissões científicas idóneas e escrutinada por todos. Longe da perfeição, estou em crer que esta é a forma mais eficaz de fazer o mundo avançar em ciência.

 

Por ocasião de uma visita a Portugal, a investigadora alemã Karin Schallreuter deu uma entrevista ao jornal Ciência Hojecom o título O futuro da investigação pode passar por donativos. Esta investigadora escolheu um parente pobre dentro das disciplinas médicas para se dedicar: a dermatologia. Como ela refere, nesta área não existem tantas doenças mortais como na oncologia, mas algumas afectam muito a qualidade de vida. Assim, e como indicado no título da entrevista, recorre muitas vezes a donativos para prosseguir as suas investigações. A dermatologia não deixa de ser uma especialidade médica e muitas pessoas estão bastante mais atentas à medicina do que a outras áreas do conhecimento. Acredito, portanto, que o financiamento acabe por ser conseguido de uma ou de outra forma.

 

Numa altura de grandes cortes no financiamento por parte do estado, a que a ciência não é alheia, o tema da procura de outras fontes torna-se mais actual. Redefinem-se estratégias de comunicação e publicidade dos centros de investigação e aumenta a roda-viva dos líderes que utilizam a sua influência entre mecenas e filantropos no sentido de caírem nas suas boas graças. Garanto-vos que o espectáculo às vezes é triste, sobretudo por parte daqueles que acham que agora é que vai ser e que o subfinanciamento é como o desemprego: uma bela oportunidade para fazer mais e melhor, e que assim as coisas se irão ajustar por si.

 

Outros optam por aumentar a parte dos seus recursos humanos que se dedica à prestação de serviços “científicos” à comunidade, que não passam de rotinas já estabelecidas e que não beneficiam da inovação científica que se faz (ou fazia) naqueles centros. São muitas vezes uma concorrência desleal às empresas de cariz tecnológico, pois conseguem uma considerável economia de escala nos custos operacionais, seja no equipamento, no pagamento de rendas, água ou electricidade, ou ainda mais grave, na contratação de mão-de-obra especializada e barata (bolseiros, estagiários), se estiverem ligados a universidades, sob o pretexto da formação graduada em ambiente empresarial.

 

É claro que também aqui as fronteiras não são fáceis de definir e que a transferência de conhecimento das universidades e centros de investigação para a sociedade é uma coisa boa e necessária, mas mal estamos quando a principal preocupação de um director de um destes centros, que lá chegou em princípio pela sua carreira científica, é manter as suas linhas de investigação e postos de trabalho a qualquer custo. O famoso princípio de Peter não perdoa.

 

Nesta situação, a redefinição de estratégias está a priori inquinada. Não são nem as linhas mais produtivas, com melhor ciência, na forma como a podemos avaliar, nem as pessoas a elas associadas que contam mais. Nesta situação emergem os projectos mais sexy, mais vendáveis, muitas vezes em detrimento de linhas mais robustas. Nada tenho contra um benemérito que queira apoiar a sequenciação do genoma do rouxinol que em pequeno ouvia todas as manhãs, ou o estudo da enfermidade que atacou definitivamente a sua mãe. Apenas considero que esta não pode ser a forma como esperamos que a ciência se financie.

 

Ainda assim, enquanto contribuinte, prefiro que uma parte considerável da ciência tenha financiamento público, seja avaliada por

comissões científicas idóneas e escrutinada por todos. Longe da perfeição, estou em crer que esta é a forma mais eficaz de fazer o mundo avançar em ciência. Os doadores, mecenas ou filantropos terão o seu papel também aqui, mas nunca por substituição.


Biólogo, professor auxiliar na Universidade Lusófona em Lisboa"


 

(in Público)

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