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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Reforma da Agência Espacial Russa começa a ser uma realidade

Setembro 23, 2013

Vera Gomes

 

 

 

 

Depois de uma série de falhanços e depois das declarações proferidas no mês passado,  a imprensa avança agora com a ocorrência de reformas profundas na Agência Espacial Russa - a ROSCOSMOS. Nesta reforma, ainda em forma de proposta, a agência será divida em duas unidades, com as entidades de produção a serem agrupadas numa única empresa chamada "United Roecket and Space Corporation". O Governo desenvolveu o draft de um decreto presidencial para criação desta empresa. A criação da nova estrutura deverá estar terminada até 30 de Setembro de 2014. Irá ser criada uma comissão especial para monitorizar e controlar esta reforma profunda no sector espacial russo.

 

China acolhe maior congresso na área do espaço

Setembro 23, 2013

Vera Gomes

 

 

 

 

Começa hoje e durante uma semana o 64º Congresso Internacional de Astronáutica, organizado anualmente pela Federação Internacional de Astronáutica (IAF), pela Academia Internacional de Astronautica (IAA), pelo Instituto Internacional de Direito Espacial (IISL) e em parceria com o país que acolhe o congresso, este ano representado na organização pela Sociedade Chinesa de Astronautica (CSA). 

 

Este ano o congresso é subornidado ao tema: "Promover o desenvolvimento espacial em beneficio da Humanidade" e decorrerá em Beijing até ao próximo dia  27. A organização espera receber mais de 3000 participantes entre os quais figuras destacadas ligadas ao espaço em diversas áreas profissionais: politica, académica, investigação e empresarial.

 

 

Podem ver a página oficial do congresso aqui.

China quer treinar astronautas de outros países

Setembro 23, 2013

Vera Gomes

 

 

A China pretende treinar astronautas de outros países que cooperem em missões com os chineses, conforme noticiado pela Agência Xinhua.

Wang Zhaoyao, funcionário de alto níve chinês que a Agência Xinhua citou, foi ainda mais longe ao afirmar que a China partilha os seus avanços tencologicos na área de missões tripuladas com outros países, especialmente países em vias de desenvolvimento. "Cooperação deve ser ou bilateral ou multilateral, com modelos diversificados e fléxiveis baseados numa cooperação pacífica e relação ganha-ganha".

Wang, que proferiu estas afirmações num seminário internacional em Beijing disse ainda que a mudança irá acontecer "em tempo útil e apropriado", sem fornecer mais detalhes.

 

A China compleotu a sua última missão tripulada em Junho, quando 3 astronautas passaram 15 dias e órbita e acoplaram um laboratório espacial, oponto criticio na demanda chinesa de construir uma estação espacial até 2020. é certo que a China está ainda atrasada em relação a outras superpotências, como os EUA e a Rússia, com um atraso de décadas nas técnicas de acoplagem que agora foi bem sucedida.

 

Beijing insiste no uso pacífico do seu programa espacial, mas o US Defense Departement realçou as crescentes capacidades espaciais chinesas e ainda que a China está a encetar uma série de actividades que almejam evitar que os seus adversários usem activos espaciais durante uma crise.

 

Wang afirmou que a China "irá de forma consistente aderir ao principio de uso pacífico, igualdade, beneficio mútuo e desenvolvimento comum na construção da sua estação espacial.

 

(in Reuters)

Japão lança primeiro telescópio de observação planetária para o Espaço

Setembro 20, 2013

Vera Gomes

 

 

 


Após várias tentativas falhadas, a Agência Aeroespacial do Japão (JAXA) conseguiu no passado dia 14, depois de várias tentativas falhadas, levar a cabo o lançamento do foguetão Epsilon-1, que transporta a bordo o primeiro telescópio espacial de observação planetária remota.

 

O foguetão foi lançado, com êxito, às 14:00 locais (06:00 em Lisboa) a partir do Centro Espacial de Uchinoura, em Kagoshima, no sudoeste do Japão.

 

Com o Epsilon-1, o Japão pretende colocar em órbita o Sprint-A, o primeiro telescópio espacial de observação remota de planetas como Vénus, Marte e Júpiter, a partir da órbita à volta da terra.



(in Visão

Uma visão para a Índia

Setembro 19, 2013

Vera Gomes

 

 

 

 

A Índia irá assinal 50 anos de sistemas de propulsão e foguetões em Novembro proximo, com o lançamento de uma sonda low cost que irá orbitar Marte, para estudo da atmosfera e a geologia do planeta vermelho. Se bem sucedido, as futuras ambições da India incluem a exploração humana. Contudo, cada aventura espacial da Índia requer justificações sociais, principalmente num país de contrastes. 

 

Manu Joseph (1) escreveu um artigo interessante no New York Times no passado dia 11 de Setembro, sobre este tópico que vale a pena ler. Podem aceder ao artigo, aqui.



(1) Manu Joseph é editor do semanário indiano Open e autor do livro “The Illicit Happiness of Other People.”

Intervenção estatal na indústria espacial russa?

Setembro 18, 2013

Vera Gomes

 

 

 

 

A indústria espacial russa atravessa uma fase tão complicada devido inúmeros problemas (como a explosão do Soyuz em Julho passado), que o Primeiro Ministro russo, Dmitry Rogozin, veio a público afirmar que a indústria precisa da ajuda estatal. "Assistência constante do governo é necessária para que se possa quebrar o ciclo vicioso de acidentes e falhas", afirmou Rogozin, que tem a seu cargo os sectores espacial e da defesa, numa entrevista cedida no final de Agosto ao Kommersant.

 

No passado dia 4 de Agosto, Rogozin criticou severamente a indústria espacial russa, ridicularizando a incompetência técnica e apelando a reformas estruturais em todo o sector. 

 

No dia 2 de Julho, um fogetão Proton-M, transportando 3 satélites do sistema de navegação por satélite russo - o Glonass -, incendiou-se pouco depois do lançamento no Centro Espaciald e Baikonur. O indicente, o último numa série de retrocessos no programa espacial russo, que foi ainda mais mediático por causa da perda do foguetão e dos satélites, e ainda um enorme escandalo de corrupção em torno do programa Glonass.

 

 

( in Space Daily)

 

O que é Direito Espacial?

Setembro 18, 2013

Vera Gomes

 

 

 

Direito espacial pode ser descrito como sendo a parte do Direito que se aplica e que governa as actividades espaciais. O termo "direito espacial" ou "space law" é na maioria das vezes associado a regras, principios e padrões do direito internacional que surgem nos 5 Tratados e nos 5 documentos que estabelecem os principios para a exploração do espaço exterior e que foram elaborados sob os auspícios das Naçoes Unidas. 

Contudo, o direito espacial também inclui acordos internacionais, tratados, convenções, regulamentos e regras de organizações internacionais (por exemplo, a União Internacional de Telecomunicações), leis nacionais, ordens executivas e administrativas e decisões judiciais.

 

São vários os Estados que possuem legislação nacional que cobre as actividades espaciais, entre os quais estão: Argentina, Austrália, Canadá, França, Alemanha, Hungria, Indonésia, Japão, Nova Zelândia, Filipinas, República da Coreia, Federação Russa, Eslováquia, Suécia, África do Sul, Ucrânia, Reino Unido, Irlanda do Norte e os Estados Unidos da América.

 

(fonta: United Nations for Outer Space Affairs Office)

 

Empresa criada por português produz guias turísticos baseados em ligação por satélite

Setembro 17, 2013

Vera Gomes

 
Cidades disponível nos guias do Farol

 

 

Está de visita a uma nova cidade e procura alguma coisa interessante para fazer? Use uma nova aplicação apoiada em informação de satélite, desenvolvida por um português e apoiada pela ESA. 

 

Com 11 das principais cidades europeias já disponíveis nos guias da Farol City Guides, esta aplicação é uma solução fácil para pessoas com pouco tempo disponível. Em 2012, a aplicação foi selecionada pela cidade do Porto, como guia oficial online.

Na preparação da sua visita a uma cidade, a aplicação inteligente tem em conta o tempo disponível, a localização e o que gostaria de visitar, adaptando-se em tempo real ao seu perfil. 


 

Mais importante ainda, trabalha totalmente offline, com todas as informações descarregadas previamente, o que evita os elevados custos de roaming.

 

A aplicação oferece de forma rápida e fácil o melhor que uma cidade tem para oferecer numa estadia curta. A ideia surgiu em 2009, quando Bruno Fernandes estava à procura de informação sobre o que visitar durante um fim-de-semana em Roma. “A extraordinária quantidade de informação turística disponível sobre o que visitar nos poucos dias que eu ia estar em Roma foi o que me levou a criar a Farol,” diz Bruno, que na altura fundou a empresa alemã LatitudeN, para desenvolver a app.  “Normalmente demora muito tempo até encontrarmos exatamente o que procuramos, principalmente se só temos metade de um dia durante uma visita curta.”

 

“O Bruno veio até nós como empreendedor, pedindo o nosso apoio, a transformar a sua ideia num negócio,” explicou Frank Zimmermann, Diretor do cesah GmbH Centrum für Satellitennavigation Hessen, a companhia contratada para gerir o Centro de Incubação de Empresas da ESA, em Darmstadt, parte do Programa de Transferência de Tecnologia da ESA. “Ajudámo-lo a amadurecer a ideia, fornecemos apoio financeiro inicial, espaço de escritório e ajuda especializada para um início sólido da empresa.” Com o apoio do centro da ESA, a ideia foi então desenvolvida e transformada num produto completo.

 

Os guias Farol City Guides otimizam o tempo gasto numa cidade, mostrando as mais relevantes opções de visita, de acordo com as suas preferências, e integrando informação das escolhas presentes e passadas.

 

“A nossa missão é criar uma maneira simples e inteligente de sentir e explorar ambientes desconhecidos, fazendo a ponte entre a informação disponível e as expectativas do viajante real,” reforça Bruno, acrescentando que o turismo, o lazer e a mobilidade inteligente são o âmago da empresa.

 

A chave é a disponibilidade de sinais de posicionamento altamente precisos. Com isto, os guias da Farol City Guides estimam o tempo que as pessoas demoram para se deslocar nos locais a visitar, otimizando as rotas e mostrando-as no mapa de navegação da app. 

Com a integração de um poderoso software baseado em inteligência artificial para estabelecer a rota transforma a aplicação do smartphone num ‘companheiro de viagem’ muito fácil de usar. 

 

Além do Porto, os guias da Farol também já estão disponíveis em importantes cidades europeias, tais como Paris, Londres, Berlim, Roma ou Amsterdão.

 

Através de uma parceria estabelecida em 2011 com uma editora líder no mercado europeu em conteúdos turísticos digitais, irão em breve cobrir os 25 principais destinos turísticos na Europa. A aplicação está neste momento disponível para Android. Uma versão para iPhone estará disponível em meados de setembro. Bruno Fernandes sublinha, “Estamos a pesquisar continuamente técnicas para melhorar a precisão na posição da tecnologia Farol. A integração de sinais do Galileo irá trazer em breve um valor adicional ao produto. 

 

A estratégia de pesquisa e desenvolvimento da LatitudeN passa pela colaboração com universidades, institutos de investigação e outras companhias pequenas para se manter na linha da frente do uso de satélites para a navegação de peões, quer para atividades outdoor como indoor. Com os guias Farol City Guides, a empresa ganhou o prémio KIS4SAT para pequenas e médias empresas no sector de Navegação por Satélite, em 2011.

 

Um ano mais tarde, a Farol foi escolhida pela Eurisys como um dos 30 melhores exemplos de colaboração no setor de navegação por satélite entre os municípios e as pequenas e médias empresas, com a aplicação Farol Porto a ser escolhida como o guia oficial da cidade nortenha.

 

A ESA apoia mais de 200 start ups e empreenderores, como é o caso da LatitudeN e de Bruno Fernandes, na aplicação das suas ideias à tecnologia espacial e aos serviços com base no espaço no desenvolvimento de negócios, através do Programa de Transferência de Tecnologia e das oito incubadoras de empresas, distribuídas por seis países.  

 
 
 
 
Bruno Fernandes
 
 
 
 
 “Receber o apoio do BIC da ESA em Darmstadt foi uma grande ajuda para o desenvolvimento do nosso sistema e para montar o negócio. Lá tivemos acesso a contactos da indústria, apoio técnico e ainda a chancela da ESA,” diz Bruno.
 

Completando o período de incubação com um sistema operacional que sobre muitas cidades europeias, a empresa conseguiu angariar investimento em abril.  “O financiamento permitiu-nos acelerar o desenvolvimento da Farol,” acrescenta Bruno.  “O próximo passo é cobrir as 25 cidades mais visitadas da Europa. O que esperamos concluir ainda em 2013. Depois disso planeamos olhar para fora da Europa, inicialmente para as maiores cidades americanas.”

 

Podem ver mais sobre este caso de sucesso aqui.

 

(Press release da ESA)

 

A China e o Beidou

Setembro 13, 2013

Vera Gomes

 

 

 

Os programas militares chineses estão estritamente ligados à base tecnológica e científica do país.

 

A China teve como objectivos ultrapassar as deficiências em áreas criticas para a sua segurança nacioanl desde que começou o Programa nacional de Alta tecnologia (863) em Março 1986. O programa 863 continha o desenvolvimento de tecnologias de duplo uso, aplicáveis tanto no dominio civil, como militar. O Programa focou-se inicialmente no desenvolvimento das seguintes areas estratégicas prioritárias: tecnologia laser, espaço, biotecnologia, tecnologia da informação, energia, materiais avançados e automotação. em meados dos anos 90, a China expandiu estas áreas em tamanho, âmbito e importância, mudando a sua trajectória para processos e produtos de tecnologia de ponta. O programa 863 continua a ser executado, financiando projectos como o supercomputador Tianhe 1A.

 

O sistema de navegação por satélite Beidou, projecto que a China encetou após abandonar o projecto congénere europeu Galileo, é disso um exemplo. A China planeia inclusiva a segunda geração de satélites para este sistema.

 

No fim de 2012, a China tinha já 16 satélites operacionais do Beidou em órbita. Até 2020, o Beidou 2 prevê um sistema com 35 satélites, assegurando cobertura global em dois modos: serviços gratuitos disponiveis para clientes comerciais com um grau de eficácia de até 10mts e um sinal restricto, apenas para "clientes" autorizados serviços de posicionamento, velocidade e timing com um grau de eficácia estimado em 10cms para o governo e forças militares chinesas.

 

Os satélites Beidou 2, desenvolvidos pela Acadecima de tecnologia espacial Chinesa, estão também equipados com protecção contra interferência electromagnética e ataques.

 

Com o Beidou, a dependência chinesa no GPS americano ou no Glonass (ambos sistemas de navegação por satélite) poderá ser desactivada em areas seleccionadas em tempos de conflito.

 

Podem ler mais sobre este tópico aqui.

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