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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Depois da Alemanha, o Brasil coopera com a Rússia

Outubro 31, 2013

Vera Gomes

 

 

 

 

 

 

 

A Rússia e Brasil discutiram as perspectivas de cooperação na indústria espacial tendo em vista o desenvolvimento do ambicioso programa espacial do Brasil, disse o ministro da Defesa russo Sergei Shoigu.

A delegação russa, liderada pelo Shoigu, visitou o Brasil durante uma viagem pela América-Latina, de 14 a 17 de Outubro.

"Discutimos, em particular, o desenvolvimento conjunto de satélites e um programa separado para a indústria espacial brasileira", disse Shoigu aos repórteres em Moscovo. "Nós concordamos em criar um grupo de trabalho de profissionais e especialistas, que em breve começará a elaboração de propostas sobre esta parte da nossa cooperação " acrescentando que os projetos conjuntos incidirão sobre observação remota da Terra e telecomunicações .

O Brasil tem planos ambiciosos para se tornar auto-suficiente enquanto fornecedor de serviços de lançamento e em tecnologia espacial, apesar de seus esforços terem sido ameaçados por uma escassez de financiamento e de pessoal qualificado.

O Brasil recentemente relançou o seu projecto Veículo Lançador de Satélites (VLS -1), que havia sido colocado em espera, em 2003, depois de uma explosão que matou 21 pessoas.

A Rússia está ajudar o Brasil a concluir o projeto VLS-1, usando tecnologia russa sob um acordo prévio entre a Agência Espacial Federal Russa  (Roscosmos) e da Agência Espacial Brasileira (AEB).


Há umas semanas atrás, o Brasil iniciou também uma cooperação com a Alemanha que podem ler mais sobre este assunto aqui.



Xeque da Arábia Saudita emite lei que proíbe viagens a Marte

Outubro 30, 2013

Vera Gomes

 

 

O xeque Ali al Hemki, membro do Conselho dos Estudiosos da Arábia Saudita, emitiu esta quarta-feira uma fatwa, um decreto islâmico, proibindo as viagens a Marte, noticia o jornal «Ah Hayat», citado pela agência espanhola EFE.

Em declarações ao jornal, o xeque criticou o projeto Mars One, que visa organizar viagens para Marte, e já recebeu pré-inscrições de mais de 200 mil pessoas um pouco por todo o mundo.

«Essas experiências vão levar à destruição de quem as tentar», e por isso deviam ser feitas com animais, e não com pessoas, considerou o responsável islâmico, explicando que na base do decreto está uma passagem do Alcorão que diz que o crente «não deve lançar-se pelas suas próprias mãos na perdição».

 

Esta notícia surge depois de Abdullah al-Zahrani, um ex-piloto militar saudita de 36 anos ter manifestado publicamente em Setembro a vontade de integrar a equipa que supostamente viajará até Marte em 2023. No total dos candidatos ao projecto Mars One, 477 são cidadãos sauditas sendo que apenas 6 foram aceites para intregar o projecto.

 

(fontes: TVI Online e Arab News)

Qual é a situação jurídica dos astronautas no espaço exterior, e eles podem ser detidos se aterrarem em território estrangeiro?

Outubro 30, 2013

Vera Gomes

 

Em termos do Tratado do Espaço Exterior, os Estados que registram o lançamento de um objecto para o espaço exterior manterá a jurisdição e controlo sobre esse mesmo objeto, e também sobre as pessoas que viagem também até ao espaço ou corpo celestial.


Portanto, salvo acordo em contrário dos Estados (por exemplo, no caso de projectos conjuntos) a tripulação da nave espacial no espaço exterior estão sujeitos às leis do Estado que efectuou registro. Além disso, o Tratado do Espaço Exterior e do Acordo de Resgate prevêm que os astronautas devem ser considerados como os "mensageiros da humanidade no espaço", e será prestada toda a assistência possível em caso de acidente, angústia ou  aterragem de emergência. Também é requerido que astronautas que  aterrem ou sejam encontrados em território estrangeiro ou alto mar , sejam segura e prontamente devolvidos aos representantes de sua autoridade de lançamento ou estado de registro.

Portugal melhora a segurança nos aeroportos

Outubro 29, 2013

Vera Gomes

 

 

O EGNOS vai aprimorar a navegação por satélite <br> através do GPS (clique para ampliar)

 

 

 

 

O ESSP e a NAV Portugal assinaram um Acordo de Trabalho EGNOS (EWA) como um passo fundamental para a implementação de procedimentos de aproximação baseados em EGNOS (procedimentos LPV ) nos aeroportos portugueses.
 
A assinatura do acordo ocorreu no final de Setembro pelo presidente PEE Dirk Werquin e NAV Portugal Presidente, Luis Ottolini Coimbra.
 
O Acordo de Trabalho EGNOS formaliza as modalidades técnicas e operacionais entre ESSP, o prestador de serviços EGNOS e a NAV Portugal, a fim de apoiar a introdução operacional e uso de EGNOS LPV (Performance Localizer com orientação vertical) nas abordagens em Portugal.


A partir de agora, a NAV pode publicar procedimentos baseados no EGNOS que irão melhorar a segurança, acessibilidade e eficiência para os pilotos e operadores nos aeroportos portugueses.
 
O EGNOS oferece uma alternativa de custo eficaz para ILS CAT I, oferecendo um desempenho similar, e é gratuito.
 
"O uso do EGNOS para procedimentos de aproximação LPV já é uma realidade na Europa " afirmou  Werquin, "e nós, como o prestador de serviços EGNOS , temos orgulho que os aeroportos em Portugal irão beneficiar do serviço EGNOS , como já ocorre noutros países europeus com acordos EWA assinados ".


Podem saber mais sobre este assunto aqui e aqui.

O que é o EGNOS?

Outubro 28, 2013

Vera Gomes



 

O EGNOS trata-se de um serviço gratuito e é "o primeiro contributo da Europa para a navegação por satélite”, afirma a Comissão Europeia. É um precursor do Galileo, o sistema mundial de navegação por satélite que a União Europeia (UE) está a desenvolver.

Este sistema complementar aumenta a precisão dos sinais de navegação por satélite na Europa, sendo que a exactidão dos actuais sinais GPS passa de dez para dois metros.

O sistema é composto por vários "transponders", instalados em três satélites geoestacionários, e por uma rede terrestre com cerca de 40 estações de posicionamento e quatro centros de controlo, todos interligados. A área de cobertura do EGNOS inclui a maior parte dos países europeus e o sistema tem capacidade incorporada para cobrir outras regiões, como o Norte de África e os países vizinhos da UE.

O serviço aberto é acessível a qualquer utilizador equipado com um receptor compatível com GPS/SBAS dentro da área de cobertura do EGNOS, sendo que a maioria dos receptores actualmente vendidos na Europa satisfaz este requisito.

Bruxelas assegura que o sistema pode servir de suporte a novas aplicações em diversos sectores, como na agricultura, para a aplicação de fertilizantes com elevada precisão, ou então nos transportes, para as portagens rodoviárias automáticas ou os sistemas de seguro pago por utilização.

 

O EGNOS foi disponibilizado em sinal aberto em Outubro de 2009, para operações de navegação em que não havia vidas em risco, tais como a orientação pessoal, o seguimento de mercadorias ou a agricultura de precisão.

 

Depois de um minucioso processo de verificação e certificação, o serviço safety-of-life do EGNOS foi declarado operacional e pronto para a aviação civil europeia.

«Estamos muito orgulhosos da grande dedicação que a ESA dedicou ao EGNOS e muito satisfeitos por agora poder ser utilizado nos fins para que foi desenhado», disse Philippe Michel, responsável da ESA pelo projecto EGNOS.

 

«Pela primeira vez, graças ao EGNOS, é possível seguir uma orientação por satélite quer no domínio vertical quer no horizontal,» explicou Francisco Salabert da Eurocontrol.

 

"O EGNOS oferece à indústria de aviação a possibilidade de fazer aproximações verticais a aeroport

os pequenos, onde um sistema convencional de aterragem de precisão não é hoje em dia economicamente viável. A sua introdução vai diminuir os atrasos e os cancelamentos de voos, aumentando a segurança dos passageiros.»

 

Para que o EGNOS possa ser usado em aproximações, os fornecedores de serviços de navegação aérea devem introduzir novos procedimentos, os aviões têm de estar equipados com receptores certificados e os operadores têm de estar certificados para a utilização do serviço.

 

«A Eurocontrol está a coordenar a introdução do EGNOS na Europa,» acrescentou Francisco Salabert. «Já foram desenhados procedimentos de aproximação em vários aeroportos e heliportos e outros irão juntar-se à lista. Quanto às companhias de aviação, estamos a apoiar os primeiros a adoptar o sistema – chamamos-lhes os pioneiros do EGNOS»

Depois de seis anos de operações, o WAAS, o equivalente americano do EGNOS, está a ser usado por mais de 40 mil aviões, com mais de dois mil procedimentos registados.

 

 

 

Com 15 anos de desenvolvimento, o EGNOS é o resultado de um acordo tripartido entre a ESA, a Comissão Europeia e a Eurocontrol.

 

Como gestor primeiro do programa EGNOS, a ESA desenhou, certificou e contratou o desenvolvimento do sistema a um consórcio dirigido pela francesa Thales Alenia Space. A gestão global do programa passou para a Comissão Europeia em 2009. A gestão diária do sistema é feita pelo European Satellite Service Provider (ESSP), com base em Toulouse.

 

Cumprir os requisitos de segurança da aviação civil, estabelecidos pela Eurocontrol, foi um grande desafio para o serviço safety-of-life do EGNOS.

A ESA produziu grande parte da documentação técnica necessária à certificação de segurança formal, enquanto a Eurocontrol conduziu monitorizações independentes do desempenho do EGNOS.

 

O sistema final apresenta um elevado grau de robustez. Está garantido um nível mínimo de precisão no sinal do EGNOS, com uma taxa de erro de um para dez milhões. No caso de a fiabilidade descer abaixo deste nível, os utilizadores do sistema são alertados dentro de seis segundos.

 

A ESA está agora a actuar como contratante, pela Comissão Europeia, para as principais alterações no sistema EGNOS durante o seu tempo de vida útil. E prepara também, em conjunto coma Comissão Europeia, a próxima geração de EGNOS, esperada para 2020.

 

Mais informações sobre este tópico aqui, aqui e aqui.

Combater asteróides: a nova missão espacial para a Rússia

Outubro 24, 2013

Vera Gomes

Asteroid_protect

 

 

A agência espacial russa tem uma nova missão: combater asteróides.

 

Oleg Ostapenko, o director da ROSCOSMOS, afirmou que em reuniões com a Academia Russa de Ciências  foi discutido o projecto. "Ë um tópico interessante" afirmou.

 

Detectar e comabter ameaças de asteróides é uma tarefa complexa que também requer um grande esforço de trabalho de equipa com as forças de defesa aeroespaciais russas.

 

O anuncio surge após a descoberta na semana passada de um asteróide com 410 metros de largura que poderá colidir com a Terra em 2032, naquilo que o Ministro Dmitry Rogozin classificou como sendo "uma super-tarefa para a nossa indústria espacial".

 

 

Podem ler mais sobre este anúncio aqui.

UE e Israel cooperam

Outubro 24, 2013

Vera Gomes

 

 

A União Europeia (UE) e Israel assinaram um acordo de cooperação na área de navegação por satélite.


A Agência Espacial de Israel assinou na passada segunda-feira o seu primeiro acordo de cooperação com a União Europeia no domínio da navegação por satélite.


O acordo GNSS foi assinado pela UE e pela Agência Espacial israelita, que está sob alçada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Espaço em Jerusalém.


O acordo permitirá que os académicos e indústrias israelitas participem em projetos de navegação por satélite com os seus homólogos europeus.

Este acordo abre o caminho para dar legitimidade e acesso à indústria israelita, institutos de pesquisa e universidades no campo de espaço para cooperar directamente com os seus homólogos da União Europeia e para obter pesquisa bi-nacional e orçamento para actividades de desenvolvimento.
Especificamente, Israel terá a oportunidade de, no futuro, prestar serviços e fornecer peças para satélites de navegação da série Galileo, desenvolver aplicações de navegação e integrar-se em projectos de investigação na área de aplicações de navegação por satélite, bem como a troca de know- how.


Nos próximos anos, os satélites do Galileo se tornar-se-ão ativos, juntamente com os novos sistemas de navegação baseados em terra desenvolvidos na Europa, que trabalham em conjunto com os sistemas de veteranos desenvolvidos pelos EUA e pela Rússia .

 
Podem ler mais sobre este assunto aqui e aqui.

Os Tratados controlam actividades espaciais dos Estados. E as empresas privadas e entidades não governamentais?

Outubro 23, 2013

Vera Gomes

 

 

 

 

O Tratado do Espaço estipula que os Estados Partes do Tratado deverão assumir a responsabilidade internacional pelas suas actividades nacionais no espaço exterior, incluindo a Lua e outros corpos celestes, quer seja se tais actividades sejam realizadas por agências governamentais ou entidades não-governamentais, e por forma a assegurar que as actividades nacionais sejam efetuadas em conformidade com as disposições previstas no Tratado.

 

O Tratado afirma ainda que as actividades de entidades não-governamentais no espaço exterior, incluindo a Lua e outros corpos celestes devem requerer autorização e fiscalização constante por parte do Estado-Parte.

A politica espacial Chinesa

Outubro 22, 2013

Vera Gomes

 

 

 

 

Acabei de ler o melhor livro que li até hoje sobre a história da politica espacial chinesa. Este livro descreve a politica espacial chinesa desde o fim da Segunda Guerra Mundial até à actualidade, explicando também como as ambições chinesas e a interacção entre politica, economia e tecnologia. Aborda ainda o impacto do programa espacial chinês com outras potências espaciais, como os EUA e a URSS/ Rússia. 

 

Roger Handberg, um dos autores, é professor de Ciência Política na Universidade da Florida. A sua epsquisa centra-se sobretudo em politica espacial, politida de defesa, direito americano e direito comparado, e ainda ciência política e opinião pública. O seu trabalho aparece em 6 livros, 145 artigos e mais de 130 artigos académicos. 

 

Podem ler o livro no Google Books aqui

 

A ESA por Edgar Martins

Outubro 21, 2013

Vera Gomes

 

 

 

Edgar Martins, um apaixonado por temáticas espaciais, convenceu a ESA a ceder-lhe acesso exclusivo às instalações da Agência Espacial Europeia. O resultado deste acesso, deu origem a um trabalho fotográfico intitulado "O ensaio do Espaço & a Impossibilidade Poética de Gerir o Infinito". "Grande parte do meu trabalho tem sido orientado por querer compreender as coisas que não são totalmente compreendidas", explica Edgar Martins" eu penso que entender o Espaço provavelmente dá-nos um bocadinho mais de conhecimento acerca de nós próprios".

 

 

Podem ler mais sobre este trabalho no site do Edgar Martins aqui e ainda a reportagem publicada no New York Times sobre este trabalho do fotógrafo aqui.

 

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