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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Letónia poderá ser o primeiro país da UE a recusar aderir à ESA

Novembro 21, 2013

Vera Gomes

 

Letónia pode tornar-se o primeiro país da UE a recusar o acordo com a Agência Espacial Europeia. Tal afirmação foi feita por Ivars Eglājs, presidente do conselho de Ventspils cidade Hi-Tech Park.

 

Ele tem esperança que o dinheiro necessário para a Letónia para se tornar o novo parceiro da Agência Espacial Europeia seja encontrado no orçamento. Tornar-se  membro da Agência permitirá que as empresas, institutos e universidades a participar em concursos da Agência.

 

Já tinha escrito sobre a adesão da Letónia à ESA aqui.

O espaço e a cultura científica

Novembro 20, 2013

Vera Gomes





A Ciência Viva convida à participação no evento O Espaço e a Cultura Científica no Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva dia 29 de Novembro às 16h


A propósito da reedição do livro Como Respiram os Astronautas, da Colecção Ciência Aberta da Gradiva, Manuel Paiva e Carlos Fiolhais debatem com o público O Espaço e a Cultura Científica. O evento é dedicado a estudantes do ensino secundário e a todo o público interessado pelo Espaço. Esta conversa está integrada na programação da European Space Expo em Lisboa. 

Devido ao número limitado de lugares do auditório é necessária inscrição prévia. Caso seja professor pode inscrever-se com a sua turma ou participar individualmente. Para se inscrever aceda à página da Ciência Viva

Parabéns Estação Espacial Internacional!

Novembro 20, 2013

Vera Gomes

 

 

 

Celebra-se esta quarta-feira o aniversário do lançamento da Estação Espacial Internacional, ou melhor, do seu primeiro módulo – Zaria – um bloco funcional russo. Módulo a módulo, em mais de 40 missões já realizadas, tem-se construído a estação espacial ao longo dos últimos 15 anos, porque não havia foguetão com potência suficiente para lançar no espaço um objecto com 400 toneladas e tão grande como um campo de futebol.

 

A Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) é o maior programa de cooperação internacional para o desenvolvimento da ciência e da tecnologia, e conta com a participação de cinco agências espaciais: a europeia (ESA), a canadiana (CSA), a norte-americana (NASA), a japonesa (JAXA) e a russa (Roscosmos).

 

O módulo russo foi utilizado como fonte de energia e armazenamento nas fases iniciais da montagem da ISS. O nome russo atribuído, Zaria, significa amanhecer, como um bom presságio para uma nova era da cooperação espacial que conta com a colaboração de 14 países, dez dos quais pertencem à ESA (Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Holanda, Itália, Noruega, Suécia e Suíça).

 

Habitada em permanência por seis astronautas, a ISS dá 16 voltas àTerra em cada dia, a uma velocidade de 27.700 quilómetros por hora. Tem como objectivo estudar a Terra e o seu clima, o Sol e as suas características, as partículas e as radiações do Universo, além de permitir muitas outras experiências em ambiente de microgravidade, enquanto anda em redor do planeta a uma altura de 320 quilómetros.

 

A ISS foi crescendo à medida que os módulos foram sendo acrescentados, como o laboratório Columbus, em 2008 – a maior contribuição da ESA. Neste laboratório, é possível fazer cultura de tecidos vivos, estudar o comportamento de líquidos na ausência de gravidade, verificar os efeitos da microgravidade no corpo humano ou analisar as propriedades dos metais. Para 2015 está previsto o lançamento de um módulo laboratorial multidisciplinar com um braço robótico acoplado, pela Roscosmos.

 

Ainda da responsabilidade da ESA é, desde 2008, o abastecimento da estação espacial com alimentos, água, ar, combustível ou outros materiais, assim como, a recolha de todos os desperdícios produzidos. Estes cargueiros espaciais carregam oito toneladas de mantimentos e, depois de seis meses acoplados à ISS, regressam à Terra com mais de seis toneladas de lixo. Ardem assim que entram na atmosfera terrestre.

 

O custo previsto para a ISS, desde o início da sua concepção até ao fim dos seus dias, previstos para 2028, é de 100.000 milhões de euros, 8000 milhões dos quais serão suportados pelos dez países da ESA envolvidos no projecto. Contas feitas, no final deste programa a ESA terá gasto o equivalente a um euro ao ano por cada cidadão europeu.

 

Para festejar o aniversário da Estação Espacial Internacional ninguém precisa de gastar um euro sequer, mas de contribuir no Twitter (usando a “hashtag” #ISS15) ou no Google+ com fotografias, ideias ou histórias.

 

 

(in Publico)

Quem possui satélites e outros objectos espaciais que, inadvertidamente, retornem à Terra ou fiquem "perdidos" no espaço sideral? Pode pedir que qualquer outra pessoa capaz os salvem?

Novembro 20, 2013

Vera Gomes





O Tratado do Espaço Exterior afirma que a posse de objectos lançados para o espaço exterior, incluindo os objectos colocados ou construídos num corpo celestial, e dos seus componentes, não é afetado pela sua presença no espaço ou num corpo celeste ou pelo seu regresso à Terra.


Por outras palavras, satélites e outros objectos espaciais permanecem propriedade dos seus proprietários originais, independentemente da sua localização. O Tratado do Espaço Exterior e do Acordo de Resgate prevêm expressamente o retorno de todos os objectos espaciais ou das suas partes componentes à sua autoridade de lançamento original ou estado de registro, se forem descobertos ou recuperados em território estrangeiro ou em alto-mar.

Rússia: as suas capacidades militares e espaciais

Novembro 19, 2013

Vera Gomes

 

 

 

 

George Marshall Institute publicou recentemente no seu website, um artigo sobre as politicas nacionais de segurança espaciais e programa espacial da Rússia.


Este artigo surge numa altura em que a Rússia está a mudar a sua organização governamental na área do espaço e a assumir novos rumos no seu programa espacial. Este artigo, intitulado "Russian Federation’s Approach to Military Space and Its Military Space Capabilities" descreve as motivações, planos e capacidades russas.

 

A autora, Jana Honkova, realça que "enquanto a Russia quer seguir um programa de exploração espacial bastante ambicioso, o valor militar no seu programa espacial continua a ser uma herança dos tempos da União Soviética".

Honloka afirma que a Rússia vê os seus investimentos e capacidades militares espaciais em relação aos Estados Unidos. Ao fazer a sua pesquisa, a autora verificou que "embora as diferenças entre a abordagem da Rússia e dos EUA para a maioria dos problemas da política internacional, a abordagem dos dois estados para o espaço militar é surpreendentemente congruente. Os Estados Unidos e a Rússia concordam em primeiro lugar, na compreensão da importância dos recursos espaciais na guerra contemporânea, em segundo lugar , com o desejo de assegurar um acesso independente ao espaço, e em terceiro lugar, como desejo de assegurar o uso tranquilo dos bens espaciais.

 

Podem ler o artigo completo aqui.

 

Honkova é também autora do estudo sobre os invesimentos russos nos missies balisticos de defesa: Current Developments in Russia’s Ballistic Missile Defense, April 2013)

Reino Unido precisa de programa espacial nacional

Novembro 18, 2013

Vera Gomes

George Osborne

 

 

A BBC publicou uma noticia sobre um estudo que foi realizado com o plano de acção a partir de 2014 na área do Espaço no Reino Unido.

 

O sector espacial do Reino Unido alcançou bastantes progressos dos últimos anos, mas agora precisa de um programa espacial nacional definido e devidamente financiado, diz o relatório.

É uma das mensagens-chave que sai desta análise, sendo que no Reino Unido a indústria espacial que tem vindo a crescer a uma média de mais de 7% ao ano, mesmo durante a recessão.

O Espaço Inovação e Estratégia de Crescimento (IGS) estabelece um plano para impulsionar as exportações de £2 bilhões para  £25 bilhões por ano até 2030.

Mas para conseguir isso, diz o relatório, o apoio do Estado deve ser mais coerente.

A maior parte do orçamento espacial civil no Reino Unido (cerca de £300m) é  gasto em programas organizados pela Agência Espacial Europeia. Um valor muito pequenoé gasto em iniciativas exclusivamente nacionais, e muitas vezes esse dinheiro é entregue para apoiar projetos especiais apenas a uma empresa/ centro investigação - como os £60m que em Junho foram anunciados para o motor de foguete Sabre que está a ser desenvolvido pela Reaction Engines Ltd.

Em constraste, a Alemanha, França e Itália - os outros principais jogadores espaciais na Europa - têm programas nacionais robustos para além da sua participação ESA.

O relatório da IGS estabelece um Plano de Acção para Crescimento  na área do espaço que acredita que poderá conduzir a um ambiente próspero para os negócios na área do espaço no Reino Unido - especialmente para as pequenas e médias empresas, ou PME.

Podem ler o relatório completo aqui e a noticia da BBC aqui.

Primeiro voo do sucessor do vaivém dará umas voltas à Lua em 2014

Novembro 14, 2013

Vera Gomes

 

 

 

 

Com o fim dos vaivéns, os Estados Unidos vão pôr astronautas no espaço com uma cápsula, montada num foguetão.

 

O primeiro voo não tripulado da cápsula espacial norte-americana Orion, sucessora do vaivém espacial e que será capaz de transportar astronautas para lá da órbita terrestre, está marcado para Setembro de 2014, acaba de indicar a agência espacial NASA.

 

“Atingiram-se grandes progressos no programa Orion, o que permite fazer um voo de ensaio da cápsula em Setembro de 2014”, tal como já estava previsto, informou durante uma mesa-redonda William Gerstenmaier, administrador adjunto da NASA encarregue da exploração espacial tripulada.

 

Lançada da base aérea de Cabo Canaveral, na Florida, a Orion, que não transportará nenhum astronauta antes de 2021, efectuará duas voltas à Terra antes de amortecer um regresso em grande velocidade na atmosfera terrestre.

 

Este voo visa sobretudo testar o escudo térmico da nave, com quase nove toneladas, e o sistema de pára-quedas para a sua amaragem prevista no oceano Pacífico, ao largo da Califórnia, acrescentou o administrador adjunto da agência espacial norte-americana.

Para este primeiro voo, a Orion será lançada por um foguetão Delta IV, uma vez que o seu veículo de lançamento – o Space Launch System, ou SLS – ainda não estará pronto nessa altura. Ainda assim, William Gerstenmaier refere que “grandes progressos foram feitos em pouco tempo” no SLS, “que está pronto em 70%”.


Ensaios à volta da Lua

Em Julho de 2011, o emblemático programa dos vaivéns, que teve o voo inaugural em 1981, chegava ao fim, com o último voo de um destes veículos. A frota de vaivéns norte-americana reformava-se, uma decisão justificada pelos custos elevados de operação dos vaivéns e pelas opções estratégias para o espaço dos Estados Unidos. Com os olhos postos na Lua e mais além, a NASA precisava de canalizar verbas para as novas aventuras. Só que a reforma dos vaivéns deixou os Estados Unidos sem meios próprios de pôr astronautas no espaço e dependentes dos veículos da Rússia.

 

A Orion poderá transportar quatro a seis astronautas. Será lançada no espaço pelo SLS pela primeira vez em 2017, numa missão à volta da Lua: também num voo não tripulado nessa estreia, a cápsula será colocada numa órbita que ficará 75 mil quilómetros acima da superfície lunar, para um voo de 21 dias destinado a testar, em particular, o novo foguetão pesado SLS, de 70 toneladas, com vista a missões tripuladas para lá da órbita da Terra.

 

Esta órbita tem a particularidade de ser muito estável, uma vez que os objectos podem permanecer aí durante um século sem perderem altitude ou caírem, especificou William Gerstenmaier. “Vamos levar a Orion para esta região à volta da Lua e ver como poderemos utilizar a gravidade da Lua para a colocar nessa órbita e depois tirá-la de lá para a trazer de volta à Terra”, explicou. “Começaremos a funcionar no espaço assim e a utilizar a gravidade da Lua para ir em direcção a diferentes destinos no sistema solar.”

 

Para esta órbita, a NASA encara a hipótese de capturar e arrastar um asteróide de 500 toneladas, que a agência espacial está a planear ir apanhar longe com uma nave automática na década de 2020. Quando este asteróide tiver chegado à órbita da Lua, disse o administrador adjunto da NASA, astronautas a bordo da Orion poderão ir estudá-lo em missões de 21 dias.

 

(in Publico)

Os Estados são responsáveis pelos estragos que possam ser causados pelos objectos espaciais no espaço exterior ou na Terra?

Novembro 13, 2013

Vera Gomes

 


De acordo com o Tratado do Espaço Exterior e da Convenção sobre a Responsabilidade, os Estados Partes que o lancem ou contratem o  lançamento de um objeto para o espaço, ou de cujo território ou instalações o objeto é lançado, são internacionalmente responsáveis pelos danos causados por esse objeto ou pelas suas partes componentes.


Estes danos incluem perda de vidas, danos pessoais ou outro prejuízo para a saúde, ou perda ou dano na propriedade dos Estados ou de pessoas, naturais ou jurídicas (ou seja, empresas, etc), ou de organizações internacionais.


A Convenção sobre a Responsabilidade prevê danos sofridos na superfície da Terra, na aeronave em vôo, e em outros objetos espaciais ou  pessoas e ainda em bens noutros objetos espaciais.

Seguros para turistas espaciais

Novembro 12, 2013

Vera Gomes

 

 

Para os turistas, viagens espaciais representa uma fronteira inexplorada e excitante. Para as seguradores, a possibilidade de assegurar viagens espaciais comerciais apresenta-se como sendo uma grande oportunidade, mas também rodeada de grande incerteza.

 

Empresas como a Space X e a Virgin Galactic têm avançado e desenvolvido propostas para tornar o turismo espacial uma realidade de massas. Se a Space X e a Virgin Galactic tiverem sucesso, precisarão de também oferecer seguros. Como os voos espaciais são algo novo e recente, as seguradoras têm problemas em calcular os riscos de seguro e os prémios.

 

John Kuo ecsreveu um artigo na Space Magazine sobre este tópico que vale a pena ler sobre este assunto.

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