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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

O Copernicus pode fazer por si?

Dezembro 16, 2013

Vera Gomes

Philip Brunet, Director de Departamento responsável pelo Copernicus na Comissao Europeia, deu uma entrevista sobre o programa Copernicus.Segundo Philip Brunet, o Copernicus trará investimento, desenvolvimento de novas competências e oportunidades para as Pequenas e Médias Empresas, um beneficio financeiro na ordem dos 30 biliões de euros até 2030, e a criação de 50 mil empregos.

 

Uma entrevista que vale a pena ouvir com atenção.

 

Missão lunar chinesa foi "um sucesso completo"

Dezembro 16, 2013

Vera Gomes

 

 

 

 

 

 

"Horas depois da alunagem, um veículo robotizado movido a energia solar, o "Yutu" (Coelho de Jade), saiu da sonda e às 23:42 de domingo (15:42 em Lisboa), quando se encontrava a nove metros da "Chang'e-3", começou a enviar para a terra as primeiras fotografias da superfície lunar.

 

As câmaras da "Chang'e-3" também fotografaram o "Yutu", que, tal como a sonda que o transportou até à lua, ostentava a bandeira da República Popular da China."

 

Agência Lusa

 

 

Foi a notícia do fim de semana! China alunou pela primeira vez e com sucesso!!! Aguarda-se com com alguma ansiedade, e o tempo dirá, se está aberta uma corrida à Lua. EUA, China, Índia serão certamente alguns dos protagonistas no que diz respeito à exploração lunar nos próximos anos.

 

Podem ler mais sobre este evento aqui e ler sobre o Soft Power que este projecto chinês representa e dá à China aqui.

Eliminar barreiras para a exploração comercial da Estação Espacial Internacional

Dezembro 13, 2013

Vera Gomes

 

 

 

 


Num editorial, a Space News insta os formuladores de políticas dos EUA a eliminar todas as barreiras possíveis para uso do sector privado à Estação Espacial Internacional.


"A Estação Espacial Internacional (ISS) foi alternativamente apresentada como um laboratório de testes para futuras missões de astronautas para destinos no espaço profundo e como um laboratório de pesquisa de microgravidade de classe mundial. Mas com as missões tripuladas a Marte - ou até mesmo um retorno de astronautas à Lua - bem além de qualquer horizonte orçamentário e planeamento realista, a ênfase deve ser na segunda. Isso significa, entre outras coisas, que o governo dos EUA, como o principal investidor na estação, deve fazer tudo o que for possível para incentivar a pesquisa do setor privado, a bordo do posto avançado."


Podem ler o editorial completo (em inglês) aqui.

Brasil perdeu um satélite

Dezembro 12, 2013

Vera Gomes

 

Ilustração de um satélite da série CBERS na órbita da Terra: lançamento tapa lacuna de quase 4 anos na capacidade do Brasil de produzir imagens da Terra desde o espaçoFoto: Divulgação/Inpe

 

 

Ilustração de um satélite da série CBERS na órbita da Terra

Divulgação/Inpe

 

O satélite Cbers-3 que ia a bordo de uma nave chinesa perdeu-se completamente na explosão verificada no lançador chinês.

 

Na minha opinião este incidente reflecte, infelizmente, a história do programa espacial brasileiro: muito boa vontade e motivação, mas incapacidade de concluir algo com sucesso. O Brasil apresenta um problema grave que sem o colmatar andará sempre a "reboque" de outros que é a falta de mão de obra especializada e um sector espacial consolidado.

 

Aquilo que temos assistido nas parcerias com a China é que a transferência de know how e tecnologia para o Brasil têm sido quase nulas. O Brasil celebrou algumas parcerias com centros de investigaçao e universidades europeias (já reportadas no Astropolitica). Contudo, o Brasil precisa de ir mais longe! Precisa de celebrar parcerias e cativar empresas na área espacial. Por exemplo, com empresas portuguesas porque têm a vantagem de ter a língua em comum além de parcerias governamentais já existentes que poderão facilitar a que sejam abertas filiais ou constituidos consórcios entre empresas brasileiras e portuguesas.  Aí sim, o tecido empresarial brasileiro poderá começar a formar-se de forma sólida e a ocorrer transmissão de know-how para o Brasil.

 

Poderão ler mais sobre o acidente com o satélite brasileiro e o lançador chinês aqui e aqui.

Horizonte 2020 lançado com 15 mil milhões de euros para os primeiros dois anos

Dezembro 11, 2013

Vera Gomes

 

 

 

 

 

 

A Comissão Europeia lançou hoje o primeiro conjunto de convites à apresentação de projetos no âmbito do Horizonte 2020, o programa-quadro de investigação e inovação da União Europeia, cujo orçamento se eleva a 80 mil milhões de euros. Contando com mais de 15 mil milhões de euros para os dois primeiros anos, o financiamento destina-se a contribuir para estimular uma economia europeia baseada no conhecimento e abordar questões que vão fazer a diferença na vida das pessoas. Este montante destina-se a doze áreas que serão objeto de medidas específicas em 2014-2015, incluindo temas como os cuidados de saúde personalizados, a segurança digital e as cidades inteligentes (ver MEMO/13/1122).

Máire Geoghegan-Quinn, Comissária europeia responsável pela Investigação, Inovação e Ciência, declarou a este respeito: «Está na hora de agir. O Horizonte 2020 é vital para o futuro da investigação e da inovação na Europa e vai contribuir para o crescimento, a criação de emprego e uma melhor qualidade de vida. Concebemos o Horizonte 2020 para produzir resultados e reduzimos a burocracia para facilitar a participação. Convido os investigadores, as universidades e as empresas, incluindo as PME, a participarem!»


Pela primeira vez, a Comissão indicou as prioridades de financiamento para este período de dois anos, proporcionando aos investigadores e às empresas uma maior certeza sobre a orientação da política de investigação da UE. A maioria dos convites previstos ao abrigo do orçamento de 2014 já está aberta à apresentação de candidaturas a partir de hoje, devendo seguir-se outros ao longo do ano. Só no orçamento de 2014, estão previstos cerca de 7,8 mil milhões de euros para estes convites, estando o financiamento centrado nos três grandes pilares do Horizonte 2020:


Excelência científica: cerca de 3 mil milhões de euros, incluindo 1,7 mil milhões de euros para subvenções do Conselho Europeu de Investigação destinadas a cientistas de topo e 800 milhões de euros para a atribuição de bolsas Marie Skłodowska-Curie a jovens investigadores (ver MEMO/13/1123).

 

Liderança industrial: 1,8 mil milhões de euros para apoiar a liderança industrial da Europa em domínios como as TIC, as nanotecnologias, as tecnologias de fabrico avançadas, a robótica, as biotecnologias e o espaço.

 

Desafios societais: 2,8 mil milhões de euros para projetos inovadores destinados a abordar os sete desafios societais do Horizonte 2020, a saber: saúde; bioeconomia agrícola e marítima; energia; transportes; ação climática, ambiente, eficiência na utilização dos recursos e matérias-primas; sociedades reflexivas e segurança.

 

Contexto


O Horizonte 2020 é o maior programa-quadro de sempre de investigação e inovação da UE, com um orçamento de sete anos no valor de quase 80 mil milhões de euros. A maioria do financiamento da investigação da UE é concedido com base em convites à apresentação de propostas concorrenciais, mas o orçamento inclui igualmente o financiamento do Centro Comum de Investigação, o serviço científico interno da Comissão Europeia, bem como do Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia e da investigação realizada no quadro do Tratado Euratom. Serão igualmente publicados convites à apresentação de propostas separados no âmbito de parcerias específicas com a indústria e com os Estados-Membros (ver IP/13/668). Em 2014, o orçamento de investigação da UE, incluindo estes elementos e as despesas administrativas, ascende a cerca de 9,3 mil milhões de euros, aumentando para cerca de 9,9 mil milhões de euros em 2015. O orçamento para 2015 dependerá da decisão sobre o orçamento anual de 2015.

 

As oportunidades de financiamento ao abrigo do Horizonte 2020 são estabelecidas nos programas de trabalho publicados no portal digital da UE para o financiamento da investigação, que foi redesenhado para assegurar procedimentos mais céleres e sem necessidade de papel. Os participantes também vão beneficiar de uma arquitetura simplificada do programa e do financiamento, com um conjunto único de regras e menos encargos de controlo financeiro e auditoria.

 

Os convites à apresentação de propostas de 2014-2015 incluem, neste período de dois anos, 500 milhões de euros destinados às pequenas e médias empresas inovadoras, através de um novo instrumento a favor das PME. Prevê-se que questões relativas ao género venham a ser contempladas em muitos dos projetos, estando previsto financiamento para continuar a estimular o debate sobre o papel da ciência na sociedade. Existem igualmente novas regras para tornar o «livre acesso» num requisito do Horizonte 2020, para que as publicações dos resultados dos projetos estejam gratuitamente acessíveis a todos.

 

 

Para mais informações:

MEMO/13/1085: Horizonte 2020 – o novo programa de investigação e inovação da UE


Sítio Web do Horizonte 2020

Portal dos participantes

O direito espacial e a exploração comercial do Espaço

Dezembro 11, 2013

Vera Gomes


A falta de um regime internacionalmente acordado para o desenvolvimento comercial da Lua e outros corpos celestes é sem dúvida a barreira mais significativa para o desenvolvimento comercial mais rápido além da órbita da Terra. Na Terra, os serviços são estruturados para atender às necessidades terrestres directos e encaixar de forma relativamente fácil dentro das práticas e definições de propriedade e direitos de propriedade comerciais estabelecidas. Grande parte da riqueza moderna resulta de direitos de propriedade intelectual. Sem sistemas eficazes para a gestão de patentes de inovação, o comércio/ indústria iria parar.

 

O espaço é um ambiente onde não existe formalmente a possibilidade de uma reivindicação de recursos. Um regime para o estabelecimento de reivindicações parece ser necessário, devido à probabilidade de disputas que vão aumentar rapidamente em resposta a pressões concorrenciais.


Muitos têm apontado para a necessidade de um regime internacional para permitir o desenvolvimento do espaço comercial. O Tratado de Lua era uma tentativa séria por parte da comunidade mundial para enfrentar a necessidade de um regime internacional de recursos espaciais com base em acordos alcançados anteriormente, como o Direito do Mar, e do conceito de património comum de toda a humanidade. O Tratado Lua foi negociado no contexto da divisão Norte-Sul marcada pela pobreza dos países em desenvolvimento que tiveram votos na ONU e o crescente poder das corporações multinacionais para controlar recursos económicos. Os constituintes americanos encararam o Tratado Lua como uma tomada de poder pelos países em desenvolvimento pobres para reivindicar recursos do espaço através do poder da burocracia da ONU visto que eles não têm os meios técnicos para o alcançar por conta própria.


A melhor e mais simples maneira é reconhecer que o Tratado Lua por aquilo que é: um quadro áspero que pode ser adaptado para atender às exigências do desenvolvimento espaço comercial com vista às prioridades não só das nações em desenvolvimento, mas também das principais potencias espaciais como os EUA, a Rússia, a China e a União Europeia.

Tudo isto poderá ser feito e alcançando através da criaçao de um organismo com a missão de implementar o Tratado de Lua de uma forma que estimula o desenvolvimento comercial rápido da Lua - o Lunar Development Corporation (LDC). A mera existência da LDC multiplicaria o valor das acções doutros empreendimentos espaciais comerciais com ambições para além da órbita da Terra. Como LDC assume um papel cada vez mais importante, o valor de empreendimentos espaciais comerciais no mercado irá aumentar, e por isso irá fazer sentido para os investidores de longo prazo investir para aumentar a capacidade da LDC para melhorar simultaneamente as perspectivas dos seus outros investimentos espaciais comerciais.

A LDC pode ser estruturada como uma entidade com parte do seu capital de fontes privadas e o resto dos países que ratificaram o Tratado da Lua. O Tratado Lua está claramente em vigor apenas para os países que o ratificaram. No entanto, como Michael Lister aponta num artigo, o tratado ainda não foi testado em tribunal, apesar de cada país adicional que ratifique o Tratado aumnente a força do Tratado como um acto internacional juridicamente vinculativo.


O Conselho de Administração da LDC pode ser selecionado a partir dos interesses equilibrados de Estados ratificantes e investidores privados. Talvez, inicialmente, o conselho de administração possa incluir representantes de todos os países que ratificaram o Tratado da Lua a partir da data da organização formal da LDC, com outros membros posteriores unindo e ganhandoo seu lugar no Conselho de Administração com base na sua contribuição de capital ou outros critérios, conforme apropriado. Uma segunda estrutura com poder de veto, com base no voto da maioria, poderia ser estruturado de forma a incluir representantes de todos os países membros. Esta estrutura iria encorajar os investidores privados a ter uma participação accionária na LDC, mas também a encorajar os países a comprar, de forma possam ter um lugar à mesa onde são tomadas as decisões sobre as políticas de desenvolvimento do espaço comercial.

Inicialmente , as funções de LDC poderiam incluir o seguinte :

-
Desenvolver e explorar a incubadora de empresas da Lua (s).

- Desenvolver as directrizes, políticas e mecanismos de determinação dee reivindicações de recursos na Lua e de resolução de litígios entre todos os credores. Somente as empresas fretados em países que ratificaram o Tratado Lua poderiam apresentar queixas legítimas para recursos na Lua.
- Formar o Gabinete de Reivindicações Lunares.

- Estabelecer um gabinete de Arbitragem para arbitrar entre as empresas que operam legitimamente na Lua para promover seus interesses comerciais .
-
Desenvolver as directrizes, políticas e mecanismos de determinação do pagamento de royalties para LDC da utilização da Lua e de seus recursos para o benefício comercial de empresas que operam legitimamente na lua.
-
Estabelecer o Fundo para o Desenvolvimento Espacial cujas receitas serão inicialmente provir de investimentos por parte das empresas e por países membros da LDC em virtude da ratificação do Tratado de Lua.. Após as receitas começarem a ser geradas por empresas que operam na Lua sob a estrutura da LDC, os pagamentos de royalties para LDC compreenderá uma parte crescente do Fundo para o Desenvolvimento Espacial.
-
Desenvolver as directrizes, políticas e mecanismos de alocação de verbas do Fundo para desenvolvimento de espaço para o funcionamento da LDC e de suas funções, tais como a Incubadora de Empresas (s ) da Lua, bem como promover os interesses de desenvolvimento do espaço de todos os signatários do Tratado da lua .




Chang'e-3 e o soft power chinês

Dezembro 10, 2013

Vera Gomes

 

 

 

 


O lançamento da Chang'e-3, e a sua cobertura mediática pelos meios de comunicação mundiais, destacaram o facto de que a China tem um programa espacial atraente, científica e tecnicamente sofisticado que poderá servir propósitos na área das relações internacionais. Foi uma demonstração daquilo a que o americano Joseph Nye se referiu como " soft power ": a capacidade de obrigar ou atrair as nações a fazer o que se quiser. O programa espacial chinês dá essa capacidade de atrair parceiros. O problema é algumas das outras actividades chinesas diminuiu a actractividade de possíveis parceiros.


A pessoa que forneceu o comentário da missão foi Xu Yansong da Organização de Cooperação Espacial Ásia-Pacífico (APSCO). O seu inglês foi quase impecável, e os seus comentários foram esclarecedores e no ponto. Como se vê, APSCO, formado no início de 1990, é na verdade uma organização chinesa liderada sede em Pequim. os seus membros incluem Paquistão, Bangladesh, Irão, Mongólia, Peru e Tailândia: potências espaciais não exactamente de primeira linha. APSCO é dedicado à "educação e formação", mas a sua existência demonstra aspirações da China para liderar outros países, para usar as suas capacidades espaciais como um método de influenciar seus vizinhos.


Isto não é incomum. Tanto o Japão como a Índia também criaram outras organizações similares que incluem parceiros menores. Em 1995, a Índia ajudou a criar o Centro de Ciência Espacial e Educação Tecnológica na Ásia e no Pacífico, também com componente educativa e foco em formação. Em 1993, o Japão formaou a Agência Espacial Fórum Ásia-Pacífico com foco principal na prestação de aviso prévio e coordenação para desastres naturais. Tem 20 membros, incluindo seis que também fazem parte do APSCO. Como o professor da Universidade de Fordham Asif Siddiqi ressaltou, num artigo "Uma corrida espacial asiática, Hype ou Realidade?" Estas organizações, que se sobrepõem um pouco nos seus membros e as suas funções, mas apesar de terem missões similares, não são idênticos, resultam do facto de que os poderes maiores da Ásia estão a tentar estabelecer as suas próprias bases de influência na região.


Usar o espaço para fins de relações internacionais remonta ao início dos anos 1960 e da Guerra Fria. Tanto os Estados Unidos como a União Soviética puseram astronautas dos seus países aliados no espaço. A experiência americana é longa e distinta, que data logo após laçamento do seu primeiro satélite e, em seguida, ofereceu-se para ajudar seus aliados a fazerem o mesmo, inicialmente com foguetes norte-americanos e mais tarde com os seus próprios. Os Estados Unidos iniciaram a cooperação espacial com a Grã-Bretanha, Canadá, Japão, Índia e outros países. Na década de 1970, os Estados Unidos incluíram a Europa no seu programa Space Shuttle, com nações europeias a construir Spacelab para a realização de missões de pesquisa no interior do compartimento de carga de transporte. No início de 1980, Ronald Reagan começou um programa para a estação espacial, que incluiu muitos aliados da NATO, bem como Japão. Na década de 1990 , o presidente Clinton mudou o programa da estação espacial num rumo diferente, usando-o como uma ferramenta para trazer a Rússia e para esta estreitar os laços com o Ocidente, e ainda para ajudar a estabilizar algumas das suas indústrias. Muitas vezes o custo e outras preocupações não foram o mais importante para estreitar os laços políticos com parceiros. Surpreendentemente, a administração Obama não procurou usar o voo espacial civil, como uma ferramenta internacional. Na verdade, o cancelamento da administração da cooperação com a Europa na exploração robótica de Marte, sobretudo uma decisão orçamental, tem tido o efeito oposto, levando a Europa a uma cooperação mais estreita com a Rússia e, talvez, China.




(artigo de Dwayne Day na Space Review parcialmente traduzido disponibilizado na totalidade aqui.)

Canadá anuncia medidas para reforçar o sector espacial

Dezembro 09, 2013

Vera Gomes



O Ministro da Indústria canadidano, anunciou hoje a resposta do Canadá às recomendações relacionadas com o espaço feitas após a Revisão do Programa e Politicas Aeroespacial e Espaço liderados pelo David Emerson.


O Ministro Moore fez o anúncio aos líderes da indústria espacial do Canadá durante o Fórum de Inovação Aeroespacial, em Montreal que decorreu no inicio da semana passada.


O sector espacial canadiano tem mais de 170 mil empregos egera mais de 27 biliões de doláres para a economia canadiana.


Entre as medidas previstas estão as seguintes:

- aumento do apoio ao Programa de Desenvolvimento de Tecnologias Espaciais;

- criação de um Conselho Consultivo para o Espaço composto por líderes da indústria e presidido pelo General (aposentado) Walter Natynczyk, , Presidente da Agência Espacial do Canadá;

- garantia de novas aquisições militares consistentes com as prioridades do Governo, de acordo com o relatório Tom Jenkins de 2012 sobre a alavancagem de aquisições de material militar;

- análise das oportunidade para o sector privado no âmbito das actividades da Agência Espacial do Canadá.



Podem ler mais sobre este assunto aqui.



O Sonho Americano

Dezembro 06, 2013

Vera Gomes

 

 

 



O governo chinês tem vindo a vender a ideia do "Sonho chinês. " Tem vendido à sua população o conceito de uma sociedade próspera e um futuro morderno, cheio de oportunidades. Isso soa muito familiar!


Contudo, os últimos anos podem ser bastante fácil perceber o que aconteceu ao tão almejado sonho americano: o rendimento médio das famílias tem vindo a diminuir à mais de uma década, os licenciados têm dificuldades em encontrar emprego, a população está envelhecida. Com este cenário de fundo, a NASA tem recebido uma fatia do orçamento federal cada vez mais pequena e o tem havido discórdia sobre como resolveros problemas do país (exemplo disso foi o shutdown do Governo norte-americano há uns meses).

A NASA  e o mundo do voo espacial, humano e robótico , não existe fora da realidade que o país enfrenta. Grande parte do mundo ocidental também enfrenta o mesmo tipo de estagnação económica, caracterizado por uma alta taxa de desemprego, especialmente entre os jovens. NASA enfrenta a mesma pressão financeira que afecta o governo federal em geral, assim como muitos indivíduos e organizações do sector privado. Se olharmos para para as sondagens que perguntam se as pessoas acreditam que os EUA estão no caminho certo, verifica-se que não é um dos perídos mais optimistas da história norte-americana. Essa mesma falta de optimismo sobre o futuro é uma das maiores razões para o que haja também uma falta optimismo para o futuro americano no espaço. Muitas pessoas comentando em sites da especialida, expressam o seu pessimismo sobre o futuro dos voos espaciais tripulados da NASA.


O século XX foi muitas vezes referido como sendo o Século Americano. De facto, foi o século dos Estados Unidos cresceu para se tornar militarmente proeminente no mundo, o poder económico, tecnológico, cultural e do espaço.


(partes retiradas do artigo escrito Eric R. Hedman na Space Review e que podem ler na integra aqui. )

Corrida à Lua?

Dezembro 05, 2013

Vera Gomes

 

 

 

 

 

A China lançou no passado Domingo o seu rover Chang'-e-3 para a Lu onde deverà alunar no próximo dia 14. 

 

Se tudo correr bem, será a primeira nave espacial a fazer um alunagem na Lua em quase quatro décadas. Embora o Rover tenha um conjunto de instrumentos científicos modesto. A China está a ir para uma região inexplorada da Lua e, portanto, irá obter dados novos e, sem dúvida interessantes.


Chang'e-3 não estará sozinho. NASA tem actualmente dois Lunar Reconnaissance Orbiter e LADEE - a orbitar a Lua. Mas, embora a NASA também tenha várias outras possíveis missões lunares que poderia começar a construir dentro da próxima década, é improvável que uma sonda da NASA se junte aos chineses na superfície lunar por muitos anos vindouros.


Sobre ste tópico, a Space Review desta semana tem um interessantíssimo artigo aqui onde podem ler mais sobre o assunto.

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