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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Os EUA anuncia planos para estender a vida útil da ISS até pelo menos 2024. Será que os seus parceiros internacionais seguirão o exemplo?

Janeiro 17, 2014

Vera Gomes

 

 

 

 

Na semana passada, a Casa Branca e a NASA anunciaram que os EUA querem operar a Estação Espacial Internacional pelo menos até 2024, quatro anos mais tarde do que o previsto anteriormente.

 

Jeff Foust comenta a reação a esses planos, tanto nos EUA como entre os parceiros internacionais, que ainda têm de concordar com essa extensão.

Porquê os ecologistas deveriam ser pró-espaço

Janeiro 16, 2014

Vera Gomes

 

STS-135 SSME ignition

 

 

 

Um recente editorial no Wall Street Journal criticou o turismo espacial por ser prejudicial ao meio ambiente, com uma pegada de carbono por pessoa muito maior do que a da aviação comercial.

 

Joe Mascaro escreveu um artigo bastante interessante, em tom de resposta ao editoral, onde defende que os ambientalistas devem realmente abraçar as oportunidades crescentes de vôo espacial comercial. Entre os argumentos apresentados por Joe Mascaro, está aquele que defende que as inovações adjacentes à exploração espacial ajudarão a salvar a Terra.

 

José Mascaro é um escritor, doutorado em Ecologia, e Ciência e Tecnologia, e membro da Associação Americana para o Avanço da Ciência.

A década internacional da Lua

Janeiro 15, 2014

Vera Gomes

 

Lunar ISRU device

 

 

 

 

À medida que mais nações e empresas mostram interesse em ir à Lua e fazer uso de seus recursos, um regime de governar de forma eficaz o acesso a esses recursos pode ser necessários Vid Beldavs, na Space Review desta semana, discute uma proposta para estudar esses recursos e desenvolver tecnologias para acessá-los no âmbito de um tratado existente.

 

O artigo pode ser lido aqui.

Nave Cygnus chega à Estação Espacial Internacional

Janeiro 14, 2014

Vera Gomes

 

 

 

 

A primeira nave não tripulada Cygnus da Orbital Sciences Corporation chegou no Domingo à Estação Espacial Internacional, informou a Agência Espacial norte-americana (NASA).

 

De acordo com a NASA, a acoplagem da nave de carga que transportava o primeiro carregamento de mantimentos destinados ao posto espacial de investigação registou-se às 11:08.

Vêm do espaço os sinais que nos vão ajudar a medir as ondas do mar com precisão

Janeiro 13, 2014

Vera Gomes

 

 

 

 

 

 

Portugueses da empresa Deimos Engenharia ganharam financiamento europeu para desenvolver tecnologia que recorre aos sinais como os do GPS para fazer altimetria oceânica.

 

Todos nos lembramos das polémicas em torno das ondas gigantes da Nazaré. Desde que em 2011 o surfista australiano Garret McNamara bateu um recorde mundial, ao surfar numa massa de água de 30 metros de altura, que, a cada nova tentativa, se questiona a validade das medições das vagas. E na mesma semana em que o mar voltou a ser notícia pela força com que chegou a terra, uma empresa portuguesa de tecnologia espacial, a Deimos Engenharia venceu um concurso europeu e vai liderar um projecto para desenvolvimento de uma solução que recorre aos sinais semelhantes aos do GPS para fazer altimetria oceânica, à precisão do milímetro.

 

Durante o temporal desta semana, o investigador e especialista em Hidráulica da Universidade do Porto Veloso Gomes queixou-se, em declarações ao PÚBLICO, da dificuldade de obter dados em tempo real da altura das ondas – e de outros parâmetros, como o seu período de passagem. Estes são medidos por sondas chamadas ondógrafos, instalados em bóias, tecnologia bastante susceptível a avarias e outros problemas que a deixam inoperacional. No Instituto hidrográfico, o tenente Quaresma dos Santos assumiu, por exemplo, que a Marinha estava há um mês há espera que o mar permitisse colocar no lugar duas bóias que fazem medições na Nazaré.

 

Os problemas das actuais tecnologias – medição não muito fiável, inconstância por causa das condições do mar, e custos elevados de instalação e manutenção – são uma oportunidade para a Deimos Engenharia, uma empresa parceira da Agência Espacial Europeia que há algum tempo vem testando, no Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, uma alternativa com precisão milimétrica, independente das condições meteorológicas e bem mais barata. Em termos materiais, basta ter, grosso modo, um ou dois receptores de sinal de satélites dos vários sistemas de geoposicionamento global – o GPS, norte-americano, o chinês BeiDou, o russo Glonass e o europeu Galileu, e duas antenas bem afinadas. Uma para receber o sinal que vem directamente do céu e uma outra capaz de ler o sinal de satélite reflectido pelo mar.

 

A tecnologia GNSS-R (Reflectometria a partir de Sistemas de Satélites de Navegação Globais) está em franco desenvolvimento, e o seu uso na altimetria oceânica está já a ser testado pela Deimos no projecto SARGO, financiado pelo Quadro de referência Estratégico Nacional, numa parceria com o Instituto Hidrográfico, entidade que em Portugal gere os dispositivos colocados na costa, e os respectivos dados. O protótipo do SARGO tem sido colocado no Padrão dos descobrimentos, a 50 metros de altura, para sessões de medição das águas mais calmas do Tejo através de sinais do Galileu. Afinado, será capaz de medir, por exemplo, as ondas do canhão da Nazaré, explicou ao PÚBLICO um dos responsáveis pelo projecto, Nuno Catarino.

 

O actual Programa-Quadro de Investigação e Desenvolvimento financiará com 2,8 milhões de euros este trabalho de desenvolvimento da tecnologia GNSS-R para o Galileu, dando assim o aval ao projecto European GNSS-R Environment Monitoring ( E-GEM), coordenado pela Deimos Engenharia, que tem como parceiras dez entidades europeias: a Universidade Politécnica da Catalunha, o Conselho Superior de Investigações Científicas, a Universidade de Salamanca (ambos em Espanha), o Instituto Francês de Investigação e Exploração do Mar (Ifremer, em França), o Centro Nansen para o Ambiente e Detecção Remota e o Instituto de Investigação do Norte (Noruega), o Departamento de Engenharia Civil e Informática da Universidade de Roma Tor Vergata e o Departamento de Engenharia Electrónica e de Telecomunicações da Universidade La Sapienza (Itália), e o Centro de Investigação Alemão para as Geociências (Alemanha).

 

A utilização destes aparelhos não se esgotará nas ondas do mar. Nuno Catarino adianta que a mesma tecnologia pode ser usada para, por exemplo, medir quantidades de biomassa num terreno conjugando dados da reflexão dos sinais GNSS que tocam no solo com os daqueles que são reflectidos pela copa das árvores. Conhecendo-se o arvoredo em questão, e o seu desenvolvimento normal, conseguimos, matematicamente, calcular a massa de vegetação existente num dado lugar, explicou. Aliás, neste projecto financiado pela União Europeia, para além do desenvolvimento de um aparelho fixo, semelhante ao SARGO, está prevista a adaptação da tecnologia a um veículo aéreo não tripulado (os famosos drones) e a um micro-satélite que em 2015 será colocado numa órbita a 1200 quilómetros da superfície da Terra, bem abaixo dos 25 mil quilómetros a que estão os sistemas GNSS.

 

 

(in Público)

Virgin Galict cumpre calendário para voos em 2014

Janeiro 10, 2014

Vera Gomes

 

 

 

 

 

A Virgin Galactic está a assegurar o seu plano para colocar os primeiros passageiros para o voo suborbital em 2014, e espera ser empossada com uma licença de exploração pela Administração de Aviação Federal dos Estados Unidos durante o primeiro trimestre do ano.

A discursar numa conferência anual no Rutherford Appleton Laboratory em Harwell, perto de Oxford, o presidente-executivo George Whitesides também prometeu novidades iminentes sobre os planos da empresa para oferecer-lançamentos aéreos de satélites comerciais ou cargas científicas do final de 2015. A empresa, segundo ele, tem feito progressos significativos no foguete de combustível líquido que irá utilizar para o veículo Launcher One, e prometeu uma actualização "dentro de algumas semanas".

Whitesides também reiterou a promessa do chefe Richard Branson de iniciar as operações comerciais de passageiros em 2014, feita em outubro, logo após SpaceShipTwo da empresa ter feito o seu segundo voo motorizado, a partir de sua base de teste em Mojave, Califórnia.

 

Podem ler mais aqui.

Tecnologia e know-how português suportam missão da Agência Espacial Europeia

Janeiro 09, 2014

Vera Gomes

 

 

 

 

A Critical Software contribuiu com a sua tecnologia e com o seu know-how para a concretização da missão Global Astrometric Interferometer for Astrophysics, da Agência Espacial Europeia. 

 

O principal objectivo da missão Global Astrometric Interferometer for Astrophysics (Gaia) é construir o mapa mais completo e rigoroso do sistema solar. Trata-se de um mapa tridimensional da nossa galáxia, que será criado através do levantamento de 1% dos cerca de 100 mil milhões de estrelas existentes no Universo, de modo a permitir a revelação da composição, formação e evolução da galáxia.

 

Os instrumentos da missão Gaia vão fornecer medidas de velocidade radial e posicional com as precisões necessárias para produzir um censo estereoscópico e cinemático de cerca de mil milhões de estrelas da nossa galáxia e de todo o Grupo Local, valor que representa cerca de 1% da população estelar galáctica.

 

A tecnológica portuguesa participou em várias fases e projectos relacionados com o desenvolvimento e concretização da missão Gaia, destacando-se o trabalho realizado em estreita colaboração com a Agência Espacial Europeia (ESA) para avaliação e melhoria do Sistema de Controlo de Missão, que é responsável, entre outras acções, pelas operações de recepção de dados científicos e envio de comandos; pela monitorização de todos os parâmetros da missão; pelas operações de manutenção da órbita; pelas manobras de correcção da navegação; e por evitar que o satélite seja afectado por eclipses terrestres.

 

A Critical Software participou também na criação de um simulador de FPA (focal plane assembly), para gerar imagens iguais às que a missão Gaia vai captar. A validação da FPA foi executada contra as imagens de referência geradas pelo simulador desenvolvido, tendo em consideração o modelo de física do circuito CCD (charge coupled devices) e as características dos corpos celestes.

 

Os resultados do simulador serviram para consolidar a FPA, para as especificações CCD e para permitir a integração com o simulador de unidade de processamento de vídeo da sonda Gaia, apoiando assim a validação end-to-end de toda a cadeia de processamento de dados.

 

(in Semana Informática)

Eliminar barreira para a investigação comercial na Estação Espacial Internacional

Janeiro 08, 2014

Vera Gomes

 

 

 

 

 

 

 

A edição da Space News de 9 de Dezembro 2013, publicou um editorial que interessante sobre a eliminação de barreiras para que ocorra investigação comercial na Estação Espacial Internacional.

 

A Estação Espacial Internacional (ISS) foi alternativamente apresentada como uma camara de teste para futuras missões de astronautas para destinos no espaço profundo e ainda como um laboratório de pesquisa de microgravidade. Mas como as missões tripuladas a Marte - ou até mesmo um regresso de astronautas à Lua - está neste momento além de qualquer horizonte orçamental e planeamento realista, a ênfase deve ser na segunda opção: um laboratório de pesquisa. Isso significa, entre outras coisas, que o governo dos EUA, como o principal investidor na estação, deverá fazer tudo o que for possível para incentivar a pesquisa do sector privado a bordo da Estação Espacial. 

 

Infelizmente, não existe actualmente um desincentivo comercial na forma como resolver a incerteza sobre os direitos de propriedade intelectual sobre os dados e descobertas que resultem de pesquisa a bordo da Estação. Dado o tempo necessário para desenvolver e realizarexperiências a bordo da Estação, e o facto de que os parceiros internacionais não se comprometeram a operar a plataforma além de 2020, este problema - não importando se é mais percepção do que realidade - deverá ser resolvido o mais cedo possível. Se há factor que mais desencoraja o investimento do sector privado, em qualquer atividade, é a incerteza.

 

 

Podem ler o editorial completo, aqui.

Portugal: vão ser criados mapas de incêndios com imagens de satélite

Janeiro 07, 2014

Vera Gomes

 

 

 

 

 

A GMV ganhou um contrato junto do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas que prevê a produção de mapas das áreas ardidas nos últimos quatro anos em Portugal continental.

 

Os mapas vão ser produzidos a partir de imagens captadas pelos satélites Landsat 5, Landsat 7 e Landsat 8 em 2010, 2011, 2012 e 2013.

 

«Através das imagens de satélite serão delimitadas as cicatrizes de fogo em cada um dos anos de referência, através da identificação da resposta espetral específica que estas áreas apresentam nos diferentes comprimentos de onda registados pelos satélites Landsat», revela um comunicado da GMV.

 

O projeto, que vai ser levado a cabo pela equipa de Aplicações e Serviços de Deteção Remota que a GMV tem a operar em Portugal, tem por objetivo a produção de mapas de risco que poderão apoiar as atividades de planeamento ambiental e estratégias de combate a incêndios.

Ano 2014 para a NASA

Janeiro 06, 2014

Vera Gomes

 

 

 

 

 

No ano passado não foi particularmente excelente para a agência. Sim, é teve muitas coisas boas, incluindo a exploração científica de Marte, Saturno, outros planetas, e até os confins do sistema solar. Mas a agência também tem lutado para encontrar um rumo e está à procura de se contentar com os orçamentos cada vez mais reduzidos que têm sidoatribuidos. Os efeitos do sequestro e uma paralisação do governo minaram ainda mais a capacidade da NASA de executar todas as missões impressionantes previstas.

No mês passado, o escritório do Inspector-Geral da NASA, que verifica no financiamento e auditorias para da agência, divulgou um relatório sobre os nove maiores desafios que a NASA terá que enfrentar este ano. Estes desafios incluiam decidir se se deve ou não estender a vida útil da Estação Espacial Internacional (ISS) - que está prevista para a se "aposentar" em 2020 - por mais oito anos adicionais. Muitos investigadores gostariam de continuar a usar o ISS, mas a Nasa gostaria de usar esse dinheiro para começar a apoiar outros projectos.

Outros grandes desafios incluem assegurar um método para transportar os astronautas americanos para a ISS. A NASA actualmente depende dos lançadores russos, que são caros e sujeitos à relação, cada vez mais gelada, entre os EUA e a Rússia. A agência está ansiosa para o teste de vôo do Orion, a nova nave espacial tripulada, em Setembro, mas as tripulações humanas apenas iriam embarcar a partir de 2020. Uma empresa como a SpaceX, pode ser uma alternativa mais barata e melhor.

Em 2013, a NASA lançou um plano para capturar um asteróide e trazê-lo de volta à Terra, talvez o envio de astronautas para explorar sua superfície numa data futura. Mas a missão ainda não foi totalmente abraçada pela comunidade espacial, que se interroga sobre o valor de tal expedição. A NASA provavelmente vai libertar mais informações em 2014 sobre exactamente como pensa ir e sobre como realizar este projecto.

 

Podem ler mais sobre o ponto de situação da NASA e os projectos para 2014 aqui.

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