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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Economia espacial: como a fazer crescer

Maio 14, 2014

Vera Gomes

 

 

 

Tem havido boas notícias para o sector privado a exploração do espaço nas últimas semanas. A SpaceX, a empresa privada dirigida por Elon Musk, enviou a sua terceira missão não-tripulada de carga para a Estação Espacial Internacional e experimentou uma reentrada controlada do seu foguete Falcon 9 para um splashdown no Oceano Atlântico. Acresce ainda o protótipo reutilizável do Falcon 9R indica o progresso em direcção à meta da SpaceX de fazer os seus foguetes reutilizáveis ​​e faz desta forma que os custos de lançamento se reduzam substancialmente.

 

Embora seja uma boa notícia que a SpaceX e outras empresas estejam a fazer progressos no desenvolvimento das capacidades espaciais privadas, ainda há um papel importante para o governo desempenhar na construção de infra-estrutura, fazer ciência, e de estabelecer regras. Os direitos de propriedade são um dos itens que os especialistas alertam para que os governos dêem especial atenção. Isto poderá passar pela revisão do Tratado da Lua, por exemplo, especialmente se os projectos de exploração lunar avançarem. O turismo espacial também mostra tendências de uma rápida evolução o que traz ainda mais urgência de alterações legislativas por exemplo, quando à responsabilidade em caso de acidentes. Quando os intervenientes na exploração espacial deixaram de ser exclusivamente Estados e passaram a incluir empresas privadas, as regras existentes precisam de ser adaptadas e evoluir para fazer face a esta mudança no contexto da exploração espacial.

 

 

Kenneth Silber escreveu na Space Review um artigo que toca neste tópico e que vale a pena ler.

NASA prepara debaixo de água missão espacial para explorar asteróides

Maio 13, 2014

Vera Gomes

 

 

 

 

A NASA está a preparar uma missão que terá como objetivo a recolha de amostras de um asteróide e já começou a definir estratégias para a tarefa a realizar em 2020.

 

Stan Love e Steve Bowen são os astronautas que protagonizam uma experiência montada para ajudar os cientistas da NASA a recriar o ambiente sem gravidade que será encontrado na missão, de forma a poder prepará-la num cenário tão real quanto possível.

Um dos principais objetivos da missão será fazer a recolha de uma amostra limpa de um esteróide, que permite estudar as suas diferentes camadas e obter informações como a idade do sistema solar ou a forma como foi formado.

Os instrumentos usados para fazer a recolha de rochas, onde se inclui o martelo, não são os mais adequados para usar no espaço e em ambientes sem gravidade. Um dos objetivos dos testes agora realizados é precisamente trabalhar em novos instrumentos.

 

Os astronautas envolvidos na missão têm no currículo nove missões espaciais, onde estiveram 62 horas sem gravidade. No passado dia 9 de maio mergulharam na piscina do Neutral Buoyancy Laboratory para recriar um cenário sem gravidade, como aquele que terão de enfrentar nos percurso feitos a pé durante a missão.

Usam a experiência para ajudar a identificar todas as necessidades que possam surgir durante uma missão com as características da que se prepara, afastada da Terra e do sistema solar.

Os testes que preparam a missão também incluem uma réplica da nave Orion, que transportará os astronautas, e do robot que permitirá fazer recolhas no local e trazê-la até uma órbita estável perto da Lua, explica a NASA.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

 

(retirado daqui)

Gastos globais com espaço diminuiem pela primeira vez em 20 anos

Maio 12, 2014

Vera Gomes

 

 

 

 

 

 

 

Segundo um relatório da Euroconsult, que traçou o perildos Governos que investem em programas espaciais, os orçamentos globais para os programas espaciais caiu para 72.100 milhões dólares em 2013, após um pico de investimento de 72,9 bilhões dólares em 2012. Esta é a primeira vez desde 1995 que os programas espaciais públicos mundiais sofrem um descréscimo, um resultado directo da natureza cíclica do investimento em infra-estrutura baseada no espaço combinado com os esforços de austeridade dos governos dos países que mais sofrem com a crise financeira iniciada em 2008.

O relatório destaca que , num período de tensão orçamental muitos países desenvolveram mecanismos inovadores para implementar os seus programas espaciais nomeadamente apelando à participação do sector privado em áreas até agora estariam reservadas para iniciativas governamentais. Esta relação entre a transformação de órgãos públicos e do sector privado poderão ter efeitos duradouros na forma como os governos concebem os seus programas espaciais e a estrutura da indústria.

Em 2013, 58 países investiram 10 milhões de dólares ou mais em aplicações e tecnologias espaciais em comparação com 53 em 2011 e 37 em 2003.

 

Podem mais sobre este relatório aqui.

Sugestao de leitura

Maio 09, 2014

Vera Gomes

 

 

O mundo enfrenta inúmeroas preocupações com segurança desdee a proliferação nuclear ao terrorismo e que não pode ser resolvido por uma única nação. A força militar unilateral não vai derrotar ameaças terroristas transnacionais. Nesta época de desafios globais, um assunto requer atençao imediata: a militarização do espaço.

Em "Outer Space: Weapons, Diplomacy and Security"
os principais especialistas russos analisam os programas de armas espaciais das potências mundiais. Como os países tentam evitar uma corrida ao armamento no espaço, que seria catrastófica, o livro detalha os problemas políticos, militares, técnicos e legais confrontando negociadores que tentam, pelo menos, controlar armamento do espaço.

 

O livro está disponível na Amazon aqui.

Copernicus a servir a sociedade e o ambiente

Maio 08, 2014

Vera Gomes

 

Os jornalistas são convidados a assistir à conferência Copernicus Sentinels Serving Society and the Environment, em Atenas, Grécia, de 12-13 maio.  Organizada pela presidência grega do Conselho da União Europeia, a ESA e a Comissão Europeia, este é o maior evento relacionado com o Copernicus, até à data. 

 

O programa inclui contribuições de representantes de várias instituições políticas, incluindo o ministro grego da Educação e Assuntos Religiosos, o Parlamento Europeu e a Comissão Europeia.  

 

Também estarão presentes representantes da ESA e de organizações científicas, como a Agência Europeia do Ambiente, o CNES, a DLR, Eumetsat e o Observatório Nacional Grego de Atenas.

 

Veja o programa, com a lista completa de oradores:

http://congrexprojects.com/2014-events/Copernicus/program

 

O programa Copernicus usa dados muito precisos captados por satélites de observação da Terra e outras fontes para fornecer informação essencial para a melhoria da gestão do ambiente, ajudar a mitigar os efeitos as alterações climáticas, permitir a criação de novas aplicações e serviços para os cidadãos e os negócios e proteger o nosso dia-a-dia.   

 

Ao mesmo tempo que melhora a nossa vida, este ambicioso programa também deverá gerar novos empregos e oportunidades de negócio por toda a Europa.

 

O foco da conferência será o modo como a informação proveniente do Copernicus pode ser usada na tomada de decisões, de forma a melhorar os serviços públicos e os negócios, tendo em consideração o ambiente. Serão apresentados os benefícios e a relevância do Copernicus para os cidadãos europeus.  

 

 Uma vez que o primeiro satélite Sentinel foi lançado recentemente, as palestras irão mostrar imagens desta nova missão, que podem ser usadas para uma panóplia de aplicações. Além disso, serão também discutidas aplicações de Observação da Terra em todo o mundo e ainda os serviços e novas tecnologias que estão a surgir. 

 

12 Maio

08:15   Início do Registo

09:15   Sessão de apresentação

10:45   Assinatura do Acordo de Colaboração entre a ESA e a Grécia

11:15   Sessão sobre as oportunidades para o desenvolvimento e o crescimento económico

12:15   Almoço

13:30   Serviços Copernicus: a perspetiva do utilizador final

13:45   Sessões paralelas sobre o mar, pescas, agricultura, turismo, património natural e cultural, planeamento urbano e serviços públicos, segurança e controle de fronteiras e gestão de acidentes

17:00   Abertura oficial da conferência*

18:15   Conferência de imprensa

*por questões de organização, a sessão oficial de abertura é no fim do primeiro dia

 

13 maio

09:00   Aceder aos dados do Copernicus e próximos passos

11:00   Mesa redonda sobre o futuro

12:30   Encerramento

Informação sobre o registo, a conferência bem como o programa completo em conference website: http://congrexprojects.com/2014-events/Copernicus/introduction.

Mercado marítimo de comunicações por satélite com crescimento médio de 7% na próxima década

Maio 08, 2014

Vera Gomes

 

 

 

 

 

Euroconsult, uma empresa de consultoria especializada em mercados de espaço, previu em Fevereiro que o crescimento paa o mercado de comunicações maritimas por satélite quase irá duplicar na próxima década, com uma taxa composta de crescimento anual de 7%. De acordo com a recém-publicado relatório de pesquisa da empresa em telecomunicações marítimas por  satélite, o crescimento deverá ser impulsionado pelo aumento sobretudo de dados de consumo em todos os principais segmentos marítimos e da adopção de serviços de satélite de banda larga de nova geração.

 

Podem ler mais sobre este relatório aqui e aqui.

Três portugueses na lista de potenciais colonos de Marte

Maio 06, 2014

Vera Gomes

Três portugueses na lista de potenciais colonos de Marte

Hugo Séneca
05/05/2014 14:42

 

O Mars One acaba de revelar os 705 candidatos que passaram a próxima ronda de seleção de colonos que deverão rumar a Marte em 2023. Entre os apurados durante esta ronda, encontram-se três portugueses: Gracinda, de Santa Maria da Feira; André, de Lisboa; e João, de Lisboa (o Mars One apenas revela nomes e omite apelidos).

Na lista, é ainda possível encontrar uma brasileira de nome Norma, que concorre a partir de Portugal; e ainda uma ugandesa, de nome Deborah, que também apresentou candidatura a partir de Portugal.

Mais de 200 mil pessoas candidataram-se aos lugares disponíveis nas missões que a Mars One pretende lançar rumo a Marte, com o objetivo de criar a primeira colónia humana no Planeta Vermelho. O projeto, que prevê angariar financiamento através de parcerias com a indústria aeroespacial e a realização de reality shows, tem por objetivo o envio de 24 a 40 pessoas para o planeta vizinho.

No final de 2013, o Mars One revelou que apenas 1058 dos mais de 200 mil candidatos foram apurados durante a primeira fase de seleção. Hoje, soube-se que dos 1058 escolhidos na anterior ronda, apenas 705 aceitaram fornecer os relatórios clínicos e tornar públicos os respetivos perfis no Mars One – e por isso foram apurados para a fase de entrevistas pessoais com os responsáveis pelo projeto de exploração de Marte.

«Estamos incrivelmente entusiasmados com o início da segunda ronda (de seleção), que nos vai permitir compreender melhor estes candidatos que decidiram fazer uma viagem tão arriscada. Agora, eles vão ter de dar a conhecer os seus conhecimentos, a inteligência, a capacidade de adaptação e a personalidade», refere Norbert Kraft, responsável clínico pelas missões Mars One, em comunicado.

Depois da ronda de entrevistas, voltará a ser feita nova seleção, com o objetivo de criar equipas internacionais compostas por dois homens e duas mulheres (o Mars One não revela o número de apurados da próxima ronda). Uma vez constituídas, estas equipas deverão dar início a um programa de treinos e testes. 

«Os treinos das missões a Marte serão o emprego a tempo inteiro destas pessoas. Todas as equipas e indivíduos poderão ser eliminados durante os treinos, se revelarem que não têm perfis adequados para as missões. O Mars One deverá repetir o processo de seleção regularmente para treinar mais equipas e substituir as equipas e tripulações de colonos que abandonaram a Terra para viver em Marte», refere o comunicado do Mars One.

A Exame Informática 221, que saiu para as bancas a 1 de novembro, revela as aspirações de alguns dos candidatos portugueses e várias questões humanas, técnicas e financeiras que envolvem o arrojado projeto iniciado por um milionário holandês. Entre os vários especialistas entrevistados nessa altura, há uma opinião que é comum: Mesmo que consigam fazer esta viagem, nenhum destes colonos conseguirá sobreviver e regressar à Terra.

Apesar das várias previsões pessimistas (muitas delas questionam mesmo a viabilidade do projeto do ponto de vista técnico e financeiro), o consórcio Mars One iniciou, recentemente, a construção dos primeiros simuladores das futuras colónias em Marte.

(in Exame Informática)

NASA: já sabe que fatos vão ser usados em Marte

Maio 05, 2014

Vera Gomes

 

 

 

 

A NASA Agência Espacial dos EUA revelou qual o design escolhido pelos 233.431 aficionados das tecnologias (o design recolheu 63% dos votos) que participaram na escolha do design do fato espacial de nova geração que, um dia, acompanhará os primeiros astronautas a visitarem Marte.

 

Z2 é o nome do protótipo que é apresentado como a principal evolução tecnológica da NASA no que toca à indumentária dos astronautas usada nos últimos três anos.

 

O protótipo, que sucede aos fatos Z1, distingue-se por incluir componentes produzidos por impressoras 3D a partir dos dados descritivos do corpo de cada astronauta captados por scanners laser.

 

O novo fato espacial foi desenvolvido para uso no exterior. De acordo com a BBC, deverá conter componentes e circuitos que emitem luz e que permitem identificar cada astronauta.

 

O revestimento do torso deverá ser composto por materiais rígidos, e deverá estar preparado para resistir ao embate de micrometeoritos, temperaturas extremas e à radiação espacial.

 

Os tempos mais próximos serão dedicados a testes e afinações: o novo fato espacial vai ser testado em ambiente de vácuo e em cenários que recriam a superfície rochosa do planeta vermelho.

 

A NASA não faz qualquer menção quanto à data em que os novos fatos Z2 deverão estrear-se numa ida a Marte.

 

(in Exame Informática)

Sugestão de leitura

Maio 02, 2014

Vera Gomes

 

 

 

 

 

 

Escrito para todos os leitores, esta análise detalha os conceitos básicos de tecnologia espacial, diplomacia, comércio, exploração e aplicações militares de meados do século XX até hoje.  O Espaço tornou-se cada vez mais lotado desde o fim da Guerra Fria, e este livro dedica especial atenção à política e economia de espaço e recentes debates sobre a segurança nacional, enfocando os temas da concorrência internacional e da cooperação e o esforço para evitar conflitos que poderão ser perigosos.

 

Infelizmente, o crescimento da actividade espacial humana e os desafios para ferramentas internacionais existentes de gerenciamento, tais como regras, leis e tratados, têm aumentado a probabilidade de um conflito sobre uma diminuição dos recursos do espaço próximo à Terra.

 

Baseando-se em mais de vinte anos de experiência em debates espaciais internacionais e política, James Clay Moltz aponta para a lógica da cooperação e colaboração entre o número crescente de actores do espaço, considerando os seus desafios comuns em matéria de tráfego espacial, o lixo orbital, a sobre-utilização do espectro de radiofrequências, percepção situacional do espaço, e militarizaçao do espaço. O autor conclui com recomendações de políticas para melhorar as relações espaciais internacionais, com foco no reforço da comunicação, partilha de dados e cooperação operacional.

 

O livro, em inglês, está à venda na Amazon e há versao para Kindle.

Pág. 2/2

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