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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Sugestão de leitura

Junho 27, 2014

Vera Gomes

 

 

 

No rescaldo da crise dos mísseis de Cuba, as perguntas persistem sobre como nao foi possível saber antecipadamente do potencial cataclismo. Uma investigação subsequente do Congresso veio a ser conhecida como o "gap foto": cinco semanas, durante o qual a inteligência de recolha de vôos sobre Cuba tinha sido atenuado.

Em Blind over Cuba, David M. Barrett e Max Holland desafiam a percepção popular sobre a actuação da administração Kennedy durante um dos episódios mais marcante da história da Guerra Fira. Ao invés de elegerem-na como uma obra-prima da gestão de crises pelos decisores políticos e da administração, Barrett e Holland fazem o caso o que o caso foi, decorrentes directamente das decisões tomadas num clima de profunda desconfiança entre os funcionários-chave da administração e a comunidade de inteligência.

Por causa da Casa Branca e do Departamento de Estado teerem um "outro U-2 incidente" (o abate de um U-2 - avião espião americano - em solo soviético em 1960), a CIA não tinha permissão para enviar aviões de vigilância em vôos prolongados sobre o espaço aéreo cubano durante muitas semanas (do final de Agosto até o início de Outubro). Os eventos provaram que este era precisamente o momento em que os soviéticos estavam secretamente a proceder à implantação de mísseis em Cuba. Quando Diretor CIA, John McCone apontou energicamente que esta decisão levou a um vazio perigoso na recolha d einformações, o presidente autorizou um vôo de U-2  directamente sobre Cuba.

A administração Kennedy reconheceu que a sua incapacidade de reunir inteligência era politicamente explosivo, e os seus esforços posteriores para influenciar a percepção de eventos formam o foco para este estudo. Usando documentos recentemente desclassificados, materiais secundários e entrevistas com vários participantes-chave, Barrett e Holland teceram uma história de conflitos intra-agência, desconfiança e discórdia que prejudicou a colecta de informações e resultou em manter o Congresso e o público no escuro sobre o que realmente aconteceu.

Cinquenta anos após a crise que levou as superpotências para muito perto de um confronto armado directo, Blind over Cuba: The Photo Gap and the Missile Crisis oferece um novo capítulo para a compreensão do evento central, as tensões dentro do governo dos EUA durante a Guerra Fria, e os obstáculos Congresso enfrentou na realização de uma investigação sobre o poder executivo. Acresce ainda, que a Crise dos Mísseis de Cuba representou num passo importante para o investimento em satélites de recolha de imagens para suporte ao processo de decisão político.

 

O livro, em inglês, está à venda na Amazo, também em versão Kindle e disponível no Google Books (gratuitamente).

Roscosmos nega plano para enviar turistas ao espaço Lua

Junho 25, 2014

Vera Gomes

 

(créditos: Alexanda Hulme / Flickr)

 

 

 

A Agência Espacial Federal da Rússia nega relatos recentes que relatam modificações na cápsula Soyuz que poderia levar dois turistas para uma viagem ao redor da lua. O relatos citam a Energia Rocket and Space Corporation, a empresa aeroespacial russa, e Space Adventures, uma empresa dos EUA, como colaboradores em voos turísticos.

 

Podem ler a notícia completa publicada no Moscow Times aqui.

Bélgica lança os seus primeiros nano-satélites

Junho 24, 2014

Vera Gomes

(Crédito: Spaceshots)

 

Os primeiros nano-satélites belgas foram lançados com sucesso para órbita da Terra a 600 km de altitude, na quinta-feira à noite da semana passada, anunciou o Secretário de Estado da Política de Ciência, Philippe Courard num comunicado.

 

O lançamento de dois satélites nano é a primeira aplicação do belga Space Act, aprovado em 2005 e revisto no final de 2013, que permite à Bélgica  autorizar e fiscalizar o cumprimento dos tratados e normas internacionais para as missões de satélite na àrea de segurança do espaço e mitigação de detritos espaciais, explica Philippe Courard.

 

Os satélites a bordo, chamados CubeSats foram projetados, fabricados e testados por vários parceiros de diferentes nacionalidades, incluindo os belgas von Karman VKI (BE), ISIS – Innovative Solutions In Space (NL), Mullard Space Science Laboratory (UK), Technische Universitat Dresden (DE), Surrey Space Center (UK) et AMSAT (FR/NL).

 

O lançamento ocorreu na quinta-feira à noite a partir da base de lançamento em Yasny no sul da Rússia usando o foguete Dnepr ucraniano, que lançou um total de 33 pequenos satélites.

Rússia considera cooperação com Cuba

Junho 23, 2014

Vera Gomes

 

O governo russo introduziu um projeto de lei que prevê a ratificação de um acordo assinado entre a Rússia e Cuba na esfera da investigação espacial, diz o comunicado publicado no site do governo.

 

"Este é um acordo-quadro que define os princípios necessários, regulamentos e condições para o desenvolvimento das relações bilaterais no domínio espacial, que inclui também as questões de segurança de propriedade intelectual e de intercâmbio de informações", diz o comunicado.

 

O acordo vai de encontro aos interesses russos, incluindo a necessidade de instalação do sistema GLONASS (Global Navigation Satellite System), em Cuba.

 

Em Maio passado, Rússia e Cuba haviam já assinado um acordo de cooperação na área de segurança e defesa.

Sugestão de leitura

Junho 20, 2014

Vera Gomes

 

 

 

 

A 25 de Maio de 1961, o presidente John Kennedy declarou: "Acredito que esta nação deve comprometer-se a alcançar a meta, antes que esta década termine, de pousar um homem na Lua e retorná-lo em segurança para a Terra."

 

Durante seu tempo restante na Casa Branca, JFK envolveu-se activamente nas decisões relacionadas com espaço e várias vezes reviu sua decisão

de ir para a Luaconcluindo em todas as vezes que os benefícios de ser o líder no espaço superavam os enormes custos do projecto ir à Lua.

 

John Logsdon, um conhecido investigador na área de politica e estratégia espacial, traça a evolução do pensamento de JFK e da sua política até o seu assassinato; o que levou ao fim o seu reexame sobre a meta e calendário do programa e da sua esperança de colaborar, ao invés de competir, com a União Soviética para ir para a lua. Este estudo, baseado numa extensa pesquisa de documentos primários e entrevistas de arquivo com os principais membros da administração Kennedy, é o exame definitivo do papel de John Kennedy em enviar americanos à Lua.

 

Este livro, de leitura obrigatória para quem se interessa por assuntos da politica espacial e quer compreender melhor o marco da história de toda Humanidade, está disponível na Amazon em versão kindle.

 

Politica espacial e salsichas!

Junho 18, 2014

Vera Gomes

 

 

 

Morris Jones, analista e autor na àrea de espaço, assina um artigo de opinião interessante na Space Safety Magazine, sobre política espacial. 

 

Morris começa por dizer que, Otto von Bismark famously remarked that if you like sausages and law, then don't watch either of them being made." Otto von Bismark afirmou que se gostamos de salsichas e de direito, então não devemos assistir ao processo de fabrico de nenhum deles. Se hoje ele estivesse vivo, provavelmente acrescentaria a política espacial à lista. "Recent months have seen some astonishing developments in the evolution and debate of space policy, especially in the USA." Nos últimos meses houve alguns desenvolvimentos surpreendentes na evolução e debate da política espacial, especialmente nos EUA. Tem sido um passeio demoníaco através de uma mistura reduçao de custos, pressões orçamentais, tensões internacionais, objectivos de política pública contra privados, etc. "Política espacial nunca foi muito de se ver, mas esta última rodada tem o imediatismo gráfico de uma autópsia terrível. A comunidade espacial estão impacientes e até desmotivados com a situação global. Esperava-se que as últimas décadas transformassem o voo espacial numa actividade de nicho para algo acessível a todos. Contudo, já passaram mais de quatro décadas desde que os astronautas andaram na Lua. As pegadas em Marte estao mais distante do que nunca. A estação espacial internacional enfrenta um futuro incerto.Exemplos de má gestão e de políticas pobres abundam...

 

 

Poderão ler todo o artigo (em inglês) aqui.

 

Política espacial através do espelho retrovisor

Junho 17, 2014

Vera Gomes

 

SLS Block II illustration
Desenvolvimento do Sistema de Lançamento Espacial (SLS), considerado um elemento essencial de qualquer via de exploração espacial pelo Comité do NRC em voos espaciais tripulados, poderia forçar decisões difíceis sobre outros programas, como a Estação Espacial internacional, se o orçamento da NASA não aumentar. (crédito: NASA)

 

 

 

 

O lançamento do relatório final pelo National Research Council (NRC), avaliando o futuro da exploração espacial humana, impulsionou um novo debate sobre o que o futuro deverá ser. Já tinha mencionado este relatório aqui  com alguns dos principios que o relatório defende. 

 

Na Space Review desta semana, Dale Skran oferece a sua avaliação do relatório, incluindo onde o relatório fica aquém aquando da avaliação dos desenvolvimentos técnicos e comerciais que poderiam alterar as vias propostas do relatório. É um artigo que vale a pena ler, aqui.

Programa espacial russo recebe reforço financeiro

Junho 16, 2014

Vera Gomes

 

A Rússia colocou em circulação uma moeda de 10 rublos aquando do 50º aniversário do primeiro voo tripulado ao espaço.

 

 

 

O governo russo aumentou o orçamento da sua Agência Espacial Federal em 1,8 trilhões de rublos (52.000 milhões dólares americanos) para modernizar e expandir sua infra-estrutura e os recursos existentes até 2020.

O novo programa russo para as atividades espaciais até 2020 foi discretamente divulgado no inicio de Maio, o mesmo dia em que o Vice Primeiro Ministro Dmitry Rogozin emitiu uma série de declarações polémicas afirmando que o futuro da cooperaçao espacial entre EUA-Rússia enfrentaria problemas.

 

A nova política espacial russa, que compromete 1,8 trilhão de rublos para a modernização e para os esforços de desenvolvimento de toda a indústria espacial russa, parece ser um passo para assegurar que a Rússia é livre para perseguir seus próprios interesses no espaço depois de cumpridas as suas obrigações na Estação Espacial Internacional em 2020.

Sugestão de leitura

Junho 13, 2014

Vera Gomes

 

 

 

 

 

A Guerra fria foi marcada por uma série de eventos que marcaram o curso da história. Um deles foi o lançamento do Sputnik.

Esta semana sugiro a leitura de um livro, editado em 2013, de Yanek Mieczkowski, um professor de história no Dowling College em long Island (EUA), sobre o Presidente americano Dwight D. Eisenhower e o momento em que a Guerra Fria sofreu uma reviravolta única: o lançamento do Sputnik e o inicio da Corrida Espacial.

 

O livro, apenas disponível em inglês, está à venda na Amazon em versão kindle. Infelizmente o preço não é muito simpático.

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