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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Nasce o maior instituto de investigação em astrofísica de Portugal

Outubro 31, 2014

Vera Gomes

 

 

As duas maiores instituições nacionais de investigação em Astrofísica, CAUP e CAAUL anunciam hoje a sua fusão, dando origem ao Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA). Este é um passo fundamental na consolidação da investigação científica, formação e divulgação de astronomia e astrofísica em Portugal, e no reforço da participação nacional nos grandes projetos internacionais na área das ciências do espaço.

José Afonso (IA e Universidade de Lisboa), coordenador do CAAUL e do recém-formado IA comenta: “O Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço representa o culminar de uma colaboração de vários anos entre as duas instituições de referência na área em Portugal.” Já para o diretor do CAUP, Pedro Avelino (IA e Universidade do Porto), “este passo tornará ainda mais robusta a investigação nacional na área das ciências do espaço, a área de investigação em que Portugal tem maior impacto internacional1.”

As atividades do IA estão estruturadas em torno de três grandes grupos de investigação – Origem e Evolução de Estrelas e Planetas; Galáxias, Cosmologia, e a Evolução do Universo e ainda Instrumentação e Sistemas. A participação dos investigadores do IA, em alguns dos maiores projetos internacionais nestas áreas de vanguarda, tornará ainda mais importante o papel de Portugal junto das grandes instituições europeias, como a Agência Espacial Europeia (ESA) e o Observatório Europeu do Sul (ESO).

Por sua vez, a participação no desenvolvimento de tecnologias de ponta para a observação astronómica, no contexto dessas instituições internacionais, reforçará a colaboração já existente entre o IA e a indústria nacional.

O novo instituto tem também uma forte componente de divulgação científica na área das ciências do espaço, com um vasto leque de atividades dirigidas tanto às escolas como ao público em geral, centradas essencialmente no Planetário do Porto – Centro Ciência Viva e no Observatório Astronómico de Lisboa. O IA integra ainda a rede de parceiros oficiais de divulgação do ESO, uma parceria exclusiva de instituições que colaboram regularmente com o ESO, em eventos e em projetos de divulgação ou educação informal.

Com o anúncio da criação do IA, é também lançada a iniciativa 30 dias IA. Ao longo do mês de novembro, será publicada nas suas redes sociais, informação diária sobre o novo instituto e o seu papel científico e tecnológico, tanto a nível nacional como internacional.

Nota

  1. Segundo o estudo da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciências (DGEEC) – Produção Científica em Portugal, que analisa o impacto das publicações indexadas na Web of Science para anos de 2008 a 2012, a área de Ciências Espaciais (Space Science) é a que, em Portugal, tem maior impacto, com a média relativa de citações 1,36 vezes acima da média europeia para a área. Na União Europeia, o impacto por publicação de Portugal nesta área é de 15,23 apenas ultrapassado pela Dinamarca, com 16,02.

 

 

(retirado daqui)

Rússia disposta a ajudar a NASA

Outubro 30, 2014

Vera Gomes

Crédito:JOEL KOWSKY/NASA



A agência espacial russa disponibilizou-se para ajudar a NASA e fornecer mantimentos com urgência à Estação Espacial Internacional (ISS), se isso for solicitado.

Após a explosão ocorrida esta terça-feira, poucos segundos após a descolagem do foguetão Antares, que levava uma carga de 2,3 toneladas, entre alimentos, materiais para experiências científicas e outros equipamentos para os seis astronautas atualmente a bordo da ISS, Alexei Krasnov - do programa de voos espaciais tripulados da Roskosmos - manifestou a boa vontade da agência russaq, mas adiantou não ter havido, "por enquanto", nenhum pedido nesse sentido.

Entretanto, num breve comunicado publicado no seu site depois do acidente, a NASA diz ter existido "uma avaria logo após a descolagem" e promete fornecer mais informações em breve. De acordo com a mesma nota informativa, a agência espacial norte-americana já está "a trabalhar" com a Orbital, a empresa proprietária da cápsula Cygnus que se despenhou, "para recolher todos os dados sobre o fracasso da missão".

Ainda segundo a NASA, uma nova missão será preparada assim que as causas deste acidente estejam esclarecidas, mas os astronautas na ISS não correm o risco de ficar sem comida ou mantimentos básicos.

 

Prejuízo superior a 200 milhões de dólares
"Nós acautelámos que a estação fique protegida no caso de ocorrer um evento destes. Para isso temos logística a bordo da ISS que permite mantê-la por quatro a seis meses se não for possível enviar outro veículo de abastecimento. Eles estarão bem servidos até ao próximo ano", garante Mike Suffredini, o responsável pelo programa da estação espacial da NASA.

O prejuízo deste acidente, contabilizando apenas o valor da carga carregada, ascenderá a mais de 200 milhões de dólares (perto de 160 milhões de euros). Mas este é a primeira missão a correr mal desde que a estação espacial norte-americana começou a recorrer ao sector privado para suprir a ISS.

Vista em direto por milhões de espectadores, a explosão foi também presenciada mais de perto por várias pessoas nas imediações do Wallops Flight FAcility, na Virgínia, o local da descolagem. Para os que estão na área, ficou a imediata recomendação: não recolher nenhuma peça ou vestígio do foguetão, uma vez que grande parte do material transportado é perigoso.


(retirado daqui)

Chefes das agências espaciais reunidos

Outubro 29, 2014

Vera Gomes

 

 

A Federação Internacional de Astronáutica tornou público o vído do plenário dos chefes das agências espaciais que ocorreu durante o Congresso Internacional de Astronáutica em Toronto.

O congresso ficou marcado pela ausência da China e Rússia que tiveream alguns problemas em conseguir o visto para participar no Congresso.

 

Fica aqui o vídeo.

 

 

Os chefes das agências que participaram no painel, são:

- Charles Bolden, Administrator, National Aeronautics and Space Administration (NASA)
- Jean-Jacques Dordain, Director General, European Space Agency, (ESA)
- Francisco Javier Mendieta Jimenez, Director General, Mexican Space Agency (AEM)
- Walter Natynczyk, Presidente, Canadian Space Agency (CSA)
- K. Radhakrishnan, Presidente, Indian Space Research Organisation (ISRO)
- Naoki Okumura, Presidente, Japan Aerospace Exploration Agency (JAXA)

 

Porque que é que a Índia é importante para o mercado de sistemas espaciais militares?

Outubro 28, 2014

Vera Gomes

 

De acordo com o relatório de 2014 do Stockholm International Peace Research Institute, a Índia foi responsável por 14 por cento das importações de armas do mundo de 2009 até 2013, mais do que qualquer outra nação.

 

A tendência vai continuar nas próximas décadas, uma vez que a Índia continua o seu esforço de modernização num meio ambiente conturbado e violento, tanto a nível doméstico como com a sua vizinhança. Convém lembrar que nao se prevê melhorias significativas no cenário de segurança num futuro próximo, a indústria de armas da Índia ainda está a amadurecer,  e espera-se que a economia da Índia continue a crescer com taxas de crescimento do produto interno bruto acima da média global.

 

Em poucas palavras, o aumento das necessidades de segurança da Índia continuarão a ser apoiadas por uma economia em crescimento e o vórtice da economia do mercado de defesa continuará a ser a Índia. A probabilidade de Modi e Obama estenderem o acordo de cooperação de defesa dos EUA-Índia até 2025 é, portanto, bastante impressionante.

 

Além da área militar, o espaço também afecta outros aspectos de segurança, como as forças policiais, intelligence e controlo de narcóticos, os quais abundam na Índia. É por isso que todos aspiram a usar espaço para fins variadas. Por exemplo, satélites de observação permitem a identificação precisa das plantações de cocaína até mesmo quando estão localizadas em zonas florestais densas, tornando o trabalho de interdição muito mais fácil. Para colocar a sua demanda potencial em perspectiva, a Índia tem um exército permanente de mais de 1,5 milhões de euros, mais de 1,5 milhões em forças paramilitares, e um número ainda maior de polícia, os quais cobiçam as capacidades espaciais. Toda a modernizaçao da área de segurança gravita em torno do espaço. E convém lembrar que a aquisição e integração de capacidades espaciais é uma questão que envolve muito dinheiro.

 

A deficiência da Índia encontra-se no seu programa espacial, que tem origens civis e, ao contrário da maioria das outras grandes nações do clube espacial, está focado apenas em usos civis. Assim, as capacidades espaciais da Índia estão severamente limitadas para aplicações de segurança. O vácuo militar é evidenciado no facto de que embora a Índia tenha constelações de satélites de comunicação e de observação, tem apenas um satélite militar dedicado. Aparentemente, a utilização civil do espaço por milhões da Índia deixa poucos recursos para aplicações de segurança. A mudança de foco do desenvolvimento civil para fins militares não é prudente, nem acessível e, portanto, não é provável. Pelo menos nao é esperado num futuro próximo. Por outro lado, os EUA são o líder mundial em capacidades espaciais, tanto de natureza civil como militar. No domínio civil, um Grupo de Trabalho Conjunto EUA-Índia, formado em 2004, trabalha sobre a cooperação espacial civil e a aquisição de capacidades civis; no entanto, não existe um grupo de trabalho semelhante para produtos de defesa.

 

A Índia decidiu avançar com 19 projectos do setor de defesa em Setembro e que estavam pendentes há vários anos. Negócios na área da defesa ascendem a 6 bilhões de dólares foram também iniciados nos últimos três meses. Novas perspectivas se abriram. A oportunidade também não é passageira: é suposto durar décadas. O potencial existe, os chefes das nações concordam, o pacto de defesa apresenta uma oportunidade e não existe, qualquer razão para uma das partes não para explorar o sentido e sensibilidade da oportunidade.

 

Podem ler mais sobre este tópico, aqui.

Google vai pôr satélites da Skybox ao serviço de projectos humanitários

Outubro 27, 2014

Vera Gomes

 

 

Contribuir com imagens para projectos que salvam vidas, protegem o ambiente, promovem a educação e tenham um impacto positivo na humanidade é o objetivo do projecto Skybox for Good.

Tal como o nome deixa adivinhar, a iniciativa é da Skybox Imaging, uma start up de imagens de satélite de alta resolução comprada pela Google em junho.

Numa primeira fase, o programa destinado a organizações sem fins lucrativos vai ser usado por um pequeno grupo de organizações pré-estabelecidas, explica Julian Mann, co-fundador da Skybox, no blogue da empresa.

No futuro a intenção é que o programa sirva um conjunto mais alargado de outras entidades. A empresa tem vindo a testar o conceito e menciona exemplos sobre o tipo de ajuda que as suas imagens poderão prestar.

“Obtivemos algumas imagens da aldeia de Nagarkovil, no Norte do Sri Lanka. A The Halo Trust fez a desminagem de minas terrestres nesta área e usou imagens actualizadas para ajudar a verificar que as pessoas estão a regressar, construindo 84 casas e cultivando 40 hectares de terreno”, refere Julian Mann.

 

(retirado daqui)

Sugestão de leitura

Outubro 24, 2014

Vera Gomes

capa livro.jpg

Securing Outer Space é um dos livros que está na minha lista de livros a comprar/ ler.

Este livro aborda os desafios que o espaço representa para a teoria política são profundas. No entanto, até agora, a exploração e utilização do espaço geralmente tem reflectido - mas não desafiou - os padrões políticos e impulsos que caracterizaram a política do século XX e as Relações Internacionais. Este volume editado analisa uma série de políticas controversas e estratégias contenciosas que têm promovido actividades espaciais sob a rubrica de pesquisa e inovação, a militarização e armamento, colonização e comercialização. Este livro coloca essas políticas e estratégias na perspectiva teórica mais ampla de duas maneiras principais. Em primeiro lugar, através da leitura dos discursos de actividades espaciais: expondo as práticas de produção de significado; descobrindo as narrativas que transmitem determinadas estratégias espaciais como desejável e inevitável. Em segundo lugar, os ensaios sugerem maneiras de compreender, e criticamente se envolver com os efeitos de determinadas políticas espaciais.

Os ensaios nesta obra tentam "trazer de volta o espaço" para a área de discurso das Relações Internacionais, da qual tem sido, em grande parte removido, marginalizado e silenciado. Os vários capítulos fazem isso, destacando como as actividades no espaço exterior estão sempre ligadas às práticas e performances do todos os dias na Terra

 

O livro está à venda na aqui.

Emirados Árabes Unidos no Espaço

Outubro 23, 2014

Vera Gomes

 

 

Existem apenas cerca de uma dúzia de nações no clube de países emergentes no Espaço que tentam capitalizar rapidamente acesso a tecnologia espacial. Uma dessas naçõessão os Emirados Árabes Unidos (EAU). A aventura espacial para para os EAU começou nos anos 1990 com o interesse em reforçar a capacidade nacional para efectivamente criar, usar e explorar as tecnologias de ciências e aplicações espaciais.

 

Em 2006, um decreto do governo UAE assinado por Sua Alteza Sheikh Mohammed bin Rashid Al Maktoum, vice-presidente dos Emirados Árabes Unidos, o primeiro-ministro e Governador do Dubai, criou a Emirates Institution for Advanced Science and Technology (EIAST). O passo sinalizou o compromisso da nação para o desenvolvimento de excelência na indústria do espaço. A EIAST foi criada como parte de uma iniciativa estratégica para promover a inovação científica e tecnologia espacial e para inspirar o desenvolvimento sustentável nos Emirados Árabes Unidos. O astronauta americano Buzz Aldrin, em Abril 2014 na  Global Aerospace Summit, em Abu Dhabi, expressou a sua opinião de que os Emirados Árabes Unidos terão um papel na próxima fase da exploração espacial uma vez que a indústria do país se move de uma política governamental para uma politica de desenvolvimento comercial.

 

O Dubai Sat 1 foi o primeiro satélite de observação lançado em 2009 e em 2013 lançou o Dubai Sat 2. Em Março 2014, a EIAST começou o trabalho de conceptualização do Dubai Sat 3 (renomeado de KhalifaSat).

 

A EIAST usou parcerias estratégicas, sobretudo a sua parceria com a Coreia do Sul, para fazer avançar os seus planos espaciais, sobretudo através da transferência de saber fazer e de peritos para o programa espaciais dos EAU.

 

Os Emirados Árabes Unidos têm um potencial excepcional para se tornar uma potência espacial emergente. O país rico em energia, tem os recursos financeiros, o conhecimento técnico e a vontade nacional necessárias para lançar um ambicioso programa espacial. Igualmente importante, o governo do Dubai tem motivações sócio-económicos e geo-estratégicas para entrar no espaço.

 

Em primeiro lugar, o Governo considera que um programa nacional espacial desempenha um papel importante no esforço para diversificar a economia, a criação de empregos qualificados e bem remunerados, e, por inferência, uma força de trabalho altamente qualificada e alta tecnologia. Ao longo destas linhas, EIAST construiu o seu programa espacial em tecnologias espaciais especificas para capacitar cientistas e engenheiros dos Emirados Árabes Unidos, com foco na transferência de conhecimento, e estabelecer a infraestrutura local, incluindo laboratórios, instalações e centros de educação.

 

Outra motivação do governo de Dubai para entrar no espaço está enraizada na geografia e localização estratégica dos Emirados Árabes Unidos, bem como a sua posição crucial no Golfo Pérsico. A tecnologia espacial permite que os Emirados Árabes Unidos tirem proveito dos atributos estratégicos do poder espacial - perspectiva, o acesso, presença e profundidade estratégica alargada - que oferece benefícios económicos e estratégicos além do mero prestígio. O DubaiSat-1 e o DubaiSat-2 podem revolucionar o uso da terra e de recursos, bem como o planeamento urbano, que beneficiam os Emirados Árabes Unidos e a região. Os Emirados Árabes Unidos têm o potencial para ser um grande jogador de espaço no Golfo e na região do Médio Oriente.

 

Podem ler mais sobre o programa espacial dos Emirados Arábes Unidos aqui.

Projeto de aluna do Politécnico de Setúbal entre 40 selecionados pela NASA

Outubro 16, 2014

Vera Gomes

 

Cátia Piedade é aluna no Instituto Politécnico de Setúbal e foi uma das 40 pessoas selecionadas pela NASA, em todo o mundo, para apresentar o seu projeto num evento internacional sobre ambiente e energias alternativas.

O trabalho, desenvolvido no âmbito da tese de mestrado que a aluna está a realizar na área da Engenharia Biomédica- Desporto e Reabilitação, consiste na criação de um revestimento inovador para as ligas de magnésio, que atua como uma barreira protetora, diminuindo a sua taxa de corrosão.

Na prática, a ideia é que este revestimento seja usado no desenvolvimento futuro de novos produtos para a indústria aeronáutica, automóvel e biomédica.

O projeto vai ser apresentado no workshop "Environment and Alternative Energy: Increasing Space Mission Resiliency through Sustainability", organizado pela agência espacial norte-americana no Kennedy Space Center Visitor Complex, nos EUA, entre os próximos dias 21 e 24 de outubro.

A participação neste evento internacional "tem um significado muito especial", refere Cátia Piedade. "É o reconhecimento dos vários meses de estudo, pesquisa e investigação e contribuirá certamente para o meu crescimento pessoal, académico e posteriormente profissional, bem como para uma positiva projeção do revestimento desenvolvido", acrescenta.

 

(retirado daqui.)

Roupa interior feita de tecido espacial é resistente ao calor

Outubro 15, 2014

Vera Gomes

 

Graças à ESA e a um tecido de alta tecnologia usado em roupas espaciais, os operários metalúrgicos da Suécia poderão em breve vestir roupa interior mais fresca e mais segura no trabalho.

 

Cathrin Persson trabalha na indústria do aço da Suécia desde 1998. Todos os dias, quando se veste para o trabalho, a soldadora tem um problema: há poucas opções de roupa interior resistente ao calor - e ao fogo - no mercado e nenhuma é para mulheres. 

 

Assim, como a maioria dos operários das indústrias metalúrgicas, Cathrin usa roupa interior normal, o que está longe de ser o ideal porque o algodão queima com facilidade e retém o calor. E para as mulheres, a roupa interior comum não cobre adequadamente a zona do peito.

 

“Quando se está a soldar, voam faíscas”, explica Cathrin. “As faíscas caem em cima de nós como se fosse chuva. Fazem buracos nos nossos fatos e quando as faíscas chegam à pele só param quando são travadas por alguma coisa. No caso das mulheres, esse travão é geralmente o soutien.” 

 

No entanto, graças à tecnologia espacial, a rotina matinal de Cathrin pode mudar brevemente. Com base no Nomex, um tecido muito resistente usado nos fatos dos astronautas, a empresa sueca de roupa interior Björn Borg criou protótipos desenhados especificamente para as condições extremas das fábricas de siderurgia. 

 

Chamado “Thunderwear” (vestuário trovão), a nova linha de roupa interior foi lançada este verão num desfile de moda em Estocolmo. 

 

Tendo sido um dos cinco modelos-metalúrgicos na passerelle, Cathrin ficou impressionada com o Nomex: “Foi sujeito a chamas diretas e não ficou com marcas.” 

 

Mas ainda mais importante para uma mulher que trabalha com aço “cozinhado” a temperaturas superiores a 1050º C, é que o tecido de alta tecnologia não retém o calor: “Toquei no tecido logo a seguir e estava morno.” 

 

O vestuário existe graças ao Programa de Transferência de Tecnologia da ESA (TTP na sigla inglesa). O ano passado, a responsável pela rede TTP sueca, Cecilia Hertz, da Umbilical Design, deparou-se com o problema durante um encontro com representantes da Jernkontoret, a Associação Sueca de Produtores de Aço. 

 

Contactou a seguir a empresa fabricante de roupa interior Björn Borg, que se mostrou imediatamente interessada. Finalmente, Cecilia abriu um concurso na rede TTP para encontrar um material espacial adequado. 

 

A empresa italiana D'Appolonia sugeriu a Nomex. “Temos experiência em materiais para vestuário de proteção e propusemos algumas soluções”, disse Andrea Maria Ferrari, da Nomex. 

 

Andrea ficou impressionada pela maneira como a Björn Borg conseguiu adaptar materiais de alta tecnologia da Nomex - geralmente bastante ásperos - para serem usados em roupa interior. 

 

O astronauta da ESA Christer Fuglesang, que participou do desfile de moda Thunderwear, vestiu equipamento da Nomex para o espaço (mas não roupa interior, os astronautas vestem as suas próprias cuecas no trabalho diário no espaço): “Estes projetos mostram-nos como podemos usar a tecnologia espacial em terra e para mudar a sociedade.

 

(retirado daqui)

Aqui vou eu!!!! : )

Outubro 14, 2014

Vera Gomes

 Ora... decidi ir ali dar um pulinho e ver as vistas. A NASA dá a possibilidade de pelo menos o vosso nome ir até Marte a bordo da Orion. Eu já tenho o meu bilhete! : ))

 

Para enviarem o vosso nome basta clicar aqui e preencherem com o vosso nome. Em Portugal já participaram (até ao momento em que escrevo este post) 4428 pessoas.

 

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