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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

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"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Nuno Crato visita Centro Europeu de Astronomia Espacial

Fevereiro 09, 2015

Vera Gomes

 

O Ministro Nuno Crato, com Alvaro Giménez, do ESAC e alguns membros da delegação portuguesa

 

O Ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, visitou as instalações do sítio do Centro Europeu de Astronomia Espacial (ESAC), nos arredores de Madrid, na quarta-feira, 4 de fevereiro. A visita teve como principal objetivo aumentar a cooperação entre Portugal e este centro da Agência Espacial Europeia. A visita da delegação portuguesa foi também uma oportunidade para apresentar o tipo de investigaçao feita no ESAC. 

 

«As conquistas da ciência espacial têm as suas raízes na forte cooperação europeia. Estas trocas de impressões, pontos de vista e opiniões, ajudam a reafirmar estas raízes e garantir que continuamos na direção dos objetivos comuns», explicou Alvaro Giménez, Diretor de Ciência Espacial e Exploração Robótica. «O ESAC está no centro da península Ibérica e por isso é importante que este estabelecimento seja um foco da nossa cooperação contínua.»   

 

Durante a visita, para a qual Nuno Crato se fez acompanhar da Secretária de Estado da Ciência, Leonor Parreira, bem como do delegado português à ESA, Mário Monteiro, o ministro teve oportunidade de visitar a sala de controlo do satélite de hidratação dos solos e salinidade dos oceanos, SMOS; de ficar a conhecer o projeto Cesar, de educação e aprendizagem interativa de astronomia; de observar imagens captadas pelo observatório de Raio-X que está há já 15 anos em órbita, XMM Newton, e ainda ficar a conhecer a atividade crucial do  Space Surveillance and Tracking Centre, que deteta detritos espaciais e avalia o seu impacto na segurança espacial.

 

No final da visita, Nuno Crato e a sua equipa conversaram com com dois estudantes portugueses que participam num programa de estágio de seis meses, mostrando interesse em saber de que forma a experiência no ESAC contribuiu para a definição do seu futuro profissional.

 

«Gostaríamos de fomentar a participação de estudantes portugueses nestes programas de trainees. Afinal estamos tão perto», sublinhou o Ministro Nuno Crato.   

 

(retirado daqui)

Onde querem estar em 2015 e não perder pitada!

Fevereiro 06, 2015

Vera Gomes

 

 

O Congresso Internacional de Astronáutica (IAC – sigla em inglês)  é organizado todos os anos pela Federação Internacional de Astronáutica  (IAF – sigla em inglês) e os seus associados a Academia Internacional de Astronáutica (IAA) e o Instituto Internacional de Direito do Espaço (ISSL).

 

O IAC é o congresso internacional mais importante da área espacial, reunindo certa de 3500 delegados e junta agências espaciais, cientistas, engenheiros, gestores, jovens profissionais  e estudantes de todo o mundo.

 

Em 2015, o IAC terá lugar em Jerusalém de 12 a 16 de Outubro e terá como tema Space – The Gateway for Mankind’s Future”. Até 23 de Fevereiro decorre o prazo para submissão de propostas para artigos a serem apresentados durante o congresso.

 

Em torno do IAC, têm lugar outros eventos, igualmente interessantes e que vale a pena assistir, como o workshop conjunto da IAF e do gabinete responsável pelo Espaço das Nações Unidas (UN-IAF). O 25º workshop UN-IAF tem como objectivo fornecer um fórum único de discussão entre especialistas espaço, analistas e decisores, e representantes da comunidade académica e da indústria privada. Os participantes são incentivados a partilhar as suas experiências e examinar as oportunidades para uma melhor cooperação. Este evento tem lugar de 9 a 11 de Outubro.

 

Antes do IAC tem também lugar o Space Generation Congress, de 8 a 10 de Outubro. O Space Generation Congress é a única conferência global sobre espaço global do seu género para estudantes universitários e jovens profissionais interessados em questões chave relacionadas com espaço na actualidade.

 

A Federação Internacional de Astronáutica ajuda para estudantes e jovens profissionais (até aos 35 anos) poderem participar nestes 10 dias de actividades através de um programa de bolsa chamado “Emerging Space Leaders Grant Programme” (ESL). Anualmente, a IAF apoia entre 10 a 12 pessoas através desta bolsa. As inscrições estão abertas até dia 6 de Fevereiro e implica o cumprimento de alguns requisitos, por exemplo, submeter um um artigo ao IAC, filmar um video, escrever um ensaio, etc.

 

Ainda estão a tempo de submeter as vossas propostas para apresentarem no Congresso Internacional de Astronáutica! O prazo termina no dia 23 de Fevereiro.

China lidera corrida para exploração mineira da Lua?!

Fevereiro 06, 2015

Vera Gomes

 

Confesso que sou leitora assídua do Observador. Contudo, como se costuma dizer já ando nisto há alguns anos, e tento sempre cruzar notícias: tiro 50% do que se sobrepõe e talvez, (talvez!), tenha factos e a realidade. Não tenho sequer por hábito comentar notícias que vejo na imprensa e que são autênticos tiros ao lado, como esta que foi publicada esta semana no Observador: “A exploração mineira da Lua está para breve. China lidera a corrida”. É que só pelo título, surgem-me uma catrefada de factos na massa cinzenta, que contradizem o que a jornalista quer dizer.

 

Comecemos pelo óbvio: exploração mineira da Lua está tudo menos para breve. Não há meios técnicos para tal. E mesmo que houvesse, o custo de extrair e transportar é tão alto que dificilmente uma empresa conseguiria ter lucro, a não ser que vendesse o seu produto a preços exorbitantes. O que leva a outra questão: quem compra? Além disso, os recursos na Lua não estão propriamente prontos a usar e há sempre que considerar o ambiente gravítico da Lua que é hostil para este tipo de actividades.

 

Depois existem questões legais. A China assinou e considera-se vinculada ao Tratado Do Espaço Exterior (informação disponível no site da ONU, aqui).

O Tratado do Espaço Exterior afirma que o Espaço, incluindo a Lua e outros corpos celestes, não é objecto de apropriação nacional por proclamação de soberania, por meio de uso ou ocupação, ou por qualquer outro meio. O Tratado estabelece ainda a exploração e uso do espaço exterior como a “província de toda a humanidade”. (Podem ver toda a explicação, aqui).

A certa altura no artigo, a jornalista escreve: “A China está na dianteira desta exploração. Em Dezembro de 2013, um voo chinês não tripulado aterrou na superfície lunar, tendo o país anunciado a sua intenção de aí criar uma base.” Dizer que a China lidera a corrida só porque mandou uma sonda em Dezembro e anunciou que se calhar vai fazer por lá uma base, parece-me exagerado e uma extrapoloção que nem sequer faz sentido. Há muitos anos que vários países enviaram e enviam sondas à Lua. É o satélite mais próximo da Terra e que exerce alguma influência na Terra, portanto faz todo sentido estudá-lo e perceber melhor como surgiu, de que é feito, etc. Cada vez que alguém manda uma sonda à Lua, está na corrida? Tal como a jornalista cita no artigo, de facto há empresas privadas a “sonhar” com a exploração mineira da Lua. Contudo, existem questões legais a ter em conta (mencionadas no parágrafo anterior), custos, capacidade técnica, etc.

 

(post publicado ontem no AstroPT)

 

 

 

 

NASA e NISSAN vão testar carros

Fevereiro 05, 2015

Vera Gomes

 

A Nissan através dos seus escritórios sediados na América do Norte, e a NASA anunciaram esta semana a formação de uma parceria de cinco anos para pesquisa e desenvolvimento na área de sistemas de veículos autónomos e prepararem-se para aplicação comercial da tecnologia.

 

Investigadores das duas organizações vão testar uma frota de emissão zero de veículos autónamos em Ames para demonstrar a prova-de-conceito de operação remota de veículos autónomos para o transporte de materiais, mercadorias, cargas e pessoas. Para a NASA, estes testes são paralelos ao modo de operar sondas planetárias a partir de de um centro de controle de missão. O primeiro veículo da frota que deverá começar a ser testado até o final de 2015.
 
Podem ler mais sobre esta parceria, aqui.

NASA vai ter mais dinheiro e quer ir até Europa

Fevereiro 04, 2015

Vera Gomes

 

 

O administrador da NASA Charles Bolden confirma que o governo de Obama propõe um orçamento de 18,5 mil milhões de dólares para a agência espacial em 2016. Os 500 milhões de dólares a mais face a 2015 devem ser investidos numa missão até Europa, a lua de Jupiter.

 

O orçamento da NASA continua a prever missões de exploração espacial e um projeto para enviar o Homem até Marte. Agora, a agência explica que também está a planear ir até Europa, a lua de Jupiter, que tem potencial para albergar vida no nosso sistema solar, noticia a Popular Science.

 

Para a exploração a Marte, a NASA tem reservados 8,5 mil milhões de dólares, dos quais 2,8 mil milhões vão ser usados para o Space Launch System e para a Orion Crew Capsule. Deste orçamento, 3,1 mil milhões vão ser usados para a manutenção da Estação Espacial Internacional e a criar um sistema de “táxis” para levar os astronautas para o laboratório orbital. Este sistema poderá ser fornecido por empresas privadas como a SpaceX ou a Boeing.

 

O orçamento inclui ainda uma rubrica para a Ciência, onde 1,3 mil milhões de dólares estão reservados para uma missão robótica para Europa, a Lua de Jupiter. Este satélite tem um oceano que está sob uma camada de gelo, o que leva os investigadores a acreditar que as águas são um habitat para vida orgânica.

 

Podem ler mais sobre a dicussão do orçamento para 2016 da NASA aqui e aqui

 

(Texto e imagem retirados daqui)

Uma estação espacial dos BRICS?

Fevereiro 04, 2015

Vera Gomes

 

 

No próximo encontro dos países BRICS a ter lugar em Julho na cidade Russa de Ufa, poderá ser proposto pela Rússia a criação de uma estação espacial que envolva as economias emergentes do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

 

Um documento elaborado por especialistas Russos da área militar e industrial recomenda que se leve a cabo os esforços necessários para estabelecer as possibilidades de um projecto de cooperação internacional com os países BRICS (Brazil, Russia, India, China, South Africa), como parte de uma estratégia comum de criação de alianças tecnológicas.

 

De forma particular, a Rússia deverá fazer tal proposta à Índia e à China, que têm programas espacial tripulados em desenvolvimento.

 

Outras áreas nos quais de podem estabelecer programas de cooperação abrangem o desenvolvimento de foguetões modulares utilizando metano como combustível e também a criação de um veículo aeroespacial que poderia ser utilizado para o desenvolvimento de um caça ou bombardeiro de sexta geração.

 

(retirado daqui)

Convite à imprensa: lançamento do Veículo Intermediário Experimental da ESA

Fevereiro 04, 2015

Vera Gomes

 

 

O Veículo Intermediário Experimental da ESA está pronto para a sua missão de lançamento e reentrada a 11 de fevereiro. O lançamento está agendado para as 13:00 GMT (14:00 CET) num foguete Vega a partir do Porto Espacial Europeu, na Guiana Francesa. Os representantes dos Media são convidados a seguir o lançamento online ou a assistir aos eventos em Itália, Alemanha ou Espanha.

 

A missão IXV irá testar sistemas e tecnologias de ponta que irão equipar a Europa com capacidade de reentrada independente, além das bases de um sistema de transporte espacial reutilizável. Irá validar o desenho de aeronaves com sustentação, incorporando a simplicidade das cápsulas e a performance de veículos com asas, com grande capacidade de controlo e manobrabilidade para aterragens de precisão.

 

A ESA desenvolveu a capacidade de por a nave em órbita, acoplar automaticamente em alvos cooperantes ou não, e ainda aterrar em objetos celestes distantes, no nosso Sistema Solar. Dominar o retorno autónomo de órbita e a aterragem suave irá abrir um novo capítulo para a ESA. Esta capacidade é uma pedra angular para a fase dos lançadores reutilizáveis, a recolha de amostras de outros planetas e o regresso de tripulações do espaço, bem como futura tecnologia de observação da Terra, pesquisa em microgravidade, serviços de satélite, e missões de alienação.

 

Os resultados iniciais do voo deverão ser divulgados em torno de seis semanas depois.

 

Os resultados irão ser analisados pelo Program for Reusable In-Orbit Demonstrator for Europe, ou Pride, que está a ser estudado sob financiamento alocado pela ESA nos dois últimos Conselhos Ministeriais. O avião espacial será lançado pelo foguete europeu Vega, entrar em órbita e aterrará automaticamente numa pista. 

 

Depois de se separar do Vega 320, a km da Terra, o veículo de cinco metros de comprimento e duas toneladas irá subir até uma altura de cerca de 450 km e depois desce para a reentrada, gravando uma vastidão de dados captados por uma série de sensores convencionais e avançados.  

 

Depois de manobrar e desacelerar de velocidades hipersónicas para supersónica, o IXV irá lançar um pára-quedas multi-etapas para continuar a descida. Depois de cair no Pacífico, será amparado por flutuadores, até ser recuperado por um barco, sendo analisado posteriormente.  

 

O voo completo irá durar cerca de 100 minutos.

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