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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Ajude a NASA

Agosto 14, 2015

Vera Gomes

 

A Estação Espacial Internacional

 

A agência espacial norte-americana quer que os astronautas possam usar relógios inteligentes a bordo da Estação Espacial Internacional e abriu um concurso para a criação de uma interface para as aplicações. 

 

O concurso tem um prémio modesto de 1500 dólares, mas poderá servir para o vencedor ganhar prestígio e orgulho. A NASA abriu uma competição entre developers para a criação de uma interface para os relógios inteligentes que quer enviar para a Estação Espacial Internacional.

 

A interface deve conter algumas especificidades, como uma Crew Timeline, ou a agenda do astronauta, uma app para Precaução e Avisos e outra para ver o estado das comunicações com a Terra, entre outras, noticia o Engadget.

 

A agência não pretende ajuda para o desenvolvimento destas apps, mas sim apenas para a interface. Atualmente, os astronautas têm estas informações através de tablets e de computadores portáteis, mas acredita-se que a utilização de um relógio inteligente facilite a vida aos astronautas a bordo. A interface deve «direcionar a atenção para a tarefa específica, fornecer feedback apropriado às ações a tomar e ser legível num ecrã semelhante ao do Samsung Gear», detalha a NASA.

 

Os developers interessados devem enviar os seus trabalhos em JPG ou PNG para a NASA no prazo de quatro semanas.

 

(retirado daqui)

 

Para participar basta clicar aqui.

O astronauta cantor

Agosto 13, 2015

Vera Gomes

Chris Hadfield, um astronauta canadiano, tornou-se célebre pelos vídeos que fez enquanto esteve a bordo da Estação Espacial Internacional em que mostrava o dia a dia a bordo, como por exemplo nesse abaixo em que mostra como os astronautas lavam os dentes no espaço.

 

 

O vídeo que catapultou Chris para a ribalta das redes sociais, foi aquele em que ele fazia uma versão de uma música de David Bowie, chamada Space Oddity

 

 

Depois de ter regressado à Terra, Chris Hadfield escreveu um livro auto-biográfico chamado “An Astronaut’s Guide to Life on Earth“.

 

 

Eu não li o livro: devorei-o! Chris Hadfield fala de como decidiu que iria ser astronauta com apenas 9 anos de idade, do seu percurso académico e profissional. Fala também das emoções que viveu, a gestão familiar que um astronauta faz, da sua experiência a bordo da Estação Espacial Internacional. O livro tem também uma faceta mais vocacionada para liderança e auto-motivação e o Chris faz questão de frisar que nós somos os nossos próprios limites. Numa palavra: Adorei! E recomendo! Infelizmente, não há (ainda) versão em português. (Se há por aí alguma editora a ler o AstroPT aqui fica uma sugestão  de livro para traduzirem e publicarem em português).

 

No próximo mês de Outubro, sai o primeiro album musical de Chris Hadfield. Chama-se “Space Sessions – Songs From a Tin Can“.

 

 

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O albúm foi gravado enquanto Chris Hadlfield estava a bordo da Estação Espacial Internacional. Fica aqui o primeiro single:

 

 

 

(inicialmente publicado aqui)

EUA estarão na Estação Espacial Internacional até 2024

Agosto 11, 2015

Vera Gomes

 

 

O Senado aprovou na terça-feira da semana passada um projecto de lei actualizando a lei de lançamento comercial e alargou a autorização da Estaçao Espacial Internacional.

 

O Senado aprovou por unanimidade o U.S. Commercial Space Launch Competitiveness Act, que Comité de Comércio do Senado havia aprovado em Maio. O projecto de lei estende-se até 2020, tanto a actual restrição sobre a capacidade da FAA (Federal Aviation Administration) para regulamentar a segurança para as pessoas que voam na nave espacial comercial (conhecido como o "período de aprendizagem") como a indemnização de lançamento de terceiros. Também autoriza a contiuação de operações da Estação Espacial Internacional até 2024.

 

O projecto de lei terá de ser conciliado com a versão da Câmara, que estende a indemnizaçao e o período de aprendizagem até 2025.

 

Podem obter mais detalhe sobre este assunto aqui.

 

 

Nasa convida terráqueos a explorar o planeta Marte com nova ferramenta online

Agosto 10, 2015

Vera Gomes

tek curiosity explorer

 

Para assinalar os três anos da presença do robot Curiosity em Marte a NASA lançou duas novas ferramentas que permitem explorar online os mistérios do planeta vermelho. Só precisa de um browser e alguma curiosidade.

 

O projeto Mars Trek já dava acesso à navegação pelo planeta com base em imagens e dados captados nos últimos 50 anos, oferecendo aos mais curiosos, alunos, cidadãos e cientistas, uma forma de explorar o terreno e ajudar na missão.

 

Agora a Experience Curiosity leva a experiência mais longe em conjunto com o robot que tem realizado as mais significativas explorações em Marte, simulando o terreno em 3D com base nos dados que têm sido recolhidos e dando aos utilizadores uma visão única do dia a dia no planeta.

 

Uma equipa da Nasa já está a usar o Mars Trek para ajudar a escolher o local onde vai "amartar" a próxima missão, em 2020, e a aplicação vai ser usada como parte do novo processo para selecionar também locais candidatos à exploração humana do planeta, prevista para 2030. Mas é também uma ferramenta de entretenimento.

 

A experiência tem mapas interativos e pode ser experimentada num browser com comandos de jogos, ou usando o teclado e rato. Os mais aventureiros podem ainda imprimir modelos físicos da topografia em impressoras 3D.

 

A aventura do Curiosity no planeta Marte começou a 6 de agosto de 2012 e o rover já fez um percurso significativo e descobertas relevantes no planeta vermelho que ainda estão a ser analisadas pelos cientistas.

 

Recorde algumas imagens mais marcantes da missão da NASA em Marte.

 

(retirado daqui)

EarthServer coloca os dados ao serviço da ciência

Agosto 06, 2015

Vera Gomes

tek earthserver

O projeto EarthServer tem como objetivo colocar os dados ao serviço da inteligência para as ciências da terra. E a versão 2 está a dar novos passos para a visualização 4D open source.

 

Gerir milhares de dados de sensores, imagens, simulações e informação estatística, numa dimensão temporal, é um desafio para as ciências da Terra, dando aos geólogos, oceanógrafos e astrónomos algumas dores de cabeça adicionais. Foi por isso que nasceu o projeto EarthServer, que está a disponibilizar aos investigadores novas ferramentas para manipular de forma fácil grandes volumes de informação. 

 

A iniciativa junta vários parceiros, entre os quais a NASA, e está focada na criação de data cubes, em 3D ou mapas 2D para facilitar a visualização de dados, usando a tecnologia para aprofundar as dimensões necessárias.

 

O projeto foi influenciado por outras iniciativas, como o Big Earth Data standards e o Open Geospatial Consortium, assim como o Inspire, e a segunda versão, que arrancou em maio deste ano, que quer chegar ainda mais longe e gerir um volume maior de dados. O plano é agora que o utilizador possa manipular os dados de forma interativa e começar a trabalhar na fronteira da visualização 4D open source.

 

 

 

(retirado daqui)

Silêncio dos críticos quando se prepara um Diálogo Espacial EUA-China

Agosto 04, 2015

Vera Gomes

 

 

Há cinco semanas atrás, o Departamento de Estado americano anunciou um acordo sobre o Diálogo Espaço Civil EUA-China  (U.S.-China Civil Space Dialogue) que começará em Outubro próximo. Com toda a hipérbole que geralmente envolve os debates de EUA-China na cooperação espacial, uma tempestade de indignação dos críticos e exuberância dos defensores poderia ter sido o esperado, mas a reação tem sido quase inexistente.

A resposta silenciosa dos críticos é tanto mais surpreendente desde o anúncio do Departamento de Estado veio na mesma altura das notícias de que a China invadiu o sistema informático Office of Personnel Management, e alegadamente roubou os dados de mais de 22 milhões de funcionários públicos actuais e antigos, assim como os dados dos seus familiares.

Na verdade, o Departamento de Estado emitiu um comunicado de imprensa listando um total de 127 "resultados" - de que o diálogo espacial civil é apenas um - a partir das conversações bilaterais entre os dois países que tiveram lugar de 22 a 24 de Junho. Ressaltando as complexidades da diplomacia, os Estados Unidos estão a punir a China no que diz respeito à segurança cibernética, enquanto concorda em se envolver em muitas outras frentes.

O Departamento de Estado está a preparar-se para a primeira reunião de diálogo espacial civil no final de Outubro na China. Kia Henry, um porta-voz do Departamento de Estado, disse que todas as discussões irão cumprir com as leis e regulamentos dos EUA. O Departamento de Estado presidirá as discussões com "o apoio da NASA, a FAA, a NOAA, o US Geological Survey e DoD.", disse Henry eles vão considerar a troca de dados via satélite ambiental e científica e questões de segurança voo espacial, como evitar colisão de satélites.

NASA é proibida por lei de se envolver em actividades bilaterais com a China, a menos que autorizada pelo Congresso ou caso entregue ao Congresso, com 30 dias de antecedência, uma certificação que tal envolvimento nao coloca "riscos de resultar na transferência de tecnologia, dados ou outras informações relacionadas com a segurança nacional ou económicas e que não terá quaisquer implicações de segurança "e não envolve os violadores dos direitos humanos conhecidos.

Kia disse que é responsabilidade da NASA apresentar a certificação exigida.

O ex-Rep. Frank Wolf (R-VA), um forte crítico da China, por muitas razões, incluindo os direitos humanos, foi em grande parte responsável por criar essa proibição há vários anos. Ele presidiu o subcomité da Câmara Dotações Comércio- Justiça - Ciência (CJS) que financia a NASA e agora está aposentado, mas o seu sucessor, Rep. John Culberson (R-TX) mantém pontos de vista semelhantes e continuou a proibição constante do projecto de lei FY2016 CJS que passou a Casa dos Representantes em Junho (e que contém o orçamento da NASA para 2016).

Fora do Congresso, os mais acerbos críticos da cooperação espacial EUA - China parecem não comentar publicamente ou Eric Sterner, investigador do Instituto Marshall, ofereceu o seu ponto de vista num editorial de 27 de Julho publicado pela Space News. Embora concordando que um diálogo possa ser valioso em áreas como a prevenção de colisões, mitigação detritos e ciência, ele vê "pouca razão convincente para essas discussões evoluírem para a cooperação espacial civil." Discordou ainda com aqueles que argumentam que colaborar no espaço leva a melhor relações geopolíticas na Terra, observando que a participação da Rússia na Estação Espacial Internacional não dissuadiu os seus líderes de invadir Ucrânia.

Um dos principais defensores da cooperação elogiou a decisão. Joan Johnson-Freese, professora na Escola de Guerra Naval que escreveu livros sobre o programa espacial chinês, disse ao SpacePolicyOnline.com que a proibição do Congresso "em grande parte serve objetivos políticos nacionais" e que o anúncio do Departamento de Estado parece ser um "reconhecimento de que em geopolítica, o diálogo é sempre melhor do que nenhum diálogo. "Ela acrescentou que trabalhar com a China num projecto de ciência espacial, por exemplo, permitiria que os Estados Unidos" saber mais sobre "procedimentos operacionais padrão e, " os seus processos de tomada de decisão"

Um ponto-chave virá em Setembro, aktura em que a Casa dos Representantes retorna ao traalho depois das férias de Agosto e a NASA envia certificação com 30 dias de antecedência. O Congresso será ocupado  com outras questões, como tentar passar uma resolução que permita ao Governo continuar em funcionamento, e talvez os temas planeados para este primeiro diálogo espacial civil sejam suficientemente não-controversos que a certificação será aceite. Ainda assim, para todo o burburinho que a questão gerou no passado, e o momento do anúncio no meio de uma troca de acusações de ciberataques chineses a bancos de dados do governo dos EUA, a reação moderada é notável.

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