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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Sugestão de leitura #51

Março 31, 2016

Vera Gomes

 

Já algum tempo que não recomendava um livro e achei que, juntando o útil ao agradável, deveria escrever sobre a mais recente publicação que tive conhecimento da NASA: um livro sobre os benefícios e o impacto que os voos tripulados tiveram na sociedade.

 

O livro apresenta uma série de estudos aprofundados sobre a interacção mútua da exploração espacial e da sociedade -  parte de uma necessidade maior para entender as relações entre ciência, tecnologia e sociedade. Depois de começar com um estudo sobre as atitudes públicas para o espaço ao longo do tempo, muda para abordar os estudos de casos específicos de potenciais "spinoffs" do programa espacial da NASA nas áreas de tecnologia médica, circuitos integrados e indústria multibilionária hoje conhecido como MEMS (sistemas microeletromecânicos). Estes estudos levantam explicitamente as questões difíceis do que pode ser considerado spinoff e quanto de qualquer spinoff reivindicada em particular pode ser atribuído à NASA. Além spinoffs, a parte final do livro considera questões mais amplas de espaço e sociedade, incluindo a controvérsia sobre o uso de componentes nucleares na nave espacial, a relação entre a NASA e o ambiente, o impacto das aplicações de satélites, bem como o impacto do programa Apollo . A exploração espacial também gerou inteiramente novas disciplinas, incluindo astrogeologia, astroqimica, e até mesmo astroteologia. O capítulo final explora a disciplina de astrosociologia.

 

A boa notícia é que o livro está disponível gratuitamente na íntegra, quer em formato PDF quer para o kindle ou outros leitores de books. Podem descarregar o livro clicando aqui e escolhendo quando o formato que mais vos convém.

 

Boas leituras!

Quantos tugas vão para o Espaço?

Março 31, 2016

Vera Gomes

Um dos 88 desenhos portugueses que partirá a bordo do CHEOPS. Crédito: Ana Amélia Patacho (12 anos)

 

Nada mais nada menos que 88. Foram 88 desenhos das crianças portuguesas que foram sorteados no âmbito de um concurso promovido pela ESA. Podem ser vistos diretamente em http://tinyurl.com/CHEOPS-sorteados. Podem também ver todos os outros desenhos que não foram sorteados em http://tinyurl.com/CHEOPS-outros.

 

A Agência Espacial Europeia (ESA) lançará para o espaço em 2018 o telescópio espacial CHEOPS. Esta será a maior participação técnica e científica de Portugal numa missão espacial do programa científico da ESA, que tem como parceiros nacionais o Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA1) e a Deimos Engenharia2.

 

Como o satélite tem o tamanho de um pequeno automóvel, a ESA resolveu decorar algumas das paredes vazias com três mil desenhos de crianças europeias, entre os 8 e os 14 anos, num concurso que contou com a participação do IA e do Planetário do Porto – Centro Ciência Viva.

 

Ao edifício do Planetário do Porto chegaram 812 desenhos de crianças portuguesas. Dos que cumpriam os critérios do concurso, foram sorteados apenas 88, de modo a preencher a cota atribuída a Portugal. E a partir de hoje, todos os três mil desenhos escolhidos podem ser visualizados no site dedicado, produzido pela Universidade de Berna, coorganizadora do desafio.

 

Durante os próximos 6 meses, a equipa de informática aplicada da U. Berna irá miniaturizar os três mil desenhos, para de seguida os gravar em duas placas metálicas. Estas placas serão acopladas ao CHEOPS alguns meses antes do lançamento, previsto para a Primavera de 2018.

 

Para saber mais, basta clicar aqui.

 

(Retirado daqui)

Quem chegará primeiro: China ou EUA?

Março 29, 2016

Vera Gomes

Bruce Dorminey assina um artigo na Forbes onde defende que os Taikonautas chineses provavelmente irão chegar primeiro do que os astronautas da NASA à superfície lunar, provavelmente em menos de cinco a dez anos, de acordo com declarações que obteve do antigo cientista lunar e geólogo Paul Spudis. Se assim for, isso vai acontecer principalmente porque a superfície lunar continua ficar fora dos planos de destino tripulados da NASA. Claro, isso não impede a Rússia, a Agência Espacial Europeia (ESA), ou numerosos empreendimentos espaciais comerciais -, que manifestaram o desejo de retornar astronautas à superfície lunar - de chegar lá mais cedo. Mas, por agora, Spudis acha que os chineses são mais propensos a fazer isso acontecer próximamente.

A troika chega à Rússia

Março 29, 2016

Vera Gomes

Depois de meses de atrasos, o governo russo finalmente aprovou o programa espacial para os próximos 10 anos com 1,406 trilhões de rublos (equivalente a 20,5 billiões de dólares) há duas semanas.

 

Oficialmente conhecido como o Programa Espacial Federal 2016-2025, ou FKP-2025, o documento estava em desenvolvimento há cerca de dois anos e passou muitos meses mais nas deliberações entre as várias agências federais envolvidas em actividades espaciais.


O pacote final inclui os orçamentos anuaais projetados para a maioria dos projetos espaciais civis e o calendário para a sua implementação. O FKP-2025 substitui o plano a 10 anos anterior, que abrangeu as actividades espaciais russas 2006-2015.

 

O orçamento espacial final aprovado é uma sombra do seu projecto de proposta de 2,315.3 triliões de rublos ($ 56.4 billiões) que circulou na Primavera de 2014, antes da queda dos preços do petróleo, a anexação da Criméia, e as sanções ocidentais resultantes que levaram a economia russa a entrar em recessão e obrigaram Moscovo a cortar gastos. O próprio facto de que o programa foi aprovado dois meses e meio após o primeiro ano que abrange já tinha começado a evidenciar duras batalhas da indústria espacial russa, que teve que lutar por cada item de linha no documento.

 

Adiados ficam os ambiciosos planos para construir um foguete gigante super-pesado, que permitiria a Rússia pousar seus cosmonautas na Lua até o final de 2020 e começar a construir uma base permanente lá. Mesmo uma proposta relativamente modesta para mudar parcialmente a família Angara, a nova geração de foguetes a partir do querosene para combustível de hidrogênio potente teve de ser adiada ainda mais, potencialmente prejudicando a competitividade russa no tradicional no mercado internacional de serviços de lançamento. 

Base Lunar até 2022, diz a NASA

Março 28, 2016

Vera Gomes

 

 

O regresso à Lua tem sido o sonho febril de muitos cientistas e astronautas. Desde que o Programa Apollo culminou com os primeiros astronautas a pôr os pés na Lua a 20 de Julho de 1969, que procuramos formas de ir de volta à Lua ... e ficar lá. Durante esse tempo, várias propostas foram redigidas e consideradas. Mas em todos os casos, esses planos fracassaram, apesar das palavras corajosas e promessas ousadas feitas.

No entanto, num seminário que teve lugar em Agosto de 2014, representantes da NASA encontraram-se com o geneticista George Church da Universidade de Havard, Peter Diamandis da X Prize Foundation e com outras partes interessadas em investir na exploração do espaço para discutir opções de baixo custo para o retorno à Lua. Os papéis, que foram recentemente disponibilizados numa edição especial do New Space, descrevem como uma das soluções poderia ser construída na Lua até 2022, com um custo relativamente abaixo de 10 biliões de doláres.

 

Podem ler mais sobre esta notícia, aqui.

Árabes de olhos em bico

Março 25, 2016

Vera Gomes

Crédito imagem: Facebook da Agência Espacial dos Emirados Árabes Unidos

 

Os Emirados Árabes Unidos, assinaram um contrato para lançar a sua sonda até Marte num foguete japonês. A Mitsubishi Heavy Industries (MHI) anunciou terça-feira passada que ganhou o contrato para lançar a sonda Hope num foguete H-2A em 2020.

 

A MHI previamente ganhou um contrato para lançar o satélite KhalifaSat de observação terrestre para os Emirados Árabes Unidos.

 

O contrato coincide com a assinatura de um acordo de cooperação entre a JAXA e a Agência Espacial dos Emirados Árabes Unidos que inclui a possibilidade de voar experiências árabes no módulo japonês Kibo.

 

Podem ler mais sobre este tópico, aqui e aqui.

Casting para vídeo promocional do Pavilhão do Conhecimento

Março 24, 2016

Vera Gomes

Text

 

O Pavilhão do Conhecimento encontra-se em fase de criação de um vídeo institucional. Trata-se de um spot promocional com a duração de um minuto e meio, que terá também uma versão mais curta de 20 segundos, onde pretendemos mostrar a diversidade da nossa programação e passar a mensagem de que este é um espaço onde todos os públicos, de todas as idades, são surpreendidos pela aventura do conhecimento.


Quem estiver disponível para participar neste anúncio enquanto figurante, está desde já convidado!As gravações terão lugar no Pavilhão do Conhecimento no próximo dia 17 de Abril, domingo.

 

Parte do dia será passado em gravações e na outra parte os "actores" poderão explorar livremente as exposições.

Os interessados deverão enviar um email para suzie@newanimationlab.com até ao próximo dia 30 de Março. A equipa da New Animation Lab, que está a produzir o spot, tratará do resto.

Portugal envolvido na construção de instrumentos para o maior telescópio do mundo

Março 24, 2016

Vera Gomes

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Investigadores e engenheiros dos consórcios MOSAIC1 e HIRES2, nos quais está inserido o Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA3), já começaram a definir as especificações dos espectrógrafos MOS e HIRES, destinados ao E-ELT4 do ESO.

 

O HIRES (High Resolution Spectrograph, ou espectrógrafo de alta resolução) é um instrumento que irá observar, com grande precisão, objetos individuais no visível e no infravermelho. Permitirá, procurar indícios de vida através da análise da atmosfera de exoplanetas, estudar a evolução de galáxias e identificar a primeira geração de estrelas que se formaram no Universo primitivo, ou determinar se as constantes do Universo variam ao longo do tempo.

 

Para Nuno Cardoso Santos (IA e Universidade do Porto): "A participação do IA no HIRES, com uma clara liderança científica e técnica em vários aspetos, encaixa perfeitamente na estratégia de longo prazo definida pela instituição nas suas várias linhas de intervenção. Além disso, coroa a capacidade única já demonstrada em projetos anteriores, como o ESPRESSO5 e oMOONS6 para o VLT, ou a missão CHEOPS7 para a Agência Espacial Europeia (ESA)".

 

Através de rastreios de alta precisão de vastas áreas do céu, no visível e no infravermelho, o espectrógrafo MOS (Multi-Object Spectrograph, ou espectrógrafo multi-objetos) permitirá a investigação da formação das primeiras galáxias e como estas se juntaram em estruturas maiores, como a Via Láctea. O estudo da distribuição da matéria normal e da matéria escura no Universo, ou como os exoplanetas se formam e evoluem, serão outros objetivos do MOS.

 

José Afonso (IA e Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa), membro do comité de supervisão para o MOSAIC, comenta: “A estratégia de desenvolvimento do IA garante que a Astrofísica nacional continuará a liderar internacionalmente por muitos anos. A capacidade científica e tecnológica adquirida nos últimos anos foi fundamental para o papel assumido nestes projetos emblemáticos para o maior telescópio da próxima década”.

 

Os contratos para os estudos de design e conceção destes instrumentos foram assinados nos dias 18 (MOS) e 22 (HIRES) de março de 2016.

 

Mais informações disponíveis no Anúncio do ESO.

 

Notas

    1. O Consórcio MOSAIC é formado pelos seguintes institutos, de 11 países:
      Alemanha - Leibniz Institute for Astrophysics Potsdam and Goettingen University; Áustria - Vienna University; Brasil - IAG, São Paulo; Laboratório Nacional de Astrofísica, Itajuba; Espanha - Complutense University of Madrid e Instituto de Astrofísica de Andalucia; Finlândia - Universidades de Helsinki, Turku e Oulu; França - GEPI e LESIA (Observatoire de Paris); Laboratoire d’Astrophysique de Marseille; IRAP, Toulouse, ONERA; Itália - INAF-Osservatorio Astronomico di Roma; Países Baixos - Amsterdam University; NOVA, Leiden Observatory, Universiteit Leiden; Portugal - Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, Universidade de Lisboa e Universidade do Porto; CENTRA; Reino Unido - UK Astronomy Technology Centre, STFC; RALSpace, STFC; The University of Oxford; Durham University; Suécia - Universidades de Estocolmo, Lund e Uppsala.
    2. O Consórcio HIRES é formado pelos seguintes institutos, de 12 países:
      Alemanha - Leibniz Institute for Astrophysics, Potsdam; Institut für Astrophysik, Universität Göttingen; Zentrum für Astronomie Heidelberg, Landessternwarte; Thüringer Landesternwarte Tautenburg; Hamburger Sternwarte, Universität Hamburg; Brasil - Board of Observational Astronomy, Universidade Federal do Rio Grande do Norte; Mauá Institute of Technology; Chile - Pontificia Universidad Catolica de Chile, Centre of Astro Engineering; Universidad de Chile, Department of Astronomy; Universidad de Concepcion, Center of Astronomical Instrumentation; Universidad de Antofagasta; Dinamarca - Niels Bohr Institute at the University of Copenhagen; Institute of Physics and Astronomy at the University of Aarhus; Espanha - Instituto de Astrofísica de Canarias; Instituto de Astrofísica de Andalucía-CSIC; Centro de Astrobiología; França - Laboratoire d’Astrophysique de Marseille; Institut de Planétologie et d’Astrophysique de Grenoble; Laboratoire Lagrange de l’Observatoire de la Côte d’Azur; Itália - Istituto Nazionale di AstroFisica (Instituto lider); Polónia - Nicolaus Copernicus University in Torun, Faculty of Physics, Astronomy and Informatics; Portugal - Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, Universidade do Porto e Universidade de Lisboa; Reino Unido - Cavendish Laboratory University of Cambridge; Institute of Astronomy University of Cambridge; UK Astronomy Technology Centre; Centre for Advanced Instrumentation - Durham University; Institute of Photonics and Quantum Sciences (School of Engineering and Physical Sciences, Heriot-Watt University); Suécia - Department of Physics and Astronomy, Uppsala University; Suíça - Université de Genève, Département d’Astronomie (Observatoire de Genève); Universität Bern, Physikalisches Institut.
    3. O Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA) é a maior unidade de investigação na área das Ciências do Espaço em Portugal, englobando a maioria da produção científica nacional na área. Foi avaliado como “Excelente” na última avaliação que a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) encomendou à European Science Foundation (ESF).
    4. O E-ELT (European Extremely Large Telescope ou telescópio europeu extremamente grande), terá um espelho composto por 798 hexágonos de 1,45 metros cada, com estrutura em favo de mel, que em conjunto somarão 39,3 metros de diâmetro. Prevê-se que o E-ELT tenha precisão suficiente para, por exemplo, analisar as atmosferas de exoplanetas ou medir em tempo real a aceleração da expansão do Universo.
      Portugal, como membro de pleno direito do ESO, é um dos parceiros deste projeto, contribuindo com 5,1 milhões de euros até 2023, cerca de 0,5% do custo total do telescópio.
    5. O ESPRESSO (Echelle SPectrogaph for Rocky Exoplanet and Stable Spectroscopic Observations) será um espectrógrafo de alta resolução, a ser instalado no observatório VLT (ESO). Tem por objetivo procurar e detetar planetas parecidos com a Terra, capazes de suportar vida. Para tal, será capaz de detetar variações de velocidade de cerca de 0,3 km/h. Tem ainda por objetivo testar a estabilidade das constantes fundamentais do Universo. O Consórcio responsável pelo desenvolvimento e construção do ESPRESSO é constituído por instituições académicas e científicas de Portugal, Itália, Suíça e Espanha, bem como membros do Observatório Europeu do Sul. Os parceiros portugueses são o IA (que lidera a participação portuguesa) e a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
    6. O MOONS (Multi-Object Optical and Near-infrared Spectrograph, ou espectrógrafo multi-objetos no ótico e infravermelho próximo), é um espectrógrafo que será instalado num dos telescópios do VLT. Durante o seu tempo de vida (10 anos), irá observar cerca de 10 milhões de galáxias, para o estudo da formação e evolução destes sistemas ao longo da história do Universo. Permitirá ainda sondar a estrutura da Via Láctea, observando estrelas até uma distância de 40 mil anos-luz, incluindo regiões obscurecidas por poeira, para a construção de um mapa tridimensional da nossa galáxia.
    7. O CHEOPS (CHaracterising ExOPlanets Satellite, ou Satélite de Caracterização de Exoplanetas) será um telescópio espacial que irá procurar e estudar planetas noutros sistemas solares. Está a ser construído numa colaboração entre o Programa Científico da Agência Espacial Europeia (ESA) e um consórcio de países, liderado pela Suíça, e no qual o Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço e a empresa Deimos Engenharia estão fortemente envolvidos. A data prevista para o lançamento é de meados de 2018.

(retirado daqui)

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