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"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

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EUA: Sistema anti-mísseis na Europa necessário contra ameaça iraniana - Bush

Outubro 23, 2007

Vera Gomes

O presidente norte-americano George W. Bush declarou hoje que os planos para a instalação de um sistema anti-mísseis na Europa são urgentemente necessários para contrariar uma ameaça emergente de um ataque do Irão.

"Se (o Irão) decidir fazê-lo e a comunidade internacional não tomar medidas para o impedir, é possível que o Irão possa ter essa capacidade. E temos que levá-lo a sério, já", afirmou.

O último aviso de Bush sobre as ambições nucleares do Irão surgiu durante um discurso sobre a sua política de segurança na Universidade de Defesa Nacional.

Declarou que as estimativas das agências de informações dos Estados Unidos mostram que o Irão poderá ter capacidade para atacar território norte-americano e europeu até 2015.

"A necessidade de uma defesa anti-mísseis na Europa é real e creio que é urgente", sublinhou o presidente.

A advertência de Bush quanto ao Irão foi desmentida, também hoje, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, durante uma visita a Tóquio.

Lavrov declarou que as iniciativas de defesa anti-mísseis dos Estados Unidos na Europa e na Ásia se baseiam numa análise errónea da ameaça representada pelo Irão.

"A Coreia do Norte representa uma ameaça fundamental, mas o Irão não", disse Lavrov ao ministro dos Negócios Estrangeiros japonês, Masahiko Komura, segundo um funcionário nipónico.

Bush procurou afastar as preocupações da Rússia e chamar Moscovo para o processo, retratando o sistema proposto como um "esforço cooperativo" contra "uma ameaça emergente que nos afecta a todos".

Bush declarou que a proposta do presidente russo, Vladimir Putin, de instalar sistemas anti-mísseis no Azerbaijão e sul da Rússia, "podia ser incluída como parte de um sistema mais vasto de controlo de ameaças" e deixou claro que o plano com bases na Polónia e República Checa continua a ser a opção defendida por Washington.

"O perigo de ataques com mísseis balísticos é uma ameaça que partilhamos e devemos responder em conjunto a esta ameaça", adiantou.

RP.

Lusa/Fim

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