Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Start-ups vindas do espaço

Abril 02, 2015

Vera Gomes

 

Há uma longa tradição de transferência de tecnologia de um sector para outro para melhorar a vida no nosso planeta, e, no caso de espaço que pode levar a algumas ligações improváveis entre histórias de sucesso da ciência, como a Philae, e busca de percevejos em quartos de hotel ou entre a missão lunar SMART-1 e a eficiência de energia geotérmica.

A Euronews visitou dois dos centros de incubação de empresas da ESA 11 em toda a Europa, um em Barcelona, o outro perto de Oxford. Fica o video. : )

Quanto custa ir ao Espaço?

Abril 01, 2015

Vera Gomes

quanto-custa

 

Quando falamos de projectos espaciais, falamos em termos financeiros de milhões de euros. Valores que são tão elevados que são totalmente abstractos, ou seja, não conseguimos quantificá-los num imagem mental sequer. Verdade seja dita: muitos de nós não ganharemos 1/3 do custo de um projecto espacial durante toda a nossa vida produtiva.

 

O custo é um dos argumentos principais utilizados por aqueles que defendem que deveríamos utilizar esse mesmo dinheiro para outros projectos que são desenvolvidos na Terra, sejam eles de carácter científico ou não.

 

Mas... será que custa assim tanto a nós contribuintes investir no Espaço?

Vejamos o caso da Rosetta:

- custo total da missão: €1,4 biliões

- daria para comprar 4,2 aviões Airbus A380....

 

Quanto custou no total aos cidadãos europeus? 3,50€. Mais barato do que um bilhete de cinema. Mais barato que um maço de tabaco (e muito mais saudável também).

 

Reparem que a missão Rosetta durou vários anos, portanto, a missão custou 20 cêntimos (sim, vinte cêntimos) por dia! Menos do que um café, um pastel de natal ou o bilhete do autocarro!

 

Crédito: Scienceogram UK

 

 

Mais exemplos? Um grupo de cientistas propôs à ESA lançar uma missão a Vénus em 2025 - a Envisat. A missão tem um custo previsto de €450 milhões. Custo a cada um dos cidadãos europeus? 1,5€ (um euro e cinquenta cêntimos). Continua a ser mais barato do que um bilhete de autocarro....

 

 Crédito: Sienceogram UK

 

No gráfico abaixo está demonstrado quanto custa a cada cidadão de diferentes países, o investimento que esse mesmo país fez. Estes dados referem-se ao ano 2010 e estão expressos em dólares (1 dólar é aproximadamente 1,096€). Nos Estados Unidos, o investimento estatal no Espaço representa um esforço de 155,7 dólares por ano a cada americano. Em Portugal, custa 2,80€.

 

Se repararem na China e Índia aparecem no gráfico como sendo os países com menor custo per capita (ou seja, por pessoa) no espaço. Contudo, isto deve-se ao facto da população na China e na Índia ser bastante numerosa e por isso, o rácio fica menor.

 

Crédito: Livro "Yearbook on Space Policy 2010/2011"

 

Sem falar em todos os benefícios da exploração espacial, mas focando apenas no retorno económico do investimento que os governos fazem na exploração/ actividades espaciais, é importante reter que: por cada euro investido, estima-se um retorno de aproximadamente 8 euros (1€ = 8€). Nada mau, hein?

 

Roupa interior feita de tecido espacial é resistente ao calor

Outubro 15, 2014

Vera Gomes

 

Graças à ESA e a um tecido de alta tecnologia usado em roupas espaciais, os operários metalúrgicos da Suécia poderão em breve vestir roupa interior mais fresca e mais segura no trabalho.

 

Cathrin Persson trabalha na indústria do aço da Suécia desde 1998. Todos os dias, quando se veste para o trabalho, a soldadora tem um problema: há poucas opções de roupa interior resistente ao calor - e ao fogo - no mercado e nenhuma é para mulheres. 

 

Assim, como a maioria dos operários das indústrias metalúrgicas, Cathrin usa roupa interior normal, o que está longe de ser o ideal porque o algodão queima com facilidade e retém o calor. E para as mulheres, a roupa interior comum não cobre adequadamente a zona do peito.

 

“Quando se está a soldar, voam faíscas”, explica Cathrin. “As faíscas caem em cima de nós como se fosse chuva. Fazem buracos nos nossos fatos e quando as faíscas chegam à pele só param quando são travadas por alguma coisa. No caso das mulheres, esse travão é geralmente o soutien.” 

 

No entanto, graças à tecnologia espacial, a rotina matinal de Cathrin pode mudar brevemente. Com base no Nomex, um tecido muito resistente usado nos fatos dos astronautas, a empresa sueca de roupa interior Björn Borg criou protótipos desenhados especificamente para as condições extremas das fábricas de siderurgia. 

 

Chamado “Thunderwear” (vestuário trovão), a nova linha de roupa interior foi lançada este verão num desfile de moda em Estocolmo. 

 

Tendo sido um dos cinco modelos-metalúrgicos na passerelle, Cathrin ficou impressionada com o Nomex: “Foi sujeito a chamas diretas e não ficou com marcas.” 

 

Mas ainda mais importante para uma mulher que trabalha com aço “cozinhado” a temperaturas superiores a 1050º C, é que o tecido de alta tecnologia não retém o calor: “Toquei no tecido logo a seguir e estava morno.” 

 

O vestuário existe graças ao Programa de Transferência de Tecnologia da ESA (TTP na sigla inglesa). O ano passado, a responsável pela rede TTP sueca, Cecilia Hertz, da Umbilical Design, deparou-se com o problema durante um encontro com representantes da Jernkontoret, a Associação Sueca de Produtores de Aço. 

 

Contactou a seguir a empresa fabricante de roupa interior Björn Borg, que se mostrou imediatamente interessada. Finalmente, Cecilia abriu um concurso na rede TTP para encontrar um material espacial adequado. 

 

A empresa italiana D'Appolonia sugeriu a Nomex. “Temos experiência em materiais para vestuário de proteção e propusemos algumas soluções”, disse Andrea Maria Ferrari, da Nomex. 

 

Andrea ficou impressionada pela maneira como a Björn Borg conseguiu adaptar materiais de alta tecnologia da Nomex - geralmente bastante ásperos - para serem usados em roupa interior. 

 

O astronauta da ESA Christer Fuglesang, que participou do desfile de moda Thunderwear, vestiu equipamento da Nomex para o espaço (mas não roupa interior, os astronautas vestem as suas próprias cuecas no trabalho diário no espaço): “Estes projetos mostram-nos como podemos usar a tecnologia espacial em terra e para mudar a sociedade.

 

(retirado daqui)

Invenções espaciais de borla

Fevereiro 25, 2014

Vera Gomes

ESA labs

 

Credits: ESA/Guus Schoonewille

 

 

 

Empresas espaciais e organizações de Estados membros da ESA e no Canadá são convidados a apresentar o seu interesse em utilizar invenções da ESA .

Como uma organização de pesquisa, a ESA encoraja, protege e licencia inovações ou invenções resultantes de suas próprias atividades, a fim de cumprir sua missão de cooperação entre os Estados-Membros em pesquisa e tecnologias e suas aplicações espaciais, e apoia a competitividade mundial da indústria europeia.

 

 

 

A ESA patenteia até 20 invenções por ano e ainda um portfólio de cerca de 450 pedidos de patentes e patentes, que abrangem temas como cargas de rádio-frequência e sistemas, estruturas e pirotecnia, tecnologias e técnicas eletromagnéticas , materiais e processos , robótica , óptica, elétrica energia e propulsão.

ESA faz suas invenções disponíveis, gratuitamente, através do seu Programa de Transferência de Tecnologia Escritório de forma não -exclusiva para a indústria espacial dentro de seus 20 Estados-Membros. Para uso por empresas de fora de Estados Membros da ESA ou para aplicações não- espaciais, existe um modelo de licenciamento diferente, permitindo que a Agência para pedir royalties.

Modelos de licenciamento pode ser baixado através do link abaixo, bem como mais informações sobre a política de propriedade intelectual da ESA.

O objetivo desta chamada para o interesse é consituir uma carteira de empresas interessadas e em condições de licenciamento da ESA e incentivar o seu uso e licenciamento das inovaçoes technol+ogicas que advêm da exploração espacial. O prazo para a chamada é de 5 Março de 2014.

Mais informações aqui.

Empresa criada por português produz guias turísticos baseados em ligação por satélite

Setembro 17, 2013

Vera Gomes

 
Cidades disponível nos guias do Farol

 

 

Está de visita a uma nova cidade e procura alguma coisa interessante para fazer? Use uma nova aplicação apoiada em informação de satélite, desenvolvida por um português e apoiada pela ESA. 

 

Com 11 das principais cidades europeias já disponíveis nos guias da Farol City Guides, esta aplicação é uma solução fácil para pessoas com pouco tempo disponível. Em 2012, a aplicação foi selecionada pela cidade do Porto, como guia oficial online.

Na preparação da sua visita a uma cidade, a aplicação inteligente tem em conta o tempo disponível, a localização e o que gostaria de visitar, adaptando-se em tempo real ao seu perfil. 


 

Mais importante ainda, trabalha totalmente offline, com todas as informações descarregadas previamente, o que evita os elevados custos de roaming.

 

A aplicação oferece de forma rápida e fácil o melhor que uma cidade tem para oferecer numa estadia curta. A ideia surgiu em 2009, quando Bruno Fernandes estava à procura de informação sobre o que visitar durante um fim-de-semana em Roma. “A extraordinária quantidade de informação turística disponível sobre o que visitar nos poucos dias que eu ia estar em Roma foi o que me levou a criar a Farol,” diz Bruno, que na altura fundou a empresa alemã LatitudeN, para desenvolver a app.  “Normalmente demora muito tempo até encontrarmos exatamente o que procuramos, principalmente se só temos metade de um dia durante uma visita curta.”

 

“O Bruno veio até nós como empreendedor, pedindo o nosso apoio, a transformar a sua ideia num negócio,” explicou Frank Zimmermann, Diretor do cesah GmbH Centrum für Satellitennavigation Hessen, a companhia contratada para gerir o Centro de Incubação de Empresas da ESA, em Darmstadt, parte do Programa de Transferência de Tecnologia da ESA. “Ajudámo-lo a amadurecer a ideia, fornecemos apoio financeiro inicial, espaço de escritório e ajuda especializada para um início sólido da empresa.” Com o apoio do centro da ESA, a ideia foi então desenvolvida e transformada num produto completo.

 

Os guias Farol City Guides otimizam o tempo gasto numa cidade, mostrando as mais relevantes opções de visita, de acordo com as suas preferências, e integrando informação das escolhas presentes e passadas.

 

“A nossa missão é criar uma maneira simples e inteligente de sentir e explorar ambientes desconhecidos, fazendo a ponte entre a informação disponível e as expectativas do viajante real,” reforça Bruno, acrescentando que o turismo, o lazer e a mobilidade inteligente são o âmago da empresa.

 

A chave é a disponibilidade de sinais de posicionamento altamente precisos. Com isto, os guias da Farol City Guides estimam o tempo que as pessoas demoram para se deslocar nos locais a visitar, otimizando as rotas e mostrando-as no mapa de navegação da app. 

Com a integração de um poderoso software baseado em inteligência artificial para estabelecer a rota transforma a aplicação do smartphone num ‘companheiro de viagem’ muito fácil de usar. 

 

Além do Porto, os guias da Farol também já estão disponíveis em importantes cidades europeias, tais como Paris, Londres, Berlim, Roma ou Amsterdão.

 

Através de uma parceria estabelecida em 2011 com uma editora líder no mercado europeu em conteúdos turísticos digitais, irão em breve cobrir os 25 principais destinos turísticos na Europa. A aplicação está neste momento disponível para Android. Uma versão para iPhone estará disponível em meados de setembro. Bruno Fernandes sublinha, “Estamos a pesquisar continuamente técnicas para melhorar a precisão na posição da tecnologia Farol. A integração de sinais do Galileo irá trazer em breve um valor adicional ao produto. 

 

A estratégia de pesquisa e desenvolvimento da LatitudeN passa pela colaboração com universidades, institutos de investigação e outras companhias pequenas para se manter na linha da frente do uso de satélites para a navegação de peões, quer para atividades outdoor como indoor. Com os guias Farol City Guides, a empresa ganhou o prémio KIS4SAT para pequenas e médias empresas no sector de Navegação por Satélite, em 2011.

 

Um ano mais tarde, a Farol foi escolhida pela Eurisys como um dos 30 melhores exemplos de colaboração no setor de navegação por satélite entre os municípios e as pequenas e médias empresas, com a aplicação Farol Porto a ser escolhida como o guia oficial da cidade nortenha.

 

A ESA apoia mais de 200 start ups e empreenderores, como é o caso da LatitudeN e de Bruno Fernandes, na aplicação das suas ideias à tecnologia espacial e aos serviços com base no espaço no desenvolvimento de negócios, através do Programa de Transferência de Tecnologia e das oito incubadoras de empresas, distribuídas por seis países.  

 
 
 
 
Bruno Fernandes
 
 
 
 
 “Receber o apoio do BIC da ESA em Darmstadt foi uma grande ajuda para o desenvolvimento do nosso sistema e para montar o negócio. Lá tivemos acesso a contactos da indústria, apoio técnico e ainda a chancela da ESA,” diz Bruno.
 

Completando o período de incubação com um sistema operacional que sobre muitas cidades europeias, a empresa conseguiu angariar investimento em abril.  “O financiamento permitiu-nos acelerar o desenvolvimento da Farol,” acrescenta Bruno.  “O próximo passo é cobrir as 25 cidades mais visitadas da Europa. O que esperamos concluir ainda em 2013. Depois disso planeamos olhar para fora da Europa, inicialmente para as maiores cidades americanas.”

 

Podem ver mais sobre este caso de sucesso aqui.

 

(Press release da ESA)

 

Porque vamos para o espaço?

Agosto 21, 2013

Vera Gomes

 
 
Um dos leitores partilhou ao Astropolitica os mais recentes números relacionados com as vantagens da exploração espacial publicados pela NASA. O relatório de 2012 sobre os spinoffs da Nasa reflecte os negócios e os novos produtos que surgiram relacionados com tecnologia espacial. O relatório completo pode ser lido aqui. (a imagem acima encontra-se na página 12).
 
Nesta página podem ainda ver um powerpoint com mais casos de sucesso de aplicação de tecnologia espacial: desde a aviação à medicina.
 
 
 

 

 

Pesquisa espacial deu origem a novo sistema ultra-som para cuidados de saúde

Junho 28, 2011

Vera Gomes

Cientistas do National Biomedical Research Institute (NSBRI) desenvolveram ferramentas que alarga o uso de ultrasons durante a estadia espacial e na Terra, especialmente em meios rurais e desertos. Estas ferramentas incluem técnicas que permitem a ajuda dos espacialistas por via remota de forma a ajudar à execução dos exames ultrasom. O sistema ultrasom ptem inumeras aplicações - fracturas osseas, pulmões, pedra nos rins, etc - tanto no Espaço como na Terra.

 

Para saber mais, clicar aqui.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Onde compro livros

Free Delivery on all Books at the Book Depository

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2014
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2013
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2012
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2011
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2010
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2009
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2008
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2007
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2006
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2005
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
Follow