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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Brasil perdeu um satélite

Dezembro 12, 2013

Vera Gomes

 

Ilustração de um satélite da série CBERS na órbita da Terra: lançamento tapa lacuna de quase 4 anos na capacidade do Brasil de produzir imagens da Terra desde o espaçoFoto: Divulgação/Inpe

 

 

Ilustração de um satélite da série CBERS na órbita da Terra

Divulgação/Inpe

 

O satélite Cbers-3 que ia a bordo de uma nave chinesa perdeu-se completamente na explosão verificada no lançador chinês.

 

Na minha opinião este incidente reflecte, infelizmente, a história do programa espacial brasileiro: muito boa vontade e motivação, mas incapacidade de concluir algo com sucesso. O Brasil apresenta um problema grave que sem o colmatar andará sempre a "reboque" de outros que é a falta de mão de obra especializada e um sector espacial consolidado.

 

Aquilo que temos assistido nas parcerias com a China é que a transferência de know how e tecnologia para o Brasil têm sido quase nulas. O Brasil celebrou algumas parcerias com centros de investigaçao e universidades europeias (já reportadas no Astropolitica). Contudo, o Brasil precisa de ir mais longe! Precisa de celebrar parcerias e cativar empresas na área espacial. Por exemplo, com empresas portuguesas porque têm a vantagem de ter a língua em comum além de parcerias governamentais já existentes que poderão facilitar a que sejam abertas filiais ou constituidos consórcios entre empresas brasileiras e portuguesas.  Aí sim, o tecido empresarial brasileiro poderá começar a formar-se de forma sólida e a ocorrer transmissão de know-how para o Brasil.

 

Poderão ler mais sobre o acidente com o satélite brasileiro e o lançador chinês aqui e aqui.

Depois da Alemanha, o Brasil coopera com a Rússia

Outubro 31, 2013

Vera Gomes

 

 

 

 

 

 

 

A Rússia e Brasil discutiram as perspectivas de cooperação na indústria espacial tendo em vista o desenvolvimento do ambicioso programa espacial do Brasil, disse o ministro da Defesa russo Sergei Shoigu.

A delegação russa, liderada pelo Shoigu, visitou o Brasil durante uma viagem pela América-Latina, de 14 a 17 de Outubro.

"Discutimos, em particular, o desenvolvimento conjunto de satélites e um programa separado para a indústria espacial brasileira", disse Shoigu aos repórteres em Moscovo. "Nós concordamos em criar um grupo de trabalho de profissionais e especialistas, que em breve começará a elaboração de propostas sobre esta parte da nossa cooperação " acrescentando que os projetos conjuntos incidirão sobre observação remota da Terra e telecomunicações .

O Brasil tem planos ambiciosos para se tornar auto-suficiente enquanto fornecedor de serviços de lançamento e em tecnologia espacial, apesar de seus esforços terem sido ameaçados por uma escassez de financiamento e de pessoal qualificado.

O Brasil recentemente relançou o seu projecto Veículo Lançador de Satélites (VLS -1), que havia sido colocado em espera, em 2003, depois de uma explosão que matou 21 pessoas.

A Rússia está ajudar o Brasil a concluir o projeto VLS-1, usando tecnologia russa sob um acordo prévio entre a Agência Espacial Federal Russa  (Roscosmos) e da Agência Espacial Brasileira (AEB).


Há umas semanas atrás, o Brasil iniciou também uma cooperação com a Alemanha que podem ler mais sobre este assunto aqui.



Centro aeroespacial alemão ajuda programa brasileiro

Outubro 11, 2013

Vera Gomes

 

 

 

 Os presidentes da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, e do Centro Aeroespacial Alemão (DLR), Johann Dietrich Wörner, assinaram um acordo de cooperação para a formação de recursos humanos qualificados no âmbito do Programa Ciência sem Fronteiras (CsF) Espacial.

 

O documento, assinado em paralelo com o 64º Congresso Internacional de Astronáutica, em Beijing, na China, visa intensificar a cooperação entre Brasil e Alemanha na área espacial através do intercâmbio de especialistas em projectos e missões de interesse comuns e da qualificação de profissionais em ciência, tecnologia e inovação com cursos de pós-graduação e estágios.

 

O desenvolvimento do acordo concentrar-se-à em áreas tecnológicas de interesse para as duas instituições e será executado com bolsas do CsF. Cabe a AEB e ao DLR indicarem universidades, centros de pesquisa e empresas apropriadas, bem como projectos de cooperação, planeados ou em execução, para qualificar os profissionais.

 

O programa de cooperação entre os dois países tem por base o Acordo-Quadro entre os dois governos sobre pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico, de Março de 1996, e o acordo entre a AEB e o DLR sobre cooperação para a exploração e o uso do espaço exterior para fins pacíficos, de Fevereiro de 2002.

 

O CsF Espacial irá oferecer 300 bolsas de estudo até 2014. O CsF é um programa do governo Federal gerido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), ligada ao Ministério da Educação (MEC).

 

 

 

Fonte: Agencia Espacial Brasileira

BRICS e a construção de China e Índia: A fazer uma nova ordem mundial?

Outubro 07, 2013

Vera Gomes

 


Escrita por Jagannath P. Panda esta monografia "BRICS e a construção de China e Índia: A fazer uma nova ordem mundial?" pretende compreender e contribuir para as análises estratégicas da política externa, de segurança e questões de política económica que estão ligadas à ascensão dos BRICS. Esta monografia não é apenas um estudo sobre BRICS em si, mas é também sobre a China e a Índia, as duas potências mais vitais deste grupo.


Este estudo foi escrito no contexto indiano e tem tentado aprofundar o curso de China e Índia dentro dos BRICS. Em resumo, esta monografia explora a ascensão dos BRICS no contexto das potências emergentes ou diálogo do mundo em desenvolvimento, particularmente da China e da Índia, ao contextualizar a complexidade de configurações mútuas destes dois países. Se os BRICS podem produzir qualquer resultado construtivo a favor do Sul dependerá fortemente da conduta racional e política externa destes dois eminentes países vizinhos da Ásia.


Na minha opinião, esta dinâmica entre os BRICS, China e India, ajuda a compreender um pouco melhor a impotância que o Espaço assume para estes países e para as suas relações. A análise da política espacial não pode, nem deve ser feita de forma isolada e estanque, mas sim como parte de um todo das dinâmicas das nações.


Podem fazer o download gratuito desta monografia aqui.




Nota: os países que fazem parte dos BRICS, são: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Esta expressão é utilizada para designar este grupo de países como mercados emergentes.



Thales Alenia Space faz contrato com o Brasil

Agosto 15, 2013

Vera Gomes

 

 

O grupo Thales Alenia Space anunciou na passada terça-feira que ganhou um contrato de cerca de 300 milhões de euros para construir um satélite para o programa espacial brasileiro.

 

A encomenda consiste num satélite geoestacionário tanto para uso civil como militar. Fontes oficiais do brasil afirmaram que "Internet a alta velocidade será disponibilizada a toda a nação e ainda assegurar a soberania nas comunicações civis e militares".

 

O satélite será colocado em órbita pela Arianespace.

 

Para saber mais sobre este contrato, clique aqui.

 

Brasil no Congresso Internacional de Astronáutica

Novembro 08, 2012

Vera Gomes

 

 

Este ano o Congresso Internacional de Astronáutica (IAC) teve lugar em Nápoles, Itália. O Dr. Álvaro dos Santos, brasileiro, apresentou um artigo interessantíssimo sobre a monitorização por satélite da área florestal da Amazónia brasileira.

 

Um artigo que vale a pena ler e que vem dar um exemplo da importância do uso de tecnologia espacial e de satélites na economia e gestão de recursos naturais.

 

Podem ler o artigo na íntegra, aqui.

Brasil e Irlanda assinam acordos de Ciência sem Fronteiras

Outubro 11, 2012

Vera Gomes

 O Presidente da Irlanda, Michael Higgins, encontrou-se hoje, em Brasília, com a homóloga brasileira, Dilma Rousseff, e com o ministro da Educação do Brasil, Aloizio Mercadante, e assinou acordos relativos ao Programa Ciência sem Fronteiras.

 

Segundo a Agência Brasil, o objetivo dos acordos é a concessão de até 2.000 bolsas de estudo a estudantes brasileiros em instituições de ensino superior da Irlanda nos próximos três anos nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

 

Higgins afirmou, em discurso, que a ciência e a tecnologia precisam de investimento "independentemente de fronteiras". O presidente irlandês fica no Brasil até à próxima quinta-feira.

 

(in DN)

 

Relembro também que aqui falei da questão da falta de recursos humanos especializados no Brasil é um dos desafios que o programa espacial brasileiro enfrenta.

Brasil

Abril 01, 2012

Vera Gomes

Já falamos algumas vezes sobre o Brasil no Astropolitica (pode ver uma lista de referências aqui).

 

Considerando os inúmeros insucessos da exploração espacial brasileira, muitos esqueceram que o Brasil tem e teve um programa espacial. Prova disto - e muito mais - pode ser encontrado no mais recente relatório de 1982 da CIA, que foi agora desclassificado, sobre o programa espacial brasileiro onde os analistas da CIA acreditavam que o Brasil estaria prestes a ter um avanço significativo no seu próprio veículo de lançamento. 

 

O relatório intitulado "Programa de Lançadores Espaciais Brasileiros" foi produzido pelo National Photographic Interpretation Center (NPIC), que na época era dirigido pela CIA. NPIC foi responsável pela análise fotografias de reconhecimento de satélite e aviação e produzir relatórios sobre o que viam. Apesar deste relatório apenas ter 14 páginas foi suposto ser uma visão geral de tudo: desde complexos industriais até aos veiculos de lançamento. 

 

O programa espacial brasileiro teve inicio em 1961 e resultou no bem sucedido desenvolvimento da Sonda I, II e III, inicialmente utilizados para pesquisa meteorológica. A localização de Alcântara, 3 graus abaixo do equador, confere-lhe uma localização previligiada uma vez que beneficia da rotação da Terra.

 

Podem ler o relatório aqui e o artigo do Dwayne Day sobre o assunto aqui.



 

Brasil assina Carta Internacional de Grandes Desastres

Novembro 10, 2011

Vera Gomes

O Insituto Nacional para Investigação Espacial (INIE) do Brasil tornou-se formalmente o mais recente membro da Carta Internacional de Grandes Desastres.

 

Segundo o Director do INIE, Gilberto Câmara, "O Brasil já beneficiou do apoio dos membros da Carta em Janeiro 2011 quando uma grande cheia matou mais de 800 pessoas e deslocou centenas no estado do Rio de Janeiro. "Ao aderir à Carta, o INIE i´rá estar melhor preparado para ajudar os brasileiros e a sociedade internacional caso ocorra um grande desastre".

 

O INIE é agora o 13º membro da Carta. Outros membros recentes foram o Centro Aeropespacial da Alemenha e o Instituto de Pesquisa da Coereia. O EUMSAT e a ágência espacial russa já fizeram pedido de adesão.

Os Europeus roubam "casquinhas" aos brasileiros

Outubro 18, 2011

espacoedireito

É o primeiro lusófono Doutor em Direito do Espaço saiu da Universidade de São Paulo há uns meses, com uma tese arrojada com impactos económicos estratégicos relevantes. De facto, o maior Estado da América do Sul, com acesso directo à linha do Equador, a linha de órbita mais barata, acaba de entrar na corrida ao espaço, abrindo as candidaturas para os voos com partida de Alcântara. Por isso, qualquer claúsula jurídica que venha a reduzir o acesso a plataformas de lançamento da Guiana francesa ou a aumentar o seu custo de lançamento, são muito bem-vindas. A tese propõe a delimitação jurídica horizontal do espaço aéreo do espaço sideral. Na prática,  cada vez que a Ariane Space lança da Guiana Francesa passa bem longe do espaço aéreo do Brazil, mas a existir espaço sideral da responsabilidade dos Estados, estará a invadir território brasileiro durante uns segundos. "Só uma casquinha" que poderá custar milhões. A ser aceite pela COPUOS, levará a considerar se os voos milionários propostos pela Virgin, não passarão de voos um pouco mais acima do que o normal. Ou, por exemplo, se os misseis intercontinentais não estarão a invadir territórios nacionais antes de atingir os seus alvos.

 

Fica o dilema. Portugal, como parceiro estratégico e económico em múltiplas plataformas do Brasil, e membro da ESA, que lança maioritariamente pela Ariane Space, deverá tomar posição no próximo reunião do COPUOS, onde a proposta será feita.

 

Aqui fica as imagens de uma entrevista dada pelo primeiro Doutor em Direito do Espaço lusófono!

 

 

 

 

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