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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

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"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

O sonho impossível de Reagan

Fevereiro 04, 2016

Vera Gomes

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A impressão de um artista de uma primeira versão do projeto NASP X-30 em vôo [crédito: NASA]

 

A 4 de Fevereiro de 1986, poucos dias depois dos Estados Unidos ficarem chocados com o desastre do vai e vém Challenger, o presidente Reagan apresentou-se perante o Congresso para dar o seu discurso do Estado da União. "Nós continuaremos com nossos vôos de vai e vém espaciais. Nós avançaremos com a construção da nossa estação espacial. E nós iremos para a frente com a pesquisa sobre um novo Expresso do oriente (Orient Express) que poderá, até ao final da próxima década, descolar do Aeroporto de Dulles, acelerar até 25 vezes a velocidade do som, alcançando órbita baixa da Terra ou voar para Tóquio em 2 horas . "


A ideia de Reagan  de um 'Orient Express' não era uma ideia nova, mas o seu anúncio permitiu a que um projecto do mundo "negro" dos orçamentos classificados viesse a público. As suas palavras tinham sido cuidadosamente escolhidas para enfatizar o potencial para uma nova era de transporte rápido para o público em geral, mas, na realidade, o National Aerospace Plane (NASP), como o projecto foi oficialmente baptizado, estava a ser projectado com um papel muito diferente e prometeu a realização de um sonho que remontava ao final da década de 1950.

 

Podem ler mais sobre este projecto e o "anúncio" de Reagan, aqui.

 

Afinal nem todos querem ir à Lua

Novembro 06, 2015

Vera Gomes

Woerner at IAC

Director-Geral da ESA Johann-Dietrich Woerner discute o seu conceito de uma organização internacional "Moon Village" no Congresso Internacional de Astronáutica, em Jerusalém, em Outubro passado. Crédito: ESA / C. Diener

 

O Director Geral da ESA apresentou no Congresso Internacional de Astronautica, que se realizou em Israel em Outubro passado, a idade de uma Aldeia Lunar (Moon Village ou Lunar City). Passado alguns dias, o Director do Gabinete de Espaço Comercial da Administração Federal de Aviação (FAA), George Nield, endossou o conceito de Aldeia Lunar defendida pelo Director Geral Johann-Dietrich Woerner da Agência Espacial Europeia (ESA), mas pediu a inclusão do sector comercial, e não apenas dos governos, na construção e operação.

 

A NASA, contudo, já deixou claro nos últimos 5 anos que a Lua não está num plano critico da NASA para atingir o seu objectivo de enviar seres humanos para a superfície de Marte.Enquanto a NASA está disposta a ajudar outros países que possam estar interessados em ir à Lua e nos seus planos para operar no espaço ao redor da Lua, a NASA não vê qualquer necessidade de aterrar seres humanos na Lua novamente.

 
 
Podem saber mais sobre a posição da NASA, aqui.

Uma cidade na Lua?

Outubro 26, 2015

Vera Gomes

 (Imagem meramente ilustrativa)

 

O Director do Gabinete de Espaço Comercial da Administração Federal de Aviação (FAA), George Nield, endossou o conceito de Aldeia Lunar (Lunarcity) defendida pelo Director Geral Johann-Dietrich Woerner da Agência Espacial Europeia (ESA), mas pediu a inclusão do sector comercial, e não apenas dos governos, na construção e operação.

Nield falou na reunião de 21 de Outubro Do Comité Consultivo Transporte Espacial Comercial (COMSTAC), que aconselha o seu gabinete. Observando que ele tinha acabado de voltar do Congresso Internacional de Astronáutica (IAC), em Jerusalém, Nield resumiu rapidamente um painel de discussão entre os chefes de uma série de agências espaciais representadas no IAC. Woerner era um deles.


Woerner tem vindo a defender a construção de uma aldeia - Lunarville - no lado mais distante da Lua, onde telescópios colocados lá estariam protegido da luz e do barulho da Terra. O conceito prevê o uso de módulos infláveis ​​e impressão 3D para construir infra-estrutura adicional, utilizando recursos lunares - chamado utilização de recursos in situ (ISRU). Culturas seriam cultivadas em estufas para apoiar pesquisadores rotativos em intervalos regulares.

A ideia não é nova, mas ter um alto dirigente da ESA à frente da ideia é. Woerner vê esta ideia como um sucessor para a Estação Espacial Internacional (ISS) e, tal como a ISS, construída como um esforço colaborativo internacional.

O Presidente Obama decidiu em 2010 que os Estados Unidos não iriam enviar novamente astronautas à superfície lunar. Em vez disso, dirigiu a NASA para enviá-los a um asteróide como um passo para eventuais missões humanas a Marte. A NASA desenvolveu uma abordagem passo a passo onde a sonda americana irá operar perto da Lua (em "espaço cis-lunares"), mas não descer para a superfície lunar. No entanto, os oficiais da NASA estão a incentivar fortemente outros países a prosseguir as operações de superfície lunar, especialmente ISRU, que poderiam ter vantagens para alcançar a meta seres humanos em Marte. Os Estados Unidos poderiam ser parceiros  destes outros países, fornecendo transporte para órbita lunar com o Sistema de Lançamento Espacial, por exemplo.

Nield disse que estava "particularmente impressionado" com a visão de Woerner, uma vez que permite que os países participem na proporção que quiserem e minimiza a necessidade de estrutura de gestão top-down. No entanto, deixa uma "modesta sugestão" - abri-lo a entidades comerciais.

Chamando oportunidades comerciais "sem limites", ele ofereceu exemplos que vão desde habitats e hotéis para centrais elétricas comerciais (usando painéis solares), a depósitos para propelente, à produção de alimentos, até a sistemas de transporte para se locomover na superfície lunar - brincando que é muito cedo para dizer se este será Yellow Cab ou Uber. "A indústria privada tem o potencial de desempenhar um papel importante e não precisa ser exclusivamente como um contratado do governo", disse Nield entusiasmado.


No final, os membros do COMSTAC debateram se eles devem emitir uma opinião, observação ou recomendação sobre o papel potencial do sector comercial numa aldeia lunar pedindo à FAA para discutir com a ESA uma troca ede ideias. O Comité decidiu pedir  ao grupo de trabalho de Política Espacial Internaciona do COMSTAC para elaborar um relatório para discussão futura.

 

(Fonte: Space Policy)

A aliança de dois mil milhões de dólares contra a SpaceX

Setembro 10, 2015

Vera Gomes

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A empresa espacial de Elon Musk deu uma pedrada no charco neste segmento. Agora, a Lockheed Martin e a Boeing integram uma aliança de dois mil milhões de dólares e que pode ser um forte concorrente.

 

A Aerojet Rocketdyne quer formar um consórcio com a Lockheed Martin e com a Boeing para criar um rival de peso para a SpaceX. O objetivo é conseguir tornar o Atlas V uma realidade e competir na corrida ao espaço com a empresa de Elon Musk. A Reuters avança que a ULA, de United Launch Alliance, terá ainda de ser aprovada pelo governo e agências nos EUA. A parceria já abandonou os propulsores de baixo custo russos e pode estar virar-se para a Blue Origin de Jeff Bezos como potencial fornecedor.

 

A entrada em cena de Elon Musk já fez mexer com alguns poderes instalados no setor, com críticas públicas à forma como os contratos públicos são atribuídos e ganhos por determinadas empresas, numa altura em que a SpaceX consegue reduzir os preços destas atividades.

 

(retirado daqui)

Espaço na campanha para as eleições americanas

Agosto 17, 2015

Vera Gomes

 

Durante um comício de campanha em New Hampshire ontem, candidato presidencial republicano Donald Trump disse que a ideia de enviar pessoas a Marte é "maravilhosa", mas "primeiro,eu quero reconstruir a nossa infraestrutura." O seu comportamento sugeriu um cepticismo ainda mais profundo.

Trump estava a discursar no comício de campanha em Winnacunnet High School, em Hampton, New Hampshire, quando um jovem que se identificou como um NASA Space Technology Research Fellow, um programa conjunto MIT-Harvard Medical School, perguntou sobre a colocação de seres humanos em Marte. O jovem observou que Trump se queixa de que os Estados Unidos precisam novamente de ter vitórias, e na indústria aeroespacial "uma das nossas maiores vitórias foi colocar o homem na Lua."

Trump concordou com o jovem, mas quando este continuou com a sua pergunta - o que Trump pensa em enviar seres humanos a Marte - opinião da Trump foi apresentada mais pela sua linguagem corporal e o tom de voz que pelas suas palavras. Levantando os ombros e fazendo caretas, Trump respondeu: "Honestamente, acho que é maravilhoso. Primeiro eu quero reconstruir nossa infra-estrutura. OK? Eu acho que é maravilhoso." Ele então olhou para a plateia enquanto apontava para o inquidor com desdém.

O evento foi registrado pela C-SPAN e este epsidócio pode ser visto na sua totalidade a partir do minuto 47:29 (basta clicar aqui).

Trump é o mais recente dos candidatos presidenciais a expressar pontos de vista sobre o programa espacial. Outros candidatos já haviam expressado a sua opinião:

  • Jeb Bush: "Eu sou uma pessoa do espaço";
  • Hillary Clinton: "Eu realmente, realmente apoio o programa espacial" e queria ser um astronauta quando era adolescente.
  • Ted Cruz ofereceu seus pontos de vista sobre os pontos fortes e fracos dos dois capitães de naves espaciais fictícias (Kirk e Picard) durante uma entrevista à imprensa. Mais a sério, ele presidiu as audiências do seu subcomité do Senate Commerce subcommittee on Space, onde ele expressou entusiasmo pelo espaço comercial e programas de exploração da NASA, mas pensa que as ciências da terra não devem ser uma prioridade NASA. Um projecto de lei que ele patrocinou, S. 1297, a Lei de Competitividade Comercial de Lançamento Espacial, foi recentemente aprovada pelo Senado. Cruz disse que o projecto leva adiante "tocha do presidente Reagan", ao continuar a apoiar espaço comercial.
  • Marco Rubio era um co-patrocinador da S. 1297 e disse que, no momento da sua aprovação "é preciso eliminar regulamentações desnecessárias que custam muito e tornam mais difícil para os empreendedores americanos criar empregos."  Acrescentou que a lei iria "tornar mais fácil para os nossos empreendedores voltarem ao espaço suborbital" e "ajudar a indústria espacial norte-americana a continuar a ir ainda mais para o espaço."

 

Até agora, o programa espacial surgiu apenas em entrevistas à imprensa ou reuniões locais como aconteceu com Trump. Nenhuma pergunta relcionada com espaço foram colocadas no primeiro debate dos candidatos republicanos no passado dia 6 de Agosto.

Durante as primárias republicanos de 2012, o candidato Newt Gingrich, ex-presidente da Câmara, estabeleceu metas ousadas para o programa espacial, e ele e Mitt Romney responderam a perguntas sobre o programa espacial num dos debates televisivos.

 

(texto traduzido daqui)

 

EUA estarão na Estação Espacial Internacional até 2024

Agosto 11, 2015

Vera Gomes

 

 

O Senado aprovou na terça-feira da semana passada um projecto de lei actualizando a lei de lançamento comercial e alargou a autorização da Estaçao Espacial Internacional.

 

O Senado aprovou por unanimidade o U.S. Commercial Space Launch Competitiveness Act, que Comité de Comércio do Senado havia aprovado em Maio. O projecto de lei estende-se até 2020, tanto a actual restrição sobre a capacidade da FAA (Federal Aviation Administration) para regulamentar a segurança para as pessoas que voam na nave espacial comercial (conhecido como o "período de aprendizagem") como a indemnização de lançamento de terceiros. Também autoriza a contiuação de operações da Estação Espacial Internacional até 2024.

 

O projecto de lei terá de ser conciliado com a versão da Câmara, que estende a indemnizaçao e o período de aprendizagem até 2025.

 

Podem obter mais detalhe sobre este assunto aqui.

 

 

Silêncio dos críticos quando se prepara um Diálogo Espacial EUA-China

Agosto 04, 2015

Vera Gomes

 

 

Há cinco semanas atrás, o Departamento de Estado americano anunciou um acordo sobre o Diálogo Espaço Civil EUA-China  (U.S.-China Civil Space Dialogue) que começará em Outubro próximo. Com toda a hipérbole que geralmente envolve os debates de EUA-China na cooperação espacial, uma tempestade de indignação dos críticos e exuberância dos defensores poderia ter sido o esperado, mas a reação tem sido quase inexistente.

A resposta silenciosa dos críticos é tanto mais surpreendente desde o anúncio do Departamento de Estado veio na mesma altura das notícias de que a China invadiu o sistema informático Office of Personnel Management, e alegadamente roubou os dados de mais de 22 milhões de funcionários públicos actuais e antigos, assim como os dados dos seus familiares.

Na verdade, o Departamento de Estado emitiu um comunicado de imprensa listando um total de 127 "resultados" - de que o diálogo espacial civil é apenas um - a partir das conversações bilaterais entre os dois países que tiveram lugar de 22 a 24 de Junho. Ressaltando as complexidades da diplomacia, os Estados Unidos estão a punir a China no que diz respeito à segurança cibernética, enquanto concorda em se envolver em muitas outras frentes.

O Departamento de Estado está a preparar-se para a primeira reunião de diálogo espacial civil no final de Outubro na China. Kia Henry, um porta-voz do Departamento de Estado, disse que todas as discussões irão cumprir com as leis e regulamentos dos EUA. O Departamento de Estado presidirá as discussões com "o apoio da NASA, a FAA, a NOAA, o US Geological Survey e DoD.", disse Henry eles vão considerar a troca de dados via satélite ambiental e científica e questões de segurança voo espacial, como evitar colisão de satélites.

NASA é proibida por lei de se envolver em actividades bilaterais com a China, a menos que autorizada pelo Congresso ou caso entregue ao Congresso, com 30 dias de antecedência, uma certificação que tal envolvimento nao coloca "riscos de resultar na transferência de tecnologia, dados ou outras informações relacionadas com a segurança nacional ou económicas e que não terá quaisquer implicações de segurança "e não envolve os violadores dos direitos humanos conhecidos.

Kia disse que é responsabilidade da NASA apresentar a certificação exigida.

O ex-Rep. Frank Wolf (R-VA), um forte crítico da China, por muitas razões, incluindo os direitos humanos, foi em grande parte responsável por criar essa proibição há vários anos. Ele presidiu o subcomité da Câmara Dotações Comércio- Justiça - Ciência (CJS) que financia a NASA e agora está aposentado, mas o seu sucessor, Rep. John Culberson (R-TX) mantém pontos de vista semelhantes e continuou a proibição constante do projecto de lei FY2016 CJS que passou a Casa dos Representantes em Junho (e que contém o orçamento da NASA para 2016).

Fora do Congresso, os mais acerbos críticos da cooperação espacial EUA - China parecem não comentar publicamente ou Eric Sterner, investigador do Instituto Marshall, ofereceu o seu ponto de vista num editorial de 27 de Julho publicado pela Space News. Embora concordando que um diálogo possa ser valioso em áreas como a prevenção de colisões, mitigação detritos e ciência, ele vê "pouca razão convincente para essas discussões evoluírem para a cooperação espacial civil." Discordou ainda com aqueles que argumentam que colaborar no espaço leva a melhor relações geopolíticas na Terra, observando que a participação da Rússia na Estação Espacial Internacional não dissuadiu os seus líderes de invadir Ucrânia.

Um dos principais defensores da cooperação elogiou a decisão. Joan Johnson-Freese, professora na Escola de Guerra Naval que escreveu livros sobre o programa espacial chinês, disse ao SpacePolicyOnline.com que a proibição do Congresso "em grande parte serve objetivos políticos nacionais" e que o anúncio do Departamento de Estado parece ser um "reconhecimento de que em geopolítica, o diálogo é sempre melhor do que nenhum diálogo. "Ela acrescentou que trabalhar com a China num projecto de ciência espacial, por exemplo, permitiria que os Estados Unidos" saber mais sobre "procedimentos operacionais padrão e, " os seus processos de tomada de decisão"

Um ponto-chave virá em Setembro, aktura em que a Casa dos Representantes retorna ao traalho depois das férias de Agosto e a NASA envia certificação com 30 dias de antecedência. O Congresso será ocupado  com outras questões, como tentar passar uma resolução que permita ao Governo continuar em funcionamento, e talvez os temas planeados para este primeiro diálogo espacial civil sejam suficientemente não-controversos que a certificação será aceite. Ainda assim, para todo o burburinho que a questão gerou no passado, e o momento do anúncio no meio de uma troca de acusações de ciberataques chineses a bancos de dados do governo dos EUA, a reação moderada é notável.

Agência de Defesa de Mísseis quer rastrear mísseis e vigiar o Espaço

Agosto 03, 2015

Vera Gomes

The U.S. Missile Defense Agency has said the follow-on program to its missile tracking Space Tracking and Surveillance System (above) is likely to be one part for a multi-mission Defense Department satellite.Crédito: Missil Defense Agency

 

A Agência de Defesa de Mísseis americana propõe uma constelação de satélites para realizar rastreamento de mísseis e vigilância do espaço. Um funcionário da agência disse na semana passada que há "um desejo" por várias partes do Departamento de Defesa para cooperar numa constelação de satélites na órbita baixa da Terra que iria realizar várias missões. A agência também confirmou que adjudicou um contrato com uma operadora de satélite comercial - sem mencionar o nome mas que se pensa ser a Iridium - para hospedar cargas úteis para um sistema que confirme se um míssil foi interceptado com sucesso.

 

Podem ler mais sobre este tópico aqui.

Brasil procura parceiros

Julho 03, 2015

Vera Gomes

 

 

As autoridades brasileiras afirmam que os EUA e a Rússia estão a competir para cooperar com o Brasil no lançamento de satélites a partir da base de Alcântara. O Brasil está à procura de um novo parceiro para substituir a Ucrânia para o local de lançamento de Alcântara, perto do Equador.
 
Uma fonte brasileira disse que o país estava a considerar trabalhar com os EUA ou Rússia para apoiar lançamentos a partir de lá, embora o relatório não tenha especificado o veículo de lançamento americano que poderia usar o espaço-porto brasileiro, ou se  foi considerada outra forma de colaboração. Propostas anteriores para parcerias semelhantes entre os EUA e o Brasil fracassaram devido a preocupações relacionadas com o controlo de exportação.
 
 

Morreu a "voz de Apollo" que lançou o Homem para a Lua

Junho 12, 2015

Vera Gomes

"Três, dois, um, zero, todos os motores a funcionar. Descolagem, temos uma descolagem." Foi Jack King que deu voz à partida para a Lua. Reveja o momento histórico.

 

 

Desapareceu o homem que deu voz à contagem decrescente para a descolagem da missão Apollo 11, a primeira a levar o homem à lua: Jack King, antigo responsável das relações públicas da NASA, morreu na quinta-feira, nos EUA, aos 84 anos.

 

"Três, dois, um, zero, todos os motores a funcionar. Descolagem, temos uma descolagem." É talvez este um dos momentos altos da vida de King, que ficou popularmente conhecido como a "Voz de Apollo", e morreu num hospital perto do Centro Espacial Kennedy, no estado norte-americano da Florida.

 

A causa de morte foi insuficiência cardíaca, informou a filha, Beth King.

 

A 16 de julho de 1969, King foi a voz ouvida um pouco por todo o mundo, no lançamento da nave Apollo 11, que transportou os astronautas Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins para a Lua e que permitiu, cinco dias mais tarde, que Armstrong fosse o primeiro homem a pisar a superfície lunar.

 

Além da missão Apolo 11, King também fez a contagem decrescente para centenas de outras missões da NASA, incluindo várias da série Apollo.

 

King era oriundo de Boston (Massachusetts) e residente em Cocoa Beach (Florida).

 

(retirado daqui)

 

 

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