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Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Astropolítica

"Se se pudessem interrogar as estrelas perguntar-lhes-ia se as maçam mais os astrónomos ou os poetas." Pitigrilli

Leitura de inicio de ano

Janeiro 04, 2012

Vera Gomes

 

 

 

 

Com o ínicio do ano a ser marcado pela China e os seus planos espaciais, aqui fica uma sugestão de leitura: "Asia Space Race" de James Clay Moltz da Naval postgraduate School.

 

Esta obra retrata a competição emergente que tanto se fala nos últimos dias. Como o autor nota logo na introdução, o título da obra pode ser um pouco impróprio: ao contrário do que aconteceu na competição bipolar entre Estados Unidos e a ex- União Soviética à meio século atrás, o ambiente actual tem várias corridas espaciais entre China, India, Japão e outras potências espaciais emergentes na região. Cada país tem as suas próprias capacidades, interesses e objectivos no espaço resultando tanto numa cooperação como competição entre eles e com outras nações, incluindo os EUA.

 

Este livro examina história, tecnologia e politicas das maiores potências espaciais asiáticas com um capítulo dedicado à China, India, Japão e Coreia do Sul; o 5º capítulo debruça-se sobre as várias pequenas potências da região (desde o Paquistão à Indonésia). Estas secções terminam com um panorama geral, incluindo interacções com outros países.

 

 

 

 

 

 

Emirados vão às compras

Dezembro 25, 2011

Vera Gomes

A França espera fechar nos próximos meses o negócio da venda de 60 caças Dassault Rafale aos Emirados Arábes Unidos, contudo, a verdadeira surpresa é o fecho de um outro contracto militar ainda maior: um satélite de vigilância construído pela Astrium!

 

Este é o primeiro grande negócio da Astrium no Médio Oriente! A conclusão deste negócio dá um empurrão aos Emirados para aumentar a sua capacidade militar para combater a política expansionista e ambições nucleares do Irão.

 

 

Poderão ler a noticia completa, aqui.

 

Polónia será o 20º membro da ESA

Junho 17, 2011

Vera Gomes

As negociações entre a Polónia e a ESA irão começar prevendo-se que este país se torne o 20º membro da Agência Espacial Europeia no final de 2012 ínicio 2013.

 

A Polónia é membro do Plano Europeu de Estados Cooperantes desde 2008. O fundo disponível para a Polónia ao abrigo deste plano atinge quase 5 milhões de euros. Assim que a Polónia se torne membro da ESA este fundo disponível irá aumentar significativamente.

 

Apesar de pouco conhecida, a Polónia tem uma longa história na área de pesquisa espacial. O primeiro cosmonauta polaco, Miroslaw Hermaszewski voou para o espaço em 1978 sendo assim quarta nação em órbita. Os instrumentos desenvolvidos e fabricados na Polónia estiveram presentes em mais de 70 missões não tripuladas, tais como a Huygens, Rosetta Philae ou o telescópio espacial Herschel.

 

Nos dias de hoje, os estudantes polacos ganharam a competição University Rover Challenge 2011 com o rover Magma2. O primeiro satélite polaco será brevemente lançado pelo VEGA. Contudo, estes feitos podem ser considerados pequenos pelos diversos grupos lobistas que tentam influenciar as entradas de novos membros à ESA.

 

O acesso da Polónia à ESA é visto como uma oportunidade única para desenvolver a indústria de alta-tecnologia em diversos projectos num nível superior do que aquele em que actualmente participam.

Bin Laden e a tecnologia espacial

Maio 31, 2011

Vera Gomes

Taylor Dinerman, na Space Policy Review desta semana, escreve um artigo onde explica a influência da tecnologia espacial na captura de Bin Laden. Segue-se um pequeno resumo desse artigo. É interessante ver como a tecnologia espacial é utilizada neste tipo de operações.

 

A verdade é que a captura do Bin Laden não seria possível sem os satélites do NRO (National Reconnaissance Office) e a colaboração deste gabinete da NGA (National Geospatial Intelligence Agency). Esta colaboração permitiu recolher imagens da mansão e cruzar informação de forma a saber quando a casa havia sido construída e quais as suas características especiais.

 

Também os satélites espiões da CIA permitiram confirmar a informação recolhida pelos agentes espiões no terreno. Por exemplo, se um agente diz que havia um avião num determinado local num determinado período de tempo, as imagens de satélites recolhidas permitem confirmar essa mesma informação.

 

Para além de imagem, a NRO também recolhe informação audio através de satélites.

 

Os helicopteros que transportaram a Team Six dos Seals estavam equipados com sistema GPS. Este sistema foi crucial para ajudar ao helicopteros a chegarem ao alvo sem aparecerem nos radares paquistaneses, cuja localização e caracteristicas de tramissões foram estudas com a ajuda de informação recolhida por satélite.

 

As imagens que o Presidente Obama e os restantes membros assistiram na Casa Branca foram imagens recolhidas por pequenas câmaras instaladas nos capacetes dos militares. Esta transmissão foi efectuada por ligações seguras que requereram a capacidade total de alguns instrumentos espaciais de comunicação militares.

"Para uma estratégia espacial europeia que beneficie os cidadãos"

Maio 23, 2011

Vera Gomes

No passado mês de Abril, a Comissão Europeia divulgou o documento que irá nortear a politica espacial europeia para os próximos anos. Intitulado "Para uma estratégia europeia que beneficie os cidadãos", aponta como grandes linhas mestras os seguintes pontos:

- Implementação dos sistemas de navegação europeus (o Galileu e o EGNOS)

- Implementação até 2014 do GMES

- Implementação do sistema de monitorizaçãode "space debris" (SSA - Space Situation Awareness) que estima-se custe à indústria especial europeia cerca de 330 milhões de euros/ ano.

- Identificar a apoiar actividades relacionadas com a exploração espacial (poderá incluir a Estação Espacial Internacional desde que todos os Estados-Membros participem)

- Criação de uma politica espacial industrial desenvolvida em colaboração com os Estados-Membros e a ESA

- Apoiar pesquisa e desenvolvimento para diminuir a dependência tecnológica europeia neste campo e assegurar que a inovação conseguida neste campo possa beneficiar os sectores não-espaciais e os cidadãos

- fortelacer parcerias entre os Estados-Membros e a ESA

 

Este documento de 13 páginas, aborda também um ponto essencial na colaboração internacional com os Estados Unidos e com a Rússia e ainda com a China! Isto certamente trará muitas novidades no futuro!

 

Curioso ainda, esta notícia  que surge na newsletter da Direcção Geral de Empresas e Indústria da Comissão Europeia junto com notícia de que a 20 de Outubro serão lançados os dois primeiros satélites operacionais do Galileu, considerando o atraso que o projecto Galileu leva assim como a polémica em torno do mesmo.

Inédito

Junho 02, 2010

Vera Gomes

Pela primeira vez na história, os EUA estão exclusivamente dependentes dos Russos para aceder à Estação Espacial Internacional. Isto porque o programa shuttle vou pela última vez no mês de Maio e neste momento os EUA não têm forma de acesso ao espaço. Há 25 anos atrás ninguém diria que este cenário seria possível!

 

Uma mudança na história espacial e politica destes dois países sem sombra de dúvida!

Obama e exploração espacial

Abril 14, 2010

Vera Gomes

Após a administração Obama ter pedido uma reavaliação de todo o programa espacial americano, as conclusões preliminares não eram das melhores (ler aqui). Podem ler aqui um resumo do relatório.

 

É por isso com grande ansiedade que é esperado amanhã, dia 15 de Abril, o discurso que o Presidente Obama dos EUA irá proferir no Kennedy Space Center, na Florida, onde irá apresentar as linhas mestras para estratégia americana para a exploração humana do espaço que prevê um aumento de 6 biliões de doláres no orçamento da NASA para os próximos 5 anos.

 

Aqui, podem consultar um resumo com os pontos principais do discurso de amanhã que aborda a questão, ainda que por alto, da presença de americanos no espaço, sem referir concretamente se na Lua ou Marte. É ponto assente uma maior participação na Estação Espacial Internacional e o desenvolvimento de um novo meio de transporte espacial.

 

 

China cria 1º Fundo Investimento Aeroespacial

Março 30, 2010

Vera Gomes

O primeiro fundo chinês para a indústria aeroespacial foi lançado na Área de Desenvolvimento Económico-Tecnológico de Pequim e já atraiu um investimento reembolsável de 3,03 mil milhões de ienes, numa fase inicial, com participações especiais da Beijing Yizhuang International Investment Development Co. e da Aerospace Capital Holding Co. (cada uma com mil milhões de ienes investidos).

 

(in Espacial News)

Space-based missile defense and the psychology of warfare

Setembro 09, 2008

Vera Gomes

by Taylor Dinerman
Monday, September 8, 2008

Anyone who wants to understand the way our enemies really think, as well as how and why we fail to grasp their reality should read Kevin Woods recent book The Mother of All Battles: Saddam Hussein’s Strategic Plan for the Persian Gulf War published by the Naval Institute Press. It tell the story of the 1991 Gulf War from the Iraqi point of view based largely on captured documents and published Arabic sources. The most important point in this study is that, from Saddam’s point of view, as well as that of the Ba’athist leadership, they won. After all, in spite of being ignominiously kicked out of Kuwait and having their armies thoroughly defeated on the battlefield, they remained in power. Political power was the only thing that counted and they had been able to keep it.

 

One of the keys to their belief that they won was that they were able to launch dozens of long-range missiles at their enemies, especially at Israel. They believed that the boost that this gave them, at home and in the Arab world, somehow compensated for everything that happened on the battlefield in Kuwait and southern Iraq.

 

Looking back on the German V-2 campaign against London and Antwerp, the greatest military effect was not the physical and psychological damage done to England and Belgium, but the impact on Germany’s national morale.

In his autobiography It Doesn’t Take A Hero Norman Schwarzkopf wrote that “…in essence what they had was a weapon that could fly 300 miles and miss the target by a couple of miles with a warhead of only 160 pounds. Militarily, that was the equivalent of a single airplane flying over and dropping one small bomb and flying away—terrible for anyone it happened to land on but in the grand scheme of warfare, a mosquito.

 

However the Scud was effective as a terror weapons against civilian populations.” Ever since 1991 this has been the accepted US and Western view of the missile campaign. Kevin Wood now has given us a much different view these attacks, one that has profound implications for missile defense policy and for the way that political leaders have to rethink the instructions they give to the military.

 

Looking back on the German V-2 campaign against London and Antwerp that went on from September 1944 until April 1945, the greatest military effect was not the physical and psychological damage done to England and Belgium, but the impact on Germany’s national morale. One should never forget that these were called Vengeance weapons. For a population suffering under nearly non-stop Allied bombardment and facing defeat on every front, the fact that they were in some small way able to keep hitting back with a wonder weapon that their enemies could not match was a factor keeping them fighting. Nazi propaganda did not fail to manipulate these feelings.

 

Ba’athist Iraq’s war-weary population was likewise subject to massive and—let’s face it—masterful propaganda. Hitting the hated Israelis, even with ineffective weapons, and the fact that due to US political pressure the Israelis did not strike back, was seen by Iraqis and by other Arabs as a great victory. A claim made explicit in a memoir written by Saddam’s missile force commander Hazim Abd al-Razzaq al-Ayyubi Forty-Three Missiles on the Zionist Enemy published in Amman, Jordan in 1998.

 

Al-Ayyubi described how, in the years and months leading up to the war, his two missile brigades practiced their “shoot and scoot” operational techniques. He also wrote about the very serious efforts the Iraqis made building multiple secure communications links using both radio and phone lines. According to a report to Saddam, they started the war with 230 missiles and 75 “special” warheads. Interestingly, he also bragged about the success of his deception units, not only in fooling US and Coalition targeting efforts, but also in deceiving the UN inspectors who tried to account for the missiles. Wood makes it clear “that despite the cost to the Iraqi people, Iraq’s successful violation of UNSC [United Nations Security Council] resolution 687 was a source of great pride to its leaders.”

 

Most, but not all, of what the Iraqis believed they had accomplished with their attacks was nonsense. The claims that they hit Ben Gurion Airport and the Ministry of Defense in Tel Aviv, or the Haifa Technology Institute, are just not serious. As was their claim to have been “the first Arab country to conduct effective offensive operations against the enemy (Israel).” What is true is that these attacks “fulfilled the Iraqi President’s vow that he would retaliate against Israel as revenge for their attacks against the Iraqi reactor.”

 

It is exactly this need for revenge that should get the attention of those in the US government who are trying to design a realistic missile defense policy for the next fifty years. Tyrannical regimes and terrorist movements share the need to excite people with dramatic and violent events. The more spectacular the attack, the better. Firing long-range missiles at an enemy, even if you only hit an empty parking lot, can provide followers with a level of emotional satisfaction. This in turn can motivate them to continue to fight even in a seemingly hopeless battle.

 

In future wars, those who are fighting against the West—today Iran or North Korea, tomorrow, who knows?—will use ballistic missiles not only to terrorize enemy civilian populations but to build morale among their own forces and people. Missile defense is the key to winning this critical psychological battle. As long as their missiles are being shot out of the sky, claims that they are hurting the enemy and thus filling people’s need for revenge can be shown to be utterly empty.

 

Missile defense is the key to winning this critical psychological battle. As long as their missiles are being shot out of the sky, claims that they are hurting the enemy and thus filling people’s need for revenge can be shown to be utterly empty.

This, however, cannot be done with terminal phase defense weapons. To hit a missile or a warhead that is descending towards its target may be a feat of technological skill, but it does nothing to decrease the emotional satisfaction that comes from striking a hated enemy. Midcourse interceptors such as the US GBI or the Israeli Arrow are better, but the best way to publicly humiliate those who are launching Scud-type missiles is to shoot them down as soon after they leave the launch pad as possible. The only weapon now in development that will—in theory—be able to do this is the Airborne Laser (ABL), which the Missile Defense Agency plans to test next year.

This is indeed a promising system, but it has its limits. Its range is, according to unclassified reports, about 300 kilometers, and the US only plans to build, at most, seven aircraft. If the goal is to prevent the enemy from using its missile attacks to build its own side’s morale and thus lengthen the war, another solution must be found.

 

Space-based interceptors, such as a new version of the Brilliant Pebbles program that was canceled in 1993, could, in combination with space- and ground-based sensors, knock down missiles of this type in the boost phase. Significantly, they would do so over the launching country’s own territory and at least some of the citizens would witness the destruction of their leader’s vengeance weapons. This news would spread through word of mouth. This might be one of the keys to undermining their will to make war and help shorten the conflict.

 


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